> 15 de Janeiro, Big Apple, concerto dos Bon Jovi?
Deve ser.
> Há músicos nos américas a apoiarem candidatos à presidência e a fazerem concertos para angariação de fundos?
Diz que sim.
> Há angariações de fundos para pagar as dívidas dos candidatos derrotados?
... ?
Esta já foi novidade para mim, mas é mesmo assim: o concerto do Bon Jovi em Nova York é apresentado como «a final evening in support of Hillary Clinton for President Debt Relief».
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Novidades da maçã
As (outras) novidades do fim da exclusividade do iTunes e as lições do GarageBand não conseguem, de modo algum, competir com a notícia do fim do DRM nas músicas do iTunes!
Diz a NME:
«CEO Steve Jobs said that from today, all four major music labels—Universal Music Group, Sony BMG, Warner Music Group and EMI, along with thousands of independent labels, are offering their music in iTunes Plus, Apple’s DRM-free format with higher-quality 256 kbps AAC encoding for audio quality which is “virtually indistinguishable from the original recordings”.»
Ok, esta última frase não soa bem verdade, tal como a que na Blitz diz que a «Apple já se tinha insurgido contra os D.R.M. mas as grandes editoras continuavam a querer mantê-los como forma de ajudar as outras lojas digitais a competir com a Apple.»
O que interessa mesmo é que todas as músicas à venda vão deixar de ter a ridícula limitação de cópia, o que vai trazer também um novo modelo de preços: 69 cêntimos (maioria), 99 cêntimos, $1.29 (hits). Claro que quem já comprou músicas com DRM e quiser actualizá-las para a versão em condições terá que desembolsar apenas 30% do preço do álbum (a generosidade Apple a que já estamos habituados).
No fim de contas, são óptimas notícias, mas nada que não devesse já ser assim à partida.
Diz a NME:
«CEO Steve Jobs said that from today, all four major music labels—Universal Music Group, Sony BMG, Warner Music Group and EMI, along with thousands of independent labels, are offering their music in iTunes Plus, Apple’s DRM-free format with higher-quality 256 kbps AAC encoding for audio quality which is “virtually indistinguishable from the original recordings”.»
Ok, esta última frase não soa bem verdade, tal como a que na Blitz diz que a «Apple já se tinha insurgido contra os D.R.M. mas as grandes editoras continuavam a querer mantê-los como forma de ajudar as outras lojas digitais a competir com a Apple.»
O que interessa mesmo é que todas as músicas à venda vão deixar de ter a ridícula limitação de cópia, o que vai trazer também um novo modelo de preços: 69 cêntimos (maioria), 99 cêntimos, $1.29 (hits). Claro que quem já comprou músicas com DRM e quiser actualizá-las para a versão em condições terá que desembolsar apenas 30% do preço do álbum (a generosidade Apple a que já estamos habituados).
No fim de contas, são óptimas notícias, mas nada que não devesse já ser assim à partida.
Temas:
Editoras,
Notícias,
Tecnologia
Enfeitiçadas pelo movimento
Os anos passam e as tribos são outras mas o ridículo da descrição jornalística continua a ser um deleite pleno de estupidez. Se bem que pelo uso da palavra "ciberespaço" talvez seja mesmo um artigo vindo do passado...
«Movimento leva Menores a fugir de casa
Enfeitiçadas pelo movimento Emo, que se inspira na banda de música alemã Tokio Hotel, duas adolescentes de Leiria, de 13 e 14 anos, fugiram de casa e refugiaram-se na residência de amigos, em Lisboa. (...) as jovens pertencem a famílias "perfeitamente normais" e conhecidas na cidade, mas deixaram levar-se pela filosofia Emo e partiram sozinhas para a capital, sem dar notícias à família.
Conheceram um rapaz do mesmo movimento, pela internet, e foi através dele que conseguiram garantir estadia em Lisboa. Após saírem das aulas, apanharam um autocarro e seguiram ao encontro dos amigos conquistados no ciberespaço. (...) Os Emo caracterizam-se por usar uma franja, terem as unhas pintadas de preto e apreciarem o rock punk melódico.»
in Correio da Manhã (quem mais podia ser?)
