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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
sexta-feira, 16 de abril de 2010
Interessante
Afinal o facto do tráfego aéreo no norte da Europa estar no mesmo estado de uma tarola do Dave Lombardo no fim de uma tour não implica unicamente que concertos por esse mundo fora estejam a ser cancelados.
Recebi um email interessantissimo dos meninos no Cafe Oto, um espaço muito interessante cá em Londres (podem ler mais sobre eles aqui), que dizia qualquer coisa como:
"Due to the volcanic ash from Iceland the Sun Ra Arkestra have been unable to leave the country. They are stranded in the UK with very little money. Due to an amazing bit of good luck we have nothing programmed tonight and have agreed to put them on for one extra evening."
Maneira interessante de rentabilizar as desgraças e juntar o útil ao agradável.
Recebi um email interessantissimo dos meninos no Cafe Oto, um espaço muito interessante cá em Londres (podem ler mais sobre eles aqui), que dizia qualquer coisa como:
"Due to the volcanic ash from Iceland the Sun Ra Arkestra have been unable to leave the country. They are stranded in the UK with very little money. Due to an amazing bit of good luck we have nothing programmed tonight and have agreed to put them on for one extra evening."
Maneira interessante de rentabilizar as desgraças e juntar o útil ao agradável.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Favorite Recorded Scream

É uma compilação original, recentemente editada e composta apenas por samples dos melhores gritos da história, entre os quais Pink Floyd (Careful with that Axe, Eugene), The Beatles (Revolution, Twist and Shout), The Who (Won't Get Fooled Again), Led Zeppelin (Immigrant Song), John Lennon (Mother) e Béla Bártok (oh yeah, no Castelo do Barba Azul). Tudo recolhido através dum inquérito realizado por LeRoy Stevens a trabalhadores de lojas de música de Nova Iorque. Aqui podem ver algumas das folhas de resposta que incluem uma justificação sobre a escolha (há para aqui algumas pérolas).
Afinal de contas, há cena mais Rock and Roll que um YEAH de pulmões cheios? Apesar de tudo, estou desiludido porque não está lá o meu preferido, que ganha aos pontos a qualquer um: Ian Gillan/Deep Purple: final da Strange Kind of Woman do Made in Japan (no entanto, o Ian Gillan está incluído, com o Jesus Christ Superstar...) E vocês amiguinhos, qual o vosso grito preferido?
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Mais uma vez Grisey... agora no Porto :O
Este post ia servir apenas - e já não seria pouco - para dar conta do concerto absolutamente imperdível que haverá na Casa da Música esta sexta-feira, com a última obra de um dos mais geniais compositores da história - Gérard Grisey (a minha veneração por tal senhor tem sido bastante explícita neste inarmónico - ver aqui e aqui).
A obra chama-se Quatre Chants pour Franchir le Seuil, e é curiosamente (pronto, este não é o melhor advérbio...) uma obra sobre a... morte... O homem acabou a obra e depois... morreu... (faz-vos lembrar algo?! - lá para 2030 ou assim ainda vai dar tema para um realizador checo fazer um filme...). Toca o Remix Ensemble - ver aqui mais informações.
Mas prometi que não ia apenas dar conta do concerto. É que alguém se lembrou, entretanto - foi no dia 29 de Janeiro - de colocar toda a obra no YouTube!!!!! Bem, deixo aqui o primeiro quarto da peça, se quiserem ouvir o resto rapidamente chegam lá pelo YouTube - com duas ressalvas: i) ouvir com muuuuuuuita calma!; ii) se forem ao concerto, não ouçam antes!
A obra chama-se Quatre Chants pour Franchir le Seuil, e é curiosamente (pronto, este não é o melhor advérbio...) uma obra sobre a... morte... O homem acabou a obra e depois... morreu... (faz-vos lembrar algo?! - lá para 2030 ou assim ainda vai dar tema para um realizador checo fazer um filme...). Toca o Remix Ensemble - ver aqui mais informações.
Mas prometi que não ia apenas dar conta do concerto. É que alguém se lembrou, entretanto - foi no dia 29 de Janeiro - de colocar toda a obra no YouTube!!!!! Bem, deixo aqui o primeiro quarto da peça, se quiserem ouvir o resto rapidamente chegam lá pelo YouTube - com duas ressalvas: i) ouvir com muuuuuuuita calma!; ii) se forem ao concerto, não ouçam antes!
