Olá outra vez, caros leitores. Bem vindos a mais uma edição das minhas escolhas!
Esta semana, decidi escrever uma lista que é muito mais que uma lista: é quase um guia Michelin de música que ninguém ouve, só que sem as avaliações com estrelas! É um verdadeiro guia de engate, qual roteiro da pinocada!
Esta semana decidi aprofundar um tema mencionado na última (primeira) edição desta rubrica: o engate de gajas indie (às quais me irei referir como indias).
Na humilde opinião deste marmelo, o grande problema das listas de álbuns para o engate de gajas indie é que o problema real do engate não é identificado. Reparem, normalmente são apenas listas normais de álbuns indie, quando é fácil de perceber que para o engate é necessária uma arma mais forte.
Depois de rever vários estudos sobre a psique das indias cheguei à conclusão que o que mais excita uma rapariga destas é, no fundo, o mesmo que excita outra rapariga qualquer: um homem dominador que sabe o que está a fazer. Assim sendo, é óbvio que não só os álbuns desta lista têm de ser indie, como também têm de ser quase completamente desconhecidos.
A primeira parte da actuação do galã, deve passar pela investigação profunda do alvo de modo a descobrir que bandas ela gosta. Ou então basta olhar para a t-shirt dela.
Se ela for apenas moderadamente indie, ou seja, se ouvir coisas mais ou menos mainstream como Vampire Weekend podem jogar uma bela cartada ao dizerem "já passei essa fase" e que "agora só ouço música africana como The Hallelujah Chicken Run Band". No álbum Take One, principalmente, a música é quase como Vampire Weekend, mas sem as teclas à The Cure e cantado numa língua africana qualquer.
Se, por outro lado, a primeira coisa que ela vos perguntar, mesmo antes do nome, for "Gostas mais de The Mars Volta ou At The Drive-In?", controlem a vontade de a espancar por ter dito "de The", guardando a energia para uma altura mais própria, quando Um Tapinha Não Dói™. Em vez disso, façam um ar de connaisseur e digam: "Eu gostava mais deles antes dos ATD-I, quando o Cedric tocava bateria nos The Fall On Deaf Ears". De facto (ahah), parte desta banda eram duas raparigas de 17 anos que morreram num acidente de carro, inspirando uma das músicas mais conhecidas dos ATD-I, Napoleon Solo. Só têm um EP cujas 5 músicas têm trechos do Bitches Brew!! Não sei o que mais precisam para papar a gaja...
Ainda nesta cena do punk, aproveito para sugerir um que vai deixar qualquer india molhadinha (a mim deixa, pelo menos). Dissertation, Honey dos The Plot to Blow Up the Eiffel Tower, uma mistura frenética entre punk e jazz.
Para as indias que gostam de música mais rápida (leia-se abusada), com uma perninha no QUALQUERCOISAcore ou assim, a minha única possível recomendação é iwrestledabearonce. Misturam breakcore (grindcore?) com interlúdios quase ambientais, mas atenção, tudo com muita ironia. Também só têm um EP e um LP, o que ajuda a aumentar o nível de desconhecimento. É aproveitar antes que toda a gente ande por aí com t-shirts deles.
Se a india em questão é mais dos dance-punks e cenas com alguma electrónica, falem-lhe dos Grabba Grabba Tape. Gostava de ter uma descrição à altura, coisas como "dois gajos vestidos de Chewbacca branco e rosa" não chega, acreditem. Apesar de serem espanhóis e espanha ser jah ali, é muito difícil encontrar material deles editado (ou pirateado), aumentando muito os indie-ces de indie-ness. Ah, o álbum chama-se KURT KOBAYA Y G.R.O.X. MAN ODIA NIRVANA.
Ufa, já cobri quase todos os casos possíveis. Ainda assim falta um muito importante, que é o da gaja que só ouve Animal Collective. Não consigo imaginar como é que o leitor possa estar interessado em alguém assim, mas quem sou eu para julgar? Sou só mais um marmelo. Vou deixar aqui uma bomba atómica, daquelas que é preciso ter cuidado ao usar. Paavoharju. Say what? Vou repetir: Paavoharju. Segundo a wikipedia são um colectivo asceticista cristão que se dedica a fazer psych-folk ambiental. O álbum que recomendo é o Laulu Laakson Kukista porque tive medo de ouvir os outros.
