sábado, 19 de julho de 2008

A Lei, a Escola, e a Criatividade

Apostando na variedade deste blog, trago-vos hoje um tema diferente.

Já ouviram falar nas TED talks? Todos os anos, juntam-se em conferência pessoas de três áreas diferentes (Technology, Entertainment, Design) para partilhar o seu conhecimento, em palestras com não mais que 20 minutos. Bono, Al Gore, Bill Clinton, são algumas das personalidades que já falaram nessas conferências, que podem incluir temas que vão até à política, ou simples performances de música e comédia.

As melhores, são colocadas à disposição do público no site deles. Aconselho quem tiver tempo livre a dar uma vista de olhos.

Falando agora do tema do post em si, encontrei duas palestras muito interessantes. Não são performances como os meus amigos músicos poderiam pensar. São palestras mesmo, que falam sobre a criatividade na nossa sociedade:

Na primeira, Larry Lessig (advogado) fala dos direitos de copyright e porque é que a lei está a matar a criatividade.

Na segunda, Ken Robinson (antigo professor universitário) diz porque é que acha que a escola está a matar a criatividade, sempre com o seu humor britânico presente.

Pressa no Colbert

Do programa do grande (e polémico) Stephen Colbert vem uma pérola. Sem mais comentários:

Metallica - novidades magnéticas

1º - Rumores apontam a data de lançamento para dia 22 de Setembro.

2º - Uma edição especial do álbum vai ser vendida com uma embalagem na forma de um caixão. Esta edição trará, além do álbum, um cd com demos das músicas (no St. Anger era o próprio álbum que era um cd de demos...), um DVD com making-of (mais do que o que pode já ser visto em http://missionmetallica.com), um t-shirt exclusiva, uma bandeira, palhetas, um poster, e um «collector's credit card embossed with a code to redeem a free download of a special European show happening in September».

3º - Numa iniciativa totalmente inédita vai ser possível fazer o download de todas as músicas do álbum (no dia em que o álbum for lançado) para o Guitar Hero III.

4º - Last but not least, a capa do álbum viu a luz do dia! E que bonita que a acho. O meu lado da Física apaixonou-se pelo conceito de uma caixão formado pela acção magnética na limalha de ferro e fez com que desculpasse o que até agora parecia um nome piroso. Ora vejam:

sexta-feira, 18 de julho de 2008

40 anos d'O Flautista às Portas da Alvorada

Há dias encontrei cá em casa um livro da minha infância, em inglês e profusamente ilustrado (bem bonito por sinal) intitulado «The Wind in The Willows» (um clássico da literatura infantil). Ao passear por entre as suas páginas cheguei ao sétimo capítulo intitulado «The Piper at the Gates of Dawn», o que me deu o empurrão para fazer um crítica não ao álbum mas à edição comemorativa do 40º aniversário, com que fui presenteado recentemente.

Para os que não sabem, falo do álbum de estreia dos Pink Floyd, de 1967, com a mão de Syd Barrett e um marco incontestável na história do rock ao exercer uma enorme influência no movimento psicadélico da altura e estendendo os seus tentáculos até aos dias de hoje. A temática fantástico-infantil e o experimentalismo sónico apanharam o mundo do rock desprevenido e apesar desses elementos se diluírem ao longo da carreira dos Floyd não deixam de ter sido uma daquelas bandas que pode afirmar que conseguiu empurrar as fronteiras para um pouco mais longe.

Para marcar o 40º aniversário foi lançada uma edição especial comemorativa. O exterior - da autoria do inevitável Storm Thorgerson - é bonito, numa capa dura tipo pano, bordeaux com letras douradas. O interior também, em forma de livro, com um livrete a cores com várias fotografias e as letras. Como bónus, uma reprodução de um livrete de 1965 da autoria do próprio Syd Barrett. Apesar de tudo, esperava duma edição de aniversário algo mais que as letras e fotos... talvez uma nota biográfica ou opiniões dos membros.

No que toca à música temos 3 CD's! Os primeiros dois dizem respeito ao álbum em si, remasterizados por James Guthrie (The Wall), em versão Mono e Stereo. Escusado será dizer que prefiro claramente a versão stereo. Na verdade, só ouvi a versão mono uma vez e não me parece que volte a pegar no cd muitas mais vezes quando ao lado tenho o cd com o mesmo álbum mas com todas as potencialidades do mix stereo original. [nota histórica: a versão stereo do LP foi lançada um mês depois da versão mono]

O terceiro CD é que traz as verdadeiras novidades. Começando por apresentar alguns early singles - Arnold Layne, Candy and a Currant Bun, See Emily Play, Apples and Oranges, Paintbox (que bela que é esta música!) - seguem-se as faixas "novas".

Citando a wikipedia: «Other tracks are a rare mix of "Interstellar Overdrive" - Take 2 of the original recording sessions, the pre-overdubbed abridged mix previously only available on an EP in France - and the 1967 stereo version of "Apples and Oranges". Plus an alternative "Matilda Mother" (from the first session for the album mentioned in the 33 1/3 book on Piper). (At their first EMI session in February '67, Pink Floyd recorded a 4-minute version of Matilda that had different vocals compared to the album version). Plus another alternative Interstellar Overdrive (take 6). (On 3/16/67 Pink Floyd recorded four additional takes of IO. Each was reported to be about 5 minutes long, save for one false start.)»

