All lip-synchers should be shot. Only drag queens are allowed to lip-synch.
Elton John em entrevista à Word Magazine.
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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Não sei o que é...
Mas cheira bem.
Damon Albarn, Tony Allen e Flea têm uma banda.
Gosto.
Mais informações (nem por isso) aqui.
Damon Albarn, Tony Allen e Flea têm uma banda.
Gosto.
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sábado, 16 de outubro de 2010
Jornalistas
in Hotel California (song) @ Wikipedia
«In a 2009 interview, Plain Dealer music critic John Soeder asked Don Henley this about the lyrics:
On "Hotel California," you sing: "So I called up the captain / 'Please bring me my wine' / He said, 'We haven't had that spirit here since 1969.'" I realize I'm probably not the first to bring this to your attention, but wine isn't a spirit. Wine is fermented; spirits are distilled. Do you regret that lyric?
Henley responded,
"Thanks for the tutorial and, no, you're not the first to bring this to my attention—and you're not the first to completely misinterpret the lyric and miss the metaphor. Believe me, I've consumed enough alcoholic beverages in my time to know how they are made and what the proper nomenclature is. But that line in the song has little or nothing to do with alcoholic beverages. It's a sociopolitical statement. My only regret would be having to explain it in detail to you, which would defeat the purpose of using literary devices in songwriting and lower the discussion to some silly and irrelevant argument about chemical processes."»
«In a 2009 interview, Plain Dealer music critic John Soeder asked Don Henley this about the lyrics:
On "Hotel California," you sing: "So I called up the captain / 'Please bring me my wine' / He said, 'We haven't had that spirit here since 1969.'" I realize I'm probably not the first to bring this to your attention, but wine isn't a spirit. Wine is fermented; spirits are distilled. Do you regret that lyric?
Henley responded,
"Thanks for the tutorial and, no, you're not the first to bring this to my attention—and you're not the first to completely misinterpret the lyric and miss the metaphor. Believe me, I've consumed enough alcoholic beverages in my time to know how they are made and what the proper nomenclature is. But that line in the song has little or nothing to do with alcoholic beverages. It's a sociopolitical statement. My only regret would be having to explain it in detail to you, which would defeat the purpose of using literary devices in songwriting and lower the discussion to some silly and irrelevant argument about chemical processes."»
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
Desta vez concordo plenamente
Que se fodam os coitadinhos e profetas da desgraça.
Em Portugal era tudo muito fadista, tudo muito fatalista. Hoje em dia começamos a gostar de nós próprios e a perceber que não devemos nada a ninguém. Não somos piores nem melhores que o que vem de fora, somos diferentes. E não devemos ter vergonha de assumir quem somos e como somos. Temos de confiar no nosso trabalho em vez de perdermos tempo a correr atrás do que já foi feito. As coisas novas não vêm ter connosco, procuram-se.
Hélio Morais (PAUS, Linda Martini, If Lucy Fell) ao jornal Optimus/Blitz
Em Portugal era tudo muito fadista, tudo muito fatalista. Hoje em dia começamos a gostar de nós próprios e a perceber que não devemos nada a ninguém. Não somos piores nem melhores que o que vem de fora, somos diferentes. E não devemos ter vergonha de assumir quem somos e como somos. Temos de confiar no nosso trabalho em vez de perdermos tempo a correr atrás do que já foi feito. As coisas novas não vêm ter connosco, procuram-se.
Hélio Morais (PAUS, Linda Martini, If Lucy Fell) ao jornal Optimus/Blitz
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domingo, 22 de agosto de 2010
Como diriam os Gift
Finalmente o crédito que nos é devido.
(Mas nós merecemos mesmo).
Obrigado.
Cotonete - Blog da Semana: Inarmónico
(Mas nós merecemos mesmo).
Obrigado.
Cotonete - Blog da Semana: Inarmónico
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Porque não...
Diz o Medina, o gajo dos RiR:
''Vamos ter uma rua, a Rock Street com jazz''.