Quando bem usadas, estas recomendações são extremamente eficazes. Tenham cuidado e usem com descrição, porque de cada vez que falam destas bandas a uma gaja, ela e as amigas vão começar a ouvir e é poder de fogo que estão a perder.
Até para a semana!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
quinta-feira, 16 de julho de 2009
Reflexão alheia
«Sinto o mundo da musica em Portugal dividido em três: o lado demasiado pseudo-alternativo e aborrecido, aclamado pela critica, o lado comercial muito mau mas aclamado pelo publico e no meio, coisas com qualidade, ou apenas audíveis, mas condenadas a desaparecer por falta de sitio onde crescer.
Parece que o que vale no Portugal alternativo é ser um tipo estranho e sombrio que manda umas piadolas com alusões a filmes italianos e, por acaso, há quinze dias resolveu que era musico para além de outras coisas, e gravou um disco que ninguém consegue ouvir até ao fim mas que tem grandes criticas só porque não vende mais que 3 CDs.
Por outro lado, parece que o que vale no Portugal comercial é ser foleiro até mais não e usar todas as formulas dos anos 80 outra vez, mais um “RAPzinho” de má qualidade a ver se pega, letras do mais básico que já se ouviu, repetir muitas vezes o refrão, penteado tipo “Morangos com Açúcar” e mais umas armadilhas que fazem com que realmente se vendam milhares de CDs!
Não digo que o problema seja só em Portugal, não digo que o problema seja só dos Artistas, porque é também e muito provavelmente, da falta de curiosidade do público.
Mas, se o publico não vai à procura, se só descobre o que lhe dão de bandeja, porque é que a bandeja tem sempre a mesma comida?!!!»
Parece que o que vale no Portugal alternativo é ser um tipo estranho e sombrio que manda umas piadolas com alusões a filmes italianos e, por acaso, há quinze dias resolveu que era musico para além de outras coisas, e gravou um disco que ninguém consegue ouvir até ao fim mas que tem grandes criticas só porque não vende mais que 3 CDs.
Por outro lado, parece que o que vale no Portugal comercial é ser foleiro até mais não e usar todas as formulas dos anos 80 outra vez, mais um “RAPzinho” de má qualidade a ver se pega, letras do mais básico que já se ouviu, repetir muitas vezes o refrão, penteado tipo “Morangos com Açúcar” e mais umas armadilhas que fazem com que realmente se vendam milhares de CDs!
Não digo que o problema seja só em Portugal, não digo que o problema seja só dos Artistas, porque é também e muito provavelmente, da falta de curiosidade do público.
Mas, se o publico não vai à procura, se só descobre o que lhe dão de bandeja, porque é que a bandeja tem sempre a mesma comida?!!!»
Tiago Bettencourt
PS: Não sei posto isto por ser alguém a dizer mal da bosta alternativa que está a entreter os indies e indíos deste país ou por estar surpreso por vir de quem vem.
Temas:
Portuguesa,
Reflexões
sexta-feira, 10 de julho de 2009
As Escolhas do Marmelo (1)
Aproveitando a época baixa de postagens aqui no blog, enceto uma nova rubrica que espero visitar todas as semanas.
Neste espaço acolhedor, tentarei sugerir alguns álbuns dentro de um determinado tema, seja de bandas menos conhecidas ou simplesmente algumas pérolas esquecidas no baú. Ou então é o que me apetecer.
E quem sou eu para andar aqui a dar conselhos? - pergunta o leitor (na realidade o leitor perguntaria "quem é ele" e não "quem sou eu", a não ser quando sou realmente eu que estou a ler isto) - e pergunta com muita razão: de facto eu sou só mais um marmelo.
Vamos então começar esta rubrica com sugestões de álbuns para o Verão. Na humilde opinião deste marmelo, o grande problema das listas de álbuns com temas de Verão é que não indicam a altura do dia certa para ouvir determinado álbum. O Verão não é todo igual: ao longo do dia, muda a temperatura e muda o estado de espírito. Vou, por isso, dividir esta lista em partes do dia e fazer sugestões apropriadas.
