domingo, 21 de dezembro de 2008
O mundo ao contrário...
... ou uma oportunidade única para os fãs sul-americanos dos Radiohead, que vão poder assistir a um dos sete concertos dos meninos ingleses abertos pelos senhores alemães dos Kraftwerk.
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sábado, 20 de dezembro de 2008
Syd Barrett online
Foi inaugurado recentemente o site dedicado ao fundador dos Pink Floyd: Syd Barrett. Em sydbarrett.com encontramos, entre outros, a inevitável biografia e discografia (a solo e com os Pink Floyd) assim como uma galeria das pinturas de sua autoria. Vale a pena consultar.
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Rock
Guitar Hero Metallica: o trailer
Isto é tão a next big thing da indústria musical.
PS: Já foi anunciada a edição integral do álbum «Ten» dos Pearl Jam.
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
SellaBand
Nem vale a pena começar a falar das lutas das bandas com as editoras ao longo dos tempos. Peguem em todas as coisas que leram e ouviram sobre isso e façam vocês a introdução a este post.
Na busca por apoio para se lançarem, as bandas podem hoje contar com mais esta ideia: SellaBand. Qual o conceito por trás deste site? Cada banda regista um perfil com 3 músicas, fotos e informação. É-lhes atribuído um "passe" que contém 5000 partes, partes essas que podem ser compradas por utilizadores do site ao preço de $10 cada.
Quando todas as partes forem compradas (ou seja, $50.000 de investimento) a banda vai para estúdio gravar o seu álbum, com este dinheiro a servir para pagar as despesas.
O que é que os investidores ganham? Além de um CD promocional da banda em questão, ganham revenue share que varia proporcionalmente ao que foi investido, além de outras vantagens à medida que vão passando determinados limites, chegando mesmo a receber uma viagem de avião para assistir as gravações da banda caso decidam ser MESMO generosos (se comprarem 1000 partes, ou seja $10.000 investidos).
Resta dizer que já 29 bandas conseguiram completar o passe, sendo que várias já lançaram o album e estão a contribuir para o bolso dos investidores (ou, o bolso dos "believers" como lhes chama o site). Há, inclusivamente, uma banda portuguesa entre as mais felizes, que está a gravar neste momento.
Na busca por apoio para se lançarem, as bandas podem hoje contar com mais esta ideia: SellaBand. Qual o conceito por trás deste site? Cada banda regista um perfil com 3 músicas, fotos e informação. É-lhes atribuído um "passe" que contém 5000 partes, partes essas que podem ser compradas por utilizadores do site ao preço de $10 cada.
Quando todas as partes forem compradas (ou seja, $50.000 de investimento) a banda vai para estúdio gravar o seu álbum, com este dinheiro a servir para pagar as despesas.
O que é que os investidores ganham? Além de um CD promocional da banda em questão, ganham revenue share que varia proporcionalmente ao que foi investido, além de outras vantagens à medida que vão passando determinados limites, chegando mesmo a receber uma viagem de avião para assistir as gravações da banda caso decidam ser MESMO generosos (se comprarem 1000 partes, ou seja $10.000 investidos).
Resta dizer que já 29 bandas conseguiram completar o passe, sendo que várias já lançaram o album e estão a contribuir para o bolso dos investidores (ou, o bolso dos "believers" como lhes chama o site). Há, inclusivamente, uma banda portuguesa entre as mais felizes, que está a gravar neste momento.
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Música Planetária
Invariavelmente, as minhas deambulações aleatórias pela wikipedia acabam sempre num de dois cenários: Ou descubro alguma coisa espectacular ou descubro lodo. Desta vez, ainda não me consegui decidir.
Ideia genial deste senhor, Greg Fox, que se lembrou de pegar nos períodos orbitais dos planetas e dividi-los por 2 sucessivamente, até obter uma frequência audível. O resultado é este bela e estranha... música (?) de 64 minutos que pode ser ouvida neste link directo. Para os tarados que quiserem saber mais sobre o assunto está aqui o site.
Ideia genial deste senhor, Greg Fox, que se lembrou de pegar nos períodos orbitais dos planetas e dividi-los por 2 sucessivamente, até obter uma frequência audível. O resultado é este bela e estranha... música (?) de 64 minutos que pode ser ouvida neste link directo. Para os tarados que quiserem saber mais sobre o assunto está aqui o site.