Eu acho muito bem. Assim como assim o festival também tem Rock no nome e é dedicado a outros géneros musicais.
via lusa
''Vamos ter uma rua, a Rock Street com jazz''.
Eu acho muito bem. Assim como assim o festival também tem Rock no nome e é dedicado a outros géneros musicais.
via lusa
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terça-feira, 13 de julho de 2010
Bom soundbyte, parvo na essência
"Tocar bonito é no jazz. O rock quer-se com pregos e suor. "
Hélio Morais (If Lucy Fell, Linda Martini, PAUS) in Bodyspace
Hélio Morais (If Lucy Fell, Linda Martini, PAUS) in Bodyspace
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quinta-feira, 17 de junho de 2010
Fantômas
Provavelmente a única superbanda (está-se aqui a criar uma expectativa para a afamada dissertação, mas ainda não é desta) que funciona.
A banda que junta gente de Melvins, Slayer, Mr. Bungle, Faith no More ou Secret Chiefs 3 (entre outros side-projects dos diferentes membros) continua activa, após 4 LP's e uns anitos largos de carreira.
Diz a rock-a-rolla que há álbum novo na calha (bem como meia duzinha de projectos do hiperactivo Mike Patton).
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quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Sim, os Radiohead vão continuar a fazer álbuns
«"We were misquoted," claimed O’Brien of Yorke’s comments, loudly adding, "WE WILL BE MAKING AN ALBUM!".» Palavras de Ed O'Brien.
Finalmente. É preciso vir um membro da banda falar. Pode ser que desta vez os jornalistas deixem de especular. Ou então vão procurar mensagens subliminares e psicologias inversas nas novas declarações.
Podem ler mais da entrevista para saberem outros detalhes da gravação do próximo álbum dos Radiohead.
Finalmente. É preciso vir um membro da banda falar. Pode ser que desta vez os jornalistas deixem de especular. Ou então vão procurar mensagens subliminares e psicologias inversas nas novas declarações.
Podem ler mais da entrevista para saberem outros detalhes da gravação do próximo álbum dos Radiohead.
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segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Cruzes, canhoto
«Um dos meus sonhos era fazer um enorme espectáculo com a música e a vida do Zeca Afonso, que é um homem, o único talvez, que como dramaturgo me inspira. Eu ainda o conheci, era um livre-pensador e, principalmente, um artista. Não se pode pôr o Zeca Afonso numa gaveta, se é de esquerda ou não.»
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sábado, 22 de agosto de 2009
Where The Wild Things Are
Dia 29 de Setembro é dia de mais um DVD do Steve Vai, retratando a última tournée (que também passou por Portugal). O DVD (e o CD) contêm um concerto em Minneapolis. Podem encontrar mais informações no site oficial e, caso não tenham mesmo nada que fazer, ler a entrevista acerca do lançamento (e muitas outras coisas).
Aproveito para deixar o trailer deste lançamento. Para quem sempre se perguntou como é um concerto do Steve Vai, este é um bom exemplo. Está lá todo o folclore, a ventoinha no cabelo, as roupas vistosas. Ah, e neste caso concreto, dois violinistas.
Aproveito para deixar o trailer deste lançamento. Para quem sempre se perguntou como é um concerto do Steve Vai, este é um bom exemplo. Está lá todo o folclore, a ventoinha no cabelo, as roupas vistosas. Ah, e neste caso concreto, dois violinistas.
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sábado, 7 de março de 2009
Bonito, bonito
... são as declarações do Tozé Brito.
Confiram aqui e aqui e escolham a mais abjecta.
«Quando as pessoas ou as empresas compreenderem que o fornecedor de Internet lhes veda o uso, por causa de downloads ilegais, o fenómeno desaparecerá»
«Através do número de identificação do computador, as operadoras de telecomunicações sabem quem faz downloads ilegais, podendo, por isso, cortar-lhe o acesso à Internet e avisar as autoridades para que o computador seja apreendido»
«Quando isso começar a suceder, as pessoas pensam duas ou três vezes antes de fazerem downloads ilegais»
«A prisão de meia dúzia de pessoas que agem ilegalmente, de forma sistemática, também teria efeitos positivos».
