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quinta-feira, 5 de maio de 2011

Pretty Lights

Acabei de postar como Borlas #6, mas acho que preciso de falar mais deste dude, porque é mesmo brutal.

Chamou-me a atenção no wetcementwallpapers (blog de wallpapers feitos com capas de álbum, grande cena) pela cover Sci-fi, reminescente do artwork dos Yes, desenhada por Dan McPharlin (que também desenhou álbuns de The Sword, Prefuse73).

Quando ouvi a música surpreendeu-me por estar ao nível do artwork. HipHop Electrónico, instrumental (ou com samples de voz), um bocado ao estilo dos Orelha Negra, talvez um pouco mais "digital", com aquele toquezinho de (não fujam) dubstep.

Mais, o tipo oferece tudo no site, ao preço que quiserem pagar.

Borlas #6





















Pretty Lights - Discografia Completa
Electrónica, Hip Hop

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Afinal...

parece que há hip-hop fixe.



O álbum é de 2000, e vale a pena.

Black Ranger


A-1, WooStaar and Sac Masta Collaborate to bring you "After School Special". All Of your favorite 90's shows remixed with A-1 Providing the rhymes.
Classic shows like Pokemon, All That, Power Rangers, Reading Rainbow and More!
bandcamp: download.a-1music.com/track/black-ranger

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mixtapes

Não sou grande fã do conceito de Mixtapes. Principalmente quando estamos a falar de uma obra original do calibre do Orelha Negra.

Como me foi descrito, e eu concordo, é como alguém chegar ao Picasso e dizer-lhe "Epá, esta Guernica está bem fixe, mas deixa-me meter umas linhas minhas por cima. E uns tags."

A verdade é que, se é para meter vozes num álbum instrumental, podíamos ao menos ter um mínimo de preocupação lirística. Em três músicas diferentes, para além de nesta mixtape encontrarmos a mítica Constatação Lírica nº1, temos também pessoas a fazer rimar "Eu juro" com "Pagar juros", "em cima do palco a olhar para o Público" com "saiu no jornal Público" e "a minha mãe é cega" com "eu jogo sega".

O pior de tudo é o atestado de imbecilidade perfeita que é passado à audiência de rádio portuguesa: no ano e meio desde que o álbum saiu, consegui ouvir um par de vezes "A Cura" ou a "M.I.R.I.A.M.", muito de longe a longe, e só provavelmente na Ant3na.

Este fim-de-semana, apercebi-me que há uma música que apenas pode ser resumida como "um fã que nunca cantou mais do que os parabéns na vida, ligou o microfone do skype no pc e gravou uma linha de voz sobre A memória e lançou para a net sem o mínimo de produção", que não só passa na rádio em alta rotação como ainda tem o direito a fazer parte do jingle de uma estação.

Pessoas, não conseguem mesmo ouvir música que não tenha um refrão para cantarem?

domingo, 6 de março de 2011

Ovelha Negra

Desilude a mixtape dos Orelha Negra, lançada dia 2 e disponível para download no Facebook da Time Out. Podem ouvir os temas todos no site da Antena 3. O conceito de repetir os temas de um álbum tão bom com malta d'Os Tornados ao Tiago Bettencourt tornava a tarefa complicada. Como pegar num óptimo álbum instrumental, vocalizá-lo e não saber a pouco?

Há mais experiências falhadas que conseguidas (e ouve-se M.I.R.I.A.M. demasiadas vezes). Ficam para ouvir mais vezes as participações daqueles que se sentem em casa: Mind da Gap, Valete, NBC e Nerve.


PS: Foi um dia mau para novas audições. A nova dos Grinderman com o tipo dos National é inaudível, a nova dos Clã está regular e a nova dos Arctic Monkeys não me entusiasmou.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Mais Orelha Negra

Mixtape gratuita dia 2 de Março, segundo A Trompa. Novo vídeo abaixo, fruto da colaboração com o writer Vhils.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Quantos hipsters cabem no Plano B?

Só por a música ser tão boa é que não se pediu o dinheiro de volta por se ter ficado à porta da sala. Interessa é vender bilhetes, tenha a sala capacidade para todos ou não.

Boa actuação dos Orelha Negra, técnica e groove q.b., sem palavras durante e fora das músicas. Temas do álbum intercalados com "jams" de um bom velho hip-hop, engrandecido pela sensibilidade dos executantes e por um magistral Cruzfader.

A rever numa sala mais apropriada.

sábado, 15 de maio de 2010

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Tom Tom Doggy Dog

Este conceito tem potencial (via Blame It On The Voices).