«Movimento leva Menores a fugir de casa
Enfeitiçadas pelo movimento Emo, que se inspira na banda de música alemã Tokio Hotel, duas adolescentes de Leiria, de 13 e 14 anos, fugiram de casa e refugiaram-se na residência de amigos, em Lisboa. (...) as jovens pertencem a famílias "perfeitamente normais" e conhecidas na cidade, mas deixaram levar-se pela filosofia Emo e partiram sozinhas para a capital, sem dar notícias à família.
Conheceram um rapaz do mesmo movimento, pela internet, e foi através dele que conseguiram garantir estadia em Lisboa. Após saírem das aulas, apanharam um autocarro e seguiram ao encontro dos amigos conquistados no ciberespaço. (...) Os Emo caracterizam-se por usar uma franja, terem as unhas pintadas de preto e apreciarem o rock punk melódico.»
in Correio da Manhã (quem mais podia ser?)
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Breves de Janeiro
Começamos 2009 com uma série de breves fresquinhas:
- Os Nine Inch Nails tiveram em Ghosts I-IV o álbum em formato mp3 mais vendido na Amazon.com em 2008. Foi mais um lançamento sui generis de Trent Reznor, sob a licença Creative Commons. Mais informação quanto ao modelo de lançamento do álbum aqui. Segundo o Guardian froam também disponibilizados recentemente e gratuitamente "400GB de gravações ao vivo em alta definição, convidando os fãs para editar o material em bruto".
- Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour) vai seguir a solo. Diz ele: "Tanto nos Slipknot como nos Stone Sour sinto-me algo limitado relativamente à escrita de canções e os assuntos sobre os quais posso escrever. A beleza de fazer um disco a solo é que assim posso escrever o que quiser". Queres ver que vai tentar fazer música (e) que não seja sobre adolescentes revoltados?
- A Música no Coração anunciou um festival de reggae para a Ericeira.
- A Anastacia disse que a música nunca mexeu consigo, que às vezes até a acha irritante e que prefere o silêncio a um CD. É recíproco: eu também acho a música da Anastacia irritante e prefiro o silêncio.
- A fadista Mariza vai embarcar numa ambiciosa digressão internacional de 48 concertos em 3 meses.
- A consultora Nielsen estimou um crescimento de 10% nas vendas de música na internet em 2008 e um decréscimo nas vendas em suporte físico de 14% nas lojas tradicionais e 8,6% nas lojas web.
- Mais um passo da Apple para dominar o Mundo: agora que cada vez haviam mais sites de aulas de guitarra et al. pela internet fora, diz-se que a próxima versão do GarageBand vai trazer a possibilidade de download de lições dadas por músicos de renome.
- Os Nine Inch Nails tiveram em Ghosts I-IV o álbum em formato mp3 mais vendido na Amazon.com em 2008. Foi mais um lançamento sui generis de Trent Reznor, sob a licença Creative Commons. Mais informação quanto ao modelo de lançamento do álbum aqui. Segundo o Guardian froam também disponibilizados recentemente e gratuitamente "400GB de gravações ao vivo em alta definição, convidando os fãs para editar o material em bruto".
- Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour) vai seguir a solo. Diz ele: "Tanto nos Slipknot como nos Stone Sour sinto-me algo limitado relativamente à escrita de canções e os assuntos sobre os quais posso escrever. A beleza de fazer um disco a solo é que assim posso escrever o que quiser". Queres ver que vai tentar fazer música (e) que não seja sobre adolescentes revoltados?
- A Música no Coração anunciou um festival de reggae para a Ericeira.
- A Anastacia disse que a música nunca mexeu consigo, que às vezes até a acha irritante e que prefere o silêncio a um CD. É recíproco: eu também acho a música da Anastacia irritante e prefiro o silêncio.
- A fadista Mariza vai embarcar numa ambiciosa digressão internacional de 48 concertos em 3 meses.
