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sábado, 1 de janeiro de 2011

O meu balanço é melhor que o vosso

Por ser ainda mais balançado. E por ser em 2011. E por ter mais aroma a limão.

Albuns:
+ Sufjan Stevens lança um dos meus álbuns favoritos de sempre.
+ Orelha Negra lançam a melhor cena feita em Portugal nos últimos, sei lá, 20 anos?
+ Joanna Newsom
+ Rose Kemp
+ Música electrónica boa. Also, tetos.

- Just Like Vinyl. Os Fall of Troy acabaram e a banda nova do Erak tem muito poucas músicas decentes :(

Concertos:
+ Concertos pequenos. Hardcore é o novo rock n roll. Step Back!, Yoshi, o Puto Dragão, Robot Orchestra, Maybeshewill.

- De resto foi tudo uma porcaria por uma razão ou por outra. Mais uma vez nenhum festival me deu vontade de levantar o cú (e pagar a entrada).

Outras cenas:
+ Luta contra editoras discográficas intensificou. O cancro está a demorar a morrer, mas um dia chegamos lá.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanço do exercício

Aproveitando o mote.

Cá dentro
Lembro-me de poucos anos tão bons na música portuguesa (nota: não era nascido nos anos 70).
A invasão FlorCaveira passou e a enxurrada de edições veio do Optimus Discos (destaco Margarida Pinto e Noiserv), Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti reuniram-se em disco, os peixe:avião viraram pop e já são mais que uma promessa e os Deolinda deram um passo sem sair do sítio.
No mundo folk, os Gaiteiros de Lisboa deixaram-me o amargo de boca de não terem lançado o prometido álbum e os Diabo na Cruz tiveram um percurso triunfante desde as feiras de enchidos aos festivais generalistas.
O grande destaque vai para dois álbuns sublimes que tornam 2010 num ano a recordar: Orelha Negra (homónimo) e Zelig (Joyce Alive).

Lá fora
Confesso que andei mais entretido com os clássicos que com 2010. Para lá do estranho sucesso dos National, das experiências do Sufjan Stevens e do que quer que se tenha passado com o Yann Tiersen, não tenho nada a destacar. Talvez 2011 traga um álbum dos Radiohead.

Concertos
Sem deixar de referir os bons concertos de Orelha Negra, Diabo na Cruz e JP Simões, o melhor concerto que vi este ano foi o do(s) Divine Comedy em Guimarães. Um homem só entretendo uma sala bem composta com as suas canções, os seus enganos e as suas chalaças. Um bom espectáculo.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

sábado, 18 de dezembro de 2010

Parabéns à JO-JO's

Parabéns à JO-JO's pelos 32 anos de actividade cumpridos no dia 14 de Dezembro.
«A mais antiga loja de discos portuguesa e também pioneira no comércio electrónico em Portugal através da CDGO.COM. São três pisos com auditório, uma sala vintage recheada de raridades e uma ampla área dedicada a cd's, dvd’s, vinil novo e em segunda mão, merchandising e livros.»

sábado, 9 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

42

É a resposta a muita coisa e também a idade do Thom Yorke, desde ontem. É de mim ou a miudagem indie do showcase dos peixe:avião de ontem (ou de outro qualquer por aí) já nasceu depois da Creep?...


Extra: 42 Things You Didn’t Know About Thom Yorke

domingo, 22 de agosto de 2010

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PIDE e Vilar de Mouros

"Informação nº 226-C.I.(I)

Distribuição Presidência do Conselho, Ministério do interior, Ministério da Educação Nacional

Assunto: Festival de música “Pop” em Vilar de Mouros

A seguir se transcreve o texto de uma informação redigida por um nosso elemento informativo que assistiu ao “festival” em questão, que teve lugar nos dias 7 e 8 do corrente, a qual se reproduz na íntegra, para não alterar os detalhes que foram alvo do seu espírito de observação:

“Dias antes do festival, foram distribuídos, nas estradas do País e nas estradas espanholas de passagem de França para Portugal, panfletos pedindo aos automobilistas que dessem boleias aos indivíduos que iam ver o festival.

No 1º dia, o espectáculo começou às 18h00 e prolongou-se até às 4 da manhã.
Ao anoitecer, o organizador, um tal Barge, anunciou que tinham sido vendidos 20 mil bilhetes (a 50$00 cada).
Esperavam vender 50 mil bilhetes para cobrir as despesas, que seriam aproximadamente a 2.500 contos.
Diziam que tiveram de mandar vir o conjunto Manfred Mann de Inglaterra, mas parece que estava no Algarve, e por isso, a despesa com eles não foi tão grande como parecia.

