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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
quinta-feira, 16 de junho de 2011
The Johnny Cash Project
The Johnny Cash Project is a global collective art project, and we would love for you to participate. Through this website, we invite you to share your vision of Johnny Cash, as he lives on in your mind’s eye. Working with a single image as a template, and using a custom drawing tool, you’ll create a unique and personal portrait of Johnny. Your work will then be combined with art from participants around the world, and integrated into a collective whole: a music video for "Ain’t No Grave", rising from a sea of one-of-a-kind portraits. (...)
sábado, 18 de dezembro de 2010
domingo, 19 de setembro de 2010
Ignition'10
Olha aí o cartaz deste ano do festival Ignition:

Mudou o formato de festival para 4 concertos em dias diferentes e em localidades diferentes do concelho de Penafiel. Sítios engraçados como uma praia fluvial ou uma eira(d'homem). Também mudou o preço (agora é grátis).
Mais info aqui.

Mudou o formato de festival para 4 concertos em dias diferentes e em localidades diferentes do concelho de Penafiel. Sítios engraçados como uma praia fluvial ou uma eira(d'homem). Também mudou o preço (agora é grátis).
Mais info aqui.
domingo, 12 de setembro de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Um tigre no morangal
Ei, a dizer que o Legendary Tiger Man se recusou a tocar no Sudoeste...
Acho que nem vale a pena tecer mais comentários, a acção diz tudo. 50 internets para o Sr. Paulo Furtado!
Acho que nem vale a pena tecer mais comentários, a acção diz tudo. 50 internets para o Sr. Paulo Furtado!
sexta-feira, 31 de julho de 2009
As Escolhas do Marmelo (4)
Boa noite, boa Sexta-Feira e um bom fim de semana no geral. A quem pensava já que este post não ia para o blog hoje tenho só a dizer que estava só a criar suspense. Obrigado por se juntarem a nós para mais um "As Escolhas do Marmelo", cada vez mais um serviço público de grande utilidade.
Hoje, mais um tema de grande interesse e diria, coragem! Imagem como é difícil meter o pescoço no cepo (ou os ouvidos nos auscultadores) ouvindo bandas terríveis na esperança de encontrar pérolas perdidas.
E qual é o problema das listas de bons álbuns por más bandas, na humilde opinião deste marmelo? Simples, nem os álbuns são assim tão maus nem as bandas assim tão boas (ou vice-versa, já não sei bem).
Começo com um óbvio para os leitores da minha geração: Dookie dos Green Day. Embora a garotagem de hoje em dia não saiba, os Green Day não foram sempre uns quarentões com eyeliner. Em tempos idos, eram jovens que se vestiam de acordo com a idade e que estavam mais interessados em fazer rock do que em ganhar dinheiro à custa dos miúdos "fixes". Dookie é provavelmente o único álbum bom desta banda que rapidamente se dedicou ao "punk acústico", como eu gosto de lhe chamar, e, mais tarde, à merda completa.
Outra das bandas que a garotada de hoje aprecia são os Avenged Sevenfold. Não sei se é da maquilhagem, da falta de gosto, dos gutorais, do QUALQUERCOISAcore, mas parece que são mais uma banda a juntar diversos ingredientes explosivos que facilmente catapultam qualquer um para o sucesso.
Ainda assim, e como é para isso que serve este artigo, há pérolas no meio do lixo. O álbum City of Evil, verdade seja dita, é um grande álbum de guitarras numa altura em que estes já são poucos. Se fecharmos os olhos ao quão posers estas pessoas são e à música nº6 (se bem que à musica não adianta muito fechar os olhos) temos aqui um álbum capaz de fazer o Slash virar-se na cova para esconder o tesão (fontes diversas afirmam que Slash não está nada morto, depois de ouvir os álbuns de Velvet Revolver decida o leitor por si mesmo).
