quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
João Aguardela
João Aguardela morreu ontem em Lisboa aos 39 anos, vítima de cancro. Deixa obra nos Sitiados, Megafone, Linha da Frente e n'A Naifa, sempre com um espírito inovador e muito pessoal na reinvenção da tradição.
Mais detalhes na blitz e no blog d'A Naifa.
Mais detalhes na blitz e no blog d'A Naifa.
Temas:
Folk,
Obituário,
Pop,
Portuguesa
Bandas sonoras
Venho abrir um desafio: que os companheiros inarmónicos indiquem um filme cuja banda sonora lhes tenha especialmente impressionado. Podia indicar mais de meia dúzia - lembro-me de repente do Vertigo de Hitchcock, do Crash de Cronenberg, do Solaris de Tarkovsky, da Sarabanda de Bergman e tantos, tantos outros...
Mas nenhum me deixou tão boquiaberto como o Notre Musique, do Godard - ver aqui; a primeira parte do filme (o Inferno), em particular, deve ter a banda sonora mais assustadora da história!
Ver aqui o início:
E ainda outros exemplos (que não fazem justiça ao filme, claro, só no contexto tudo funciona):
O trailer:
(esta música para piano, cujo compositor ando há anos a tentar descortinar, é inacreditável!!!!!)
Excertos vários:
Mas nenhum me deixou tão boquiaberto como o Notre Musique, do Godard - ver aqui; a primeira parte do filme (o Inferno), em particular, deve ter a banda sonora mais assustadora da história!
Ver aqui o início:
E ainda outros exemplos (que não fazem justiça ao filme, claro, só no contexto tudo funciona):
O trailer:
(esta música para piano, cujo compositor ando há anos a tentar descortinar, é inacreditável!!!!!)
Excertos vários:
domingo, 18 de janeiro de 2009
Passado de Slimmy Revelado
Goste-se ou não, Slimmy é um dos artistas portugueses com mais êxito nos últimos anos. Embora muita gente ache que este senhor surgiu do nada, desengane-se, pois venho agora revelar o seu passado na música.
Slimmy começou a sua carreira nos saudosos anos 70 como baixista dos Xarhanga, acompanhado na guitarra eléctrica por não outro senão Júlio Pereira!
Embora na altura usasse o pseudónimo Carlos Patrício, consegui imagens exclusivas que comprovam esta colaboração fantástica:
Slimmy começou a sua carreira nos saudosos anos 70 como baixista dos Xarhanga, acompanhado na guitarra eléctrica por não outro senão Júlio Pereira!Embora na altura usasse o pseudónimo Carlos Patrício, consegui imagens exclusivas que comprovam esta colaboração fantástica:
Temas:
Artwork,
Humor,
Portuguesa,
Rock
Coincidências (ou não...)
Quem terá dito isto: (1)
‘The reason I liked punk music from the early eighties is because it falls outside the tonal framework. A lot of good rock music had been done – I grew up with Pink Floyd and Emerson Lake & Palmer – they did wonderful things and it is music that on many levels has been important to me. These progressive groups appeal to me – the Rolling Stones and the Beatles – their world is alien to me. It would not be true to say it did not mean anything because the quality of their pieces is amazing but the expression wasn’t so compelling or important".
E isto: (2)
“When I heard ‘OK Computer,’ after five minutes I said, ‘I actually get this. I understand what these people are trying to do.’ And what they were trying was not so drastically different from what I was trying to do.”
"They’re not predictable, and the form is not boring. There’s a sense of humor and self-irony in the music, which is very rare in the world of rock and pop because those people take themselves very seriously. It’s really refreshing to hear a little bit of distance.”
