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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Kind of Sued

A história de Andy Baio, mentor do projecto Kind of Bloop (An 8-Bit Tribute to Miles Davis' Kind of Blue) que acabou processado pelo ricaço autor da fotografia da capa. Podem ler os motivos e o desfecho em http://www.webstandardistas.com/2011/06/kind-of-sued.php

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Jazzy Pais Simões

Isto promete.

«Faltam poucas semanas para o lançamento do novo disco de JP Simões, Onde Mora o Mundo, que resulta de uma parceria criativa com o músico Afonso Pais.

O álbum terá dez canções com o seguinte alinhamento:

1. DORINHA (pequena dor)
2. ONDE MORA O MUNDO
3. CARO COMPARSA
4. A MARCHA DOS IMPLACÁVEIS
5. CONVERSA DE ESQUINA
6. VOLTAR A ÍTACA
7. VOCIFEROZ
8. FALSA VALSA
9. NADA VEZES NADA
10. MAIS UMA AURORA

Onde Mora o Mundo nasce de um Verão de intenso trabalho de gravações e misturas no estúdio Namouche, Lisboa. Além de JP Simões e de Afonso Pais (guitarras, voz, piano, "fender rhodes", theremin, arranjos e direcção musical), a ficha técnica conta com Carlos Barretto (contrabaixo), Alexandre Frazão (bateria), Jorge Reis (saxofone alto), Tomás Pimentel (fliscorne), Luís Cunha (trombone, "Eb Horn", flauta), Guto Lucena (flauta em sol, flauta baixo) e com o Quarteto ArtZen. O espanhol Perico Sambeat é o convidado especial do disco, emprestando as notas do seu saxofone soprano ao tema "Conversa de Esquina".»


Afonso Pais: site, myspace

domingo, 4 de julho de 2010

Secura #22

O único jazz que não me dá sono é o do Carlos Bica.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Zelig ao vivo

Fica uma maior divulgação do comentário:


quinta 17 junho - fnac norteshopping
sábado 19 junho - fnac coimbra
domingo 20 junho - fnac leiria
domingo 27 junho - fnac chiado, lisboa [editado]

E por falar em concertos dos Zelig, porque não recordar a primeira vez que os vi, 11 de Setembro de 2008.

PS: Tenho gostado muito do disco. A ver se me apetece mandar uns bitaites mais completos um dia destes.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Interessante

Afinal o facto do tráfego aéreo no norte da Europa estar no mesmo estado de uma tarola do Dave Lombardo no fim de uma tour não implica unicamente que concertos por esse mundo fora estejam a ser cancelados.

Recebi um email interessantissimo dos meninos no Cafe Oto, um espaço muito interessante cá em Londres (podem ler mais sobre eles aqui), que dizia qualquer coisa como:

"Due to the volcanic ash from Iceland the Sun Ra Arkestra have been unable to leave the country. They are stranded in the UK with very little money. Due to an amazing bit of good luck we have nothing programmed tonight and have agreed to put them on for one extra evening."

Maneira interessante de rentabilizar as desgraças e juntar o útil ao agradável.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Drum Boogie


O lendário Gene Krupa numa aparição no grade ecrã. Reparem na cena de mascar a pastilha que foi depois copiada pelo Stalone.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Desenrasca=Improvisa?

Numa terra em que tudo tem de ser feito "by the book", onde ha protocolos para todo e qualquer procedimento, que sem terem, na sociedade de uma forma geral, a hipotese de "tocar de ouvido" uma vez que seja, porque tudo ja esta (tentam) previsto, simulado e preparado, a capacidade criativa acaba por ser ligeiramente crastada.

E de certeza que as sinapses mais responsaveis pela improvisacao acabam por ser ligeiramente afectadas.

Eu tinha esta sensacao. Mas nao tinha provas.

Ate ontem.

A jam session na UCL foi das coisas mais sensaborosas, musicalmente falando, que ja vi na vida.

Nao 'e que os gajos nao soubessem tocar, que alguns ate sabiam.

Mas a verdade 'e que nao havia solos.
Havia os exercicios previstos nos Jamey Abersold's em cima da harmonia que a banda seguia. Havia a harmonia que a banda seguia, que era aquela que estava escrita no real-book.
Havia os gajos dos sopros (principalmente), que sabiam que "no jazz faz-se tema-solo-solo-tema", por isso 'e preciso fazer alguma coisa entre os chorus do tema, mas de preferencia que nao se ouvisse nem se destacasse o que estavam a fazer.
Mas solos, solos nao havia.