Manhã (antes do meio dia): Há pessoas que apesar de ser Verão e não terem nada para fazer teimam em acordar cedo. De facto, é um hábito saudável que lhes permite apanhar a parte mais fresca do dia e fazer cagaçal para acordar os desgraçados que querem dormir.
Sugestão:
Anathallo - Floating World
Aí vai um álbum fresco, alegre e cheio de energia. Esta música, por exemplo, não representa bem o álbum porque ele mais parece um musical. Deve, por isso, ser ouvido na sua totalidade.
Manhã (depois do meio dia): Para as pessoas normais, o dia começa quando fica calor demais para estar na cama. Para a parte mais arrastada do dia, onde o calor é mais intenso, é esta a sugestão:
BORIS - Pink
Provavelmente o álbum mais acessível destes Stoner/Doom/Sludge rockers japoneses. Tem partes arrastadas, partes mais mexidas, o ideal para soltar as primeiras gotas de suor do dia. É perfeito para viagens de carro ao sol.
Tarde: De tarde, a maior parte das pessoas vai dar um mergulho à praia. Aproveite, porque a melhor maneira de engatar uma miúda estudante de Belas-Artes, Design ou uma merda assim é ir também à praia apanhar sol mas de forma irónica, qual critica mordaz à sociedade conformista em que vivemos. A banda sonora tem de ser bem escolhida. Tem de ser alguma coisa dançável e que as indias (as gajas do indie) conheçam.
Ora, só há uma banda nestes preparos que consegue manter a testosterona em níveis aceitaveis:
Death From Above 1979 - You're a Woman, I'm a Machine
Como é que alguém consegue fazer música dançável e ao mesmo tempo tão heavy-fucking-brutal-rocking-awesome? Não sei.
Lusco-Fusco: Para quem gosta de aproveitar ao máximo estes 5-7 minutos, aconselho que vão desempoeirar o gira-discos e ouçam este álbum na sua totalidade (se for preciso aumentem a velocidade para conseguirem ouvir tudo):
The Cult - Love
Mistura de rock gótico com misticismo índio dos The Doors, nada representa melhor o pôr-do-sol que isto.
Noite: Ainda há neste mundo pessoas com bom gosto. E depois há aquelas pessoas que saem à noite para discotecas. Tenho sugestões para as duas:
Às primeiras sugiro este álbum:
Soil & 'Pimp' Sessions - PIMP MASTER
Death Jazz, como eles lhe chamam. Jazz agresivo, rockeiro(?), mas sempre cheio de classe.
A quem sai à noite para discotecas, sugiro que use protecção. Não precisamos de mais gente como vocês.
Até para a semana!
Neste espaço acolhedor, tentarei sugerir alguns álbuns dentro de um determinado tema, seja de bandas menos conhecidas ou simplesmente algumas pérolas esquecidas no baú. Ou então é o que me apetecer.
E quem sou eu para andar aqui a dar conselhos? - pergunta o leitor (na realidade o leitor perguntaria "quem é ele" e não "quem sou eu", a não ser quando sou realmente eu que estou a ler isto) - e pergunta com muita razão: de facto eu sou só mais um marmelo.
Vamos então começar esta rubrica com sugestões de álbuns para o Verão. Na humilde opinião deste marmelo, o grande problema das listas de álbuns com temas de Verão é que não indicam a altura do dia certa para ouvir determinado álbum. O Verão não é todo igual: ao longo do dia, muda a temperatura e muda o estado de espírito. Vou, por isso, dividir esta lista em partes do dia e fazer sugestões apropriadas.
Manhã (antes do meio dia): Há pessoas que apesar de ser Verão e não terem nada para fazer teimam em acordar cedo. De facto, é um hábito saudável que lhes permite apanhar a parte mais fresca do dia e fazer cagaçal para acordar os desgraçados que querem dormir.
Sugestão:
Anathallo - Floating World
Aí vai um álbum fresco, alegre e cheio de energia. Esta música, por exemplo, não representa bem o álbum porque ele mais parece um musical. Deve, por isso, ser ouvido na sua totalidade.
Manhã (depois do meio dia): Para as pessoas normais, o dia começa quando fica calor demais para estar na cama. Para a parte mais arrastada do dia, onde o calor é mais intenso, é esta a sugestão:
BORIS - Pink
Provavelmente o álbum mais acessível destes Stoner/Doom/Sludge rockers japoneses. Tem partes arrastadas, partes mais mexidas, o ideal para soltar as primeiras gotas de suor do dia. É perfeito para viagens de carro ao sol.