E isto: (3)
“Ciò che mi interessa in modo particolare è che la musica pop richiede quello stesso ascolto dissociativo [un ascolto che si concentra sulle azioni del produrre suoni]. Questa musica ha davvero raggiunto la coscienza di amplissimi strati sociali. Ma se si ascoltano la nuova musica e la musica pop con le stesse orecchie, si scopre – il mio ragionamento parte dal nostro versante, cioè dalla nuova musica – che attualmente attraverso la musica pop rientrano alcuni aspetti che sono stati introdotti dalla nuova musica"
"O que me interessa particularmente é que a musica pop requer esse mesmo tipo de escuta dissociativa (uma escuta que se concentra nas acções de produzir som). Esta música atingiu verdadeiramente a consciência de amplos estratos sociais. Mas se ouvirmos a nova música e a música pop com os mesmos ouvidos, descobre-se - e o meu raciocínio parte do nosso quadrante, o da nova música - que através da música pop aparecem realmente certos aspectos que foram introduzidos pela nova música".
E isto? (4)
“Col suono elettronicamente manipolato del rock si ha una situazione abbastanza simile a quella della musica elettronica: se la fedeltà della riproduzione è sacrificata, il contenuto della registrazione ne soffre sproporzionatamente perché quello che si perde non può essere compensato dall’ascoltatore ed è, appunto, irrimediabilmente perduto. Avviene così che sia il rock che la musica elettronica – tutt’e due creature della radio e del suo macchinario di massa – siano paradossalmente incompatibili coi mezzi di diffusione che ne hanno provocato lo sviluppo. […] Microfoni, amplificatori, altoparlanti diventano quindi non solo una estensione delle voci e degli strumenti ma diventano strumenti essi stessi, sopraffacendo talvolta le qualità acustiche originali delle sorgenti sonore. Uno degli aspetti più seducenti dello stile vocale rock è, infatti, che non ne esiste alcuno. Le voci degli esecutori sono ingigantite in tutta la loro naturalità e tipicità, istituendo con gli stili di canto formalizzati lo stesso tipo di relazione che, in un film, il primissimo piano di un viso istituisce con un ritratto classico.
"Com o som electronicamente manipulado do rock temos uma situação bastante similar à da música electrónica: se a fidelidade da reprodução é sacrificada, o conteúdo da gravação sofre de forma desproporcionada porque aqeuilo que se perde não pode ser compensado pelo ouvinte e é irremediavelmente perdido. (...) Microfones, amplificadores, colunas tornam-se portanto não apenas uma extensão da voz e dos instrumentos mas tornam-se eles próprios instrumentos e sobrepondo-se às qualidades acústicas originais da fonte sonora. Um dos aspectos mais sedutores do estilo vocal rock é, com efeito, que não existe verdadeiramente nenhum. As vozes dos executantes são potenciadas em toda a sua naturalidade e tipicidade, instituindo com o estilo de canto formalizado o mesmo tipo de relação que, num filme, o primeiro plano de um rosto institui com um retrato clássico".
Pois os autores são os seguintes:
1) Magnus Lindberg (cf. aqui);
2) Esa-Pekka Salonen (cf. aqui);
3) Dieter Schnebel (cf. aqui);
4) Luciano Berio (cf. aqui).
Deve haver muito mais exemplos de atenção dada por compositores contemporâneos à música rock. E a influência desta música na deles não está ainda, creio, suficientemente documentada. No ponto 2 do texto referido - este - encontra-se uma interessante reflexão sobre a matéria.
E, claro, até o Boulez gravou música de Zappa...
‘The reason I liked punk music from the early eighties is because it falls outside the tonal framework. A lot of good rock music had been done – I grew up with Pink Floyd and Emerson Lake & Palmer – they did wonderful things and it is music that on many levels has been important to me. These progressive groups appeal to me – the Rolling Stones and the Beatles – their world is alien to me. It would not be true to say it did not mean anything because the quality of their pieces is amazing but the expression wasn’t so compelling or important".
E isto: (2)
“When I heard ‘OK Computer,’ after five minutes I said, ‘I actually get this. I understand what these people are trying to do.’ And what they were trying was not so drastically different from what I was trying to do.”
"They’re not predictable, and the form is not boring. There’s a sense of humor and self-irony in the music, which is very rare in the world of rock and pop because those people take themselves very seriously. It’s really refreshing to hear a little bit of distance.”