Claro que nao posso tomar esta amostra como sendo estatisticamente significativa (salvo erro o Courtney Pine 'e londrino), mas esta foi uma experiencia muito proxima de "epic fail".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Festival ENORME nos Jardins do Palácio


Apareçam. Zelig e De-Phazz vai ser giro. Também estou curioso em relação aos Electro Deluxe, e já me disseram que os Ceux Qui Marchent Debout dão concertos muito bons.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

As Escolhas do Marmelo (2)

Olá outra vez, caros leitores. Bem vindos a mais uma edição das minhas escolhas!
Esta semana, decidi escrever uma lista que é muito mais que uma lista: é quase um guia Michelin de música que ninguém ouve, só que sem as avaliações com estrelas! É um verdadeiro guia de engate, qual roteiro da pinocada!

Álbuns para Engatar uma Gaja Indie:

Esta semana decidi aprofundar um tema mencionado na última (primeira) edição desta rubrica: o engate de gajas indie (às quais me irei referir como indias).
Na humilde opinião deste marmelo, o grande problema das listas de álbuns para o engate de gajas indie é que o problema real do engate não é identificado. Reparem, normalmente são apenas listas normais de álbuns indie, quando é fácil de perceber que para o engate é necessária uma arma mais forte.

Depois de rever vários estudos sobre a psique das indias cheguei à conclusão que o que mais excita uma rapariga destas é, no fundo, o mesmo que excita outra rapariga qualquer: um homem dominador que sabe o que está a fazer. Assim sendo, é óbvio que não só os álbuns desta lista têm de ser indie, como também têm de ser quase completamente desconhecidos.

A primeira parte da actuação do galã, deve passar pela investigação profunda do alvo de modo a descobrir que bandas ela gosta. Ou então basta olhar para a t-shirt dela.

Se ela for apenas moderadamente indie, ou seja, se ouvir coisas mais ou menos mainstream como Vampire Weekend podem jogar uma bela cartada ao dizerem "já passei essa fase" e que "agora só ouço música africana como The Hallelujah Chicken Run Band". No álbum Take One, principalmente, a música é quase como Vampire Weekend, mas sem as teclas à The Cure e cantado numa língua africana qualquer.

Se, por outro lado, a primeira coisa que ela vos perguntar, mesmo antes do nome, for "Gostas mais de The Mars Volta ou At The Drive-In?", controlem a vontade de a espancar por ter dito "de The", guardando a energia para uma altura mais própria, quando Um Tapinha Não Dói™. Em vez disso, façam um ar de connaisseur e digam: "Eu gostava mais deles antes dos ATD-I, quando o Cedric tocava bateria nos The Fall On Deaf Ears". De facto (ahah), parte desta banda eram duas raparigas de 17 anos que morreram num acidente de carro, inspirando uma das músicas mais conhecidas dos ATD-I, Napoleon Solo. Só têm um EP cujas 5 músicas têm trechos do Bitches Brew!! Não sei o que mais precisam para papar a gaja...

Ainda nesta cena do punk, aproveito para sugerir um que vai deixar qualquer india molhadinha (a mim deixa, pelo menos). Dissertation, Honey dos The Plot to Blow Up the Eiffel Tower, uma mistura frenética entre punk e jazz.

Para as indias que gostam de música mais rápida (leia-se abusada), com uma perninha no QUALQUERCOISAcore ou assim, a minha única possível recomendação é iwrestledabearonce. Misturam breakcore (grindcore?) com interlúdios quase ambientais, mas atenção, tudo com muita ironia. Também só têm um EP e um LP, o que ajuda a aumentar o nível de desconhecimento. É aproveitar antes que toda a gente ande por aí com t-shirts deles.

Se a india em questão é mais dos dance-punks e cenas com alguma electrónica, falem-lhe dos Grabba Grabba Tape. Gostava de ter uma descrição à altura, coisas como "dois gajos vestidos de Chewbacca branco e rosa" não chega, acreditem. Apesar de serem espanhóis e espanha ser jah ali, é muito difícil encontrar material deles editado (ou pirateado), aumentando muito os indie-ces de indie-ness. Ah, o álbum chama-se
KURT KOBAYA Y G.R.O.X. MAN ODIA NIRVANA.

Ufa, já cobri quase todos os casos possíveis. Ainda assim falta um muito importante, que é o da gaja que só ouve Animal Collective. Não consigo imaginar como é que o leitor possa estar interessado em alguém assim, mas quem sou eu para julgar? Sou só mais um marmelo. Vou deixar aqui uma bomba atómica, daquelas que é preciso ter cuidado ao usar. Paavoharju. Say what? Vou repetir: Paavoharju. Segundo a wikipedia são um colectivo asceticista cristão que se dedica a fazer psych-folk ambiental. O álbum que recomendo é o Laulu Laakson Kukista porque tive medo de ouvir os outros.

Quando bem usadas, estas recomendações são extremamente eficazes. Tenham cuidado e usem com descrição, porque de cada vez que falam destas bandas a uma gaja, ela e as amigas vão começar a ouvir e é poder de fogo que estão a perder.

Até para a semana!