Ao fim de cerca de dois meses sem cá pôr os pés - refiro-me a escrever posts, pois não deixei de ler os - muitos - que foram saindo - estou de volta.
E para voltar, só podia escrever sobre este livro absolutamente fascinante, que há dois meses é leitura diária (vários capítulos têm sido alvo de repetida leitura...). Sobre este The Romantic Generation, apenas algumas breves palavras:
i) não conheço ninguém que escreva sobre música como Charles Rosen; é ao mesmo tempo densíssimo e ligeiríssimo, extraordinariamente profundo mas bem humorado, nunca banal nem pedante;
ii) todos os capítulos têm pontos de vista originais sobre os assuntos que versam - desde considerações estéticas gerais sobre o romantismo a ensaios sobre Chopin, Liszt, Mendelssohn, Berlioz, Schumann e a ópera no século XIX;
iii) os três ensaios sobre Chopin (quase um total de 200 páginas) são incrivelmente penetrantes e desfazem uma série de mitos sobre o polaco (não sabia construir grandes formas, é lamechas, etc, etc) - mais notícias sobre isso num post futuro (ou em posts futuros).
O livro leva-nos a reconsiderar todo o período (séc. XIX) e, no meu caso, só tem contribuído para aumentar o fascínio pela música desta época (sobretudo Chopin, Schumann e Liszt). Aconselho vivamente, sobretudo, a pianistas e compositores, mas o apelo do livro é, na verdade, para todos os músicos e amantes da música.
Para que isto não seja só texto, deixo uma das peças mais brilhantemente analisadas no livro (a terceira balada de Chopin):
Daniel.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Manel Cruz na Blitz
«A BLITZ levou as dúvidas mais pertinentes dos leitores do BLITZ até Manel Cruz, que respondeu com toda a paciência. Satisfaça aqui a sua curiosidade.»
A próxima edição da Blitz trará uma estrevista ao Manel.
«Eu fiz um ou dois playbacks, um no Júlio Isidro e outro já não sei onde, e detestei. Não vou dizer que não faço playbacks porque é uma cena pura... Eu não gosto, acho pobre, mas é a minha opinião e respeito quem faça. Para mim [as pessoas que fazem playback] estão, de alguma maneira, a enganar as outras pessoas, mas como toda a gente sabe [que é playback] e diz lá, é como o wrestling. Eu não me identifico, como tal não gosto de fazer.»
A próxima edição da Blitz trará uma estrevista ao Manel.
«Eu fiz um ou dois playbacks, um no Júlio Isidro e outro já não sei onde, e detestei. Não vou dizer que não faço playbacks porque é uma cena pura... Eu não gosto, acho pobre, mas é a minha opinião e respeito quem faça. Para mim [as pessoas que fazem playback] estão, de alguma maneira, a enganar as outras pessoas, mas como toda a gente sabe [que é playback] e diz lá, é como o wrestling. Eu não me identifico, como tal não gosto de fazer.»
Temas:
Entrevistas,
Portuguesa
Questões Existenciais
Desde sempre a humanidade exprimiu musicalmente todas as suas preocupações. O amor, o ódio, a guerra, a paz, os problemas sociais, as dúvidas filosóficas, a econometria. Aqui fica um exemplo desta última, tantas vezes neglicenciada por nós músicos.
Econometrics Song by um professor maluco qualquer
Gonna run run, run, run those regressions away!!
Econometrics Song by um professor maluco qualquer
Gonna run run, run, run those regressions away!!
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Portugal. O Gajo
Há uns anos ouvi esta banda (Portugal. The Man) porque achei o nome estranho. Eram uns gajos dos post-hardcore-cenas (não gostei nada). Ontem, em deambulação pelos internets, deparei-me com eles de novo e como o allmusic dava ao último album uma boa cotação decidi ouvir e tenho a dizer que gostei.

É nestas alturas que fica bem dizer: vivam os Radiohead! Já começa a ser elevado o número de bandas que foram "salvas" pela inspiração divina trazida à terra por estes malucos (literalmente).
Cabeças de Rádio aparte, fica aqui um cheirinho de Portugal. O Gajo:
Portugal. The Man - And I
É nestas alturas que fica bem dizer: vivam os Radiohead! Já começa a ser elevado o número de bandas que foram "salvas" pela inspiração divina trazida à terra por estes malucos (literalmente).
Cabeças de Rádio aparte, fica aqui um cheirinho de Portugal. O Gajo:
Portugal. The Man - And I
Está a chegar...

Está aí a chegar um concerto muito esperado pela malta do progressivo. A abrir os Porcupine Tree estarão os britânicos Pure Reason Revolution (myspace). Vê-mo-nos lá ;)
Temas:
Eventos,
Progressivo
Se esta rua fosse minha...
Não, não vos falo do flagelo musical que os Superteen celebrizaram nos anos em que o Big Show SIC era mais concorrido que o shopping nos fins-de-semana portugueses. Este Sábado, dia 4, tem lugar na Rua Cândido dos Reis, aos Clérigos, no Porto o festival "se esta rua fosse minha...", festival multidisciplinar e diversificado organizado pelo Plano B.O cartaz completo pode ser visto aqui.
Temas:
Eventos,
Portuguesa
Paul Gilbert em Portugal
Dia 1 de Novembro no Cinema Batalha no Porto, 21h, €20, abertura a cargo dos Shamans of Rock.
Dia 2 no Music Box em Lisboa, 22h30, €22.
Dia 2 no Music Box em Lisboa, 22h30, €22.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Camané no Porto
Dia 27 de Novembro, Coliseu do Porto, preços simpáticos de €15 a €25. Info aqui.
Temas:
Eventos,
Fado,
Portuguesa
Tão altos como leões
Estava sem nada novo para ouvir e decidi ir ao myspace. Fui procurando bandas ligadas a bandas que eu gosto e acabei por encontrar algumas bastante interessantes. Uma delas é As Tall As Lions. Uma banda de indie rock ou o que lhe queiram chamar.
Ouvi o último LP (estou a falar do de 2006, embora esteja marcado um lançamento para este ano) e chamou-me a atenção um cheirinho bom a Radiohead na maneira fófinha como estes nova-iorquinos fazem o seu pop-rock. Utilizam umas electrónicas aqui e ali, sempre muito subtilmente, além de que as músicas são bonitas e bem tocadas.
Não há grande coisa no youtube. Fica um appetizer mas tenham em mente que o álbum tem músicas melhores.
As Tall As Lions - Ghost of York
Ouvi o último LP (estou a falar do de 2006, embora esteja marcado um lançamento para este ano) e chamou-me a atenção um cheirinho bom a Radiohead na maneira fófinha como estes nova-iorquinos fazem o seu pop-rock. Utilizam umas electrónicas aqui e ali, sempre muito subtilmente, além de que as músicas são bonitas e bem tocadas.
Não há grande coisa no youtube. Fica um appetizer mas tenham em mente que o álbum tem músicas melhores.
As Tall As Lions - Ghost of York
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