Tarde: De tarde, a maior parte das pessoas vai dar um mergulho à praia. Aproveite, porque a melhor maneira de engatar uma miúda estudante de Belas-Artes, Design ou uma merda assim é ir também à praia apanhar sol mas de forma irónica, qual critica mordaz à sociedade conformista em que vivemos. A banda sonora tem de ser bem escolhida. Tem de ser alguma coisa dançável e que as indias (as gajas do indie) conheçam.
Ora, só há uma banda nestes preparos que consegue manter a testosterona em níveis aceitaveis:
Death From Above 1979 - You're a Woman, I'm a Machine
Como é que alguém consegue fazer música dançável e ao mesmo tempo tão heavy-fucking-brutal-rocking-awesome? Não sei.
Lusco-Fusco: Para quem gosta de aproveitar ao máximo estes 5-7 minutos, aconselho que vão desempoeirar o gira-discos e ouçam este álbum na sua totalidade (se for preciso aumentem a velocidade para conseguirem ouvir tudo):
The Cult - Love
Mistura de rock gótico com misticismo índio dos The Doors, nada representa melhor o pôr-do-sol que isto.
Noite: Ainda há neste mundo pessoas com bom gosto. E depois há aquelas pessoas que saem à noite para discotecas. Tenho sugestões para as duas:
Às primeiras sugiro este álbum:
Soil & 'Pimp' Sessions - PIMP MASTER
Death Jazz, como eles lhe chamam. Jazz agresivo, rockeiro(?), mas sempre cheio de classe.
A quem sai à noite para discotecas, sugiro que use protecção. Não precisamos de mais gente como vocês.
Até para a semana!
sábado, 4 de julho de 2009
A ser verdade*
Vai e não voltes:
Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa, in Público
Quem conhece minimamente o estado da Música em Portugal, particularmente o seu lado institucionalizado (?) e formador (?), sabe que as coisas estão bem longe do aceitável, mas, com toda a razão que pudesse ter (e em muitas coisas não tinha), Maria João Pires acaba de a perder toda, juntamente com a sua credibilidade. Criticar os valores portugueses e a seguir renunciar à sua nacionalidade é de um egoísmo extremo vindo de uma menina mimada e com falta de atenção. Por muito que nos custe, a herança (onde se inclui a cultural) não se escolhe, e, das formas possíveis de lidar com isso, fugir e renegá-la é a pior e a mais cobarde.
Boa viagem
*porque ainda não foi confirmado, apesar de se afigurar como credível dados os desenvolvimentos recentes
Maria João Pires renuncia à nacionalidade portuguesa, in Público
Quem conhece minimamente o estado da Música em Portugal, particularmente o seu lado institucionalizado (?) e formador (?), sabe que as coisas estão bem longe do aceitável, mas, com toda a razão que pudesse ter (e em muitas coisas não tinha), Maria João Pires acaba de a perder toda, juntamente com a sua credibilidade. Criticar os valores portugueses e a seguir renunciar à sua nacionalidade é de um egoísmo extremo vindo de uma menina mimada e com falta de atenção. Por muito que nos custe, a herança (onde se inclui a cultural) não se escolhe, e, das formas possíveis de lidar com isso, fugir e renegá-la é a pior e a mais cobarde.
Boa viagem
*porque ainda não foi confirmado, apesar de se afigurar como credível dados os desenvolvimentos recentes
sexta-feira, 3 de julho de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Progressive Nation em Portugal
Lembram-se do cartaz da Progressive Nation? Sim, o da tour norte-americana era melhor. Este traz os Dream Theater, Opeth, Bigelf e Unexpect ao Palácio de Cristal no Porto dia 22 de Outubro. Esperemos pelos preços.
Temas:
Eventos,
Metal,
Progressivo
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Sample it
Como é que se mede a influência de um artista? Talvez não haja só uma maneira, mas esta é com certeza uma delas.
O Rato Roeu o Nariz do Rei da Pop
Já toda a gente sabe, faleceu Michael Joseph Jackson. Ícone máximo da pop, yadda yadda yadda...
Foi-se o corpo(1), ficou a sua alma nas músicas que interpretou como só ele sabia.