Um dos cantores, Elton John, causou desde o começo má impressão, com os seus modos soberbos e as suas exigências: carro de luxo para as deslocações, quartos de luxo para os acompanhantes e guarda-costas, etc.
O recinto do festival era uma clareira cercada de eucaliptos, com um taipal à volta e uma grade de arame do lado do ribeiro.

Na noite de 7 estavam muitos milhares de pessoas e muita gente dormiu ali mesmo, embrulhada em cobertores e na maior promiscuidade.
Entre outros havia:
crianças de olhar parado indiferentes a tudo
grupos de homens, de mão na mão, a dançar de roda
um rapaz deitado, com as calças abaixadas no trazeiro
um sujeito tão drogado que teve de ser levado em braços, com rigidez nos músculos
relações sexuais entre 2 pares, todos debaixo do mesmo cobertor na zona mais iluminada
sujeitos que corriam aos gritos para todos os lados
bichas enormes a comprar laranjadas e esperando a vez nas retretes (havia 7 ou 8 provisórias) mas apesar disso, houve quem se aliviasse no recinto do espectáculo.
porcaria de todo o género no chão (restos de comida, lama, urina) e pessoas deitadas nas proximidades

Viam-se algumas bandeiras. Uma vermelha com uma mão amarela aberta no meio (um dos símbolos usados na América pelos anarquistas); outra branca, com a inscrição “somos do Porto” com raios a vermelho e uma estrela preta.

A população da aldeia, e de toda a região, até Viana do Castelo, a uns 30 km de distância, estava revoltada contra os “cabeludos” e alguns até gritavam de longe ao passar “vai trabalhar”. Foram vistos alguns a comer com as mãos e a limparem os dedos à cabeleira.
Viam-se cenas indecentes na via pública, atrás dos arbustos e à beira da estrada.

Em Viana do Castelo dizia-se que os “hippies” tinham comprado agulhas e seringas nas farmácias da cidade.
Havia muitos estudantes de Coimbra, e outros que talvez fossem de Lisboa ou do Porto. Alguns passaram a noite em Viana do Castelo em pensões, e viam-se alguns de muito mau aspecto, parece que vindos de Lisboa, que ficaram numa pensão.

Houve gritos de Angola é… (qualquer coisa) durante a actuação do conjunto Manfred Mann (de que faz parte um comunista declarado, crê-se que chamado Hugg).
Fora do recinto, junto do rio e de uma capela, havia muitas tendas montadas e gente a dormir encostada a árvores ou muros e embrulhada em cobertores.
Houve grande confusão junto às portas de entrada.
Havia quatro bilheteiras em funcionamento permanente e muito trânsito.

Toda aquela multidão de famintos, sem recursos para adquirir géneros alimenticios indispensáveis, como se de uma praga de gafanhotos se tratasse, se lançou sobre as hortas próximas colhendo batatas e outros produtos hortícolas, causando assim, grandes contrariedades aos seus proprietários, muitos deles de débeis recursos económicos.

26-8-71"


via amplificasom

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Sunny

Numa entrada ligeiramente mais light, se bem que ensombrecida, tenho de falar desta malha.

Se há música que é sinónimo de soul-jazz é essa pérola do Bobby Hebb! É como o Summertime para o Jazz, mas sem ser chunga nem pimba.


De James Brown a Boney M, de Jamiroquai a Funkalicious, de Joker a Marvin Gaye, toda a gente já tocou uma vez na vida essa música ao vivo.

E o bom do Bobby deixou-nos. Não deixo nehuma versão da música. Não existe nenhuma versão definitiva.

É nossa.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Superbanda invertida

Bandas que adorávamos mas que não nos importamos que tenham acabado.

São vários os exemplos de bandas que eram fenomenais, a cujo utópico concerto de reunião nós estaríamos a cortar porções do nosso corpo para assistir, mas que ao mesmo tempo não podemos lamentar o seu final tendo em conta o legado que obtivemos no fim.

Exemplo número 1:
Os Tédio Boys.

Rockanrollas de Coimbra, acabaram por ter certo sucesso na terra dos Yanks.

