segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Favorite Recorded Scream


É uma compilação original, recentemente editada e composta apenas por samples dos melhores gritos da história, entre os quais Pink Floyd (Careful with that Axe, Eugene), The Beatles (Revolution, Twist and Shout), The Who (Won't Get Fooled Again), Led Zeppelin (Immigrant Song), John Lennon (Mother) e Béla Bártok (oh yeah, no Castelo do Barba Azul). Tudo recolhido através dum inquérito realizado por LeRoy Stevens a trabalhadores de lojas de música de Nova Iorque. Aqui podem ver algumas das folhas de resposta que incluem uma justificação sobre a escolha (há para aqui algumas pérolas).

Afinal de contas, há cena mais Rock and Roll que um YEAH de pulmões cheios? Apesar de tudo, estou desiludido porque não está lá o meu preferido, que ganha aos pontos a qualquer um: Ian Gillan/Deep Purple: final da Strange Kind of Woman do Made in Japan (no entanto, o Ian Gillan está incluído, com o Jesus Christ Superstar...) E vocês amiguinhos, qual o vosso grito preferido?

Barbie, Suzie, Dolly, Polly Pocket

Cruzes, canhoto

«Um dos meus sonhos era fazer um enorme espectáculo com a música e a vida do Zeca Afonso, que é um homem, o único talvez, que como dramaturgo me inspira. Eu ainda o conheci, era um livre-pensador e, principalmente, um artista. Não se pode pôr o Zeca Afonso numa gaveta, se é de esquerda ou não.»

domingo, 23 de agosto de 2009

Te', ou Como Ser Verdadeiramente Indie #1

Por amor de deus, esqueçam os Klaxons, os Vampire Weekend ou os Wilco. Segue-se o volume 1 do manual Como Ser Verdadeiramente Indie. Impressione os seus amigos com bandas completamente desconhecidas de países exóticos, e passe a dizer que é tudo muito comercial.



Os te' são uma banda japonesa post-rock/math-rock/post-core/experimental/instrumental. Têm três álbuns que não são propriamente fáceis de encontrar por aí, especialmente o primeiro porque as músicas ainda têm o título em japonês. Têm pelo menos dois cd-single que eu até aprecio.

Não consigo identificar bem os álbuns porque só um é que tem os títulos em inglês. Chama-se If That Is What is Being Thought, Liberated Sound Talks the Depth of Musical World. Bastante indie, portanto. O primeiro chama-se It Is a Thought to Try to Sing the Realistic Sound From the Deeply Ressonated World, mas os títulos das músicas ainda são em japonês.

Valem muito a pena pela intensidade instrumental e pelos jogos que às vezes surgem entre as guitarras e o baixo.

Smells Like Pecado de Verão

Depois das crípticas escolhas do Professor Marmelo, expõem-se mais um caso paranormal na foto abaixo. Será que José Malhoa é um fã reprimido ou comprou a primeira t-shirt vistosa que viu no shopping? Comprovem no teledisco da canção "Pecado de Verão" que fala de um homem que não trai a sua mulher mas que sofre as vis tentações da carne veraneante (também visível no referido teledisco), solicitando a ajuda do padre (aquele que na outra música "até ajudou").

As Escolhas do ♠☐☐Åυ☐Œ☐ (6)

Antes de mais gostava de pedir desculpa pelo atraso/ausência desta rubrica semanal. Neste momento, o paradeiro do Professor Marmelo é desconhecido. Por motivos legais não posso adiantar muito neste momento. Ainda assim, após ter recebido o seguinte documento na minha caixa de email e ter tentado salvar o máximo do ficheiro corrompido, aqui o divulgo, de modo a tentar oferecer o máximo aos nossos leitores e mostrar que não tenho nada a esconder da justiça, facto que o Professor decerto comprovará quando voltar.

Sejam bem vindos. Temo que desta vez esteja restringido em termos de tempo e não possa ☐♦☺♢☐ô☐☐ÇçA☐áë conv☻☐☐©$. Espero que consigam ☐◊ esta mensagem antes ☐©☐☐çÁÁ☐☐.

♢☐çë☐æ☐ÀÀÒ☐☐♣ ♠ ☐☐✝š "retiro espiritual":

☐ô☐☐ÇçA☐☐© até pa☐☐çÁÁ☐ ˇ¿��m�Ä"�ˇ›��ˇƒ?����������
���������
� 3�!1AQa"qÅ2☐♦☺ ☐♦☺⎨⎝☐☐%☐ #, confunde-se sempre isso com fugir à justiça. Nada mais errado: Aproveitando o final das férias, ✄☹♣☐ ☺⎨ÁÁ☐ ☐©☐ÀÀÒ☐ô☐☐.
Na humilde opinião deste ♣ ♠ ☐☐✝šæ☐ÀÁ☐☐ o problema destas listas de menor qualidade é não terem em atenção a necessidade de repouso, daí também a escolha de lugares pouco assessíveis por pessoas que só vão incomodar, como agentes da justiça e afins. Mas não estou aqui para falar da vida desse meu amigo que está a ser processado!