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
A música toma conta de mim
Diz num rascunho que a Casa da Música, em parceria com a Escola Superior de Educação do Porto, vai passar a ter um serviço que toma conta dos miúdos quando os pais vão aos concertos. Continuo a achar que era melhor que os pais levassem de facto os petizes ao concerto que vão ver (excepto se for de música contemporânea, que também não é preciso traumatizar as crianças) mas a ideia não deixa de ser interessante.A iniciativa «propõe oferecer aos mais pequenos uma série de actividades, que terão como fio condutor o programa musical a que os mais velhos estão a assistir. Jogos, experiências musicais com instrumentos, histórias e desenhos prometem entreter as crianças, dando-lhes a conhecer aspectos da vida dos compositores e das peças musicais que estão a ser interpretadas, ou do período da história da música em que viveram.»
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
Génio? Louco? Farsante? Brincalhão?
Será o autor disto: um génio? um louco? um farsante? um brincalhão?
Bem, sem querer adiantar muito, esta é pelo menos das ideias mais bizarras que alguma vez alguém terá tido, e confesso que fico sempre boquiaberto com a realização da ideia, não só em termos sonoros mas até, sobretudo, em termos visuais. Haverá imagem mais improvável que esta? Imaginem só os meios que envolveu...
De qualquer forma, arriscar-me-ia a dizer que, precisamente porque existe uma realização, estamos muito longe de uma mera arte conceptual, de um mero happening - aliás, quanto a mim, arte (por essência) conceptual é mais ou menos uma impossibilidade lógica - e não estou sozinho. Mas deixo a avaliação ao vosso critério...
Cá vai:
Bem, sem querer adiantar muito, esta é pelo menos das ideias mais bizarras que alguma vez alguém terá tido, e confesso que fico sempre boquiaberto com a realização da ideia, não só em termos sonoros mas até, sobretudo, em termos visuais. Haverá imagem mais improvável que esta? Imaginem só os meios que envolveu...
De qualquer forma, arriscar-me-ia a dizer que, precisamente porque existe uma realização, estamos muito longe de uma mera arte conceptual, de um mero happening - aliás, quanto a mim, arte (por essência) conceptual é mais ou menos uma impossibilidade lógica - e não estou sozinho. Mas deixo a avaliação ao vosso critério...
Cá vai:
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quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Nancarrow
No século XX - e suponho que também noutras épocas - há alguns compositores que poderiam ser chamados, com toda a propriedade, marginais. Desenvolvendo o seu estilo praticamente isolados do resto do mundo, alheios às preocupações mais características do seu tempo, são mais tarde redescobertos e inspiram novos desenvolvimentos. Lembro-me, na primeira metade do século XX, de Varése e, na segunda, de Scelsi e de Nancarrow.
Este último - Conlon Nancarrow - começou a compor, a partir da década de 1940, uma série de peças para pianola, escrevendo directamente nos rolos perfurados (só mais tarde a sua música seria transcrita para notação convencional) - note-se como é uma técnica em tudo similar a quem escreve hoje directamente instruções midi num qualquer sequenciador. Sem entrar em muitos detalhes, é uma música de uma incrível complexidade rítmica (os compositores, embora geralmente sádicos em relação aos intérpretes, como é sabido, ainda se contêm um pouco - ora, com um sistema automático de execução, podem dar livre curso ao seu sadismo e loucura latentes...); já o aspecto melódico e harmónico é geralmente criticado por ser primitivo e popular (esta última parte nunca é explicitada, mas está sempre implícita...) o que, quanto a mim, é bastante injusto (a identidade desta música depende precisamente disso).
Alguns exemplos:
Study no.5 for player piano (reparar o inacreditável crescendo de textura!)
Study no. 11 for player piano
A partir dos anos 70, esta música veio a influenciar a obra de muitos compositores, desde logo Ligeti e Grisey. Vejam lá se esta peça não tem algo a ver com as anteriores:
Ligeti - Étude nº 1 "Désordre" (por falar em atitudes sádicas dos compositores face aos intérpretes...)
Este último - Conlon Nancarrow - começou a compor, a partir da década de 1940, uma série de peças para pianola, escrevendo directamente nos rolos perfurados (só mais tarde a sua música seria transcrita para notação convencional) - note-se como é uma técnica em tudo similar a quem escreve hoje directamente instruções midi num qualquer sequenciador. Sem entrar em muitos detalhes, é uma música de uma incrível complexidade rítmica (os compositores, embora geralmente sádicos em relação aos intérpretes, como é sabido, ainda se contêm um pouco - ora, com um sistema automático de execução, podem dar livre curso ao seu sadismo e loucura latentes...); já o aspecto melódico e harmónico é geralmente criticado por ser primitivo e popular (esta última parte nunca é explicitada, mas está sempre implícita...) o que, quanto a mim, é bastante injusto (a identidade desta música depende precisamente disso).
