Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O guia essencial para ter uma banda de moderado sucesso


1. Ter uma ideia boa do que se quer fazer e preparar-se para ficar sem ela no espaço de três anos

a. Caso não se tenha uma boa ideia, tentar imitar alguém que tenha tido uma boa ideia na década de 19(escolher a década em voga no ano em que lê o guia);
b. Caso não se conheça nenhuma banda da dita década, imitar uma banda que já o tenha feito;

2. Orientar a sua música para o público alvo mais importante: os nerds que passam horas na net;

3. Chatear o nerd norte-americano com um blogue de música, que conheceram numa arena de World of Warcraft, mas que era só razoavelmente bom porque tinha que ouvir música e escrever no seu blogue sobre isso para tentar engatar as gajas que conheceu num concerto indie;

4. Ser amigo da banda hip da cidade e tentar, desesperadamente, fazer as primeirashttp://www.blogger.com/img/blank.gif partes dos seus concertos para os amigos;

5. Ter um computador com uma maçã meio comida à mostra, para se mostrar que despreza as novas tecnologias, ao mesmo que demonstra um profundo conhecimento sobre a sua natureza;

6. Gravar tudo em casa e chamar ao resultado final mixtape (o que se estiver a chamar na altura).

Daqui.

terça-feira, 31 de maio de 2011

É apenas mais uma

Confesso que tal como muitas outras coisas, não percebo que tem de especial esta menina que dá pelo nome de Lady Gaga.

Que eu saiba, já há 20 anos a Bjork andava feita parva a vestir-se de coisas, mascarada de cisne e não sei que mais.

E a novidade é por ser uma gaja feia a vestir-se de coisas, a Peaches também já o faz para aí há 10 anos.

Qual é a novidade aqui?

terça-feira, 17 de maio de 2011

Parabéns

Depois de duas tentativas falhadas de ouvir (e gostar) do segundo álbum dos MGMT, por causa da insistência de um amigo acabei por fazer uma terceira. Se tivesse voltado a achar uma merda não estava aqui a fazer um post, por isso já sabem para onde isto vai.

Não é que aquilo seja a melhor cena de sempre, mas é bem melhor do que o pintei. E acho que percebi porque é que não gostei dele da primeira vez. A pop (que é a melhor arma dos gajos) está lá. A escrita de canções é boa. O que fode é a produção.

Quando esta banda, que para mim representava mais ou menos o que de bom se fez na passada década (boa pop, óptima electrónica), lançou o álbum novo eu estava à espera do óbvio: mais música moderna, cenas que agora toda a gente vai imitar. Não estava à espera de psicadelismo de há 30 anos atrás.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Voltem ABBA, estão perdoados.

Alguém viu ontem o cenas da Eurovisão?

TERRÍVEL, amirite?

E esta gente ainda quer vender cds D:

Tanta produção para cenas tão merdosas. Como experiência prática foi um sucesso, acho que podemos concluir que por muitos brilhantes que se usem, um cagalhão vai ser sempre um cagalhão.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mixtapes

Não sou grande fã do conceito de Mixtapes. Principalmente quando estamos a falar de uma obra original do calibre do Orelha Negra.

Como me foi descrito, e eu concordo, é como alguém chegar ao Picasso e dizer-lhe "Epá, esta Guernica está bem fixe, mas deixa-me meter umas linhas minhas por cima. E uns tags."

A verdade é que, se é para meter vozes num álbum instrumental, podíamos ao menos ter um mínimo de preocupação lirística. Em três músicas diferentes, para além de nesta mixtape encontrarmos a mítica Constatação Lírica nº1, temos também pessoas a fazer rimar "Eu juro" com "Pagar juros", "em cima do palco a olhar para o Público" com "saiu no jornal Público" e "a minha mãe é cega" com "eu jogo sega".

O pior de tudo é o atestado de imbecilidade perfeita que é passado à audiência de rádio portuguesa: no ano e meio desde que o álbum saiu, consegui ouvir um par de vezes "A Cura" ou a "M.I.R.I.A.M.", muito de longe a longe, e só provavelmente na Ant3na.

Este fim-de-semana, apercebi-me que há uma música que apenas pode ser resumida como "um fã que nunca cantou mais do que os parabéns na vida, ligou o microfone do skype no pc e gravou uma linha de voz sobre A memória e lançou para a net sem o mínimo de produção", que não só passa na rádio em alta rotação como ainda tem o direito a fazer parte do jingle de uma estação.

