segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Richard Wright (1943-2008)


Rick Wright, teclista e fundador dos Pink Floyd faleceu hoje vítima de cancro. Sem qualquer comentário, pois as minhas palavras não lhe fariam justiça, deixo-vos com a sua The Great Gig in the Sky, um dos temas mais belos jamais feitos.




O mundo a ficar mais pequeno... Um dia muito triste para todos.

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O elemento perdido dos Spinal Tap

No outro dia revi o fantástico documentário sobre melhor banda de sempre, os Spinal Tap.

Ainda a meio da visionamentalização do mesmo lembrei-me deste senhor que seguramente é o elemento perdido da banda:


Para quem não conhece, este é Michael Angelo Batio e pode ser visto em acção no seguinte vídeo:


(reparem nas posições de braços específicas e milimétricas, próprias de quem invoca uma besta do inferno)


O que esse vídeo do youtube não mostra é o que aconteceu no fim do solo quando Michael Angelo Batio se elevou nos céus nas costas de um dragão negro.

Por outro lado, o que o vídeo mostra é como, em poucos minutos, este virtuoso bate records de velocidade e falta de gosto, tendo ainda tempo para fazer o Jimi Hendrix dar cambalhotas na campa.

Há, no coração de muitos músicos, a esperança que esta lenda da guitarra continue a aumentar a sua velocidade, de modo a que um dia consiga abrir um buraco negro com as próprias mãos e vá partilhar o seu génio com outras dimensões...

domingo, 14 de setembro de 2008

Opeth - Wathershed

aqui falámos dos Opeth, banda sueca de death metal progressivo. Falemos agora do último álbum da banda (o nono), lançado em fins de Maio. Como os anteriores álbuns, «Wathershed» não é um álbum revolucionário mas antes mais um pequeno passo em frente dos Opeth. O anterior - «Ghost Reveries» - era já um esforço impecável nos três registos predilectos da banda: o death metal brutal, as deambulações progressivas guitar-oriented e os momentos mais acústico-intimistas. Este novo registo constitui, ao longo das suas sete faixas, uma continuação lógica do anterior, mas aperfeiçoando e dando maior relevo ao terceiro registo ("os momentos mais acústico-intimistas"), muito para meu agrado.

O álbum inicia-se em tom acústico com «Coil», trazendo a bela voz da cantora folk sueca Nathalie Lorichs, num dueto melódico intimista. Como em qualquer álbum dos Opeth, a beleza é para se apreciar mas não por muito tempo, e tal acontece com a passagem para o segundo tema - «Heir Apparent», a música mais pesada - com 9 minutos de death metal sombrio e gutural.
Depois da tempestade, vem a acalmia? Não. Vem antes «The Lotus Eater», uma típica música de Opeth. Momentos mais clean entrelaçados com alguns dos melhores momentos metal que ouvi este ano, numa rapsódia rítmica intensa, num constante sobe-e-desce de intensidade, guturais intercalados com vocais mais acessíveis, bom trabalho de guitarra. A meio, um movimento prog de teclados não muito habituais no meio do death metal...
«Burden» traz-nos uma bela balada, fugindo dos cânones metaleiros e oferecendo um som acessível e lembrando alguns clássicos dos antigamentes, com extensos solos de guitarra e (pasme-se) o primeiro solo de teclas da história dos Opeth. E quem bem que ficam entrelaçados num jogo de emoções que não esperava ouvir vindo destes senhores!
Vamos a meio do álbum e encontramos finalmente o single de lançamento (vide abaixo, em versão editada) «Porcelain Heart». A escolha surpreendeu-me: primeiro, porque não tem guturais; segundo, porque é a música menos acessível de todo o álbum. Porquê? Porque é uma sucessão de dois momentos diferentes: o verso - acústico, sem bateria, baseado em guitarra clássica- e o refrão - eléctrico, a entrar em fade in em vez de uma progressão mais natural - alicercado na repetição exaustiva de dois temas.
«Hessian Peel» são 11 minutos predominantemente acústicos com alguns momentos de peso, fazendo lembrar as fórmulas dos primeiros álbuns, mas com um significativo acréscimo de qualidade. E assim chegamos ao último tema - «Hex Omega», que não é mais que uma súmula da imagem sonora do álbum: momentos intimistas com muita guitarra clássica (não acústica) e orquestração de teclados intercalados com os momentos eléctricos, onde um excelente trabalho de bateria e guitarra sustentam e impulsionam o nome da melhor banda de metal progressivo da actualidade.


sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Os novos dias dos Madredeus

«Depois de uma pausa sabática e da saída de Teresa Salgueiro, os Madredeus preparam-se para lançar este ano um novo álbum de originais, sem data de edição, que contará com três vozes femininas e percussão, disse fonte da editora Farol.

Nos Madredeus permanecem apenas Pedro Ayres Magalhães, o autor da maioria dos temas do grupo, e o teclista Carlos Maria Trindade, que estiveram ao longo do último ano a trabalhar em novos temas para o projecto.»

in iol Música

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Zelig @ Barcelos

Rumei a Barcelos no passado dia 5 para assistir a um dos concertos mais refrescantes dos últimos tempos.

Para quem não conhece, os Zelig são compostos por:
- Peixe (Ornatos Violeta, Pluto, DEP):
guitarra eléctrica
- Eduardo (Pluto, DEP):
contrabaixo
- Zé Marrucho:
bateria
- Nicolas Tricot (Red Wing Mosquito Stings, Nuno Prata):
flauta transversal, teclas
- António Serginho:
marimba, vibrafone e percussões várias

O concerto foi no Auditório da Biblioteca Municipal, um espaço acolhedor e de pequenas dimensões (~100 lugares sentados), mas repleto para assistir ao Jazz Zappiano de Peixe & Co. O concerto foi um desfilar de virtuosismo e experimentalismo, com bom gosto e desafiando alguns limites, lembrando certamente sonoridades (e filosofias) do mestre Zappa mas sem deixar de ter uma identidade própria. Sem querer menosprezar a bateria e contrabaixo, que forneceram um acompanhamento rítmico e harmónico imaculado, tenho que realçar o trio maravilha que ocupava a frente do palco.
A marimba e vibrafone do António Serginho dão um contributo inigualável à sonoridade do colectivo, com uma execução de qualidade e alternando entre o fornecer das linhas melódicas e o acompanhamento rítmico proveniente de uma parafernália de instrumentos e pseudo-instrumentos de percussão.
Já o Nicolas Tricot alternou constantemente entre instrumentos. Ora cumpria funções melódicas na flauta transversal, ora mais de acompanhamento nos teclados. Outras vezes, numa postura mais experimental, estava no serrote de arco (acho que é assim que lhe chamam) ou a lançar samples (através dum teclado MIDI). Ah, e tocou triângulo! :)
Last but not least: Peixe. Este foi a terceira banda jazz do Peixe que vi actuar (já tinha visto DEP e Peixe Jazz Quartet) e a primeira em que não desempenha um papel predominantemente solista. Nos Zelig, encontramos um Peixe no centro e direcção da banda mas alternando entre um papel de solista e um outro de suporte harmónico - muito bom tanto nos solos como nos riffs - chegando no fim a uma actuação mais diversificada, consistente.

Foi um concerto espectacular! Quem quiser conhecer ouça no myspace. Ver-nos-emos numa próxima oportunidade ;)

... and it will be... DELIGHT!

Este blog anda muito adormecido ultimamente... E nada melhor para abanar a letargia que dois vídeos da banda jazz mais rockeira do mundo:

Soil & "Pimp" Sessions - Avalanche



Soil & "Pimp" Sessions - STORM


Pimpin'!!!!

Os Oasis não fazem playback

Pois é, parece que ficou provado de uma vez por todas que nem todas as estrelas pop (ou rock) fazem playback como a Britney Spears.