Alguns exemplos:
Study no.5 for player piano (reparar o inacreditável crescendo de textura!)
Study no. 11 for player piano
A partir dos anos 70, esta música veio a influenciar a obra de muitos compositores, desde logo Ligeti e Grisey. Vejam lá se esta peça não tem algo a ver com as anteriores:
Ligeti - Étude nº 1 "Désordre" (por falar em atitudes sádicas dos compositores face aos intérpretes...)
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domingo, 18 de janeiro de 2009
Coincidências (ou não...)
Quem terá dito isto: (1)
‘The reason I liked punk music from the early eighties is because it falls outside the tonal framework. A lot of good rock music had been done – I grew up with Pink Floyd and Emerson Lake & Palmer – they did wonderful things and it is music that on many levels has been important to me. These progressive groups appeal to me – the Rolling Stones and the Beatles – their world is alien to me. It would not be true to say it did not mean anything because the quality of their pieces is amazing but the expression wasn’t so compelling or important".
E isto: (2)
“When I heard ‘OK Computer,’ after five minutes I said, ‘I actually get this. I understand what these people are trying to do.’ And what they were trying was not so drastically different from what I was trying to do.”
"They’re not predictable, and the form is not boring. There’s a sense of humor and self-irony in the music, which is very rare in the world of rock and pop because those people take themselves very seriously. It’s really refreshing to hear a little bit of distance.”
E isto: (3)
“Ciò che mi interessa in modo particolare è che la musica pop richiede quello stesso ascolto dissociativo [un ascolto che si concentra sulle azioni del produrre suoni]. Questa musica ha davvero raggiunto la coscienza di amplissimi strati sociali. Ma se si ascoltano la nuova musica e la musica pop con le stesse orecchie, si scopre – il mio ragionamento parte dal nostro versante, cioè dalla nuova musica – che attualmente attraverso la musica pop rientrano alcuni aspetti che sono stati introdotti dalla nuova musica"
"O que me interessa particularmente é que a musica pop requer esse mesmo tipo de escuta dissociativa (uma escuta que se concentra nas acções de produzir som). Esta música atingiu verdadeiramente a consciência de amplos estratos sociais. Mas se ouvirmos a nova música e a música pop com os mesmos ouvidos, descobre-se - e o meu raciocínio parte do nosso quadrante, o da nova música - que através da música pop aparecem realmente certos aspectos que foram introduzidos pela nova música".
E isto? (4)
“Col suono elettronicamente manipolato del rock si ha una situazione abbastanza simile a quella della musica elettronica: se la fedeltà della riproduzione è sacrificata, il contenuto della registrazione ne soffre sproporzionatamente perché quello che si perde non può essere compensato dall’ascoltatore ed è, appunto, irrimediabilmente perduto. Avviene così che sia il rock che la musica elettronica – tutt’e due creature della radio e del suo macchinario di massa – siano paradossalmente incompatibili coi mezzi di diffusione che ne hanno provocato lo sviluppo. […] Microfoni, amplificatori, altoparlanti diventano quindi non solo una estensione delle voci e degli strumenti ma diventano strumenti essi stessi, sopraffacendo talvolta le qualità acustiche originali delle sorgenti sonore. Uno degli aspetti più seducenti dello stile vocale rock è, infatti, che non ne esiste alcuno. Le voci degli esecutori sono ingigantite in tutta la loro naturalità e tipicità, istituendo con gli stili di canto formalizzati lo stesso tipo di relazione che, in un film, il primissimo piano di un viso istituisce con un ritratto classico.
"Com o som electronicamente manipulado do rock temos uma situação bastante similar à da música electrónica: se a fidelidade da reprodução é sacrificada, o conteúdo da gravação sofre de forma desproporcionada porque aqeuilo que se perde não pode ser compensado pelo ouvinte e é irremediavelmente perdido. (...) Microfones, amplificadores, colunas tornam-se portanto não apenas uma extensão da voz e dos instrumentos mas tornam-se eles próprios instrumentos e sobrepondo-se às qualidades acústicas originais da fonte sonora. Um dos aspectos mais sedutores do estilo vocal rock é, com efeito, que não existe verdadeiramente nenhum. As vozes dos executantes são potenciadas em toda a sua naturalidade e tipicidade, instituindo com o estilo de canto formalizado o mesmo tipo de relação que, num filme, o primeiro plano de um rosto institui com um retrato clássico".
Pois os autores são os seguintes:
1) Magnus Lindberg (cf. aqui);
2) Esa-Pekka Salonen (cf. aqui);
3) Dieter Schnebel (cf. aqui);
4) Luciano Berio (cf. aqui).