Pessoas, não conseguem mesmo ouvir música que não tenha um refrão para cantarem?

quarta-feira, 30 de março de 2011

Eu chamaria também ser emproado

odeio gente que põe amostras no myspace

no geral, demasiado plástico para pouco conteúdo. desperdício.

prefiro a canção inteira. só 30 segundos de amostra é de forreta e dá vontade de ir procurar o album à borla na net imediatamente

Apesar de já não me lembrar da última vez que fui ao my___, ou lá como é que se chama agora.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Porque hoje é Sexta-Feira...

Dei voltas e mais voltas e não percebia porquê. Depois de o Diogo me ter espicaçado a curiosidade sobre a Rebecca Black fui ouvir e fiquei fora de mim.

Pensando que era a nova criação musical da Disney/EMI/JayZ, um produto mais-que-refinado, pronto a tomar de assalto os bolsos de toda a gente com filhas entre os 12-16 anos, fui ouvir a música:



- A produção é fraquita;
- A qualidade musical é terrível. Não era terrível como em "Justin Bieber terrível", isto é pior, sem preocupação por fazer alguma coisa decente.
- A letra é inacreditável.
- A voz da garota é péssima e muito irritante. E note-se que está auto-tuned 99% do tempo. A rapariga nem sequer canta, só fala e deixa o software tratar do resto. MESMO ASSIM CANTA MAL.
- A chavala nem sequer é bonita. Nem os amigos dela no vídeo. A sério, num mundo musical de Jonas Brothers, Justin Biebers, Miley Cyruseseseseses, apostar numa garota assim é muito estranho.

Até que descobri finalmente o que se passa. Ela não é nenhum produto de um grande empresa que sabe o que faz. É só uma entre muitas meninas mimadas com pais ricos que podem pagar o luxo que é sonhar com uma carreira musical quando não se tem talento.

(edit): Esqueci-me de mencionar o quão importante é que vejam o artigo. Lulos mais que garantidos, ao verem os vídeos iguais das outras garotas.
Leiam tudo aqui.

Nem sabia que ainda os faziam

Mercury Records deixa de produzir singles em CD e vinil

A Mercury Records é a editora que tem o single mais vendido da história, “Candle in the Wind”, a homenagem de 1997 de Elton John à princesa Diana. Além deste marco histórico, esta mesma companhia discográfica detém o single mais valioso da história, a versão de “That´ll be the Day” da banda antecedente aos Beatles, os The Quarrymen.

Este anúncio representa mais um avanço para a era digital. Na recente tabela de singles norte-americana, apenas um por cento provém da compra de formatos físicos. Após o fecho de míticas lojas de música como a “Tower Records”, em Londres, a Mercury Records é mais um sinal da passagem para uma indústria musical centrada na Internet.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Downloads não contam

O primeiro álbum que tive foi uma cassete dupla dos GNR, in vivo. Está nestes momentos MIA, não faço ideia de como hei de conseguir arranjar o álbum em mp3. Já não o devo ouvir há mais de dez anos

O primeiro CD que tive, também foi duplo. Ainda me lembro que precisei de ajuda para abrir a caixa. Eram os Beatles, live at BBC. Uma boa base para qualquer criança.

O primeiro álbum que comprei com o meu dinheiro (dado pelos pais) foi um CD do Chalie Parker, que não era mais do que uma colectânea baseada no filme Bird, do Clint Eastwood.

O último CD que comprei... não sei. Deve ter sido o dos Zelig, porque não me lembro de mais nenhum que tenha comprado ultimamente. Apesar de mo ter sido oferecido.

O último álbum que comprei foi um EP em vinil do Crewdson, um multi-instrumentista que apanhei uma vez a tocar no Cafe Oto.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como resumir...

... tudo o que se passou nos anos 90 no mundo da música em português num sá vídeo?

sábado, 1 de janeiro de 2011

O meu balanço é melhor que o vosso

Por ser ainda mais balançado. E por ser em 2011. E por ter mais aroma a limão.

Albuns:
+ Sufjan Stevens lança um dos meus álbuns favoritos de sempre.
+ Orelha Negra lançam a melhor cena feita em Portugal nos últimos, sei lá, 20 anos?
+ Joanna Newsom
+ Rose Kemp
+ Música electrónica boa. Also, tetos.

- Just Like Vinyl. Os Fall of Troy acabaram e a banda nova do Erak tem muito poucas músicas decentes :(

Concertos:
+ Concertos pequenos. Hardcore é o novo rock n roll. Step Back!, Yoshi, o Puto Dragão, Robot Orchestra, Maybeshewill.

- De resto foi tudo uma porcaria por uma razão ou por outra. Mais uma vez nenhum festival me deu vontade de levantar o cú (e pagar a entrada).

Outras cenas:
+ Luta contra editoras discográficas intensificou. O cancro está a demorar a morrer, mas um dia chegamos lá.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanço do exercício

Aproveitando o mote.

