quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Música Moderna

Na última quarta-feira, a emissão do Portugália passou algumas músicas como tributo a António Sérgio. Uma roçou especialmente o ouvido:


Encontra-se no LP "Música Moderna" dos Corpo Diplomático, que data de 1979 (sendo o próprio António Sérgio o produtor).

Ouçam o LP.

PS: quem a quiser ir a cantar amanhã pela manhã para o trabalho, tem a letra no site dos mão morta.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Como resumir...

... tudo o que se passou nos anos 90 no mundo da música em português num sá vídeo?

sábado, 8 de janeiro de 2011

Taqwacore: The Birth of Punk Islam



The word Taqwacore is a combination of hardcore, a genre of punk music, andtaqwa, an Arabic word that translates as "piety" or "god-fearing." The first to use the term was writer, journalist, and Muslim convert Michael Muhammad Knight. His novelThe Taqwacores, about a group of young Islamic punk rockers, received a storm of recognition among young American Muslims and prompted the formation of various Muslim punk bands. The documentary Taqwacore: The Birth of Punk Islamchronicles a journey undertaken by a group of Islamic punks through the United States, as well as a visit to Pakistan, with Michael Knight as guide and inspiration. His story, underscored by quotations from his book, forms the framework for the film, which intersperses footage of concerts and attempts to book concerts with the personal stories of band members. The music they make is extremely varied, with bands taking inspiration not only from punk or hip-hop, but also from ancient Arabic culture and instruments. In spite of the differences, these young people are united by their struggle to reconcile Islamic tradition, in which music is still seen as a sin, with their musical tastes and the accompanying culture and unconventional lifestyle.

em 24th International Documentary Film Festival Amsterdam

Fuck your Honda Civic

sábado, 1 de janeiro de 2011

O meu balanço é melhor que o vosso

Por ser ainda mais balançado. E por ser em 2011. E por ter mais aroma a limão.

Albuns:
+ Sufjan Stevens lança um dos meus álbuns favoritos de sempre.
+ Orelha Negra lançam a melhor cena feita em Portugal nos últimos, sei lá, 20 anos?
+ Joanna Newsom
+ Rose Kemp
+ Música electrónica boa. Also, tetos.

- Just Like Vinyl. Os Fall of Troy acabaram e a banda nova do Erak tem muito poucas músicas decentes :(

Concertos:
+ Concertos pequenos. Hardcore é o novo rock n roll. Step Back!, Yoshi, o Puto Dragão, Robot Orchestra, Maybeshewill.

- De resto foi tudo uma porcaria por uma razão ou por outra. Mais uma vez nenhum festival me deu vontade de levantar o cú (e pagar a entrada).

Outras cenas:
+ Luta contra editoras discográficas intensificou. O cancro está a demorar a morrer, mas um dia chegamos lá.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Balanço do exercício

Aproveitando o mote.

Cá dentro
Lembro-me de poucos anos tão bons na música portuguesa (nota: não era nascido nos anos 70).
A invasão FlorCaveira passou e a enxurrada de edições veio do Optimus Discos (destaco Margarida Pinto e Noiserv), Carlos do Carmo e Bernardo Sassetti reuniram-se em disco, os peixe:avião viraram pop e já são mais que uma promessa e os Deolinda deram um passo sem sair do sítio.
No mundo folk, os Gaiteiros de Lisboa deixaram-me o amargo de boca de não terem lançado o prometido álbum e os Diabo na Cruz tiveram um percurso triunfante desde as feiras de enchidos aos festivais generalistas.
O grande destaque vai para dois álbuns sublimes que tornam 2010 num ano a recordar: Orelha Negra (homónimo) e Zelig (Joyce Alive).

Lá fora
Confesso que andei mais entretido com os clássicos que com 2010. Para lá do estranho sucesso dos National, das experiências do Sufjan Stevens e do que quer que se tenha passado com o Yann Tiersen, não tenho nada a destacar. Talvez 2011 traga um álbum dos Radiohead.

Concertos
Sem deixar de referir os bons concertos de Orelha Negra, Diabo na Cruz e JP Simões, o melhor concerto que vi este ano foi o do(s) Divine Comedy em Guimarães. Um homem só entretendo uma sala bem composta com as suas canções, os seus enganos e as suas chalaças. Um bom espectáculo.

2010

Porque Tops são coisas estúpidas, realço aqui o que se passou de bom em 2010:

O álbum nacional - Orelha Negra - Orelha Negra. E não vou justificá-lo mais, porque já foi tudo dito antes.

O concerto - Stevie Wonder, no Hyde Park. Porque este senhor continua a ser um rei tão mas tão grande, que se fosse maior entrava em palco de jetpack posto. E porque nunca tinha estado num concerto com tanta gente junta.

O festival - Optimus Alive. Por terem trocado bilhetes perdidos no correio, o facto de terem bilhetes para dois dias quando esgotou a lotação para o último dia (porque não, não é fixe "metam só mais 2000 bilhetes à venda bem apertadinhos"), porque o cartaz continua a ser sólido, porque já não tenho idades para ir dar uma mijinha atrás do mato e curto cenas com boas infraestruturas. E porque tiveram Faith No More.

Living up to the hype - PAUS. Porque já estavam a ser-nos impingidos como se fosse a melhor coisa desde que o Mourinho treinava o Porto ainda antes de terem tido o primeiro ensaio, e a verdade é que rockam como uns campeões. Têm um EP de 4 músicas que nos deixa a chorar por mais.

O álbum que descobri nos últimos dias - Kanye West - My Beautiful Dark Twisted Fantasy. Depois de 4 em 5 dos últimos tops do ano que vi referenciarem isto como sendo melhor que torradas com mel (sendo que o que não o mencionou foi a Blitz, o que acaba por funcionar como pontinhos extra), a gota de água foi o que o pessoal da Ípsilon dizia sobre ele, na véspera de natal. É, efectivamente, um álbum bem bom. Vale a pena dar uma ou dez audições.

E já agora, para envolver tudo num só:

O filme - Shutter Island

A série - Fringe

O flop - Jesualdo Ferreira