Deve haver muito mais exemplos de atenção dada por compositores contemporâneos à música rock. E a influência desta música na deles não está ainda, creio, suficientemente documentada. No ponto 2 do texto referido - este - encontra-se uma interessante reflexão sobre a matéria.
E, claro, até o Boulez gravou música de Zappa...
‘The reason I liked punk music from the early eighties is because it falls outside the tonal framework. A lot of good rock music had been done – I grew up with Pink Floyd and Emerson Lake & Palmer – they did wonderful things and it is music that on many levels has been important to me. These progressive groups appeal to me – the Rolling Stones and the Beatles – their world is alien to me. It would not be true to say it did not mean anything because the quality of their pieces is amazing but the expression wasn’t so compelling or important".
E isto: (2)
“When I heard ‘OK Computer,’ after five minutes I said, ‘I actually get this. I understand what these people are trying to do.’ And what they were trying was not so drastically different from what I was trying to do.”
"They’re not predictable, and the form is not boring. There’s a sense of humor and self-irony in the music, which is very rare in the world of rock and pop because those people take themselves very seriously. It’s really refreshing to hear a little bit of distance.”
E isto: (3)
“Ciò che mi interessa in modo particolare è che la musica pop richiede quello stesso ascolto dissociativo [un ascolto che si concentra sulle azioni del produrre suoni]. Questa musica ha davvero raggiunto la coscienza di amplissimi strati sociali. Ma se si ascoltano la nuova musica e la musica pop con le stesse orecchie, si scopre – il mio ragionamento parte dal nostro versante, cioè dalla nuova musica – che attualmente attraverso la musica pop rientrano alcuni aspetti che sono stati introdotti dalla nuova musica"
"O que me interessa particularmente é que a musica pop requer esse mesmo tipo de escuta dissociativa (uma escuta que se concentra nas acções de produzir som). Esta música atingiu verdadeiramente a consciência de amplos estratos sociais. Mas se ouvirmos a nova música e a música pop com os mesmos ouvidos, descobre-se - e o meu raciocínio parte do nosso quadrante, o da nova música - que através da música pop aparecem realmente certos aspectos que foram introduzidos pela nova música".
E isto? (4)
“Col suono elettronicamente manipolato del rock si ha una situazione abbastanza simile a quella della musica elettronica: se la fedeltà della riproduzione è sacrificata, il contenuto della registrazione ne soffre sproporzionatamente perché quello che si perde non può essere compensato dall’ascoltatore ed è, appunto, irrimediabilmente perduto. Avviene così che sia il rock che la musica elettronica – tutt’e due creature della radio e del suo macchinario di massa – siano paradossalmente incompatibili coi mezzi di diffusione che ne hanno provocato lo sviluppo. […] Microfoni, amplificatori, altoparlanti diventano quindi non solo una estensione delle voci e degli strumenti ma diventano strumenti essi stessi, sopraffacendo talvolta le qualità acustiche originali delle sorgenti sonore. Uno degli aspetti più seducenti dello stile vocale rock è, infatti, che non ne esiste alcuno. Le voci degli esecutori sono ingigantite in tutta la loro naturalità e tipicità, istituendo con gli stili di canto formalizzati lo stesso tipo di relazione che, in un film, il primissimo piano di un viso istituisce con un ritratto classico.
"Com o som electronicamente manipulado do rock temos uma situação bastante similar à da música electrónica: se a fidelidade da reprodução é sacrificada, o conteúdo da gravação sofre de forma desproporcionada porque aqeuilo que se perde não pode ser compensado pelo ouvinte e é irremediavelmente perdido. (...) Microfones, amplificadores, colunas tornam-se portanto não apenas uma extensão da voz e dos instrumentos mas tornam-se eles próprios instrumentos e sobrepondo-se às qualidades acústicas originais da fonte sonora. Um dos aspectos mais sedutores do estilo vocal rock é, com efeito, que não existe verdadeiramente nenhum. As vozes dos executantes são potenciadas em toda a sua naturalidade e tipicidade, instituindo com o estilo de canto formalizado o mesmo tipo de relação que, num filme, o primeiro plano de um rosto institui com um retrato clássico".
Pois os autores são os seguintes:
1) Magnus Lindberg (cf. aqui);
2) Esa-Pekka Salonen (cf. aqui);
3) Dieter Schnebel (cf. aqui);
4) Luciano Berio (cf. aqui).
Deve haver muito mais exemplos de atenção dada por compositores contemporâneos à música rock. E a influência desta música na deles não está ainda, creio, suficientemente documentada. No ponto 2 do texto referido - este - encontra-se uma interessante reflexão sobre a matéria.
