sexta-feira, 20 de março de 2009

O Herói das Trompetes



Chegou a tão esperada adaptação que vai lançar a loucura nos coretos por esse país fora. O franchise do Guitar Hero começou pela guitarra e mais tarde espalhou-se para a banda rock, com Rock Band.

Trumpet Hero, com todo o potencial que se lhe reconhece, também promete expandir-se rapidamente, estando em vista duas versões novas: Firemen Band, dedicadas às bandas amadoras das corporações de bombeiros e Trumpet Hero: Rebordosa da Serra, que promete animar o verão do interior português. Contudo, ambos os projectos estão neste momento em stand-by enquanto decorre a adaptação ao Sousafone.

A seguir...

in Make Magazine

quinta-feira, 19 de março de 2009

Bicicleta para 2000

Vindo do Flowing Data:

«Aaron Koblin and Daniel Massey team up to give us Bicycle Built for Two Thousand, an Amazon Mechanical Turk rendition of Bicycle Built for Two. They used custom software written in Processing to record 2,088 voices. Put together all those random voices, and you get this:



For 6 cents, turkers were asked to imitate a sound bite and were not told why they were doing so. What they were actually singing was a note from "Daisy Bell," originally written by Harry Dacre in 1892, or otherwise known as the first song sung by a computer in 1962. (...)»

Por lá anda o Max/MSP ao barulho, como não podia deixar de ser.

De cara à banda

Vindo do Geeks are Sexy:

«In the following video, experimental media artist Daito Manabe hooked up 4 friends to what he calls a “Face Visualizer”, and sent music, transformed into electrical impulses, right into their facial muscles. The result is what we can describe as a funny, yet disturbing, facial dance.»


GASPorto

Rise & Fall

Até o melhor artista vai da ascensão à queda num instante. O pior também. O vocalista dos Squeeze Theeze Pleeze também.


segunda-feira, 16 de março de 2009

domingo, 15 de março de 2009

Bricolage 101: Construir Uma Pickup de Guitarra

Um dos meus maiores medos (e aposto que é partilhado por muitos músicos) é ficar preso num loop temporal cuja única forma de me libertar é atirar-me directamente para a idade média.

Imaginem-se a tentarem ganhar a vossa vidinha como músicos itinerantes e terem de lidar com constantes problemas acústicos num mundo que ainda não descobriu as pickups!

É precisamente para colmatar este meu medo bem real e fundamentado que decidi decorar todas as linhas deste artigo. Se fosse a vocês, caros amigos músicos, fazia o mesmo.

Próximas Edições: Como construir um gerador de corrente alternada de 220V em 10 simples passos.

sábado, 14 de março de 2009

Australian Pink Floyd @ Coliseu dos Recreios 13.3.09


Os Australian Pink Floyd são, pasmem-se, uma banda de tributo aos Pink Floyd. Não tocam originais, vivem da aproximação ao som e à experiência de concerto duma outra banda, que tinha um grupo bem diferente - e irrepetível (em várias dimensões) - de pessoas. Logo, o seu valor artístico é nulo, certo? Gostava de convidar todos os que ousaram em algum momento pensar que sim a assistir ao solo final da Comfortably Numb tocado por estes senhores (na verdade, tocado por Damian Darlington). Um aviso: levem roupa interior justinha, se não têm que recolher os testículos junto do chão.

Pondo de lado a retórica - a discussão sobre o valor artístico - tenho-vos a dizer que este concerto, acima de tudo, soube muito bem. Diziam-me à saída que se fechássemos os olhos por uns instantes acreditávamos estar na presença dos verdadeiros Pink Floyd, mas eu nem vou por aí. A música é uma aposta certa, seria difícil fazer com que não resultasse, mas apesar disso as interpretações foram verdadeiramente notáveis, vindas de quem vive e respira PF há muitos anos, com muitas horas de treino e estudo em cima, nunca deixando de ter (embora por vezes só implicitamente) um forte cunho pessoal.

Ainda para mais, o set list foi bastante peculiar...

Parte I: The Wall, cd 1

Parte II: The Wall, cd 2

Encore: Brain Damage e Eclipse (final Dark Side of the Moon)

... e merece alguns comentários:


i) mais importante que tudo o resto, estes dois conjuntos (The Wall e final do DSOTM) são um campo em aberto, no sentido em que são bastante susceptíveis de interpretações (falo agora apenas conceptualmente) e os aspectos apontados pelos Aussie PF - a nível cénico - foram extremamente interessantes e reveladores, funcionaram como a cereja no topo do bolo (o bolo obviamente era a música e a interpretação artística);

ii) infelizmente, não me parece que o Coliseu dos Recreios fosse o sítio certo para um espectáculo daqueles. O palco pareceu mesmo demasiado pequeno, e alguns aspectos prometidos - por exemplo os insufláveis (não bonecas) - tiveram que ficar de fora;

iii) em último lugar, uma semi-crítica: saímos do concerto com vontade de mais (sinal de que foi bastante bom), porque não foram tocados alguns temas incontornáveis (Time, Money, Shine on, etc), clássicos absolutos que vivem para lá do nosso gosto pessoal.

All in all, superou imenso as minhas expectativas, até porque eu sou dos tais que diz(ia) que PF é para os PF, apesar do que diz o David Gilmour, que reconheceu pessoalmente o valor dos Aussie em várias ocasiões. Mesmo que eles não sejam os PF, é uma alegria ver música tão bem tocada e fazer parte dum evento de celebração, de festejo musical deste calibre.

Oscar

Escrita com estilo


Para uns solos a meio do estudo ou no meio do escritório

Mais detalhes aqui

Rodrigo Leão @ Águeda

Foi um óptimo concerto. Ouviram-se muitas músicas do álbum que aí vem, e que bom que vai ser. O Rodrigo Leão tem o condão de... melhor, tem dois. Um é o de nos esquecermos dele quando estamos a ver o concerto, tal é o altruísmo do compositor versus o intérprete, ficando o brilho para o violino, o acordeão, o violoncelo ou a voz. O outro é o de continuar a descobrir óptimos músicos que poucos conhecem (como fez com Teresa Salgueiro). Que bela e versátil voz nos trouxe Ana Vieira, ou o violino de Viviena Toupikova ou o acordeão da Celina da Piedade. Sublime.