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Geek
Concertos e mais concertos
O concerto da No Smoking Orchestra de Emir Kusturica foi o que promete sempre ser: uma festa. Desfilaram temas dos filmes «Gato Preto, Gato Branco» e «A Vida é um Milagre», assim como dos outros álbuns da banda, sempre num ambiente electrizante. O Pavilhão Municipal de Gaia praticamente cheio, o Kusturica de camisola número 10 do fê-quê-pê, as invasões de palco e o incansável Dr. Nelle Karajlic foram os pontos de maior destaque.No dia seguinte estava no Passos Manuel para assistir ao concerto dos Zelig, integrado no festival Alta Baixa. Já os tinha visto em Barcelos mas aproveitei para rever o jazz sui generis e de grande qualidade musical deste quinteto que, entre guitarras, marimbas e serrotes, me traz à memória o universo zappiano. A sala encheu depressa e o concerto acabou com um quinteto de sopros em palco para a última música, numa junção de claro sucesso.
Já este mês, tive o privilégio de ver a muito poucos metros uma actuação do grande Júlio Pereira. O concerto, integrado na Festa da Poesia, foi na lotada Galeria Municipal da Biblioteca Florbela Espanca, em Matosinhos. Em trio com Miguel Veras (Realejo) na guitarra "acústica" e Sofia Vitória (Operação Triunfo :p) na voz e teclados, apresentou, à semelhança do concerto na Casa da Música em Maio passado, o excelente último álbum «Geografias». De diferente tivemos o ambiente - mais intimista, com mais conversa e mais histórias (tão bom) - e uma versão do tema tradicional La Molinera. De igual tivemos a boa música e a excelente (e bem-disposta) presença do trio.
PS: Três concertos com lotação esgotada... devo estar a ficar mainstream. Voltem concertos com 10 pessoas!
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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Guitar Hero Metallica
Depois de lançar o álbum «Death Magnetic» inteiro para o jogo Guitar Hero, os Metallica voltam a anunciar uma parceria inédita com o jogo, revelando o crescimento de uma aliança cada vez mais lucrativa entre jogos e música.
«Yes, we know, it's the worst kept secret in rock-n-roll but we're here now to finally confirm that there will indeed be an all-Metallica Guitar Hero game released in the first half (!?) of 2009. (...) Included are 28 Metallica songs along with a few from some of our buddies like as Alice in Chains, the Foo Fighters, Slayer, Machine Head and Queen. (...)»
«Yes, we know, it's the worst kept secret in rock-n-roll but we're here now to finally confirm that there will indeed be an all-Metallica Guitar Hero game released in the first half (!?) of 2009. (...) Included are 28 Metallica songs along with a few from some of our buddies like as Alice in Chains, the Foo Fighters, Slayer, Machine Head and Queen. (...)»
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Mash, Mash, Mash... Mash aqui ó Mash-ilhão
Cada década passada tem as sua música característica. O rock n roll dos 70s, o new wave, hair metal, post-punk dos 80s, o grunge e hiphop dos 90s, enfim, vocês estão a ver a cena... Qual é a música característica desta década?
Toda a gente diz que esta é a época do revivalismo e não sei quê, eu sinceramente acho que não é só isso. Nos anos 80 também houve uma explosão de filmes revivalistas dos anos 50 e isso não é razão para se dizer que nos 80s não houve cenas novas.
Acontece que nesta década a imagem de marca tem sido muito mais subtil que cabelos gigantes e camisas de flanela (que Deus as tenha)... Para mim, a marca da década é a grande explosão da produção. Muito por culpa "daquele negócio dos computadores", tem-se registado uma melhoria e uma preocupação cada vez maior com a estética dos albuns, às vezes nem é pelos processos digitais em si, mas com a pirataria e compras online cada vez há mais necessidade em produzir albuns apelativos em vez de dois singles. Longe vão os tempos dos albuns de 16 músicas em que só há duas decentes, e em que boa produção era sinónimo de quartetos de cordas em álbuns rock.
Isto tudo para chegar onde? Ao título do artigo: Mashups!! As mashups podem ser muita coisa, mas o que não são é novidade. Desde que há discos há djs, desde que há djs há misturas e o que é uma mashup senão uma mistura?
O termo mashup em si refere-se a um bicho engraçado que é mais que uma mix para passar na discoteca. Nos anos 90 tínhamos pérolas destas:
Smells Like Booty
Este é o fenómeno das mashups banda1 vs banda2. Pega-se na música de uma banda, acrescenta-se a voz de outra música e *puff* fez-se o Chocapic. Mas não estavamos a falar dos anos 90, pois não?
A internet cresceu, os meios de produção cresceram, o bicho cresceu. Mais que nunca, a música é feita também por quem a trabalha depois da captação de som. E hoje podemos contar com diversas experiências de estúdio de qualidade profissional como as que vou sugerir a seguir:
O conhecido produtor Danger Mouse, uma das caras dos Gnarls Barkley (os génios responsáveis pela melhor pior canção de sempre) e um dos grandes produtores actuais ligado a nomes como Gorillaz e Beck, criou uma das maiores referências no que toca a mashups: The Grey Album, uma mistura bombástica entre o White Album dos Beatles e o Black Album de Jay-Z.