E, claro, até o Boulez gravou música de Zappa...
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sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Percursos da Música Portuguesa
«Série de 14 programas, cada um com a duração de cerca de 30 minutos. Uma abordagem panorâmica da música erudita portuguesa desde o século XII até à actualidade, conduzida pelo maestro Jorge Matta. Cada programa foca uma época, um género, um compositor, ou um local, e utiliza sempre intérpretes especializados na época e na música executada, de entre os melhores que vivem ou actuam regularmente em Portugal.»
Sábados na RTP2. Mais informações aqui.
Sábados na RTP2. Mais informações aqui.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Espectros Espectrais
Finalmente!!!!!! Os nossos amigos do YouTube começam a ganhar juízo!!
Eu explico-me. Finalmente alguém se lembrou de colocar uma gravação desta peça absolutamente genial:
Prologue, para viola solo, do genial Gérard Grisey.
Esta versão utiliza um especial dispositivo electrónico de reverb, o que acarreta duas consequências: por um lado, obriga o instrumentista a tocar a peça a um andamento bastante mais lento; por outro, torna o carácter da peça incrivelmente fantasmagórico, duplamente espectral...
Notar a afinação - que, em linhas muito muito gerais, resulta directamente da série de harmónicos, pelo que, estando a peça em Mi, o Ré é tocado cerca de 1/6 tom abaixo do temperamento igual, o Sol# cerca de 1/8 tom, o Sib cerca de 1/4 tom, etc.) e a forma da peça! Se há coisa que pode ser irritante nalguma música actual é o desprezo pela forma, pelo sentido narrativo (por vezes, simplesmente o desprezo... pelo sentido...), pela unidade da concepção - ora veja-se aqui, pelo contrário, a clareza, a transparência da forma, a direccionalidade do discurso (clara segmentação em frases melódicas, processos vários de desenvolvimento do material, aumento progressivo de tensão).
A versão original, sem dispositivo electrónico, pode ser encontrada neste CD - hum, isso faz-me lembrar que devia fazer um post sobre esse CD, bem, está prometido....
A peça é longa, o som não é perfeito, já ouvi interpretações melhores, mas vale a pena; donde, cá vai:
Primeira parte:
Segunda parte:
Eu explico-me. Finalmente alguém se lembrou de colocar uma gravação desta peça absolutamente genial:
Prologue, para viola solo, do genial Gérard Grisey.
Esta versão utiliza um especial dispositivo electrónico de reverb, o que acarreta duas consequências: por um lado, obriga o instrumentista a tocar a peça a um andamento bastante mais lento; por outro, torna o carácter da peça incrivelmente fantasmagórico, duplamente espectral...
Notar a afinação - que, em linhas muito muito gerais, resulta directamente da série de harmónicos, pelo que, estando a peça em Mi, o Ré é tocado cerca de 1/6 tom abaixo do temperamento igual, o Sol# cerca de 1/8 tom, o Sib cerca de 1/4 tom, etc.) e a forma da peça! Se há coisa que pode ser irritante nalguma música actual é o desprezo pela forma, pelo sentido narrativo (por vezes, simplesmente o desprezo... pelo sentido...), pela unidade da concepção - ora veja-se aqui, pelo contrário, a clareza, a transparência da forma, a direccionalidade do discurso (clara segmentação em frases melódicas, processos vários de desenvolvimento do material, aumento progressivo de tensão).
A versão original, sem dispositivo electrónico, pode ser encontrada neste CD - hum, isso faz-me lembrar que devia fazer um post sobre esse CD, bem, está prometido....
A peça é longa, o som não é perfeito, já ouvi interpretações melhores, mas vale a pena; donde, cá vai:
Primeira parte:
Segunda parte:
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domingo, 2 de novembro de 2008
Casa da Música em 2009
Algumas novidades avançadas aqui e aqui:
- o Brasil foi o país escolhido para tema do próximo ano.
- Tindersticks confirmados para o Clubbing de Fevereiro.
- «concerto Imaginação ao Poder, a 2 de Maio. Realizado no âmbito do ciclo Música e Revolução, o concerto envolve a participação do Remix Ensemble no Clubbing, resultando num cruzamento insólito de estruturas residentes»
- estreia mundial da peça de teatro musical La Douce, de Emmanuel Nunes.
- o Brasil foi o país escolhido para tema do próximo ano.
- Tindersticks confirmados para o Clubbing de Fevereiro.
- «concerto Imaginação ao Poder, a 2 de Maio. Realizado no âmbito do ciclo Música e Revolução, o concerto envolve a participação do Remix Ensemble no Clubbing, resultando num cruzamento insólito de estruturas residentes»
- estreia mundial da peça de teatro musical La Douce, de Emmanuel Nunes.