Já deve ter sido dito tudo o que se podia sobre a sua morte por isso nada melhor que prestar homenagem ao rei revendo algum do seu melhor(2) trabalho(3).
Porquê este vídeo? Para mim está-me gravado na memória ver isto quando ainda era chavalo, na altura em que saiu. Não sei se pelo vídeo gigante que mais parece uma curta metragem com o Macaulay Culkin, não sei se pelas cenas de dança no final, não sei se pela cena das mudanças de cara, ou mesmo pelo riff tocado pelo Slash, o certo é que um miúdo de 5 anos ficar com isso gravado na memória para toda a sua vida quer dizer qualquer coisa(4)...
Operações, macacos, mansões gigantes, escândalos de pedofilia, moonwalks, jogos de vídeo, problemas com a família... Tão cedo não vai haver um artista tão completo, nem com a mesma dimensão.
RIP Michael Jackson, Rei da Pop.
(1) Pensando bem, o corpo ainda vai demorar uns anos valentes a degradar-se. Se calhar fazia-se como aos santinhos e punha-se o cadáver num caixão de vidro numa igreja qualquer.
(2) Estava mesmo para pôr o vídeo do Thriller, mas não me pareceu que o Michael Jackson vestido de zombi fosse apropriado. Era muito parecido com os últimos concertos e preferi cenas mais icónicas.
(3) Infelizmente, até mostrar o trabalho é complicado. Acontece que os vídeos do Michael Jackson do youtube têm o "Embedding disabled by request".
(4) Por respeito ao falecido, por favor deixem as piadas relacionadas com o facto de os miúdos de 5 anos ficarem com coisas gravadas na memória para toda a vida de lado. Prefiro focar-me no facto de este vídeo provar que a pantera negra na realidade não é o Eusébio.
Foi-se o corpo(1), ficou a sua alma nas músicas que interpretou como só ele sabia.
Já deve ter sido dito tudo o que se podia sobre a sua morte por isso nada melhor que prestar homenagem ao rei revendo algum do seu melhor(2) trabalho(3).
Porquê este vídeo? Para mim está-me gravado na memória ver isto quando ainda era chavalo, na altura em que saiu. Não sei se pelo vídeo gigante que mais parece uma curta metragem com o Macaulay Culkin, não sei se pelas cenas de dança no final, não sei se pela cena das mudanças de cara, ou mesmo pelo riff tocado pelo Slash, o certo é que um miúdo de 5 anos ficar com isso gravado na memória para toda a sua vida quer dizer qualquer coisa(4)...
Operações, macacos, mansões gigantes, escândalos de pedofilia, moonwalks, jogos de vídeo, problemas com a família... Tão cedo não vai haver um artista tão completo, nem com a mesma dimensão.
RIP Michael Jackson, Rei da Pop.(1) Pensando bem, o corpo ainda vai demorar uns anos valentes a degradar-se. Se calhar fazia-se como aos santinhos e punha-se o cadáver num caixão de vidro numa igreja qualquer.
(2) Estava mesmo para pôr o vídeo do Thriller, mas não me pareceu que o Michael Jackson vestido de zombi fosse apropriado. Era muito parecido com os últimos concertos e preferi cenas mais icónicas.
(3) Infelizmente, até mostrar o trabalho é complicado. Acontece que os vídeos do Michael Jackson do youtube têm o "Embedding disabled by request".
(4) Por respeito ao falecido, por favor deixem as piadas relacionadas com o facto de os miúdos de 5 anos ficarem com coisas gravadas na memória para toda a vida de lado. Prefiro focar-me no facto de este vídeo provar que a pantera negra na realidade não é o Eusébio.
quarta-feira, 24 de junho de 2009
terça-feira, 16 de junho de 2009
Super Mario em Theremin
Não, não é um tipo do youtube a tocar o Super Mario num theremin (como se já não bastasse nos outros instrumentos todos). É, isso sim, um tipo do youtube a jogar Super Mario com um theremin. É verdade, este post não é sobre música, mas achei interessante a inversão do normal: desde sempre que o Homem aproveita objectos do dia-a-dia para fazer instrumentos; agora acho que nunca tinha visto alguém fazer um objecto do dia-a-dia de um instrumento (não desta maneira, pelo menos).
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