«Roubar uma música [é] igual a roubar um carro»
Confiram aqui e aqui e escolham a mais abjecta.
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Foge Foge Bandido @ Festival para Gente Sentada
Aqui vai uma crítica rápida ao concerto que Manel Cruz deu no passado dia 14 em Santa Maria da Feira. Antes tocou uma espanhola (Russian Red) que soa como as congéneres de estilo musical, qualquer que seja o país, e depois o Josh Rouse, que não vi (oh que pena).
Manel Cruz actuou em trio, ocupando a posição central do palco - entre guitarras acústicas, percussão, teclado e parafernália vária - e ladeado por baixo e teclados/kazoo/glockenspiel/etc. A falta de uma bateria e de um teclista dedicado levou o concerto para terrenos que não são os meus preferidos do álbum lançado. Postas de parte músicas mais longas e arranjadas, como «Borboleta» ou as que já conhecemos dos Supernada, e reduzidas outras, acabámos por ser prendados com os temas mais curtos e intimistas do álbum. O concerto foi construído com um claro fio condutor e para ser assimilado como uma performance única.
Foi um bom concerto vindo duma máquina por vezes nervosa e pouco oleada, prejudicada por algumas falhas do equipamento. Nada, no entanto, que não seja normal para uma primeira actuação de um trabalho tão sui generis como o do Foge Foge Bandido. As músicas agradaram muito os presentes (eu gostei), e espera-se o crescimento e evolução da coisa. Assim indica a entrevista saída no JN de hoje, em que se refere que o tempo do FFB como trio está a terminar para dar lugar a uma banda de 5/6 elementos. A ver vamos.
PS: A entrevista que referi está disponível na íntegra no site do JN e traz revelações e opiniões interessantes, no que toca a vidas passadas, ideias presente e concertos futuros (em Braga e Arcos de Valdevez).
Manel Cruz actuou em trio, ocupando a posição central do palco - entre guitarras acústicas, percussão, teclado e parafernália vária - e ladeado por baixo e teclados/kazoo/glockenspiel/etc. A falta de uma bateria e de um teclista dedicado levou o concerto para terrenos que não são os meus preferidos do álbum lançado. Postas de parte músicas mais longas e arranjadas, como «Borboleta» ou as que já conhecemos dos Supernada, e reduzidas outras, acabámos por ser prendados com os temas mais curtos e intimistas do álbum. O concerto foi construído com um claro fio condutor e para ser assimilado como uma performance única.
Foi um bom concerto vindo duma máquina por vezes nervosa e pouco oleada, prejudicada por algumas falhas do equipamento. Nada, no entanto, que não seja normal para uma primeira actuação de um trabalho tão sui generis como o do Foge Foge Bandido. As músicas agradaram muito os presentes (eu gostei), e espera-se o crescimento e evolução da coisa. Assim indica a entrevista saída no JN de hoje, em que se refere que o tempo do FFB como trio está a terminar para dar lugar a uma banda de 5/6 elementos. A ver vamos.
PS: A entrevista que referi está disponível na íntegra no site do JN e traz revelações e opiniões interessantes, no que toca a vidas passadas, ideias presente e concertos futuros (em Braga e Arcos de Valdevez).
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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
O fim da novela Zeppelin pt.2
«I think the thing about it is really, is that to visit old ground, it's a very incredibly delicate thing to do, and the disappointment that could be there once you commit to that and the comparisons to something that was basically fired by youth and a different kind of exuberance to now, its very hard to go back and meet that head on and do it justice.»
Como eu prometi em Setembro, não voltei a falar de boatos e declarações não oficiais sobre o regresso dos Led Zeppelin, apesar de os ter seguido atentamente. Entre supostas audições de vocalistas, promessas de seguir em frente, recusas do Plant, e desistência de todo da ideia, muito se falou. Fala agora o Plant sobre isso, segundo a NME. Achei um bom ponto final. Coerente.