Próxima sugestão: Loose de Nelly Furtado. Passando o preconceito da música pop fófinha (e a vergonha), ao ouvir este álbum na integra, tirando duas músicas lá pró meio, percebe-se o que é um óptimo trabalho de estúdio. É pena que a electrónica tenha demorado à volta de 20-30 anos a aparecer em música de qualidade. Timbaland nos seus tempos áureos (antes do álbum do Cornell), Nelly a fazer várias camadas de voz, instrumentais mesmo estranhos e minimalistas para música que passa na MTV, músicas bem escritas, são todos bons motivos para deixarem de lado a vergonha e darem uma oportunidade a esta pérola.
Era uma vez uma banda emo chamada Panic! at the Disco. Como Qualquer banda emo, os Panic! at the Disco gostavam de chorar, fazer música má e dormir juntinhos, todos na mesma cama. Ora, isto costuma ter um problema, que é: se o gajo mais à direita na cama cai pelo lado esquerdo, empurra toda a gente para fora da cama com ele. Foi o que aconteceu. Caíram todos abaixo da cama e bateram com a cabeça na mesinha de cabeceira. E a mesinha de cabeceira devia ser muito, mas mesmo muito dura!
Não tendo conhecimentos clínicos que me permitam explicar o que acontece ao certo nas cabeças que batem em mesinhas de cabeceira muito, mas mesmo muito duras, resta-me apenas relatar o que aconteceu neste caso em particular: os Panic! at the Disco mudaram o nome para Panic at the Disco e lançaram um álbum bom - Pretty. Odd.. Provavelmente foram possuídos pelos espíritos sagrados de Lennon e Harrison, porque este álbum é um hino à música dos Beatles, um álbum pop numa década em que já não há pop sem misturar hiphop e essas cenas que eu não percebo, não percebo.
Há muita cena estranha no Japão. provavelmente alguns dos caros leitores, cultos como são, já ouviram falar de um estilo "musical" chamado Visual Kei (raparem como um estilo musical tem Visual no nome). Isso consiste em quê? - pergunta o leitor sem ter noção no que se está a meter. Imaginem uns meninos(as) a tocarem música parecida com a que os Green Day fazem hoje em dia mas todos vestidos como as personagens dos rpgs japoneses, com roupas todas espampanantes e cabelos todos espetados e com cores fluorescentes.
Isto a propósito de um catraio (chamado Miyavi) que era guitarrista numa banda destas e que decidiu fazer uma carreira a solo. Continuou a fazer música de merda, até que um dia lhe deu um sopro (como aconteceu a todos os sujeitos dos álbuns sugeridos neste artigo) e decidiu aprender a tocar guitarra como deve ser e lançou Dokuso.
E voltamos às terras do sol poente para falar de uma das melhores piores bandas de sempre, cujo vocalista além de ser um génio musical também sabe tocar guitarra como ninguém: Limp Bizkit, pois claro! Definiram um dos piores momentos musicais do século e, com vergonha na cara que andava sempre pintada, o guitarrista Wes Borland saiu da banda para que esta pudesse atingir níveis ainda mais baixos de qualidade.
Alguns anos passaram e Wes voltaria a entrar para a banda. Lançaram o ep The Unquestionable Truth (part 1) que deve ser o único registo decente da banda (desculpem mas não encontrei vídeo melhor), antes que o guitarrista fugisse outra vez.
Decidi terminar este artigo com um dos artistas portugueses de maior gabarito e pior gosto: José Cid.
Se as suas capacidades como músico e compositor são inquestionáveis, já o seu "bom" gosto não é tanto assim. Mesmo nos seus melhores momentos há sempre qualquer coisa embaraçosa que faz com que toda a gente sinta um misto de carinho e simpatia pelo músico.
O álbum de José Cid que vou sugerir, adivinharam: 10,000 Anos Depois Entre Vénus e Marte. Para quem não conhece, só posso dizer que deviam ter vergonha. É rock progressivo dos anos 70 no seu melhor. Imaginem Pink Floyd, King Crimson, Yes, mas cantado pelo nosso amigo Cid.