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
There Will be Blood [2007] OST
Há filmes que nos surpreendem pela positiva. Giro, giro, é quando a surpresa não é o filme em si.Desde o início de There Will be Blood a minha atenção centrou-se na banda sonora, apesar da sua profunda ligação e complementaridade com a parte visual, e fiquei absolutamente abismado ao vê-la crescer e adensar ao longo do filme, ao ponto de nas melhores cenas (com algumas excepções, a utilização da música não se faz sempre nos mesmos moldes - e ainda bem) dominar por completo a acção.
Quando o filme acabou corri a informar-me sobre a banda sonora, que julguei ser uma compilação, sobretudo por causa da diversidade estilística e técnica - temos desde (perdoem-me os palavrões, eu próprio não gosto de os usar) uma escrita minimal a pós-moderna, para orquestra completa e para quarteto de cordas, com alguns salpicos de electrónica. Acontece que o seu autor (da grande maioria, pelo menos) é o nosso amigo Jonny Greenwood, mais conhecido como guitarrista dos Radiohead, que me parecem cada vez mais um poço sem fundo em termos criativos. Jonny já nao tinha nada para me provar quanto à sua qualidade, mas ouvir tão boa música e bem diferente do que estava habituado representou ainda assim uma enorme surpresa!
Estamos a falar de Música Contemporânea de primeiríssima água, como pouca tenho ouvido vinda de compositores dum meio mais erudito/académico. E podem fazer-lhe festinhas que não morde.
Ah, e o filme era bonzito.
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terça-feira, 21 de outubro de 2008
Dois concertos a não perder!
Destina-se este post a dar conta de dois importantes concertos a decorrer ainda esta semana:
- Quinta-feira, 23 de Outubro, às 21h 30, na Câmara Municipal de Matosinhos, concerto pelo Quarteto de Cordas de Matosinhos, em que, entre outras obras, estreará o Quarteto de Cordas do compositor Fernando Lapa (cf., por exemplo, aqui e aqui).
- Sexta-feira, 24 de Outubro, às 21h, na Casa da Música, concerto comemorativo do 8º Aniversário do Remix Ensemble, em que poderemos ouvir algumas obras para dois ensembles (Remix Ensemble + Musik Fabrik - grupo alemão de música contemporânea). O concerto conta com obras de Birtwistle, Kurtag e Xenakis. Informações mais detalhadas aqui.
Resumindo, a não perder!
Daniel.
- Quinta-feira, 23 de Outubro, às 21h 30, na Câmara Municipal de Matosinhos, concerto pelo Quarteto de Cordas de Matosinhos, em que, entre outras obras, estreará o Quarteto de Cordas do compositor Fernando Lapa (cf., por exemplo, aqui e aqui).
- Sexta-feira, 24 de Outubro, às 21h, na Casa da Música, concerto comemorativo do 8º Aniversário do Remix Ensemble, em que poderemos ouvir algumas obras para dois ensembles (Remix Ensemble + Musik Fabrik - grupo alemão de música contemporânea). O concerto conta com obras de Birtwistle, Kurtag e Xenakis. Informações mais detalhadas aqui.
Resumindo, a não perder!
Daniel.
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Um sonho feito de imagens e sons
Mais um post relacionado com o Ciclo de Cinema sobre Manoel de Oliveira, a decorrer na Fundação de Serralves (cf. aqui).
Refiro-me ao absolutamente extraordinário filme O Convento, exibido na passada terça-feira, 14 de Outubro. A atmosfera do filme é de tal forma sombria, onírica e alucinada que, como alguém disse, depois de vermos o filme não temos bem a certeza se o vimos ou sonhámos. A fotografia e o sentido do enquadramento são, como é habitual em Oliveira, não menos originais do que irrepreensíveis. E quatro actores verdadeiramente alucinados, autênticos espectros movendo-se na tela: John Malkovich, Catherine Deneuve, Luís Miguel Cintra (o melhor dos 4!!!) e Leonor Silveira.
Bem, e perguntam por que razão um post destes num blog sobre música. Por duas razões. Em primeiro lugar, porque esta forma de contar histórias, pelo encantamento que provoca, é essencialmente musical. Depois, porque a música tem um papel essencial no filme, como contraponto da imagem, contribuindo decisivamente para reforçar o seu carácter alucinado - é, de facto, a música que, em boa medida, dá profundidade à imagem, lhe dá relevo, um outro significado. Deixo este pequeno excerto do YouTube, que não deixa adivinhar a história de modo demasiado descarado, mas que pode dar uma ideia do que estou a falar.