E isto: (3)
“Ciò che mi interessa in modo particolare è che la musica pop richiede quello stesso ascolto dissociativo [un ascolto che si concentra sulle azioni del produrre suoni]. Questa musica ha davvero raggiunto la coscienza di amplissimi strati sociali. Ma se si ascoltano la nuova musica e la musica pop con le stesse orecchie, si scopre – il mio ragionamento parte dal nostro versante, cioè dalla nuova musica – che attualmente attraverso la musica pop rientrano alcuni aspetti che sono stati introdotti dalla nuova musica"
"O que me interessa particularmente é que a musica pop requer esse mesmo tipo de escuta dissociativa (uma escuta que se concentra nas acções de produzir som). Esta música atingiu verdadeiramente a consciência de amplos estratos sociais. Mas se ouvirmos a nova música e a música pop com os mesmos ouvidos, descobre-se - e o meu raciocínio parte do nosso quadrante, o da nova música - que através da música pop aparecem realmente certos aspectos que foram introduzidos pela nova música".
E isto? (4)
“Col suono elettronicamente manipolato del rock si ha una situazione abbastanza simile a quella della musica elettronica: se la fedeltà della riproduzione è sacrificata, il contenuto della registrazione ne soffre sproporzionatamente perché quello che si perde non può essere compensato dall’ascoltatore ed è, appunto, irrimediabilmente perduto. Avviene così che sia il rock che la musica elettronica – tutt’e due creature della radio e del suo macchinario di massa – siano paradossalmente incompatibili coi mezzi di diffusione che ne hanno provocato lo sviluppo. […] Microfoni, amplificatori, altoparlanti diventano quindi non solo una estensione delle voci e degli strumenti ma diventano strumenti essi stessi, sopraffacendo talvolta le qualità acustiche originali delle sorgenti sonore. Uno degli aspetti più seducenti dello stile vocale rock è, infatti, che non ne esiste alcuno. Le voci degli esecutori sono ingigantite in tutta la loro naturalità e tipicità, istituendo con gli stili di canto formalizzati lo stesso tipo di relazione che, in un film, il primissimo piano di un viso istituisce con un ritratto classico.
"Com o som electronicamente manipulado do rock temos uma situação bastante similar à da música electrónica: se a fidelidade da reprodução é sacrificada, o conteúdo da gravação sofre de forma desproporcionada porque aqeuilo que se perde não pode ser compensado pelo ouvinte e é irremediavelmente perdido. (...) Microfones, amplificadores, colunas tornam-se portanto não apenas uma extensão da voz e dos instrumentos mas tornam-se eles próprios instrumentos e sobrepondo-se às qualidades acústicas originais da fonte sonora. Um dos aspectos mais sedutores do estilo vocal rock é, com efeito, que não existe verdadeiramente nenhum. As vozes dos executantes são potenciadas em toda a sua naturalidade e tipicidade, instituindo com o estilo de canto formalizado o mesmo tipo de relação que, num filme, o primeiro plano de um rosto institui com um retrato clássico".
Pois os autores são os seguintes:
1) Magnus Lindberg (cf. aqui);
2) Esa-Pekka Salonen (cf. aqui);
3) Dieter Schnebel (cf. aqui);
4) Luciano Berio (cf. aqui).
Deve haver muito mais exemplos de atenção dada por compositores contemporâneos à música rock. E a influência desta música na deles não está ainda, creio, suficientemente documentada. No ponto 2 do texto referido - este - encontra-se uma interessante reflexão sobre a matéria.
E, claro, até o Boulez gravou música de Zappa...
Temas:
Contemporânea,
Rock
Uma Francesa que se Depila
Estou tããããoooo feliiiiz!! Descobri que algures em 2008 a Coralie lançou um álbum novo!!
Ela é tão fófínhaaaaaaaa... Este álbum (Toystore) está mais "cantado", nos anteriores quase só sussurra e suspira as músicas em francês (e nem imaginam como isso é bom) e está mais aventureiro em termos instrumentais.
Ao ver a tracklist fiquei de pé atrás. Há uma música em inglês e outra em italiano. Pensei que iam ser piores. Se bem que é em francês que esta menina brilha, em inglês acabo por ter piada por causa do sotaque.