- A consultora Nielsen estimou um crescimento de 10% nas vendas de música na internet em 2008 e um decréscimo nas vendas em suporte físico de 14% nas lojas tradicionais e 8,6% nas lojas web.
- Mais um passo da Apple para dominar o Mundo: agora que cada vez haviam mais sites de aulas de guitarra et al. pela internet fora, diz-se que a próxima versão do GarageBand vai trazer a possibilidade de download de lições dadas por músicos de renome.
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Das guitarras com botões II
«I'm so hopeful for the future of music because we've gone through a very difficult period, where it's become a lot more poppy and there's been a magic taken out of music, and I hope it's starting to come back. I think a lot of these young kids that start out with Guitar Hero and Rock Band are developing an interest in music and learning how to really play the songs.» disse Alex Lifeson na entrevista que referi na posta anterior.
Visão diferente vem no artigo de opinião que gostei de ler no Guardian. Num tom humorista, o autor parte dos dados mais sérios de que, pela primeira vez, as vendas de jogos podem ter superado as de música e DVD's em conjunto, e da popularidade dos "jogos de guitarra" para sugerir:
«Rather than making Guitar Hero guitars harder or more "realistic", surely the success of Guitar Hero means that the onus is now on the manufacturers of "real" guitars to make them easier (...)
Why are they still making guitars with "real" strings that are difficult and boring to learn how to play and really make your fingers hurt? What is the point? (...) Buttons have proven themselves to be much easier and more efficient. Plus, with the button guitar you can still use the instrument for its main purpose – pretending that it's a penis or a machine gun. (...)
We demand piece-of-piss-to-play button guitars now. And pre-programmed "hurdy gurdy" guitars that actually play both louder and faster the harder you crank the handle. (...)»
Visão diferente vem no artigo de opinião que gostei de ler no Guardian. Num tom humorista, o autor parte dos dados mais sérios de que, pela primeira vez, as vendas de jogos podem ter superado as de música e DVD's em conjunto, e da popularidade dos "jogos de guitarra" para sugerir:
«Rather than making Guitar Hero guitars harder or more "realistic", surely the success of Guitar Hero means that the onus is now on the manufacturers of "real" guitars to make them easier (...)
Why are they still making guitars with "real" strings that are difficult and boring to learn how to play and really make your fingers hurt? What is the point? (...) Buttons have proven themselves to be much easier and more efficient. Plus, with the button guitar you can still use the instrument for its main purpose – pretending that it's a penis or a machine gun. (...)
We demand piece-of-piss-to-play button guitars now. And pre-programmed "hurdy gurdy" guitars that actually play both louder and faster the harder you crank the handle. (...)»
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Das guitarras com botões
Desde os 60's que é o intrumento mais fixe, a cara do rock e o instrumento mais tocado por adolescentes. Sim, é a guitarra, e as próximas postas são sobre ela.
Já cá falámos várias vezes do fenómeno crescente dos jogos de guitarra, como o Guitar Hero e o Rock Band. Foi o Death Magnetic que os Metallica lançaram simultaneamente em versão audível e jogável, o Ten dos Pearl Jam, o Moving Pictures dos Rush, o jogo dedicado aos Metallica... agora é o Boss a oferecer músicas através do Guitar Hero.
Pois se um fenómeno cresce em popularidade, acompanha-o uma resma de declarações e opiniões nas internetes. Há de tudo, dos amuos do tipo dos Nickelback que diz que o jogo não presta porque não é real (vide definição de jogo, Mr. RockStar [acho que no Ermal foi mais stoner que rocker]), aos louvores eternos por parte de todos aqueles que conseguem ser, no seu mundo privado, fixes como o Slash sem terem que perder a adolescência (ou pelo menos perdendo-a a jogar e não a tocar guitarra). Mesmo assim, tenho para mim que deve ser mais fácil fazer furor no liceu como guitarrista do que como gamer. Ou então não, que os tempos até podem ser outros e os solos já não estão na moda.