(Haveria, aliás, muito a falar sobre a utilização da música em Manoel de Oliveira, numa abordagem tão pessoal quanto a de, por exemplo, Stanley Kubrick ou Andrei Tarkovsky (cf. aqui). Voltarei a este assunto.)
NOTA: Creio que a música é de Sofia Gubaidulina, como a maior parte da banda sonora, mas ainda não consegui confirmar relativamente a esta passagem em particular.
Daniel.
Refiro-me ao absolutamente extraordinário filme O Convento, exibido na passada terça-feira, 14 de Outubro. A atmosfera do filme é de tal forma sombria, onírica e alucinada que, como alguém disse, depois de vermos o filme não temos bem a certeza se o vimos ou sonhámos. A fotografia e o sentido do enquadramento são, como é habitual em Oliveira, não menos originais do que irrepreensíveis. E quatro actores verdadeiramente alucinados, autênticos espectros movendo-se na tela: John Malkovich, Catherine Deneuve, Luís Miguel Cintra (o melhor dos 4!!!) e Leonor Silveira.
Bem, e perguntam por que razão um post destes num blog sobre música. Por duas razões. Em primeiro lugar, porque esta forma de contar histórias, pelo encantamento que provoca, é essencialmente musical. Depois, porque a música tem um papel essencial no filme, como contraponto da imagem, contribuindo decisivamente para reforçar o seu carácter alucinado - é, de facto, a música que, em boa medida, dá profundidade à imagem, lhe dá relevo, um outro significado. Deixo este pequeno excerto do YouTube, que não deixa adivinhar a história de modo demasiado descarado, mas que pode dar uma ideia do que estou a falar.
(Haveria, aliás, muito a falar sobre a utilização da música em Manoel de Oliveira, numa abordagem tão pessoal quanto a de, por exemplo, Stanley Kubrick ou Andrei Tarkovsky (cf. aqui). Voltarei a este assunto.)
NOTA: Creio que a música é de Sofia Gubaidulina, como a maior parte da banda sonora, mas ainda não consegui confirmar relativamente a esta passagem em particular.
Daniel.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Coro profissional da Casa da Música
«Dentro de um ano, a Casa da Música conta apresentar o seu coro profissional ao público do Porto. A formação será liderada pelo conceituado maestro britânico Paul Hillier, que assume o compromisso até 2014.
(...)
O projecto era já uma pretensão da Comissão Instaladora da Porto 2001, criada há precisamente dez anos, mas só agora estão reunidas todas as condições - incluindo as orçamentais - para se dar corpo a uma formação que, em certas ocasiões, chegará aos 80 elementos. No entanto, o núcleo de 16 cantores é o que terá uma base de trabalho mais regular.
(...)
"Ainda não sei, honestamente" é a resposta de Hillier quando se fala das expectativas que tem em relação ao Coro Casa da Música. Apenas avança dois objectivos concretos: "Explorar a música antiga e, ao mesmo tempo, apresentar repertório contemporâneo". (...)
A este propósito, António Jorge Pacheco refere que o referido núcleo de 16 cantores "permite abordar cantatas de Bach ou música 'a cappella' e permite defender muito bem o vastíssimo património português da música antiga, desde o Renascimento até ao início do período Barroco". O vasto catálogo de Fernando Lopes-Graça será outra das apostas da Casa da Música para os programas do coro, na versão de 16 elementos.
(...)»
artigo completo in Jornal de Notícias
(...)
O projecto era já uma pretensão da Comissão Instaladora da Porto 2001, criada há precisamente dez anos, mas só agora estão reunidas todas as condições - incluindo as orçamentais - para se dar corpo a uma formação que, em certas ocasiões, chegará aos 80 elementos. No entanto, o núcleo de 16 cantores é o que terá uma base de trabalho mais regular.
(...)
"Ainda não sei, honestamente" é a resposta de Hillier quando se fala das expectativas que tem em relação ao Coro Casa da Música. Apenas avança dois objectivos concretos: "Explorar a música antiga e, ao mesmo tempo, apresentar repertório contemporâneo". (...)
A este propósito, António Jorge Pacheco refere que o referido núcleo de 16 cantores "permite abordar cantatas de Bach ou música 'a cappella' e permite defender muito bem o vastíssimo património português da música antiga, desde o Renascimento até ao início do período Barroco". O vasto catálogo de Fernando Lopes-Graça será outra das apostas da Casa da Música para os programas do coro, na versão de 16 elementos.