Cá dentro
Lembro-me de poucos anos tão bons na música portuguesa (nota: não era nascido nos anos 70).
A invasão FlorCaveira passou e a enxurrada de edições veio do Optimus Discos (destaco Margarida Pinto e Noiserv), Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti reuniram-se em disco, os peixe:avião viraram pop e já são mais que uma promessa e os Deolinda deram um passo sem sair do sítio.
No mundo folk, os Gaiteiros de Lisboa deixaram-me o amargo de boca de não terem lançado o prometido álbum e os Diabo na Cruz tiveram um percurso triunfante desde as feiras de enchidos aos festivais generalistas.
O grande destaque vai para dois álbuns sublimes que tornam 2010 num ano a recordar: Orelha Negra (homónimo) e Zelig (Joyce Alive).

Lá fora
Confesso que andei mais entretido com os clássicos que com 2010. Para lá do estranho sucesso dos National, das experiências do Sufjan Stevens e do que quer que se tenha passado com o Yann Tiersen, não tenho nada a destacar. Talvez 2011 traga um álbum dos Radiohead.

Concertos
Sem deixar de referir os bons concertos de Orelha Negra, Diabo na Cruz e JP Simões, o melhor concerto que vi este ano foi o do(s) Divine Comedy em Guimarães. Um homem só entretendo uma sala bem composta com as suas canções, os seus enganos e as suas chalaças. Um bom espectáculo.

2010

Porque Tops são coisas estúpidas, realço aqui o que se passou de bom em 2010:

O álbum nacional - Orelha Negra - Orelha Negra. E não vou justificá-lo mais, porque já foi tudo dito antes.

O concerto - Stevie Wonder, no Hyde Park. Porque este senhor continua a ser um rei tão mas tão grande, que se fosse maior entrava em palco de jetpack posto. E porque nunca tinha estado num concerto com tanta gente junta.

O festival - Optimus Alive. Por terem trocado bilhetes perdidos no correio, o facto de terem bilhetes para dois dias quando esgotou a lotação para o último dia (porque não, não é fixe "metam só mais 2000 bilhetes à venda bem apertadinhos"), porque o cartaz continua a ser sólido, porque já não tenho idades para ir dar uma mijinha atrás do mato e curto cenas com boas infraestruturas. E porque tiveram Faith No More.

Living up to the hype - PAUS. Porque já estavam a ser-nos impingidos como se fosse a melhor coisa desde que o Mourinho treinava o Porto ainda antes de terem tido o primeiro ensaio, e a verdade é que rockam como uns campeões. Têm um EP de 4 músicas que nos deixa a chorar por mais.

O álbum que descobri nos últimos dias - Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy. Depois de 4 em 5 dos últimos tops do ano que vi referenciarem isto como sendo melhor que torradas com mel (sendo que o que não o mencionou foi a Blitz, o que acaba por funcionar como pontinhos extra), a gota de água foi o que o pessoal da Ípsilon dizia sobre ele, na véspera de natal. É, efectivamente, um álbum bem bom. Vale a pena dar uma ou dez audições.

E já agora, para envolver tudo num só:

O filme - Shutter Island

A série - Fringe

O flop - Jesualdo Ferreira

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Ressaca

Estou a ressacar, alguma banda de jeito que lance um álbum novo, sff D:

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

domingo, 10 de outubro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

We owned it outright

Artigo interessante do Colin Greenwood sobre o célebre lançamento do In Rainbows e o que andam a equacionar para o novo álbum.

«Three years later, we have just finished another group of songs, and have begun to wonder about how to release them in a digital landscape that has changed again. It seems to have become harder to own music in the traditional way, on a physical object like a CD, and instead music appears the poor cousin of software, streamed or locked into a portable device like a phone or iPod.
(...)
We have yet to decide how to release our next record, but I hope these partial impressions will help give some idea of the conversations we’ve been having.»

 
PS: já que estamos a falar dos Radiohead, vejam como eles ajudaram um grupo de fãs a fazer um DVD disponível para download gratuito.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Será possível?

A MTV tem lá os prémios deles ou lá o que é isso. Não interessa muito.

O que me interessa é a cena que se chama "Best Portuguese Act".

Já viram os nomeados este ano?

Deolinda, Diabo na Cruz, Tigerman, Nu Soul Family e Orelha Negra.

Só a mim é que me parece demasiada qualidade para este tipo de coisa? Acho que gosto (entre o "ouve-se" e o "adoro") de tudo nesta lista. Será que os gajos da MTV se enganaram e viraram à esquerda na estrada que vai para Zebreiros?

sexta-feira, 3 de setembro de 2010