http://www.wilcoworld.net/loft/gigapan.php
Imagens de alta definição da sala de ensaios/gravações dos Wilco. Entre inúmeras guitarras, gravadores de fita e caveiras, ganha o primeiro a descobrir a foto do Elvis e o livro do Saramago.
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sábado, 4 de dezembro de 2010
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Giacometti com o Público
Precioso.
«No ano em que se comemora o 20.º aniversário do notável etnólogo Michel Giacometti, o PÚBLICO lança a sua filmografia completa, que inclui a série "Povo que Canta" em 9 Livros+Dvd, 2 episódios inéditos da série etnográfica "Rio de Onor" e "Alar da Rede", e ainda os inéditos "O Ladrão do Sado" em Livro + 2 CDs e "Uma Longa Militância" em Livro + 1 CD.»
http://coleccoes.publico.pt/
«No ano em que se comemora o 20.º aniversário do notável etnólogo Michel Giacometti, o PÚBLICO lança a sua filmografia completa, que inclui a série "Povo que Canta" em 9 Livros+Dvd, 2 episódios inéditos da série etnográfica "Rio de Onor" e "Alar da Rede", e ainda os inéditos "O Ladrão do Sado" em Livro + 2 CDs e "Uma Longa Militância" em Livro + 1 CD.»
http://coleccoes.publico.pt/
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Folk,
Livros,
Portuguesa
sábado, 25 de setembro de 2010
sexta-feira, 18 de junho de 2010
José Saramago
Entra na categoria de um dos RIP's do ano.
Não sou nem de perto nem de longe conhecedor de toda a sua obra (creio que só li 3/4 dos seus livros), mas a amostra é estatisticamente significativa para compreender a qualidade.
Não sou nem de perto nem de longe conhecedor de toda a sua obra (creio que só li 3/4 dos seus livros), mas a amostra é estatisticamente significativa para compreender a qualidade.
Temas:
Livros,
Obituário,
Portuguesa
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Biografias... alternativas
Certamente que, mais de trinta anos depois, já tudo foi escrito sobre os Led Zeppelin. Tempo agora para a estupidez, a ver se se faz mais uns trocos.
«Led Zeppelin's Stairway to Heaven 'owes its success to cigarettes'
Band biographer claims that DJs only played the now classic song because it was the 'perfect length' for a cigarette break
Was the secret to Stairway to Heaven's success the fact that it gave DJs the chance to nip out for a cigarette? That's the theory of Led Zeppelin biographer Charles R Cross, who claims that 100 radio presenters "literally ... swore" that they aired the now classic tune because it was the "perfect length" for a cigarette break.
"The song became successful by accident," Cross told the New York Post. "[I] had 100 DJs swear to me that they only played the song because they needed a long break to go and smoke a cigarette. If it had been a minute shorter, you couldn't have smoked a full cigarette. If it had been a minute longer, it would have been too long." (...)»
«Led Zeppelin's Stairway to Heaven 'owes its success to cigarettes'
Band biographer claims that DJs only played the now classic song because it was the 'perfect length' for a cigarette break
Was the secret to Stairway to Heaven's success the fact that it gave DJs the chance to nip out for a cigarette? That's the theory of Led Zeppelin biographer Charles R Cross, who claims that 100 radio presenters "literally ... swore" that they aired the now classic tune because it was the "perfect length" for a cigarette break.
"The song became successful by accident," Cross told the New York Post. "[I] had 100 DJs swear to me that they only played the song because they needed a long break to go and smoke a cigarette. If it had been a minute shorter, you couldn't have smoked a full cigarette. If it had been a minute longer, it would have been too long." (...)»
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Optimus Discos, série 3
http://www.optimusdiscos.com
Um tributo a Miguel Torga por Fernando Ribeiro dos Moonspell, a banda de valter hugo mãe, o regresso dos Linda Martini e Margarida Pinto, entre outros. Tudo grátis.
Um tributo a Miguel Torga por Fernando Ribeiro dos Moonspell, a banda de valter hugo mãe, o regresso dos Linda Martini e Margarida Pinto, entre outros. Tudo grátis.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Uma Teoria da Arte

Andando há uns meses mergulhado nesta obra, já era tempo de escrever um post sobre isso. No que creio que será o primeiro post sobre estética no inarmónico.