Como eu prometi em Setembro, não voltei a falar de boatos e declarações não oficiais sobre o regresso dos Led Zeppelin, apesar de os ter seguido atentamente. Entre supostas audições de vocalistas, promessas de seguir em frente, recusas do Plant, e desistência de todo da ideia, muito se falou. Fala agora o Plant sobre isso, segundo a NME. Achei um bom ponto final. Coerente.
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Das guitarras com botões II
«I'm so hopeful for the future of music because we've gone through a very difficult period, where it's become a lot more poppy and there's been a magic taken out of music, and I hope it's starting to come back. I think a lot of these young kids that start out with Guitar Hero and Rock Band are developing an interest in music and learning how to really play the songs.» disse Alex Lifeson na entrevista que referi na posta anterior.
Visão diferente vem no artigo de opinião que gostei de ler no Guardian. Num tom humorista, o autor parte dos dados mais sérios de que, pela primeira vez, as vendas de jogos podem ter superado as de música e DVD's em conjunto, e da popularidade dos "jogos de guitarra" para sugerir:
«Rather than making Guitar Hero guitars harder or more "realistic", surely the success of Guitar Hero means that the onus is now on the manufacturers of "real" guitars to make them easier (...)
Why are they still making guitars with "real" strings that are difficult and boring to learn how to play and really make your fingers hurt? What is the point? (...) Buttons have proven themselves to be much easier and more efficient. Plus, with the button guitar you can still use the instrument for its main purpose – pretending that it's a penis or a machine gun. (...)
We demand piece-of-piss-to-play button guitars now. And pre-programmed "hurdy gurdy" guitars that actually play both louder and faster the harder you crank the handle. (...)»
Visão diferente vem no artigo de opinião que gostei de ler no Guardian. Num tom humorista, o autor parte dos dados mais sérios de que, pela primeira vez, as vendas de jogos podem ter superado as de música e DVD's em conjunto, e da popularidade dos "jogos de guitarra" para sugerir:
«Rather than making Guitar Hero guitars harder or more "realistic", surely the success of Guitar Hero means that the onus is now on the manufacturers of "real" guitars to make them easier (...)
Why are they still making guitars with "real" strings that are difficult and boring to learn how to play and really make your fingers hurt? What is the point? (...) Buttons have proven themselves to be much easier and more efficient. Plus, with the button guitar you can still use the instrument for its main purpose – pretending that it's a penis or a machine gun. (...)
We demand piece-of-piss-to-play button guitars now. And pre-programmed "hurdy gurdy" guitars that actually play both louder and faster the harder you crank the handle. (...)»
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Das guitarras com botões
Desde os 60's que é o intrumento mais fixe, a cara do rock e o instrumento mais tocado por adolescentes. Sim, é a guitarra, e as próximas postas são sobre ela.
Já cá falámos várias vezes do fenómeno crescente dos jogos de guitarra, como o Guitar Hero e o Rock Band. Foi o Death Magnetic que os Metallica lançaram simultaneamente em versão audível e jogável, o Ten dos Pearl Jam, o Moving Pictures dos Rush, o jogo dedicado aos Metallica... agora é o Boss a oferecer músicas através do Guitar Hero.
Pois se um fenómeno cresce em popularidade, acompanha-o uma resma de declarações e opiniões nas internetes. Há de tudo, dos amuos do tipo dos Nickelback que diz que o jogo não presta porque não é real (vide definição de jogo, Mr. RockStar [acho que no Ermal foi mais stoner que rocker]), aos louvores eternos por parte de todos aqueles que conseguem ser, no seu mundo privado, fixes como o Slash sem terem que perder a adolescência (ou pelo menos perdendo-a a jogar e não a tocar guitarra). Mesmo assim, tenho para mim que deve ser mais fácil fazer furor no liceu como guitarrista do que como gamer. Ou então não, que os tempos até podem ser outros e os solos já não estão na moda.
