Não podia deixar de partilhar esta foto deliciosa da Castanheira - loja de instrumentos na Rua do Almada, Porto - em tempos há muito idos. Quem conhecer o interior actual verá como o material electrónico veio roubar espaço, com os amplificadores a substituir os gramofones. Já as guitarras continuam nas paredes. Belo!
Há indiscutivelmente uns tabus e meias verdades no que toca aos pedais para guitarra. Um caso mediático e paradigmático é o do pedal de distorção DS-1, da Boss. Todos crescemos enquanto a guitarristas a ouvir que é "o" pedal do Vai, do Satriani, do Petrucci, dos Metallica, etc. O que é certo é que quando vamos a experimentar não é bem a mesma coisa. E porquê? Há basicamente três pontos de vista diferentes:
i) azelhice de quem o usa (presente em 99% dos casos, diria eu); ii) desculpa da Boss: esses gajos têm o som que têm por causa do equipamento global (amps, pre-amps, guitarras, rack, etc), logo o som vai ser necessariamente melhor; iii) desculpa dos utilizadores contra o sistema: os pedais que esses gajos usam são modificados, têm circuitos e componentes diferentes e é por isso que soam melhor.
Ora, convém alertar duas coisas: primeiro, alguns dos utilizadores referidos em iii) ganham muito dinheiro a modificar pedais, logo, têm muito a ganhar em defender esse ponto de vista; segundo, do ponto de vista da Boss, se eles têm esse equipamento todo porque raio precisam dum pedal de 50 euros?
Deixo-vos esta questão para tomarem as vossas próprias conclusões, juntamente com um link Do-It-Yourself caso se queiram aventurar (eu tenho para aqui um MT-2 que não uso e me soa mal como a porra, acho que nestas férias ainda me vou divertir à custa disso) e um vídeo (que faz parte do tal guia)
Um dos meus maiores medos (e aposto que é partilhado por muitos músicos) é ficar preso num loop temporal cuja única forma de me libertar é atirar-me directamente para a idade média.
Imaginem-se a tentarem ganhar a vossa vidinha como músicos itinerantes e terem de lidar com constantes problemas acústicos num mundo que ainda não descobriu as pickups!
É precisamente para colmatar este meu medo bem real e fundamentado que decidi decorar todas as linhas deste artigo. Se fosse a vocês, caros amigos músicos, fazia o mesmo.
Próximas Edições: Como construir um gerador de corrente alternada de 220V em 10 simples passos.
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«You're stomping all over my brilliant idea, but that's OK, you're supposed to. The goal was to create a schizophrenic type distortion pedal that allows you to have two different settings with two different sounding distortion pedals, all wrapped up in a psyco-delic bullet proof package. Now you can get your dirty little groove on in public... legally. Stomp on!»
De vez em quando e de quando em vez lá sai uma notícia de nova colaboração entre um artista e uma marca de "equipamento musical", quer seja um endorsement, uma nova guitarra do Satriani (que soa igual às outras) ou qualquer coisa mais estranha. Este último é quando a Ibanez decide fazer algo para o Steve Vai. Desta vez foi um pedal duplo (não o do death metal :p) que permite ter configuradas duas distorções (no sentido genérico do termo) com diferentes parâmetros a utilizar alternadamente ou em simultâneo. Eu que não sou um entusiasta das novidades de pedais e prefiro a minha pedaleira que já traz tudo e mais algum coisa (não tira cafés mas quase) gostei essencialmente do invólucro (o Vai já nos habitou ao seu interessante sentido estético) e do vídeo de promoção, em que Steve Vai discute com outro Steve Vai (e tocam ao mesmo tempo) o novo pedal. A ver aqui.
PS: Fica a título de curiosidade um curto vídeo em que o Steve Vai conta o que aconteceu na audição do dia em que entrou para a banda de Frank Zappa.
De certeza já todos ouviram falar da Wii a nova consola da Nintendo. Tem um comando com sensor de movimento do qual faz um uso extremo, obtendo resultados fantásticos.
Quem se interessa por essas macacadas, também ja encontrou decerto diversos sites com usos alternativos para esse fantástico controlo remoto, que basicamente é melhor que o resto da consola.
Sendo este um blog sobre música, não me queria alongar muito neste campo, por isso vamos ao que interessa. O wiimote (o nome do controlo) é uma ferramenta fantástica, mas não especialmente pelo sensor de movimentos. Vem equipado com uma câmara de infravermelhos que mete no bolso a maioria das webcams e tem capacidade para comunicar por bluetooth, o que permite enviar os sinais para um pc, por exemplo.
Aqui vai um exemplo de um uso disso na música. Vejam primeiro e depois eu explico:
Esse senhor do vídeo está a atravessar os lasers com a sua mão. A grande concentração de luz nas mãos vai ser captada pelo wiimote (com um filtro para captar o laser em vez dos típicos infra-vermelhos) que envia o sinal ao computador. Um software lê esse input trata-o como o pressionar de uma tecla num teclado midi, tocando um sintetizador.
Agora gostava era de ver uma banda a utilizar isto em vez de um teclado. :D