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quinta-feira, 12 de maio de 2011

Recebi isto agora

Liam Gallagher has just announced that he will never go to Glastonbury again. His main gripe is that the sound systems are way too quiet. We think he may just have a point, it seems to us that sound systems are getting politer each year and it won’t be long before they are done away with and all songs will be ’performed’ via the art of mime, or possibly just sign language.

So here we are with some friendly advice for the organisers of these large outdoor events. If you can’t turn it up to a decent volume, why not tell people beforehand exactly how quiet it is going to be and reduce the ticket price accordingly? The bands will no doubt have to charge a smaller fee, but £10 or £20 pounds to stand in a field and hear your favourite band play at a level your Mum would be happy with will feel like much less of a total rip off.


Newsletter da KOKO

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mixtapes

Não sou grande fã do conceito de Mixtapes. Principalmente quando estamos a falar de uma obra original do calibre do Orelha Negra.

Como me foi descrito, e eu concordo, é como alguém chegar ao Picasso e dizer-lhe "Epá, esta Guernica está bem fixe, mas deixa-me meter umas linhas minhas por cima. E uns tags."

A verdade é que, se é para meter vozes num álbum instrumental, podíamos ao menos ter um mínimo de preocupação lirística. Em três músicas diferentes, para além de nesta mixtape encontrarmos a mítica Constatação Lírica nº1, temos também pessoas a fazer rimar "Eu juro" com "Pagar juros", "em cima do palco a olhar para o Público" com "saiu no jornal Público" e "a minha mãe é cega" com "eu jogo sega".

O pior de tudo é o atestado de imbecilidade perfeita que é passado à audiência de rádio portuguesa: no ano e meio desde que o álbum saiu, consegui ouvir um par de vezes "A Cura" ou a "M.I.R.I.A.M.", muito de longe a longe, e só provavelmente na Ant3na.

Este fim-de-semana, apercebi-me que há uma música que apenas pode ser resumida como "um fã que nunca cantou mais do que os parabéns na vida, ligou o microfone do skype no pc e gravou uma linha de voz sobre A memória e lançou para a net sem o mínimo de produção", que não só passa na rádio em alta rotação como ainda tem o direito a fazer parte do jingle de uma estação.

Pessoas, não conseguem mesmo ouvir música que não tenha um refrão para cantarem?

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Como esgotar uma tour europeia antes do almoço

Os Queens of the Stone Age voltam este verão ao velho continente, incluindo uma "intimate gig" em Londres.
Tudo muito bem, bilhetes anunciados como estando à venda hoje às nove da manhã.

09:02 - Bilheteira online ainda indisponível a actualizar servidores.
09:08 - No tickets available.

Há informações nas internets que Glasgow, Colónia, Manchester, Paris, Eindhoven, Dublin,
Antuérpia, Amsterdão, Estrasburgo e Bruxelas já fecharam o tasco.

Será isto um novo record?

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Booooring.


Esta menina voltou a atacar. Mais uma vez, com um vídeo que nada tem de novo (a Amy e a Duffy ligaram e a Mariza diz que não sabia que tinha iniciado um movimento) exceptuando a abertura, que consiste numa entrevista/monólogo à la Jorge Jesus à BenficaTV .

Acho que o que eu menos gosto nesta pessoa nem é o facto de ela ser uma cópia desinspirada e fora de tempo, nem o facto de 2 minutos depois de ter começado a música eu sentir que só estive a ouvir sempre o mesmo refrão repetido ao expoente da loucura!

Não, o que não me convence mesmo é o quão fake toda a atitude da mulher me parece. Olho para ela e penso que uma inspecção cuidada à sola do sapato revela um carimbo a dizer "Made in Sony Music", de tão plástica que é. O facto de mudar de peruca durante o vídeo não ajuda.

Lembra-me a produção que alguém decidiu dar à Ana Malhoa pós-buereré, mas em vez de porca de bairro o figurino que tinham disponível envolvia ir buscar aquilo que era novidade há 4 anos.

Nos Blasted Mechanism, o Valdjiu, quando sai de palco e tira as máscaras de escorpião, continua a ser a mesma personagem: uma espécie de hippie-freak-jedi em busca da comunhão com a terra e não sei que mais. Não é o tipo de pessoa que imaginemos vestido com a farpela número 1.

