quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Super Bock em Stock

Esclareceu-se o mistério à volta do anunciado novo festival: o Super Bock em Stock trará, segundo a promotora Música no Coração, «duas grandes noites e mais de 20 dos mais estimulantes projectos musicais da actualidade».

« (...) nos próximos dias 3 e 4 de Dezembro, passarão pelo São Jorge, Tivoli, Teatro Variedades e Cabaré Maxime artistas como Santogold, The Walkmen, Jack Rose, José James, Lykke Li, Marcelo Camelo, Norberto Lobo, Caravan Palace, Peixe : Avião, X-Wife, Zita Swoon e Rui Reininho, entre outros.
O bilhete para os dois dias custa 40 euros e o conceito do evento passa por fazer do final do ano uma época cheia de concertos, ao invés da "época baixa" dos espectáculos.» (in Blitz)

Mais informação e cartaz actualizado no Blitz, Bodyspace, IOL Música e site oficial.


PS: Não fosse ser em Lisboa e bilhete único de €40 e aproveitava para ver o Marcelo Camelo.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Jorge Palma em DVD

Vem aí o primeiro DVD da carreira de Jorge Palma, dia 17 de Novembro (info aqui). Segue-se o alinhamento:

1. Rosa branca
2. Dormia tão sossegada
3. Tempo dos assassinos
4. Voo nocturno
5. Só
6. Vermelho redundante
7. Quarteto da corda
8. Escuridão (vai por mim)
9. Disse fêmea
10. Norte (o meu)
11. Olá (cá estamos nós outra vez)
12. Abrir o sinal
13. Encosta-te a mim
14. Frágil (I)
15. Casa do Capitão
16. Finalmente a sós
17. A Gente vai continuar

NIN - The Slip

Cada vez há menos dúvidas da influência mais ou menos directa do modelo de venda do «In Rainbows» no surgimento de iniciativas de disponibilização gratuita de música. Já no passado tinha havido pistas do que poderia vir a surgir, com a venda de músicas apenas em formato digital ou a oferta de singles, mas nunca uma operação como a que assistimos há já mais de um ano. O mesmo se observa na disponibilização do último álbum saído da mente de Trent Reznor, disponível para download desde Maio (aqui). Não gostei do álbum porque os ambiente dos Nine Inch Nails nunca me seduziram, mas não deixo de reparar com agrado a quantidade de formatos em que é oferecido o download. Com o avanço tecnológico caminhamos para uma oferta cada vez mais diversificada em que a compra pela internet não é necessariamente sinónimo de ficheiros com fraca qualidade (longe vão os tempos dos downloads de mp3 a 96kbp/s) ou cheios de protecções manhosas a la DRM.

O álbum está então disponível em formato MP3 (87MB, encoding LAME), FLAC lossless (259MB), FLAC high-definition 24/96 (942MB), M4A apple lossless (263MB), high definition WAVE 24/96 (1,5GB). Tudo DRM-free!

E sim, também existe versão física CD/DVD/Vinil.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os falhanços da DRM

«Thank God for DRM. Without it, the internet would be a cesspool of illegally pirated music, movies and software. Oh, wait, the internet totally is that, because DRM is, quite possibly, the most pointless innovation of the digital age. Companies spend millions of dollars each year coming up with new ways to protect their online content just to see some fifteen year old kid figure out how to circumvent it. Repeat as needed.
But DRM isn't just an exercise in futility. When you absolutely, positively, must anger every customer you have, few weapons are better than DRM. Take these shenanigans, for example...»

Não podia deixar de referir este artigo muito interessante e num tom cómico-ridículo intitulado 5 Biggest Music DRM Debacles of All Time.

16 mil videoclips online

Eu a dizer bem da MTV? Pois parece que sim! Para compensar o facto de ser cada vez mais um canal de reality shows com música nos intervalos, temos agora a possibilidade de ver cerca de 16 mil vídeos no site MTVMusic.com. Encontramos toda a videografia do canal, desde os esperados tele-discos a entrevistas, mini-documentários, e até programas como o «MTV Unplugged» ou o «VH1 Storytellers». Não tem, no entanto, os vídeos portugueses (que passam na MTV Portugal, note-se a diferença).

Em jeito de adenda, deixo o link para uma notícia que avança como a MTV tenciona ganhar dinheiro com a pirataria no MySpace.

Kraak & Smaak

O vídeo é um espectáculo para quem gosta de flip books.


domingo, 2 de novembro de 2008

Casa da Música em 2009

Algumas novidades avançadas aqui e aqui:

- o Brasil foi o país escolhido para tema do próximo ano.

- Tindersticks confirmados para o Clubbing de Fevereiro.

- «concerto Imaginação ao Poder, a 2 de Maio. Realizado no âmbito do ciclo Música e Revolução, o concerto envolve a participação do Remix Ensemble no Clubbing, resultando num cruzamento insólito de estruturas residentes»

- estreia mundial da peça de teatro musical La Douce, de Emmanuel Nunes.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Dez curiosidades floydianas

«1: The most famous roadie ever?
In 1967, Pink Floyd began employing roadie Pete Watts, who rose through the ranks to become their chief sound engineer. Watts can also be heard laughing between tracks on the band’s Dark Side Of The Moon album. He died in 1976. His daughter Naomi accompanied the group on tour as a child, and went on to become a successful model and actress, starring in the movies, 21 Grams and Mulholland Drive.»

Mais em 10 things you probably didn't know about Pink Floyd, a partir do livro «Pigs might fly, the inside story of Pink Floyd» de Mark Blake.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Novo festival?

Será um substituto para o Super Bock Super Rock? Será uma reformulação? Será um novo festival? Não sei, mas promete!

«É já na próxima Terça-feira, 4 de Novembro, que é anunciado, em conferência de imprensa, aquele que é descrito como "o mais inovador evento musical dos últimos anos em Portugal".

Em comunicado, a Música no Coração e a Super Bock garantem que, ao longo de duas noites, os espectadores do evento, ainda por baptizar, irão poder ver "mais de 20 dos mais estimulantes e refrescantes projectos musicais nacionais e internacionais da actualidade".»

in
Blitz

terça-feira, 28 de outubro de 2008

There Will be Blood [2007] OST

Há filmes que nos surpreendem pela positiva. Giro, giro, é quando a surpresa não é o filme em si.

Desde o início de There Will be Blood a minha atenção centrou-se na banda sonora, apesar da sua profunda ligação e complementaridade com a parte visual, e fiquei absolutamente abismado ao vê-la crescer e adensar ao longo do filme, ao ponto de nas melhores cenas (com algumas excepções, a utilização da música não se faz sempre nos mesmos moldes - e ainda bem) dominar por completo a acção.
Quando o filme acabou corri a informar-me sobre a banda sonora, que julguei ser uma compilação, sobretudo por causa da diversidade estilística e técnica - temos desde (perdoem-me os palavrões, eu próprio não gosto de os usar) uma escrita minimal a pós-moderna, para orquestra completa e para quarteto de cordas, com alguns salpicos de electrónica. Acontece que o seu autor (da grande maioria, pelo menos) é o nosso amigo Jonny Greenwood, mais conhecido como guitarrista dos Radiohead, que me parecem cada vez mais um poço sem fundo em termos criativos. Jonny já nao tinha nada para me provar quanto à sua qualidade, mas ouvir tão boa música e bem diferente do que estava habituado representou ainda assim uma enorme surpresa!

Estamos a falar de Música Contemporânea de primeiríssima água, como pouca tenho ouvido vinda de compositores dum meio mais erudito/académico. E podem fazer-lhe festinhas que não morde.

Ah, e o filme era bonzito.