sábado, 21 de fevereiro de 2009

Sósias #3

Descubram lá quem é quem:



#1 Ultra-Hiper-Mega-Trve Varg Vikernes, estrela do movimento dark-black-folk-norse-trve-neo-pagan-neo-nazi-death-gore-hate-and-destruction-metal



#2 António Variações, cabeleireiro.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Foge Foge Bandido @ Festival para Gente Sentada

Aqui vai uma crítica rápida ao concerto que Manel Cruz deu no passado dia 14 em Santa Maria da Feira. Antes tocou uma espanhola (Russian Red) que soa como as congéneres de estilo musical, qualquer que seja o país, e depois o Josh Rouse, que não vi (oh que pena).
Manel Cruz actuou em trio, ocupando a posição central do palco - entre guitarras acústicas, percussão, teclado e parafernália vária - e ladeado por baixo e teclados/kazoo/glockenspiel/etc. A falta de uma bateria e de um teclista dedicado levou o concerto para terrenos que não são os meus preferidos do álbum lançado. Postas de parte músicas mais longas e arranjadas, como «Borboleta» ou as que já conhecemos dos Supernada, e reduzidas outras, acabámos por ser prendados com os temas mais curtos e intimistas do álbum. O concerto foi construído com um claro fio condutor e para ser assimilado como uma performance única.
Foi um bom concerto vindo duma máquina por vezes nervosa e pouco oleada, prejudicada por algumas falhas do equipamento. Nada, no entanto, que não seja normal para uma primeira actuação de um trabalho tão sui generis como o do Foge Foge Bandido. As músicas agradaram muito os presentes (eu gostei), e espera-se o crescimento e evolução da coisa. Assim indica a entrevista saída no JN de hoje, em que se refere que o tempo do FFB como trio está a terminar para dar lugar a uma banda de 5/6 elementos. A ver vamos.

PS: A entrevista que referi está disponível na íntegra no site do JN e traz revelações e opiniões interessantes, no que toca a vidas passadas, ideias presente e concertos futuros (em Braga e Arcos de Valdevez).

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Da Garagem V

Cá vem mais um fascículo, este com os meus preferidos do Porto: os Sr. Acaso (myspace). Estes senhores doutores já cá andam a mostrar o seu pop-rock desde 2005. Bons temas em português, enérgicos mas com preocupações e sustentação melódica. Aos habituais guitarra, baixo e bateria, junta-se o importante teclado e a pontual trompete.
A sua primeira maquete está disponível aqui. A mais recente mostrou-nos uma banda mais madura, com cinco composições estáveis e de qualidade, sem perder a garra (nas doses certas). É fazer download e ouvir. E venham concertos.

Paredes de Maio

Descobri outro dia n'a trompa este vídeo com Carlos Paredes e conhecidos amigos a tocarem a que será, provavelmente, a minha composição preferida de José Afonso: Cantigas de Maio. Aqui fica, para deleite ou saudade.


Meditherranjos

«A compositora e guitarrista Luísa Amaro afirmou à Lusa que o seu novo CD, "Meditherranjos", a editar em Fevereiro, representa "uma libertação de Carlos Paredes", com quem trabalhou, e a "conquista de uma sonoridade própria". (...)
Com Luísa Amaro (guitarra portuguesa), estão António Eustáquio (guitolão), Gonçalo Lopes (clarinetes), Baltazar Molina (percussões orientais) e Mário Laginha tem participação especial numa faixa. (...)
O CD remete para a tradição musical do Mediterrâneo, definindo-o Luísa Amaro nestes termos: "É uma viagem e um reencontro com a música oriental, designadamente árabe que faz parte de nós, mas temos passado ao lado" dela. (...)»
(notícia completa in Sons Vadios)

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Plant & Krauss - Raising Sand

A vitória do Grammy para melhor álbum chamou-me à atenção para a falha de ainda não ter ouvido o álbum Raising Sand - já editado em Outubro de 2007 -, fruto da união criativa de Robert Plant e Alison Krauss. O álbum não é fantástico (mas também qual é mesmo o critério para se ganhar o Grammy?) mas é um prazer de ouvir. O mundo blues-rock de Plant funde-se sem atritos com o lado bluegrass-country de Krauss. O resultado tem os recursos estílisticos dos dois mundos, mas sem que nenhum se sobreponha, o que torna o álbum algo mais que uma parceria. As músicas são boas e bem arranjadas e o alinhamento do álbum está coeso. Resulta. O disco é doce, sereno, maduro, bom.
Os vocalistas são intocáveis. É bom ouvir a voz de Plant, num registo muito diferente dos Zeppelin, mais grave e mais calmo. Krauss é dona de uma voz doce, tocando também fiddle. Ora cantam em uníssono, ora cabe um papel de maior relevo a um dos cantores, apoiado pelo outro nos coros. Destaque para a bluesy e storytelling «Fortune Teller», muito bem interpretada por Plant.

PS: Fala-se de que estão a decorrer novas sessões de gravações entre os dois músicos. Virá daí novo álbum?

Não aceitem doces de estranhos

... nem discos de borla dos Coldplay.

«The singer said that one idea behind the album was to provide respite to fans who are struggling with the current economic crisis.»

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sósias #2

Depois do #1, descubram quem é quem (Caetano Veloso versus Tony Carreira).

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Da Garagem IV

Se há banda vinda das garagens deste país que me dá prazer ouvir - o que é raro, que eu sou esquisito como tudo no que toca a bandas - são os dR.estranhoamor. Os cinéfilos reconhecerão o nome, os ouvintes talvez não. Mas é algo que creio estar para mudar. Eu, pelo menos, acredito que estes tipos ainda vão ser grandes. É música pop bem composta, bem arranjada, bem tocada. Madura e com sensibilidade. Há quatro bons temas para ouvir no myspace, um para download hoje e amanhã no site da antena3, e um álbum para sair nos próximos tempos. Se o álbum não me desiludir poderei dizer que são a melhor coisinha que ouvi nestes últimos anos, no que a novas bandas portuguesas diz respeito. A ouvir vamos.