Sem dúvida o melhor álbum português de sempre (tirando os dos Fingertips).
Por esta semana é tudo, até à próxima!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (podem enviar-me sms com sugestões para artigos que eu vou provavelmente ignorá-las)
Hoje, mais um tema de grande interesse e diria, coragem! Imagem como é difícil meter o pescoço no cepo (ou os ouvidos nos auscultadores) ouvindo bandas terríveis na esperança de encontrar pérolas perdidas.
E qual é o problema das listas de bons álbuns por más bandas, na humilde opinião deste marmelo? Simples, nem os álbuns são assim tão maus nem as bandas assim tão boas (ou vice-versa, já não sei bem).
Começo com um óbvio para os leitores da minha geração: Dookie dos Green Day. Embora a garotagem de hoje em dia não saiba, os Green Day não foram sempre uns quarentões com eyeliner. Em tempos idos, eram jovens que se vestiam de acordo com a idade e que estavam mais interessados em fazer rock do que em ganhar dinheiro à custa dos miúdos "fixes". Dookie é provavelmente o único álbum bom desta banda que rapidamente se dedicou ao "punk acústico", como eu gosto de lhe chamar, e, mais tarde, à merda completa.
Outra das bandas que a garotada de hoje aprecia são os Avenged Sevenfold. Não sei se é da maquilhagem, da falta de gosto, dos gutorais, do QUALQUERCOISAcore, mas parece que são mais uma banda a juntar diversos ingredientes explosivos que facilmente catapultam qualquer um para o sucesso.
Ainda assim, e como é para isso que serve este artigo, há pérolas no meio do lixo. O álbum City of Evil, verdade seja dita, é um grande álbum de guitarras numa altura em que estes já são poucos. Se fecharmos os olhos ao quão posers estas pessoas são e à música nº6 (se bem que à musica não adianta muito fechar os olhos) temos aqui um álbum capaz de fazer o Slash virar-se na cova para esconder o tesão (fontes diversas afirmam que Slash não está nada morto, depois de ouvir os álbuns de Velvet Revolver decida o leitor por si mesmo).
Próxima sugestão: Loose de Nelly Furtado. Passando o preconceito da música pop fófinha (e a vergonha), ao ouvir este álbum na integra, tirando duas músicas lá pró meio, percebe-se o que é um óptimo trabalho de estúdio. É pena que a electrónica tenha demorado à volta de 20-30 anos a aparecer em música de qualidade. Timbaland nos seus tempos áureos (antes do álbum do Cornell), Nelly a fazer várias camadas de voz, instrumentais mesmo estranhos e minimalistas para música que passa na MTV, músicas bem escritas, são todos bons motivos para deixarem de lado a vergonha e darem uma oportunidade a esta pérola.
Era uma vez uma banda emo chamada Panic! at the Disco. Como Qualquer banda emo, os Panic! at the Disco gostavam de chorar, fazer música má e dormir juntinhos, todos na mesma cama. Ora, isto costuma ter um problema, que é: se o gajo mais à direita na cama cai pelo lado esquerdo, empurra toda a gente para fora da cama com ele. Foi o que aconteceu. Caíram todos abaixo da cama e bateram com a cabeça na mesinha de cabeceira. E a mesinha de cabeceira devia ser muito, mas mesmo muito dura!
Não tendo conhecimentos clínicos que me permitam explicar o que acontece ao certo nas cabeças que batem em mesinhas de cabeceira muito, mas mesmo muito duras, resta-me apenas relatar o que aconteceu neste caso em particular: os Panic! at the Disco mudaram o nome para Panic at the Disco e lançaram um álbum bom - Pretty. Odd.. Provavelmente foram possuídos pelos espíritos sagrados de Lennon e Harrison, porque este álbum é um hino à música dos Beatles, um álbum pop numa década em que já não há pop sem misturar hiphop e essas cenas que eu não percebo, não percebo.