Um fã (da série Mythbusters da Discovery, não dos Oasis) decidiu pôr o mito à prova no último concerto da banda em Toronto e aqui estão os resultados da experiência prática:


sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Noites Ritual 2008 - como foi

Lá fui eu (só) à 1ª noite das Noites Ritual. O espaço belo como sempre, a organização já com muitas edições anteriores de experiência, a massa humana portuense e tudo o mais... As bandas? Não vi Snail nem Sizo mas dos outros segue o bitaite.

A Jigsaw - a concha do Palácio é um palco bonito para concertos mais intimistas e os A Jigsaw não desiludiram. Blues sem grande inovação é certo, mas cumpriram bem a tarefa de abrir a noite com o seu número minimalista de guitarra/bateria/violino. Agradável e a acompanhar no futuro.

Micro Audio Waves - foi um concerto irregular, momento interessantes e outros aborrecidos. O Flak não estava lá. A vocalista Cláudia F tem uma boa presença em performance embora com uma comunicação nula com o público. O alinhamento foi mal escolhido... ninguém termina um concerto de electrónica como a que eles fazem com dois temas calmos... Falta-lhes um Danoninho para se elevarem do «normalzinho» e me convencerem...

Tiago Bettencourt & Mantha - confesso que este era o único concerto que queria mesmo ver na noite. Estava curioso para ver como seria este senhor a solo e como transporia ele o seu álbum para concerto em trio. Se houve momentos altos (como a «Cenário» ou a «Fome (Nesse Sempre)» com a participação do cachopo Samuel) houve um ou outro mais pobre num bocejo pseudo-experimental. Apesar de irregular, dou-lhe inequivocamente nota positiva. A comunicação com o público rompeu a aura de pretensiosismo muitas vezes associada ao senhor e a maior parte das músicas a solo resultaram bem. Fico à espera de uma próxima e de evolução.

Sam the Kid - goste-se ou não, foi o concerto da noite. Em palco tínhamos o artista propriamente dito, GQ e outro no habitual acompanhamento verbal, voz masculina e feminina para aqueles refrões mais R&B. Havia banda (e que diferença que faz!) com bateria, teclas e baixo. E havia Cruzfader... O concerto foi longo, com temas dos vários álbuns, muita comunicação com o público e um grande sentido de espectáculo e entretenimento. A resposta do público foi também muito boa - estava lá muita gente claramente só para o ver. Apesar de mentes mais formatadas poderem questionar o valor musical do concerto, ninguém poderá pôr em causa a performance. E para a memória futura da 1ª noite Ritual de 2008, é isso que fica.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Novo álbum dos "Queen"...

Sim, "Queen" está entre aspas. Não, não acho que faça sentido. Não o álbum, que até deverá ser bom dada a qualidade dos intervenientes, mas a utilização do nome quando apenas meia banda está presente. Mesmo assim, fica a notícia de um álbum "Queen" + Paul Rodgers chamado «The Cosmos Rocks» (tão Brian May!) a ser lançado dia 15 de Setembro.

Da press release transparece uma imagem de um álbum feito pelos três como um verdadeiro trio e não como os Queen sem baixista e com alguém a substituir o Freddie. Em vez disso, as músicas foram produzidas e gravadas pelos 3 senhores (o baixo foi tocado pelo May e Rodgers). Além da capa aqui ao lado conhece-se já o alinhamento e o single de avanço (vídeo de uma actuação no Al Murray Show abaixo). Mais detalhes no site oficial.

1. Cosmos Rockin’ (4:10)
2. Time To Shine (4:23)
3. Still Burnin’ (4:04)
4. Small (4:39)
5. Warboys (3:18)
6. We Believe (6:08)
7. Call Me (2:59)
8. Voodoo (4:27)
9. Some Things That Glitter (4:03)
10. C-lebrity (3:38)
11. Through The Night (4:54)
12. Say It’s Not True (4:00)
13. Surf’s Up . . . School’s Out ! (5:38)
14. small reprise (2:05)



PS: A música C-lebrity tem backing vocals do baterista dos Foo Fighters Taylor Hawkins, que já tinha também participado numa música do álbum «Another World» do Brian May.

PS2: «
The Queen Singles Box Set will be released on November 17th. More details to follow soon…»