Há tempos vi uma entrevista ao Alex Lifeson (guitarrista lendário dos Rush) em que ele comentava o fenómeno, dizendo que via agora fãs muito novos (~10 anos) nos concertos, conhecedores das músicas, e que isso deveria ser efeito da popularidade desses jogos, popularidade essa que os Rush têm sabido aproveitar. Ficava também em aberto uma questão que acho interessante que é se estes jogos podem trazer a guitarra de novo para a ribalta. Tudo bem que o jogo não é destinado a guitarristas - confesso que já experimentei mas cometi o erro de escolher uma música que sei de facto tocar, o que lançou duas partes do meu cérebro num combate violento pelo domínio dos dedos - mas não poderá despertar o gosto nos jogadores de passarem para o instrumento a sério? Será que com a popularidade destes jogos, que voltam a valorizar a dificuldade de execução, se poderá assistir a uma nova moda de solos? Será o próximo revivalismo o dos 70's? Será que os The Darkness e os Wolfmother vieram antes (apesar de depois) do tempo? Venham eles e tragam a boa música, mas por favor não tragam as camisas maricas.
Já cá falámos várias vezes do fenómeno crescente dos jogos de guitarra, como o Guitar Hero e o Rock Band. Foi o Death Magnetic que os Metallica lançaram simultaneamente em versão audível e jogável, o Ten dos Pearl Jam, o Moving Pictures dos Rush, o jogo dedicado aos Metallica... agora é o Boss a oferecer músicas através do Guitar Hero.
Pois se um fenómeno cresce em popularidade, acompanha-o uma resma de declarações e opiniões nas internetes. Há de tudo, dos amuos do tipo dos Nickelback que diz que o jogo não presta porque não é real (vide definição de jogo, Mr. RockStar [acho que no Ermal foi mais stoner que rocker]), aos louvores eternos por parte de todos aqueles que conseguem ser, no seu mundo privado, fixes como o Slash sem terem que perder a adolescência (ou pelo menos perdendo-a a jogar e não a tocar guitarra). Mesmo assim, tenho para mim que deve ser mais fácil fazer furor no liceu como guitarrista do que como gamer. Ou então não, que os tempos até podem ser outros e os solos já não estão na moda.
Há tempos vi uma entrevista ao Alex Lifeson (guitarrista lendário dos Rush) em que ele comentava o fenómeno, dizendo que via agora fãs muito novos (~10 anos) nos concertos, conhecedores das músicas, e que isso deveria ser efeito da popularidade desses jogos, popularidade essa que os Rush têm sabido aproveitar. Ficava também em aberto uma questão que acho interessante que é se estes jogos podem trazer a guitarra de novo para a ribalta. Tudo bem que o jogo não é destinado a guitarristas - confesso que já experimentei mas cometi o erro de escolher uma música que sei de facto tocar, o que lançou duas partes do meu cérebro num combate violento pelo domínio dos dedos - mas não poderá despertar o gosto nos jogadores de passarem para o instrumento a sério? Será que com a popularidade destes jogos, que voltam a valorizar a dificuldade de execução, se poderá assistir a uma nova moda de solos? Será o próximo revivalismo o dos 70's? Será que os The Darkness e os Wolfmother vieram antes (apesar de depois) do tempo? Venham eles e tragam a boa música, mas por favor não tragam as camisas maricas.
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domingo, 16 de novembro de 2008
Manel Cruz em entrevista
No número 2 da webzine headzum. Boa entrevista e muito melhor que a da Blitz, com conteúdo.
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quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Afinal parece que não
Em fóruns, sites, comentários e becos recônditos da internet, comentava-se nos últimos tempos que a Câmara de Gaia (pelouro da cultura) andava a tentar organizar um festival inovador, cujo palco seria montado... em pleno rio Douro.
Apesar de ser uma ideia... arrojada (o mais próximo disso que há é o Porto Rio que funciona num barco ancorado na margem do Porto), parece que vai ficar em águas de bacalhau. Um contacto com o pelouro da cultura garantiu-nos que apesar de se ter efectivamente pensado na ideia, esta acabou por não ir para a frente, uma vez que não houve planos concretos, soluções ou financiamento (a crise também não ajuda).