«Snoop Dogg has voiced a new VoiceSkin for TomTom GPS driving navigation systems.
The rapper can be heard giving directions and driving instructions (...)
Snoop Dogg has added his own witticisms to the instructions, which include him saying "Keep left ahead, and you'll be bona fide" and "turn around when possible and keep it 'G', ya d-i-g?"
»

sexta-feira, 31 de julho de 2009

As Escolhas do Marmelo (4)

Boa noite, boa Sexta-Feira e um bom fim de semana no geral. A quem pensava já que este post não ia para o blog hoje tenho só a dizer que estava só a criar suspense. Obrigado por se juntarem a nós para mais um "As Escolhas do Marmelo", cada vez mais um serviço público de grande utilidade.
Álbuns Bons, Bandas Más:

Hoje, mais um tema de grande interesse e diria, coragem! Imagem como é difícil meter o pescoço no cepo (ou os ouvidos nos auscultadores) ouvindo bandas terríveis na esperança de encontrar pérolas perdidas.
E qual é o problema das listas de bons álbuns por más bandas, na humilde opinião deste marmelo? Simples, nem os álbuns são assim tão maus nem as bandas assim tão boas (ou vice-versa, já não sei bem).

Começo com um óbvio para os leitores da minha geração: Dookie dos Green Day. Embora a garotagem de hoje em dia não saiba, os Green Day não foram sempre uns quarentões com eyeliner. Em tempos idos, eram jovens que se vestiam de acordo com a idade e que estavam mais interessados em fazer rock do que em ganhar dinheiro à custa dos miúdos "fixes". Dookie é provavelmente o único álbum bom desta banda que rapidamente se dedicou ao "punk acústico", como eu gosto de lhe chamar, e, mais tarde, à merda completa.

Outra das bandas que a garotada de hoje aprecia são os Avenged Sevenfold. Não sei se é da maquilhagem, da falta de gosto, dos gutorais, do QUALQUERCOISAcore, mas parece que são mais uma banda a juntar diversos ingredientes explosivos que facilmente catapultam qualquer um para o sucesso.
Ainda assim, e como é para isso que serve este artigo, há pérolas no meio do lixo. O álbum City of Evil, verdade seja dita, é um grande álbum de guitarras numa altura em que estes já são poucos. Se fecharmos os olhos ao quão posers estas pessoas são e à música nº6 (se bem que à musica não adianta muito fechar os olhos) temos aqui um álbum capaz de fazer o Slash virar-se na cova para esconder o tesão (fontes diversas afirmam que Slash não está nada morto, depois de ouvir os álbuns de Velvet Revolver decida o leitor por si mesmo).

Próxima sugestão: Loose de Nelly Furtado. Passando o preconceito da música pop fófinha (e a vergonha), ao ouvir este álbum na integra, tirando duas músicas lá pró meio, percebe-se o que é um óptimo trabalho de estúdio. É pena que a electrónica tenha demorado à volta de 20-30 anos a aparecer em música de qualidade. Timbaland nos seus tempos áureos (antes do álbum do Cornell), Nelly a fazer várias camadas de voz, instrumentais mesmo estranhos e minimalistas para música que passa na MTV, músicas bem escritas, são todos bons motivos para deixarem de lado a vergonha e darem uma oportunidade a esta pérola.

Era uma vez uma banda emo chamada Panic! at the Disco. Como Qualquer banda emo, os Panic! at the Disco gostavam de chorar, fazer música má e dormir juntinhos, todos na mesma cama. Ora, isto costuma ter um problema, que é: se o gajo mais à direita na cama cai pelo lado esquerdo, empurra toda a gente para fora da cama com ele. Foi o que aconteceu. Caíram todos abaixo da cama e bateram com a cabeça na mesinha de cabeceira. E a mesinha de cabeceira devia ser muito, mas mesmo muito dura!
Não tendo conhecimentos clínicos que me permitam explicar o que acontece ao certo nas cabeças que batem em mesinhas de cabeceira muito, mas mesmo muito duras, resta-me apenas relatar o que aconteceu neste caso em particular: os Panic! at the Disco mudaram o nome para Panic at the Disco e lançaram um álbum bom - Pretty. Odd.. Provavelmente foram possuídos pelos espíritos sagrados de Lennon e Harrison, porque este álbum é um hino à música dos Beatles, um álbum pop numa década em que já não há pop sem misturar hiphop e essas cenas que eu não percebo, não percebo.

Há muita cena estranha no Japão. provavelmente alguns dos caros leitores, cultos como são, já ouviram falar de um estilo "musical" chamado Visual Kei (raparem como um estilo musical tem Visual no nome). Isso consiste em quê? - pergunta o leitor sem ter noção no que se está a meter. Imaginem uns meninos(as) a tocarem música parecida com a que os Green Day fazem hoje em dia mas todos vestidos como as personagens dos rpgs japoneses, com roupas todas espampanantes e cabelos todos espetados e com cores fluorescentes.
Isto a propósito de um catraio (chamado Miyavi) que era guitarrista numa banda destas e que decidiu fazer uma carreira a solo. Continuou a fazer música de merda, até que um dia lhe deu um sopro (como aconteceu a todos os sujeitos dos álbuns sugeridos neste artigo) e decidiu aprender a tocar guitarra como deve ser e lançou Dokuso.