Outro dos nomes associados a mashups é o de Eric Kleptone (não confundir com Eric Clapton :p) também conhecido como The Kleptones, autor de pérolas como Yoshimi Battles the Hip-Hop Robots onde mistura Flaming Lips com música rap ou A Night at the Hip Hopera onde apresenta os Queen a diversos artistas do hip hop. Já agora, o trabalho deste artista está disponível para download gratuíto aqui!
Outro grande nome na "cena" é o de Gregg Gillis, ou Girl Talk. Nos seus álbuns mistura diversas músicas ao mesmo tempo numa sucessão incansável. Uma batida de Radiohead a acompanhar uma melodia de Ace of Base, com a voz da Sinead O'Connor numa montanha russa de samples. As músicas não têm estrutura mas compensam o ouvinte com surpresa de nunca se saber o que vem a seguir. O seu último álbum pode ser descarregado aqui pelo mesmo método usado pelos Radiohead: o utilizador é quem decide o preço.
Deixo ainda mais um link, encontrado pelo Pedro, que ainda não tive tempo para explorar como queria e que contém diversos links de mp3 e albuns completos de mashups.
Toda a gente diz que esta é a época do revivalismo e não sei quê, eu sinceramente acho que não é só isso. Nos anos 80 também houve uma explosão de filmes revivalistas dos anos 50 e isso não é razão para se dizer que nos 80s não houve cenas novas.
Acontece que nesta década a imagem de marca tem sido muito mais subtil que cabelos gigantes e camisas de flanela (que Deus as tenha)... Para mim, a marca da década é a grande explosão da produção. Muito por culpa "daquele negócio dos computadores", tem-se registado uma melhoria e uma preocupação cada vez maior com a estética dos albuns, às vezes nem é pelos processos digitais em si, mas com a pirataria e compras online cada vez há mais necessidade em produzir albuns apelativos em vez de dois singles. Longe vão os tempos dos albuns de 16 músicas em que só há duas decentes, e em que boa produção era sinónimo de quartetos de cordas em álbuns rock.
Isto tudo para chegar onde? Ao título do artigo: Mashups!! As mashups podem ser muita coisa, mas o que não são é novidade. Desde que há discos há djs, desde que há djs há misturas e o que é uma mashup senão uma mistura?
O termo mashup em si refere-se a um bicho engraçado que é mais que uma mix para passar na discoteca. Nos anos 90 tínhamos pérolas destas:
Smells Like Booty
Este é o fenómeno das mashups banda1 vs banda2. Pega-se na música de uma banda, acrescenta-se a voz de outra música e *puff* fez-se o Chocapic. Mas não estavamos a falar dos anos 90, pois não?
A internet cresceu, os meios de produção cresceram, o bicho cresceu. Mais que nunca, a música é feita também por quem a trabalha depois da captação de som. E hoje podemos contar com diversas experiências de estúdio de qualidade profissional como as que vou sugerir a seguir:
O conhecido produtor Danger Mouse, uma das caras dos Gnarls Barkley (os génios responsáveis pela melhor pior canção de sempre) e um dos grandes produtores actuais ligado a nomes como Gorillaz e Beck, criou uma das maiores referências no que toca a mashups: The Grey Album, uma mistura bombástica entre o White Album dos Beatles e o Black Album de Jay-Z.
Outro dos nomes associados a mashups é o de Eric Kleptone (não confundir com Eric Clapton :p) também conhecido como The Kleptones, autor de pérolas como Yoshimi Battles the Hip-Hop Robots onde mistura Flaming Lips com música rap ou A Night at the Hip Hopera onde apresenta os Queen a diversos artistas do hip hop. Já agora, o trabalho deste artista está disponível para download gratuíto aqui!
Outro grande nome na "cena" é o de Gregg Gillis, ou Girl Talk. Nos seus álbuns mistura diversas músicas ao mesmo tempo numa sucessão incansável. Uma batida de Radiohead a acompanhar uma melodia de Ace of Base, com a voz da Sinead O'Connor numa montanha russa de samples. As músicas não têm estrutura mas compensam o ouvinte com surpresa de nunca se saber o que vem a seguir. O seu último álbum pode ser descarregado aqui pelo mesmo método usado pelos Radiohead: o utilizador é quem decide o preço.
Deixo ainda mais um link, encontrado pelo Pedro, que ainda não tive tempo para explorar como queria e que contém diversos links de mp3 e albuns completos de mashups.
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