(...)»
artigo completo in Jornal de Notícias
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sábado, 19 de julho de 2008
Reich e Daniel
Dia 1 de Fevereiro de 2002. Karachi, Paquistão. Daniel Pearl, jornalista americano de origem judaica, encontra-se sequestrado há pouco mais de uma semana por um grupo fundamentalista. Esse grupo fizera uma série de exigências ao Governo Americano. São recusadas. Daniel é assassinado nesse dia.
Comoção generalizada. Desde então, escrevem-se inúmeros livros, fazem-se inúmeros documentários, é criada a Fundação Daniel Pearl, faz-se pelo menos um filme sobre o assunto.
Em 2006, Steve Reich compõe Daniel Variations, em memória do jornalista assassinado. A peça é enquadrada numa encomenda conjunta de várias instituições, entre as quais se inclui a Casa da Música. Tivémos assim oportunidade de assistir no final de 2006 à sua estreia nacional, num dos melhores concertos a que já assisti.
Serve então este post para divulgar a saída da obra em cd, numa gravação absolutamente fabulosa que aconselho todos a comprar.

É certamente uma das melhores peças de Reich. Certamente a mais comovente. Pelo assunto que subjaz mas sobretudo pela própria música. Ainda que o tom esteja muito distante de um Requiem ou uma lamentação, a música tem um certo carácter contemplativo que provoca uma emoção muito contida, tão mais forte quanto evita uma espectacularidade mais fácil. As vozes são especialmente extraordinárias.
A peça usa textos do próprio Daniel Pearl - em particular o já célebre My name is Daniel Pearl, frase que pronunciou no vídeo gravado pelos fundamentalistas e difundido em todo o mundo - e textos do Livro de Daniel, do Antigo Testamento. Diz Reich que as palavras aí pronunciadas pelo Rei Nabucodonosor espelham bem o estado caótico, incerto, assustador do mundo actual; esse texto é usado no primeiro andamento da obra:
"I saw a dream. Images upon my bed & visions in my head frightened me."
Podem ser ouvidos excertos aqui.
Daniel
Comoção generalizada. Desde então, escrevem-se inúmeros livros, fazem-se inúmeros documentários, é criada a Fundação Daniel Pearl, faz-se pelo menos um filme sobre o assunto.
Em 2006, Steve Reich compõe Daniel Variations, em memória do jornalista assassinado. A peça é enquadrada numa encomenda conjunta de várias instituições, entre as quais se inclui a Casa da Música. Tivémos assim oportunidade de assistir no final de 2006 à sua estreia nacional, num dos melhores concertos a que já assisti.
Serve então este post para divulgar a saída da obra em cd, numa gravação absolutamente fabulosa que aconselho todos a comprar.

É certamente uma das melhores peças de Reich. Certamente a mais comovente. Pelo assunto que subjaz mas sobretudo pela própria música. Ainda que o tom esteja muito distante de um Requiem ou uma lamentação, a música tem um certo carácter contemplativo que provoca uma emoção muito contida, tão mais forte quanto evita uma espectacularidade mais fácil. As vozes são especialmente extraordinárias.
A peça usa textos do próprio Daniel Pearl - em particular o já célebre My name is Daniel Pearl, frase que pronunciou no vídeo gravado pelos fundamentalistas e difundido em todo o mundo - e textos do Livro de Daniel, do Antigo Testamento. Diz Reich que as palavras aí pronunciadas pelo Rei Nabucodonosor espelham bem o estado caótico, incerto, assustador do mundo actual; esse texto é usado no primeiro andamento da obra:
"I saw a dream. Images upon my bed & visions in my head frightened me."
Podem ser ouvidos excertos aqui.
Daniel
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Política
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Lent et expressif...
Das coisas mais belas alguma vez criadas:
(volume no máximo, para ouvir o princípio)
O Sacrum Convivium, do meu amigo Messiaen.
Enjoy!
Bernardo.
(volume no máximo, para ouvir o princípio)
O Sacrum Convivium, do meu amigo Messiaen.
Enjoy!
Bernardo.
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Vídeos
domingo, 6 de julho de 2008
As malandrices do Senhor Gaiola
Embora não sendo grande apreciador do Joãozinho Gaiola, aqui vai um momento muito curioso... E mais não digo, a não ser para pedir perdão pela fraca qualidade sonora, mas é um documento histórico!
- The title of the composition is what, Mr. Cage?
- Water Walk, because it contains water and because I walk during its performance.
- The title of the composition is what, Mr. Cage?
- Water Walk, because it contains water and because I walk during its performance.
Temas:
Contemporânea,
Humor
quinta-feira, 3 de julho de 2008
Achincalhanço
Só para combater o marasmo dos exames que neste momento assola os amigos inarmónicos. Descubram quem é quem:

Anton Webern

Rui Unas
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