E voltamos às terras do sol poente para falar de uma das melhores piores bandas de sempre, cujo vocalista além de ser um génio musical também sabe tocar guitarra como ninguém: Limp Bizkit, pois claro! Definiram um dos piores momentos musicais do século e, com vergonha na cara que andava sempre pintada, o guitarrista Wes Borland saiu da banda para que esta pudesse atingir níveis ainda mais baixos de qualidade.
Alguns anos passaram e Wes voltaria a entrar para a banda. Lançaram o ep The Unquestionable Truth (part 1) que deve ser o único registo decente da banda (desculpem mas não encontrei vídeo melhor), antes que o guitarrista fugisse outra vez.

Decidi terminar este artigo com um dos artistas portugueses de maior gabarito e pior gosto: José Cid.
Se as suas capacidades como músico e compositor são inquestionáveis, já o seu "bom" gosto não é tanto assim. Mesmo nos seus melhores momentos há sempre qualquer coisa embaraçosa que faz com que toda a gente sinta um misto de carinho e simpatia pelo músico.
O álbum de José Cid que vou sugerir, adivinharam: 10,000 Anos Depois Entre Vénus e Marte. Para quem não conhece, só posso dizer que deviam ter vergonha. É rock progressivo dos anos 70 no seu melhor. Imaginem Pink Floyd, King Crimson, Yes, mas cantado pelo nosso amigo Cid.
Sem dúvida o melhor álbum português de sempre (tirando os dos Fingertips).

Por esta semana é tudo, até à próxima!

Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (podem enviar-me sms com sugestões para artigos que eu vou provavelmente ignorá-las)

sexta-feira, 24 de julho de 2009

As Escolhas do Marmelo (3)

Bom dia e feliz Dia dos Ursos!! "O que é o Dia dos Ursos?" - pergunta o leitor afoito - Sinceramente, foi uma merda que inventei agora...

Álbuns para o Dia dos Ursos:

O que é o Dia dos Ursos sem música? Nada, digo-lhe eu. Daí as listas de álbuns para ouvir no Dia dos Ursos, tema recorrente noutras publicações de menor categoria.
Na humilde opinião deste marmelo, estas listas falham precisamente por incluírem ou poucos ursos, ou os ursos errados. O que isto quer dizer, também não sei, mas acreditem que é verdade.

Panda Bear - Person Pitch: "Ui, bates mal com esta malta Chinesa a imitar os Animal Collective!" - diria um leitor de outra publicação de menor categoria. Já o comum leitor deste blog (que normalmente é um dos próprios autores) sabe perfeitamente que este Panda Bear não é chinês e não está a imitar os Animal Collective, eles é que o estão a imitar a ele!

Grizzly Bear - Veckatimest: Saímos da China para visitar um parente afastado do Panda. É nas montanhas de Brooklyn, NY que podemos encontrar este espécimen a fazer o que mais gosta: Misturar folk com pop psicadélica e fazer vídeos assustadores (este também).

Art Bears - The World as It Is Today: Quem ouve as duas bandas anteriores vai começar a questionar-se: "Quando começaram os ursos a fazer música avant-experimental-coiso?"
E quem percebe do assunto vai começar a responder: "Esta tendência remonta já aos anos 70, quando uns ursos ingleses se lembraram de formar esta banda".

The Bears - Rise and Shine: A música pop também faz parte da ementa dos ursos. Directamente dos anos 80, a banda mais ursa da power pop! Não se deixem enganar, contudo, apesar de fofinhos, todos os ursos se podem tornar extremamente perigosos (ouvir com cautela).

Teddybears - Soft Machine: Também na Suécia há ursos (e ursas). Estes começaram no grindcore(!) e depois decidiram fazer isto e isto. Normalmente acho parvo as bandas mudarem de nome, mas o caso destes que se chamavam "Teddybears STHLM" e que mudaram para "Teddybears" é a excepção à regra (embora continue a ser um nome idiota).

Mostly Bears - The Ed Mitchell Clinic: Quando já começava a perder a esperança nos ursos eis que chega mais uma banda decente. Não são todos ursos, mas pelo menos é a maioria (como se comprova pela componente rock alternativa da coisa).

Minus the Bear - Planet of Ice: Agora uma banda que perdeu o urso algures. Ao menos o guitarrista ganhou tomates, o que acaba por compensar. Provavelmente o melhor álbum que recomendo hoje. O trabalho das guitarras é mesmo de arrepiar (Planet of Ice e tal... Deixem lá...).


Feliz Dia dos Ursos e até para a semana!

Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (como hipertexto e assim).

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Sample it

Como é que se mede a influência de um artista? Talvez não haja só uma maneira, mas esta é com certeza uma delas.