Mas era engraçado ou não?
Apesar de ser uma ideia... arrojada (o mais próximo disso que há é o Porto Rio que funciona num barco ancorado na margem do Porto), parece que vai ficar em águas de bacalhau. Um contacto com o pelouro da cultura garantiu-nos que apesar de se ter efectivamente pensado na ideia, esta acabou por não ir para a frente, uma vez que não houve planos concretos, soluções ou financiamento (a crise também não ajuda).
Mas era engraçado ou não?
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terça-feira, 28 de outubro de 2008
Cansei desta gente
As (os) CSS tocam por estas altura na nossa terra.
Algo que me acita a curiosidade é saber a receptividade do público. Depois do que aconteceu há um par de meses, em que, sendo cabeças de cartaz (e anunciadas como tal) no Alive '08, cancelaram o dito concerto de véspera. Porquê? Porque tinham compromissos publicitários. É... não sei porquê não me pareceu bem jogado.
Já dei anteriormente a minha opinião sobre isso; a questão é que toda a curiosidade que ainda subsistisse se esvaiu no momento em que a guitarrista, em entrevista ao jornal metro (li hoje de manhã no dito cujo, mas online a notícia só está disponível no site da blitz) assumiu que cada concerto é contido, porque "Não podemos queimar toda a energia, porque senão não se consegue aguentar uma tournée".
Basicamente são meninos que cheiram a leitinho, que avisam à partida que não vão deixar a pele em palco, para não se cansarem muito. Por mim tudo bem. Eu também ando meio cansado, por isso fico em casa também.
Algo que me acita a curiosidade é saber a receptividade do público. Depois do que aconteceu há um par de meses, em que, sendo cabeças de cartaz (e anunciadas como tal) no Alive '08, cancelaram o dito concerto de véspera. Porquê? Porque tinham compromissos publicitários. É... não sei porquê não me pareceu bem jogado.
Já dei anteriormente a minha opinião sobre isso; a questão é que toda a curiosidade que ainda subsistisse se esvaiu no momento em que a guitarrista, em entrevista ao jornal metro (li hoje de manhã no dito cujo, mas online a notícia só está disponível no site da blitz) assumiu que cada concerto é contido, porque "Não podemos queimar toda a energia, porque senão não se consegue aguentar uma tournée".
Basicamente são meninos que cheiram a leitinho, que avisam à partida que não vão deixar a pele em palco, para não se cansarem muito. Por mim tudo bem. Eu também ando meio cansado, por isso fico em casa também.
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sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Manel Cruz na Blitz
«A BLITZ levou as dúvidas mais pertinentes dos leitores do BLITZ até Manel Cruz, que respondeu com toda a paciência. Satisfaça aqui a sua curiosidade.»
A próxima edição da Blitz trará uma estrevista ao Manel.
«Eu fiz um ou dois playbacks, um no Júlio Isidro e outro já não sei onde, e detestei. Não vou dizer que não faço playbacks porque é uma cena pura... Eu não gosto, acho pobre, mas é a minha opinião e respeito quem faça. Para mim [as pessoas que fazem playback] estão, de alguma maneira, a enganar as outras pessoas, mas como toda a gente sabe [que é playback] e diz lá, é como o wrestling. Eu não me identifico, como tal não gosto de fazer.»
A próxima edição da Blitz trará uma estrevista ao Manel.
«Eu fiz um ou dois playbacks, um no Júlio Isidro e outro já não sei onde, e detestei. Não vou dizer que não faço playbacks porque é uma cena pura... Eu não gosto, acho pobre, mas é a minha opinião e respeito quem faça. Para mim [as pessoas que fazem playback] estão, de alguma maneira, a enganar as outras pessoas, mas como toda a gente sabe [que é playback] e diz lá, é como o wrestling. Eu não me identifico, como tal não gosto de fazer.»
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