Há muita cena estranha no Japão. provavelmente alguns dos caros leitores, cultos como são, já ouviram falar de um estilo "musical" chamado Visual Kei (raparem como um estilo musical tem Visual no nome). Isso consiste em quê? - pergunta o leitor sem ter noção no que se está a meter. Imaginem uns meninos(as) a tocarem música parecida com a que os Green Day fazem hoje em dia mas todos vestidos como as personagens dos rpgs japoneses, com roupas todas espampanantes e cabelos todos espetados e com cores fluorescentes.
Isto a propósito de um catraio (chamado Miyavi) que era guitarrista numa banda destas e que decidiu fazer uma carreira a solo. Continuou a fazer música de merda, até que um dia lhe deu um sopro (como aconteceu a todos os sujeitos dos álbuns sugeridos neste artigo) e decidiu aprender a tocar guitarra como deve ser e lançou Dokuso.
E voltamos às terras do sol poente para falar de uma das melhores piores bandas de sempre, cujo vocalista além de ser um génio musical também sabe tocar guitarra como ninguém: Limp Bizkit, pois claro! Definiram um dos piores momentos musicais do século e, com vergonha na cara que andava sempre pintada, o guitarrista Wes Borland saiu da banda para que esta pudesse atingir níveis ainda mais baixos de qualidade.
Alguns anos passaram e Wes voltaria a entrar para a banda. Lançaram o ep The Unquestionable Truth (part 1) que deve ser o único registo decente da banda (desculpem mas não encontrei vídeo melhor), antes que o guitarrista fugisse outra vez.
Decidi terminar este artigo com um dos artistas portugueses de maior gabarito e pior gosto: José Cid.
Se as suas capacidades como músico e compositor são inquestionáveis, já o seu "bom" gosto não é tanto assim. Mesmo nos seus melhores momentos há sempre qualquer coisa embaraçosa que faz com que toda a gente sinta um misto de carinho e simpatia pelo músico.
O álbum de José Cid que vou sugerir, adivinharam: 10,000 Anos Depois Entre Vénus e Marte. Para quem não conhece, só posso dizer que deviam ter vergonha. É rock progressivo dos anos 70 no seu melhor. Imaginem Pink Floyd, King Crimson, Yes, mas cantado pelo nosso amigo Cid.
Sem dúvida o melhor álbum português de sempre (tirando os dos Fingertips).
Por esta semana é tudo, até à próxima!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (podem enviar-me sms com sugestões para artigos que eu vou provavelmente ignorá-las)
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sábado, 23 de maio de 2009
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Plant & Krauss - Raising Sand
A vitória do Grammy para melhor álbum chamou-me à atenção para a falha de ainda não ter ouvido o álbum Raising Sand - já editado em Outubro de 2007 -, fruto da união criativa de Robert Plant e Alison Krauss. O álbum não é fantástico (mas também qual é mesmo o critério para se ganhar o Grammy?) mas é um prazer de ouvir. O mundo blues-rock de Plant funde-se sem atritos com o lado bluegrass-country de Krauss. O resultado tem os recursos estílisticos dos dois mundos, mas sem que nenhum se sobreponha, o que torna o álbum algo mais que uma parceria. As músicas são boas e bem arranjadas e o alinhamento do álbum está coeso. Resulta. O disco é doce, sereno, maduro, bom.Os vocalistas são intocáveis. É bom ouvir a voz de Plant, num registo muito diferente dos Zeppelin, mais grave e mais calmo. Krauss é dona de uma voz doce, tocando também fiddle. Ora cantam em uníssono, ora cabe um papel de maior relevo a um dos cantores, apoiado pelo outro nos coros. Destaque para a bluesy e storytelling «Fortune Teller», muito bem interpretada por Plant.
PS: Fala-se de que estão a decorrer novas sessões de gravações entre os dois músicos. Virá daí novo álbum?
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