Digam o que quiserem do Roberto Leal... mas a verdade é que não me lembro de mais nenhum músico português que tenha sido homenageado pelos Mamonas Assassinas.
Está disponível o primeiro videoclip. Não sei. A ideia parece-me muito boa, se ignorarmos o facto de andar lá o Delfim, mas estes arranjos soam um tudo nada a "já foi feito, datado". Pode ser que seja só por ser o single.
Continuo na expectativa para o álbum.
Ah, e digam lá que a Marta e a Selma não são as vocalistas mais sexys da península ibérica?
Uma banda que reúne duas das melhores (e mais... hm... voluptuosas?) vozes femininas portuguesas? Com o baixista de Orelha? Até nos esquecemos que têm lá o gajo dos Delfins.
Não sou grande fã do conceito de Mixtapes. Principalmente quando estamos a falar de uma obra original do calibre do Orelha Negra.
Como me foi descrito, e eu concordo, é como alguém chegar ao Picasso e dizer-lhe "Epá, esta Guernica está bem fixe, mas deixa-me meter umas linhas minhas por cima. E uns tags."
A verdade é que, se é para meter vozes num álbum instrumental, podíamos ao menos ter um mínimo de preocupação lirística. Em três músicas diferentes, para além de nesta mixtape encontrarmos a mítica Constatação Lírica nº1, temos também pessoas a fazer rimar "Eu juro" com "Pagar juros", "em cima do palco a olhar para o Público" com "saiu no jornal Público" e "a minha mãe é cega" com "eu jogo sega".
O pior de tudo é o atestado de imbecilidade perfeita que é passado à audiência de rádio portuguesa: no ano e meio desde que o álbum saiu, consegui ouvir um par de vezes "A Cura" ou a "M.I.R.I.A.M.", muito de longe a longe, e só provavelmente na Ant3na.
Este fim-de-semana, apercebi-me que há uma música que apenas pode ser resumida como "um fã que nunca cantou mais do que os parabéns na vida, ligou o microfone do skype no pc e gravou uma linha de voz sobre A memória e lançou para a net sem o mínimo de produção", que não só passa na rádio em alta rotação como ainda tem o direito a fazer parte do jingle de uma estação.
Pessoas, não conseguem mesmo ouvir música que não tenha um refrão para cantarem?
Desilude a mixtape dos Orelha Negra, lançada dia 2 e disponível para download no Facebook da Time Out. Podem ouvir os temas todos no site da Antena 3. O conceito de repetir os temas de um álbum tão bom com malta d'Os Tornados ao Tiago Bettencourt tornava a tarefa complicada. Como pegar num óptimo álbum instrumental, vocalizá-lo e não saber a pouco?
Há mais experiências falhadas que conseguidas (e ouve-se M.I.R.I.A.M. demasiadas vezes). Ficam para ouvir mais vezes as participações daqueles que se sentem em casa: Mind da Gap, Valete, NBC e Nerve.
PS: Foi um dia mau para novas audições. A nova dos Grinderman com o tipo dos National é inaudível, a nova dos Clã está regular e a nova dos Arctic Monkeys não me entusiasmou.
Esta menina voltou a atacar. Mais uma vez, com um vídeo que nada tem de novo (a Amy e a Duffy ligaram e a Mariza diz que não sabia que tinha iniciado um movimento) exceptuando a abertura, que consiste numa entrevista/monólogo à la Jorge Jesus à BenficaTV .
Acho que o que eu menos gosto nesta pessoa nem é o facto de ela ser uma cópia desinspirada e fora de tempo, nem o facto de 2 minutos depois de ter começado a música eu sentir que só estive a ouvir sempre o mesmo refrão repetido ao expoente da loucura!
Não, o que não me convence mesmo é o quão fake toda a atitude da mulher me parece. Olho para ela e penso que uma inspecção cuidada à sola do sapato revela um carimbo a dizer "Made in Sony Music", de tão plástica que é. O facto de mudar de peruca durante o vídeo não ajuda.
Lembra-me a produção que alguém decidiu dar à Ana Malhoa pós-buereré, mas em vez de porca de bairro o figurino que tinham disponível envolvia ir buscar aquilo que era novidade há 4 anos.
Nos Blasted Mechanism, o Valdjiu, quando sai de palco e tira as máscaras de escorpião, continua a ser a mesma personagem: uma espécie de hippie-freak-jedi em busca da comunhão com a terra e não sei que mais. Não é o tipo de pessoa que imaginemos vestido com a farpela número 1.
A Marta Ren, para entrar no universo Soul/Funk, já anda por aí há anos, e a persona que ela cria em palco convence-nos a todos. Imaginamos sempre a mesma gaja de vestidinhos tesuda e desbocada , esteja em palco ou a ir ao supermercado fazer as compras do mês.
C'um carago, até o Este Senhor é mais convincente na personagem que cria.
Esta gaja? Apenas me parece que quando sai de palco volta a meter as argolas nas orelhas e Xutos & Pontapés nos ouvidos.
Vídeo dum canal no vimeo criado pelo realizador Tiago Pereira, autor de muitos outros trabalhos ligados ao folk português. Há por lá muito B Fachada, os PAUS com as Adufeiras de Monsanto, e um novo conjunto de vídeos que pretende capturar artistas portugueses em ambientes variados. Há para o menino e para a menina, é visitar e escolher. Nas "páginas" mais antigas estão os vídeos do folk - como esse aí acima -, nas mais recentes as cantorias do novo projecto.
Só por a música ser tão boa é que não se pediu o dinheiro de volta por se ter ficado à porta da sala. Interessa é vender bilhetes, tenha a sala capacidade para todos ou não.
Boa actuação dos Orelha Negra, técnica e groove q.b., sem palavras durante e fora das músicas. Temas do álbum intercalados com "jams" de um bom velho hip-hop, engrandecido pela sensibilidade dos executantes e por um magistral Cruzfader.