Conclusão: esta edição será mais compensatória para os fãs coleccionistas principalmente se já tiverem o álbum original e o álbum «The Early Singles» (que além das músicas supracitadas tem ainda pérolas como Julia Dream, entre outras). Quem tiver estes dois álbuns apenas encontrará nesta edição as 4 versões alternativas e um packaging mais atraente. Não deixa, no entanto, de ser uma bora compra e uma bela peça de colecção para quem não tiver os álbuns referidos.

Rádio Macau - problemas em palco

«A vocalista dos Rádio Macau agrediu o guitarrista da banda em palco. Xana e Flak desentenderam-se durante um concerto em Vila Nova da Barquinha, quando a vocalista modificou a letra da música «Anzol» para protestar contra o facto de Flak ter aceitado que o grande êxito da banda fizesse parte de um anuncio publicitário a uma instituição bancária. Depois de a cantora cantar: «não mordam o anzol às petrolíferas», Flak rasteirou a cantora que caiu no chão. Xana, quando se levantou, dirigiu-se ao guitarrista e «presenteou-o» com uma estalada, saindo de seguida do palco.

A cantora explicou ao jornal Correio da manhã que o desentendimento de deveu, de facto, ao anúncio publicitário com o grande êxito da banda. «Teve a ver com a autorização dada a uma instituição bancária. Por princípio, eu sou contra isso», afirmou Xana, lembrando que o conflito já está sanado. «Ele já me pediu desculpa e eu reconheço que deveria ter feito o concerto de forma profissional e já pedi também desculpa», afirmou a cantora.»

in IOL música

O vídeo dos acontecimentos:

segunda-feira, 14 de julho de 2008

8bit-mania 3

A maior taradice que vi nos últimos tempos mistura duas taradices: Músicas 8bit (Super Mario Bros.) e os nossos amigos Dream Theater (que, a propósito, já paravam de fazer álbuns de merda).

Atentem ainda para as imagens do jogo apresentado - Super Magesty Bros - cujas semelhanças com outros jogos ou com a vida real são pura coincidência.

Apresentando:

The Dark Nintendo Night

domingo, 13 de julho de 2008

A alegria da partilha

Lembram-se do tempo em que pegávamos nas cassetes do Iran Costa das nossas irmãs/tias/primas/mães e lhes metia-mos um bocadinho de fita-cola naqueles furinhos em baixo para gravarmos as nossas músicas por cima?
Bons tempos... Pegar nas melhores músicas de vários cds emprestados para ouvirmos no nosso leitor de cassetes. Passar horas a ouvir rádio até aparecer "aquela música". Arranjar as músicas aos amigos, eles a nós, enfim, partilhar.

Hoje em dia diz-se que já ninguém liga aos álbuns, que as pessoas só compram os singles digitalmente yadda yadda yadda... Adivinhem? Naquela altura também não! Aliás desde sempre, quem gostava dos álbuns comprava, quem não gostava ouvia só as músicas, tal e qual como hoje. A partilha sempre existiu! Hoje em dia mais massificada, é fácil conhecer novas músicas através da internet. Myspace, last.fm, blogs como este, enfim, milhares de opções à disposição.

Uma dessas ferramentas, a que eu vos venho aqui dar a conhecer, chama-se muxtape.
O muxtape não é mais que um site que permite aos utilizadores criarem mixtapes de não mais que doze músicas. No site principal podemos encontrar vários links aleatórios para playlists de outras pessoas, é só clicar e podemos ouvir o mp3 que cada pessoa lá colocou.

Para quem se interessa, o site está muito bem feito. Em termos informáticos, quero dizer. Não tem coisas a mais, só o essencial, um look minimalista/simplista, funciona que é um mimo. Assim dá gosto ouvir música, sem as macacadas do player do myspace, por exemplo. Imagino que mais tarde ou mais cedo as bandas vão começar a colocar lá as suas próprias playlists, se não o fazem já.

Visitem, criem as vossas playlists e comentem este post com os links. Espero que possam sentir o gosto de partilhar algo que vos é querido.

A minha playlist aqui. Aviso já, neste momento ando a ouvir muita música electrónica, mas prometo ir variando :p

quinta-feira, 10 de julho de 2008

A melhor banda metal do momento

Só para partilhar com os amigos internautas o último vídeo da melhor banda de metal da actualidade. Desculpem, mas é verdade, não há discussão possível! Não, Pedro, não são os Opeth.

Protest the Hero - Sequoia Throne


As guitarras são de ir às lágrimas, meu deus...

Desafio 2

Em resposta ao post anterior, em vez de composições falo aqui uma banda que considero completamente sobrestimada:

Esta banda é, para mim, é o flagelo dos festivais de verão: os Xutos e Pontapés. Quem vai a festivais de verão sabe que a probabilidade de ter de ouvir Xutos é muita e aumenta em proporção ao número de festivais frequentados. Se há uma vaga para uma banda portuguesa quem é que é contratado? Adivinharam.


O problema dos Xutos? Vários: Sempre as mesmas músicas, sempre o mesmo tom na voz, sempre a mesma distorção na guitarra solo, sempre a mesma concordância do público em considerá-los a melhor banda que este país pariu!

Respeito aquilo que fizeram pelo rock nacional, mas na minha humilde opinião são simplesmente sobrevalorizados.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Desafio

Venho aqui desafiar os amigos inarmónicos a nomearem a pior música/peça que conhecem.

O meu voto vai claramente para:

Variações sobre o Carnaval de Veneza, de Paganini.

Pela graça de Deus nosso Senhor, aqui fica apenas um excerto. Tende piedade. Pela vossa saúde, reparem na parte da orquestra.