Escrito por um musicólogo de sólida formação filosófica - Karol Berger - este A Theory of Art é uma obra de referência na reflexão estética actual. Em traços muito gerais - este post pretende ser apenas uma pequena chamada de atenção - o livro opõe-se a uma visão da arte (da estética) separada da dimensão ética e moral - estas dimensões são essenciais na sua concepção de arte. A pergunta central que subjaz à obra é, assim:
"What, if anything, has art to do with the rest of our lives, and in particular with those ethical and political issues that matter to us most?"
Este princípio tem grandes implicações, quanto mais não seja porque coloca o dedo na ferida em relação a muita da arte actual. Para Berger, algumas das funções centrais que a arte pode cumprir (a título de exemplo) dizem respeito a iluminar a nossa existência real ou a conceber a existência de mundos utópicos -a arte tem, por isso, implicações ao nível ético, ao nível dos valores, ao nível da vida em comunidade...
Outro aspecto interessante é que a música ocupa um espaço central nesta Teoria da Arte (o que é, aliás, bastante raro em obras deste tipo). Assim, todo um capítulo é dedicado a uma perspectiva histórica da evolução da música.
Podemos concordar com a visão do autor em maior ou menor grau, mas uma coisa é certa, é uma obra absolutamente fascinante!
Pode ser comprado aqui e parcialmente lido aqui.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Radiohead: 10 anos de entrevistas
Deverá chegar em Março de 2009 às prateleiras das livrarias de todo o mundo o livro compilando 10 anos de entrevistas dos Radiohead. A mais antiga tem 17 anos, sendo anterior em 2 anos ao lançamento do 1º álbum (os Radiohead existem desde 1986 [belo ano!] tendo lançado apenas em 1993 o Pablo Honey). Infelizmente só vão até ao ano 2000, a época do lançamento do Kid A, deixando de fora três álbuns - mais o álbum a solo do Tom Yorke - e, principalmente, toda a questão do lançamento digital do In Rainbows... De qualquer maneira espera-se um documento rico - tem 215 páginas - e que nos mostre a evolução da banda desde os seus tempos mais remotos em que ainda eram conhecidos por poucos.O pdf está disponível para download por perto de 4 euros em lulu.com, onde também pode ser encomendada a versão física do livro e consultadas as primeiras 10 páginas.
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Lançamentos,
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Rock
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Dez curiosidades floydianas
«1: The most famous roadie ever?
In 1967, Pink Floyd began employing roadie Pete Watts, who rose through the ranks to become their chief sound engineer. Watts can also be heard laughing between tracks on the band’s Dark Side Of The Moon album. He died in 1976. His daughter Naomi accompanied the group on tour as a child, and went on to become a successful model and actress, starring in the movies, 21 Grams and Mulholland Drive.»
Mais em 10 things you probably didn't know about Pink Floyd, a partir do livro «Pigs might fly, the inside story of Pink Floyd» de Mark Blake.
In 1967, Pink Floyd began employing roadie Pete Watts, who rose through the ranks to become their chief sound engineer. Watts can also be heard laughing between tracks on the band’s Dark Side Of The Moon album. He died in 1976. His daughter Naomi accompanied the group on tour as a child, and went on to become a successful model and actress, starring in the movies, 21 Grams and Mulholland Drive.»
Mais em 10 things you probably didn't know about Pink Floyd, a partir do livro «Pigs might fly, the inside story of Pink Floyd» de Mark Blake.
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Livros,
Progressivo,
Rock
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
A Geração Romântica
Ao fim de cerca de dois meses sem cá pôr os pés - refiro-me a escrever posts, pois não deixei de ler os - muitos - que foram saindo - estou de volta.
E para voltar, só podia escrever sobre este livro absolutamente fascinante, que há dois meses é leitura diária (vários capítulos têm sido alvo de repetida leitura...). Sobre este The Romantic Generation, apenas algumas breves palavras:
i) não conheço ninguém que escreva sobre música como Charles Rosen; é ao mesmo tempo densíssimo e ligeiríssimo, extraordinariamente profundo mas bem humorado, nunca banal nem pedante;
ii) todos os capítulos têm pontos de vista originais sobre os assuntos que versam - desde considerações estéticas gerais sobre o romantismo a ensaios sobre Chopin, Liszt, Mendelssohn, Berlioz, Schumann e a ópera no século XIX;
iii) os três ensaios sobre Chopin (quase um total de 200 páginas) são incrivelmente penetrantes e desfazem uma série de mitos sobre o polaco (não sabia construir grandes formas, é lamechas, etc, etc) - mais notícias sobre isso num post futuro (ou em posts futuros).