Para além de me fazer comportar como uma menina de 14 anos, este álbum está mesmo interessante. Ideal para belos dias de chuva passados na sorna.
Coralie Clément - C'est La Vie
Ela é tão fófínhaaaaaaaa... Este álbum (Toystore) está mais "cantado", nos anteriores quase só sussurra e suspira as músicas em francês (e nem imaginam como isso é bom) e está mais aventureiro em termos instrumentais.
Ao ver a tracklist fiquei de pé atrás. Há uma música em inglês e outra em italiano. Pensei que iam ser piores. Se bem que é em francês que esta menina brilha, em inglês acabo por ter piada por causa do sotaque.
Para além de me fazer comportar como uma menina de 14 anos, este álbum está mesmo interessante. Ideal para belos dias de chuva passados na sorna.
Coralie Clément - C'est La Vie
sábado, 17 de janeiro de 2009
Stitches Out
Raramente (ou nunca) se fala aqui de Hardcore, apesar de se falar muito de bandas portuguesas. E apesar de só saber disto quem se interessa, o Hardcore é um "movimento" bem representado neste penico à beira mar plantado: bandas boas, publico entusiasta (e que vai a concertos!), bandas estrangeiras a passarem cá com regularidade...
Tudo isto para dizer que os Step Back!, para mim a melhor banda do norte do país, lançaram um novo EP, Means to an End, e um novo vídeo:
Step Back! - Stitches Out (eles parecem uns mafiosos mexicanos mas são bons rapazes)
Tudo isto para dizer que os Step Back!, para mim a melhor banda do norte do país, lançaram um novo EP, Means to an End, e um novo vídeo:
Step Back! - Stitches Out (eles parecem uns mafiosos mexicanos mas são bons rapazes)
Temas:
Albuns,
Hardcore,
Lançamentos,
Vídeos
Star-Spangled Banner
Bruce Springsteen, U2, Beyoncé, Jon Bon Jovi, Shakira, Mary J. Blige, Garth Brooks, Sheryl Crow, Renée Fleming, Mstr. Sgt. Caleb Green, Josh Groban, Herbie Hancock, Heather Headley, Bettye Lavette, John Legend, Jennifer Nettles, John Mellencamp, Pete Seeger, James Taylor, Usher, Will.i.am e Stevie Wonder.
O que é isto? É a lista dos artistas a actuarem no concerto de domingo (18 de Janeiro) inserido nas festividades da tomada de posse do Obama.
3ª feira seguinte é a vez da gala «Neighborhood Ball» com Beyoncé, Mary J. Blige, Mariah Carey, Faith Hill, Jay-Z, Alicia Keys, Shakira, Stevie Wonder e Nick Cannon.
Ninguém trabalha a componente de espectáculo da política como os américas. Se bem que os comícios do Alberto João com banda de baile e os concertos do Tony Carreira na campanha socialista açoriana não podem ser esquecidos.
in iol música
O que é isto? É a lista dos artistas a actuarem no concerto de domingo (18 de Janeiro) inserido nas festividades da tomada de posse do Obama.
3ª feira seguinte é a vez da gala «Neighborhood Ball» com Beyoncé, Mary J. Blige, Mariah Carey, Faith Hill, Jay-Z, Alicia Keys, Shakira, Stevie Wonder e Nick Cannon.
Ninguém trabalha a componente de espectáculo da política como os américas. Se bem que os comícios do Alberto João com banda de baile e os concertos do Tony Carreira na campanha socialista açoriana não podem ser esquecidos.
in iol música
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
30 anos, 30 chibatadas
...em honra dos Xutos & Pontapés, que fazem 30 anos de «constante reinvenção». Yeah, right. O "novo" flagelo chama-se «Quem é Quem».
Temas:
Efeméride,
Portuguesa,
Vídeos
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Inarmónico: Serious Business
Este blog esta a ficar muito sério...
Alegria juventude!! Deixai para lá esses negócios das legalidades e força nessa revolução!!
Banda sonora ideal para a revolução:
Alegria juventude!! Deixai para lá esses negócios das legalidades e força nessa revolução!!
Banda sonora ideal para a revolução:
Temas:
Humor
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