A Marta Ren, para entrar no universo Soul/Funk, já anda por aí há anos, e a persona que ela cria em palco convence-nos a todos. Imaginamos sempre a mesma gaja de vestidinhos tesuda e desbocada , esteja em palco ou a ir ao supermercado fazer as compras do mês.

C'um carago, até o Este Senhor é mais convincente na personagem que cria.

Esta gaja? Apenas me parece que quando sai de palco volta a meter as argolas nas orelhas e Xutos & Pontapés nos ouvidos.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PIDE e Vilar de Mouros

"Informação nº 226-C.I.(I)

Distribuição Presidência do Conselho, Ministério do interior, Ministério da Educação Nacional

Assunto: Festival de música “Pop” em Vilar de Mouros

A seguir se transcreve o texto de uma informação redigida por um nosso elemento informativo que assistiu ao “festival” em questão, que teve lugar nos dias 7 e 8 do corrente, a qual se reproduz na íntegra, para não alterar os detalhes que foram alvo do seu espírito de observação:

“Dias antes do festival, foram distribuídos, nas estradas do País e nas estradas espanholas de passagem de França para Portugal, panfletos pedindo aos automobilistas que dessem boleias aos indivíduos que iam ver o festival.

No 1º dia, o espectáculo começou às 18h00 e prolongou-se até às 4 da manhã.
Ao anoitecer, o organizador, um tal Barge, anunciou que tinham sido vendidos 20 mil bilhetes (a 50$00 cada).
Esperavam vender 50 mil bilhetes para cobrir as despesas, que seriam aproximadamente a 2.500 contos.
Diziam que tiveram de mandar vir o conjunto Manfred Mann de Inglaterra, mas parece que estava no Algarve, e por isso, a despesa com eles não foi tão grande como parecia.

Um dos cantores, Elton John, causou desde o começo má impressão, com os seus modos soberbos e as suas exigências: carro de luxo para as deslocações, quartos de luxo para os acompanhantes e guarda-costas, etc.
O recinto do festival era uma clareira cercada de eucaliptos, com um taipal à volta e uma grade de arame do lado do ribeiro.

Na noite de 7 estavam muitos milhares de pessoas e muita gente dormiu ali mesmo, embrulhada em cobertores e na maior promiscuidade.
Entre outros havia:
crianças de olhar parado indiferentes a tudo
grupos de homens, de mão na mão, a dançar de roda
um rapaz deitado, com as calças abaixadas no trazeiro
um sujeito tão drogado que teve de ser levado em braços, com rigidez nos músculos
relações sexuais entre 2 pares, todos debaixo do mesmo cobertor na zona mais iluminada
sujeitos que corriam aos gritos para todos os lados
bichas enormes a comprar laranjadas e esperando a vez nas retretes (havia 7 ou 8 provisórias) mas apesar disso, houve quem se aliviasse no recinto do espectáculo.
porcaria de todo o género no chão (restos de comida, lama, urina) e pessoas deitadas nas proximidades

Viam-se algumas bandeiras. Uma vermelha com uma mão amarela aberta no meio (um dos símbolos usados na América pelos anarquistas); outra branca, com a inscrição “somos do Porto” com raios a vermelho e uma estrela preta.

A população da aldeia, e de toda a região, até Viana do Castelo, a uns 30 km de distância, estava revoltada contra os “cabeludos” e alguns até gritavam de longe ao passar “vai trabalhar”. Foram vistos alguns a comer com as mãos e a limparem os dedos à cabeleira.
Viam-se cenas indecentes na via pública, atrás dos arbustos e à beira da estrada.

Em Viana do Castelo dizia-se que os “hippies” tinham comprado agulhas e seringas nas farmácias da cidade.
Havia muitos estudantes de Coimbra, e outros que talvez fossem de Lisboa ou do Porto. Alguns passaram a noite em Viana do Castelo em pensões, e viam-se alguns de muito mau aspecto, parece que vindos de Lisboa, que ficaram numa pensão.

Houve gritos de Angola é… (qualquer coisa) durante a actuação do conjunto Manfred Mann (de que faz parte um comunista declarado, crê-se que chamado Hugg).
Fora do recinto, junto do rio e de uma capela, havia muitas tendas montadas e gente a dormir encostada a árvores ou muros e embrulhada em cobertores.
Houve grande confusão junto às portas de entrada.
Havia quatro bilheteiras em funcionamento permanente e muito trânsito.