Começo então por apres☐ÇçA☐ æ☐À☀❖⎝☐☐% que são os Fleet Foxes e o álbum homónimo (não confundir ⎝à☐çÇÇ3"☐% &¶®☐☐☐™¥

☐☐☐aπ☐qœ∑∂÷]≠ co €≠]☐ÇÇ☐]≠] «œ««««☐☐☐☐☐`````\☐☐☐☐

☐☐☐a÷¶ˇ☐☐☐®☐iƒ†œ

☐☐☐☐☐as☐☐☐

☐☐™ø☐☐ÇÇÀãs☐☐☐
ë°±B#$R¡b34rÇ—C%íS·Òcs5¢≤É& Como exemplo perfeito disto mesmo, posso apontar Akeboshi. Este japonês viu a sua Wind ficar famosa pelo mundo foraÉ&5¬“DìT£dEU6te‚Ú≥Ñ√”u„ÛFî§Ö¥ïƒ‘‰Ù•µ≈’ÂıVfvÜñ¶∂∆÷ʈ'7GWgwáóß∑«ˇ⁄� ��?�¢xO)µBíÇÃ∆◊m¨}OPkmπ›Å◊ o seu álbum homónimo, que é uma compilação de alguns dos seus mini-albuns.

‘7nÔSflÙ7~bqóè∫∫›c[m≠k€Qp.áçÕ˙;ôÙïˇ� ¸⁄G£ó~[·÷⁄∆≤∑f∞÷:ó˚∂;~ˇ�‹ˆ*/¡ΩŒ4X›ÿÓ
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>»ÏÊ~ó˙Nœ—˝ôÙ}ø·SwÌ∏~èØÎ≥ como os Skeletonbreath —›≥x:nÁgıø;˙ûÙÓÀƒc}a÷ÄÍ∆·Óké÷=ßËÏsø9òèÆÍÚöˆå¶H6C»sK[T?}صªœ—zw~è, "Transylvanian Surf Rock" como se pode ouvir em Eagle's Nest, Devil's Cave.

˘¥fl≥K™∫°qo⁄(48ÌÓm≥)ˆm˙; The Fall of TroyÓ˛i‹kÎ{û÷∏8÷ÌèÛ\?0ˇ�) d–}r\1]∂◊;AG‘›˛è‘mï∆UbïuYSn ≥i±œ}@YQpˇ�«πfl·X{7z~ْؖK:U^á•MéØ} muito mais épico, e com músicas mais longas. Na verdade, o EP Phantom on the Horizon, é uma só música (dividida em 5 tracks) que são por sua vez compostas por remakes de demos que a banda tinha gravado quando ainda só tinha lançado o primeiro álbum.

Antes de fechar, tenho, claro está, de falar na melhor banda de sempre, a qual, depois de ouvirem, vai mudar para sempre as vossas tristes vidas: @Ï—Ó˛÷ƒîÔf–∆1Ω?¶Ω∏‘5•ŒcÁ?o{Ó˙V;˜˝Eœ∏e›ôV;Zj8‰Fá⁄'|ÎÓ˜´ù?,ãYø”p
«µœ.∞Ω¶◊{Ï˝õ~ÎøE
☐☐™®π
☐☐☐, até um dia. Já agora, queria só agradecer ao idiota que foi mesmo ouvir SikTh durante o exame à próstata.

sábado, 22 de agosto de 2009

Penico! @ Disco

O Telmo já cá falou duas vezes sobre os Panic! at the Disco (PATD). Primeiro, quando seguiu o meu conselho sábio e ouviu o «Pretty. Odd», descobrindo que o emo tinha dado lugar ao vintage beatliano. Depois, enquanto Professor Marmelo (do qual aguardamos as escolhas desta semana), na rubrica «Álbuns Bons, Bandas Más». Um leitor mais incauto poderá achar que o Professor Marmelo exagerou já que não poderá considerar uma banda má se esta tem um álbum bom e um péssimo mas em que o bom é o mais recente. Poderíamos estar perante uma banda que ganhou juízo e se lançou para uma carreira decente (como aconteceu com os Los Hermanos, por exemplo).

Fazendo uma pausa no nosso raciocínio, informo-vos que os Panic at the Disco voltaram a ser Panic! at the Disco. O guitarrista e o baixista abandonaram a banda. A razão? A habitual: "diferenças criativas". Restaram o vocalista e o baterista e o regresso do ponto de exclamação fez-me temer: será também um regresso ao passado? Não o é em estilo, mas é-o em qualidade (ou falta dela) como poderão comprovar na primeira música libertada pela nova formação: New Perspective (o trocadilho...). Ouçam (ou não).

Restam agora ao leitor quatro acções, que se passam a listar:
  1. Chibatar-se violentamente por ter ousado duvidar do Professor Marmelo.
  2. Não ouvir o próximo álbum dos PATD, sob pena da repetição do castigo referido em 1.
  3. Aguardar o álbum dos The Young Veins (TYV), a banda formada pelos elementos desertores dos PATD e descrita pelos próprios como praticando um retro-leaning rock.
  4. Nos entretantos, ouvir a primeira música dos TYV no myspace da banda.
Quebra-cabeças: ouça os dois álbuns dos PATD e as duas músicas referidas neste post e descubra qual das duplas influiu mais na composição de cada álbum...

Reis da Pop: a evolução

Where The Wild Things Are

Dia 29 de Setembro é dia de mais um DVD do Steve Vai, retratando a última tournée (que também passou por Portugal). O DVD (e o CD) contêm um concerto em Minneapolis. Podem encontrar mais informações no site oficial e, caso não tenham mesmo nada que fazer, ler a entrevista acerca do lançamento (e muitas outras coisas).
Aproveito para deixar o trailer deste lançamento. Para quem sempre se perguntou como é um concerto do Steve Vai, este é um bom exemplo. Está lá todo o folclore, a ventoinha no cabelo, as roupas vistosas. Ah, e neste caso concreto, dois violinistas.


Raparigas e Rapazes

Ou apenas uma desculpa para relembrar a diversão da música com a melhor linha de baixo dos Blur (via Random Infinity).