E acabaram.

E muito bem, porque das cinzas de todos (?) os membros da banda recebemos coisas como:

-The Parkinsons
-Wraygunn
-d3O
-Bunnyranch
-Tigerman

segunda-feira, 28 de junho de 2010

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sepultura Weissbier

OK, os Sepultura fazem 25 anos (man!). Vão lançar um DVD? Uma tour para tocarem os grandes êxitos? Uma versão do Rock Band? Uma guitarra custom para o Andreas Kisser? Não. «A criação de uma cerveja, a Sepultura Weissbier. (...) A bebida vai ser produzida pela Fábrica do Chopp, uma microcervejaria de São Paulo, e foi selecionada entre diversas fórmulas até chegar ao sabor e aroma que agradasse aos integrantes.»
[via somnacaixa]

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Uma história alternativa

Este mês comemora-se o 30º aniversário do The Wall, dos Pink Floyd.
Este mês comemora-se o 20º aniversário da queda do muro de Berlim (The Berlin Wall).
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Logo, a queda do muro de Berlim aconteceu para o 10º aniversário do The Wall.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Fuc it

É daquelas notícias suficientes para pôr um gajo um bocado taralhoco.

Morreu o António Sérgio.

É pena. Recordo especialmente "A hora do Lobo", um programa que ouvi durante muitos anos. Perdi-lhe um bocado a audição quando foi para a Radar derivado dos motivos óbvios de ser uma rádio moura que só ouço de quando em vez na internet, mas continuei a apreciar o seu óptimo (de uma forma geral) gosto .

Há-os bem piores e que continuam por aí a chatear, enquanto que este gajo tinha qualquer coisa de muito bom, portanto é o suficiente para deprimir uma pessoa.


E a verdade é que este gajo era tão bom, que a verdade é que todos lhe perdoámos o facto de nos ter dado os Xutos!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Como se chama-se aquele álbum famoso dos Clash?

É, diz que a partir de amanhã, aqui o vosso companheiro amigo palhaço vai passar a mandar bitaites da capital da bifolândia.

E pronto, é mais ou menos isso.

Saudinha e passar bem.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

10 000

Parece que ontem o Inarmónico chegou aos 10 000 visitantes. Obviamente, como membros atentos e devotos que somos, fizemos uma festa privada, foi a loucura pela noite dentro. Só estamos a informar o mundo agora na esperança que você, caro e fiel leitor, não venha reclamar qualquer tipo de prenda ou remuneração por ter sido "o" visitante número 10 000.

Agora a sério, obrigado a todos, em nome dos inarmónicos*


*porque se não fossem vocês não tínhamos ido para a borga ontem

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Salazar com a dita dura

Depois de semanas em que levámos consistentemente com publicidade sobre "A Vida Privada de Salazar", e meia hora depois do primeiro episódio ter começado, só consigo pensar em como estou brutalmente aborrecido pela banda sonora (até porque estou mais a ouvir que a ver), que não vai além do medianozinho insuportável. Nem quero começar a imaginar as possibilidades musicais que poderiam ser utilizadas numa mini-série sobre uma personagem que gerou um contra-movimento musical de valor incalculável e que constitui um dos grandes patrimónios culturais do nosso país no século XX - se é suposto haver qualquer tipo de reinterpretação histórica da situação, porque raio é que ninguém se lembrou da música, para além das sugestões meio fascizóides da história em si?
Porque é que temos de ficar com o "pianinho meio jazzístico" para os momentos mais descontraídos e as "cordas lamechas" para os momentos românticos? De certeza que não pagariam mais por uma banda sonora bem mais coerente e interessante, que não nos fizesse sentir como se nos estivessem a passar um atestado de ignorância com estes clichés.

E devolvam-me a minha vida antes de imaginar o Salazar, com a sua vozinha de eunuco, a ter relações sexuais (a tal dita dura).

Alguém sabe quem é o responsável pela banda sonora? Pior, alguém o viu no dia 25 de Abril de 1974? Onde é que o gajo andava, heim?

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

30 anos, 30 chibatadas

...em honra dos Xutos & Pontapés, que fazem 30 anos de «constante reinvenção». Yeah, right. O "novo" flagelo chama-se «Quem é Quem».


segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Parabéns Motown

50 anos de Motown: uma das editoras mais importantes da história da música, na definição de um estilo e na integração dos negros americanos na indústria musical.