Toda aquela multidão de famintos, sem recursos para adquirir géneros alimenticios indispensáveis, como se de uma praga de gafanhotos se tratasse, se lançou sobre as hortas próximas colhendo batatas e outros produtos hortícolas, causando assim, grandes contrariedades aos seus proprietários, muitos deles de débeis recursos económicos.

26-8-71"


via amplificasom

terça-feira, 13 de julho de 2010

Bom soundbyte, parvo na essência

"Tocar bonito é no jazz. O rock quer-se com pregos e suor. "

Hélio Morais (If Lucy Fell, Linda Martini, PAUS) in Bodyspace

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Interessante

Afinal o facto do tráfego aéreo no norte da Europa estar no mesmo estado de uma tarola do Dave Lombardo no fim de uma tour não implica unicamente que concertos por esse mundo fora estejam a ser cancelados.

Recebi um email interessantissimo dos meninos no Cafe Oto, um espaço muito interessante cá em Londres (podem ler mais sobre eles aqui), que dizia qualquer coisa como:

"Due to the volcanic ash from Iceland the Sun Ra Arkestra have been unable to leave the country. They are stranded in the UK with very little money. Due to an amazing bit of good luck we have nothing programmed tonight and have agreed to put them on for one extra evening."

Maneira interessante de rentabilizar as desgraças e juntar o útil ao agradável.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Eles andem aí...

... a estragar as misturas:


O que é que vocês acham disto? Sensacionalismo ou problema real?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

RATM... de graça?

E se os Rage Against the Machine dessem um concerto à porta fechada, mas gratuito?

Calma, eu explico. Aqui há uns tempos (Natal de 09) houve no Reino Unido uma movimentação no meio musical para conseguir pôr a "Killing in the Name of" nos tops de singles, chutando para canto não só o Coro de Santo Amaro de Oeiras como também umas merdas do X-factor, o Ídolos da bifolândia. Tentativa essa que foi bem sucedida.

Os Rage gostaram (ai não, pilim!) e quiseram dizer "Cheers, mate" de perto.

O tio Morello tem a palavra: A historic grassroots rebellion made our song 'Killing in the Name' the number one Christmas single of 2009. The people of the UK toppled the X-Factor giant, raised a great deal of money for homeless charities, and shocked the world. As a thank you to our UK fans and freedom fighters we promised to play a free show. Well...here we come. June 6th, Finsbury Park, the celebration/party/revolution is ON!!

Como evidentemente a procura é maior do que a oferta, está em vigor um sistema de lotaria, em que o pessoal se inscreve num site e habilita-se não a um automóvel, mas a ir a um bilhete premiado com direito a ouvir a música subversiva da banda hino do rebanho das ovelhas que não querem pertencer ao rebanho.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Nunca gostei do festival da canção

Se há coisa em que passo por ignorante no mundo musical, é precisamente aquilo que envolve este grande evento televisivo.

Nunca assisti, nem ao campeonato nacional nem àquela versão que é como a Liga dos Campeões, em que vão todos da Europa e ganha sempre um país recôndito.

Nunca soube quem participou, quem cantou, de quem é a música ou como se chama a dita-cuja.

Dou por mim a descobrir anos depois que o Zé Cid andou lá no meio, ou que as músicas que a minha mãe cantava quando estava a cozinhar (viva o estereótipo) também eram da mesma caldeirada.

Ainda assim, votei nos homens da luta para irem lá fazer não sei o quê. Só porque li a notícia no blog gossip de todos nós e olhando de relance para os nomes (Claudisabel tem o seu quê de Parvanormal) achei por bem ajudar a desestabilizar.

Decidi partilhar esta informação com vocês.

PS - já experimentei a App dos Mão Morta. Uma bela peça de inutilidade, mas que entretém facilmente durante 5-7'.

EDIT - Aparentemente os gajos fizeram o que eu teria feito: ser expulso por não ter lido o regulamento. Ainda não é desta que vou conhecer à partida uma das músicas do eurovisão da canção...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Olha que bem sacado

a sério que depois da anedota do tubarão o jorge palma conseguiu escrever "tu baralhas-me" na sua nova música?

Daqui

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Death Cab for Cutie: lanço o debate



Os Death Cab for Cutie são bons ou não? Lanço aqui o debate, digam de vossa justiça.

Pessoalmente, gosto. Têm uma ou outra música de merda, mas no geral gosto dos gajos. Se calhar são o meu guilty pleasure.