Há tempos vi uma entrevista ao Alex Lifeson (guitarrista lendário dos Rush) em que ele comentava o fenómeno, dizendo que via agora fãs muito novos (~10 anos) nos concertos, conhecedores das músicas, e que isso deveria ser efeito da popularidade desses jogos, popularidade essa que os Rush têm sabido aproveitar. Ficava também em aberto uma questão que acho interessante que é se estes jogos podem trazer a guitarra de novo para a ribalta. Tudo bem que o jogo não é destinado a guitarristas - confesso que já experimentei mas cometi o erro de escolher uma música que sei de facto tocar, o que lançou duas partes do meu cérebro num combate violento pelo domínio dos dedos - mas não poderá despertar o gosto nos jogadores de passarem para o instrumento a sério? Será que com a popularidade destes jogos, que voltam a valorizar a dificuldade de execução, se poderá assistir a uma nova moda de solos? Será o próximo revivalismo o dos 70's? Será que os The Darkness e os Wolfmother vieram antes (apesar de depois) do tempo? Venham eles e tragam a boa música, mas por favor não tragam as camisas maricas.
Já cá falámos várias vezes do fenómeno crescente dos jogos de guitarra, como o Guitar Hero e o Rock Band. Foi o Death Magnetic que os Metallica lançaram simultaneamente em versão audível e jogável, o Ten dos Pearl Jam, o Moving Pictures dos Rush, o jogo dedicado aos Metallica... agora é o Boss a oferecer músicas através do Guitar Hero.
Pois se um fenómeno cresce em popularidade, acompanha-o uma resma de declarações e opiniões nas internetes. Há de tudo, dos amuos do tipo dos Nickelback que diz que o jogo não presta porque não é real (vide definição de jogo, Mr. RockStar [acho que no Ermal foi mais stoner que rocker]), aos louvores eternos por parte de todos aqueles que conseguem ser, no seu mundo privado, fixes como o Slash sem terem que perder a adolescência (ou pelo menos perdendo-a a jogar e não a tocar guitarra). Mesmo assim, tenho para mim que deve ser mais fácil fazer furor no liceu como guitarrista do que como gamer. Ou então não, que os tempos até podem ser outros e os solos já não estão na moda.
Há tempos vi uma entrevista ao Alex Lifeson (guitarrista lendário dos Rush) em que ele comentava o fenómeno, dizendo que via agora fãs muito novos (~10 anos) nos concertos, conhecedores das músicas, e que isso deveria ser efeito da popularidade desses jogos, popularidade essa que os Rush têm sabido aproveitar. Ficava também em aberto uma questão que acho interessante que é se estes jogos podem trazer a guitarra de novo para a ribalta. Tudo bem que o jogo não é destinado a guitarristas - confesso que já experimentei mas cometi o erro de escolher uma música que sei de facto tocar, o que lançou duas partes do meu cérebro num combate violento pelo domínio dos dedos - mas não poderá despertar o gosto nos jogadores de passarem para o instrumento a sério? Será que com a popularidade destes jogos, que voltam a valorizar a dificuldade de execução, se poderá assistir a uma nova moda de solos? Será o próximo revivalismo o dos 70's? Será que os The Darkness e os Wolfmother vieram antes (apesar de depois) do tempo? Venham eles e tragam a boa música, mas por favor não tragam as camisas maricas.
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domingo, 4 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Phalasolo
A alegria com que receberão a notícia dependerá dos vossos gostos mas não venho (só) divulgar o lançamento do álbum a solo do New Max (dos Expensive Soul), com participações de Pac Man, Demo, Virgul, Marta Ren, Sam the Kid e Regula. Venho sim saudar o facto de que também em Portugal se começam a abraçar novas formas de divulgação da música, já não confinadas ao reduto das netlabels mais generosas e das bandas de garagem mais desesperadas ou anarquistas.«Como agradecimento aos meus fãs pelo vosso apoio contínuo, venho por este meio oferecer-vos o meu primeiro álbum a solo completamente grátis»
E assim é. O álbum está integralmente para download no site do artista, em formato mp3 e wav. E o site até está jeitoso e dinâmico, com vídeos e widgets e tal. Algum profissionalismo fica sempre bem na terra dos serviços mínimos.
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