O livro leva-nos a reconsiderar todo o período (séc. XIX) e, no meu caso, só tem contribuído para aumentar o fascínio pela música desta época (sobretudo Chopin, Schumann e Liszt). Aconselho vivamente, sobretudo, a pianistas e compositores, mas o apelo do livro é, na verdade, para todos os músicos e amantes da música.
Para que isto não seja só texto, deixo uma das peças mais brilhantemente analisadas no livro (a terceira balada de Chopin):
Daniel.
E para voltar, só podia escrever sobre este livro absolutamente fascinante, que há dois meses é leitura diária (vários capítulos têm sido alvo de repetida leitura...). Sobre este The Romantic Generation, apenas algumas breves palavras:
i) não conheço ninguém que escreva sobre música como Charles Rosen; é ao mesmo tempo densíssimo e ligeiríssimo, extraordinariamente profundo mas bem humorado, nunca banal nem pedante;
ii) todos os capítulos têm pontos de vista originais sobre os assuntos que versam - desde considerações estéticas gerais sobre o romantismo a ensaios sobre Chopin, Liszt, Mendelssohn, Berlioz, Schumann e a ópera no século XIX;
iii) os três ensaios sobre Chopin (quase um total de 200 páginas) são incrivelmente penetrantes e desfazem uma série de mitos sobre o polaco (não sabia construir grandes formas, é lamechas, etc, etc) - mais notícias sobre isso num post futuro (ou em posts futuros).
O livro leva-nos a reconsiderar todo o período (séc. XIX) e, no meu caso, só tem contribuído para aumentar o fascínio pela música desta época (sobretudo Chopin, Schumann e Liszt). Aconselho vivamente, sobretudo, a pianistas e compositores, mas o apelo do livro é, na verdade, para todos os músicos e amantes da música.
Para que isto não seja só texto, deixo uma das peças mais brilhantemente analisadas no livro (a terceira balada de Chopin):
Daniel.
terça-feira, 24 de junho de 2008
Kafka à Beira-Mar

"- Quando estou a conduzir gosto de ouvir as sonatas para piano de Schubert com o volume no máximo. Sabes porquê?
- Não faço ideia.
- Porque tocar uma sonata para piano de Schubert é das coisas mais difíceis. Sobretudo esta Sonata em Ré Maior. É uma peça de grande dificuldade. Alguns pianistas conseguem executar de um modo perfeito um, dois movimentos, mas, na minha opinião, se escutares com atenção os quatro andamentos, verás que nunca ninguém logrou arrancar das teclas a tonalidade certa que a sonata, na sua totalidade, exige. Muitos foram os pianistas famosos que se esmeraram, na tentativa de provar que estavam à altura do desafio, mas é como se faltasse sempre qualquer coisa. Até à data não existe uma única interpretação que te leve a dizer É isso mesmo! Ele conseguiu! Sabes porquê?
- Não.
- Porque esta sonata é, em si própria, imperfeita. Robert Schumann, que conhecia bem as sonatas de Schubert, classificou-a de "divinamente longa".
- Se a composição é imperfeita, como se explica que existam tantos pianistas apostados em tocá-la na perfeição?
- Boa pergunta - diz Oshima. (...)"
- Não faço ideia.
- Porque tocar uma sonata para piano de Schubert é das coisas mais difíceis. Sobretudo esta Sonata em Ré Maior. É uma peça de grande dificuldade. Alguns pianistas conseguem executar de um modo perfeito um, dois movimentos, mas, na minha opinião, se escutares com atenção os quatro andamentos, verás que nunca ninguém logrou arrancar das teclas a tonalidade certa que a sonata, na sua totalidade, exige. Muitos foram os pianistas famosos que se esmeraram, na tentativa de provar que estavam à altura do desafio, mas é como se faltasse sempre qualquer coisa. Até à data não existe uma única interpretação que te leve a dizer É isso mesmo! Ele conseguiu! Sabes porquê?
- Não.
- Porque esta sonata é, em si própria, imperfeita. Robert Schumann, que conhecia bem as sonatas de Schubert, classificou-a de "divinamente longa".
- Se a composição é imperfeita, como se explica que existam tantos pianistas apostados em tocá-la na perfeição?
- Boa pergunta - diz Oshima. (...)"
- Excerto de Kafka à Beira-mar, de Haruki Murakami
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