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domingo, 1 de fevereiro de 2009

Mashup Infographics

Como já cá falámos do fenómeno dos mashups, aproveito para deixar um exemplo de infographics de uma música do DJ Girl Talk, directamente vindo da revista Wired de Setembro.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

A ressurreição do vinil


Longe vão os tempos em que só existia o vinil. Nesses tempos, os álbuns só podiam ter 45 minutos (uma benção, por vezes), nos belos LP's de 33 1/3 rpm com artwork de 30x30 cm. Apesar de anunciada a sua morte aquando da chegada das K7's e CD's, a verdade é que o vinil subsistiu no mundo do coleccionismo, audiófilos e DJ's.
Nos últimos anos assistiu-se a um aumento da popularidade do formato, entre as afirmações da parte dos audiófilos de que a gravação em vinil contém uma maior gama de frequências que, apesar de inaudíveis, interferem com a experiência de audição. Nem o surgimento do SuperAudio CD (SACD) fez abrandar o crescimento, com bandas a voltar a editar no formato vinil, e os antigos LP's e maxi-single a marcarem presença em qualquer loja de música, feira de antiguidades ou site de leilões.
Tal ressurreição vem ser agora comprovada com dados locais: «no primeiro semestre de 2007 foram registados quatro pedidos de discos de vinil das lojas às editoras, ao passo que, em igual período de 2008, registaram-se 2174 pedidos, um crescimento de 54.250 por cento
Também lá fora, e «segundo dados do sistema Nielsen SoundScan, que monitoriza as vendas de discos nos Estados Unidos da América e no Canadá, o formato de LP vendeu mais em 2008 do que em qualquer outro ano desde que o sistema entrou em vigor, em 1991».

sábado, 24 de janeiro de 2009

Novas do mundo do download

- Numa altura em que a Apple vai deixar o DRM, a Microsoft prepara-se para o implementar no seu MSN Mobile Music Service. A entrevista da PC Pro ao responsável da secção Mobile da Microsoft UK é surreal. Entre o facto reconhecido de se perder as músicas quando se muda de telemóvel e declarações como «There may well be people who just want to listen to the track on their mobile alone.», fico sem compreender como se pode pensar em dar passos que são verdadeiros retrocessos.

- «Um tribunal italiano decidiu absolver dois estudantes que partilharam ficheiros em redes peer to peer (P2P). O juiz justifica-se dizendo que os acusados não lucraram com o acto pirata.» Bom senso é o que se pode ver na notícia da Exame Informática.

- Uma iniciativa inédita, como noticiado pela NME, está a causar polémica. Defendem as autoridades governamentais da Ilha de Man (uma ilha britânica, para quem não conhece) a possibilidade dos seus cidadão fazerem downloads de música ilimitados e legais a troco de uma taxa anual.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A maçã continua podre

Os senhores da Apple merecem muitos elogios meus no mundo dos computadores mas no que toca ao iTunes sempre se portaram como puros homens de negócio, para o melhor e para o pior. Não sejamos ingénuos ao ponto de esperar ver valores e princípios de amor à cultura vindos de quem entrou no mundo da música do lado do vendedor.
Pois então não há bela sem senão. Depois da óptima notícia do fim da DRM eis que surge um artigo do CNET a alertar para o facto de que os ficheiros sem DRM contêm, no meio de muitos bits e bytes, o email de registo no iTunes. Deste modo, poderá ser facilmente identificado o autor da partilha desses ficheiros numa qualquer rede P2P.

in CNET via lifehacker

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Blitz rant

Não vou questionar a credibilidade jornalística do (ou da, sei lá se me refiro como revista ou jornal) Blitz mas se os senhores querem estar na internet têm que o saber fazer em condições... Gerir conteúdos multimédia é mais do que copiar o código do embedded de vídeos aleatórios do youtube e impera algum bom senso.
Vejamos o exemplo da notícia «Especialista elege 10 álbuns "criminosamente ignorados" em 2008 - oiça aqui» que me chamou à atenção. Pensei eu que era uma bela oportunidade para conhecer artistas bons e underground (ou apenas underground). Pelo menos, assim parecia prometer e o «oiça aqui» ainda mais interesse me despertou.
Lá abri e vi os nomes dos 10 artistas e respectivos álbuns e para cada um deles um vídeo do youtube. Até aqui tudo bem, toca de começar a ouvir e descobrir de tudo um pouco, desde os The Bellrays, que apesar de terem já 8 álbuns apenas têm direito a um vídeo gravado com uma handycam/telemóvel de um cover dos AC/DC, a um vídeo da Emiliana Torrini que é 1/3 do making of do álbum com ela a falar por cima da música (vá, ao menos tem a ver com o álbum). Mas o melhor de todos é mesmo o exemplar do Del The Funkee Homosapien que é nada mais nada menos do que uma música do seu primeiro álbum, de 1991! E eu que estava a estranhar alguém ainda fazer música assim...

Será preguiça? Incompetência? Falta de vergonha? Não sei, mas não há dúvida que é pouco profissional.

Novidades da maçã

As (outras) novidades do fim da exclusividade do iTunes e as lições do GarageBand não conseguem, de modo algum, competir com a notícia do fim do DRM nas músicas do iTunes!

Diz a NME:
«CEO Steve Jobs said that from today, all four major music labels—Universal Music Group, Sony BMG, Warner Music Group and EMI, along with thousands of independent labels, are offering their music in iTunes Plus, Apple’s DRM-free format with higher-quality 256 kbps AAC encoding for audio quality which is “virtually indistinguishable from the original recordings”.»
Ok, esta última frase não soa bem verdade, tal como a que na Blitz diz que a «Apple já se tinha insurgido contra os D.R.M. mas as grandes editoras continuavam a querer mantê-los como forma de ajudar as outras lojas digitais a competir com a Apple.»

O que interessa mesmo é que todas as músicas à venda vão deixar de ter a ridícula limitação de cópia, o que vai trazer também um novo modelo de preços: 69 cêntimos (maioria), 99 cêntimos, $1.29 (hits). Claro que quem já comprou músicas com DRM e quiser actualizá-las para a versão em condições terá que desembolsar apenas 30% do preço do álbum (a generosidade Apple a que já estamos habituados).

No fim de contas, são óptimas notícias, mas nada que não devesse já ser assim à partida.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Breves de Janeiro

Começamos 2009 com uma série de breves fresquinhas:

- Os Nine Inch Nails tiveram em Ghosts I-IV o álbum em formato mp3 mais vendido na Amazon.com em 2008. Foi mais um lançamento sui generis de Trent Reznor, sob a licença Creative Commons. Mais informação quanto ao modelo de lançamento do álbum aqui. Segundo o Guardian froam também disponibilizados recentemente e gratuitamente "400GB de gravações ao vivo em alta definição, convidando os fãs para editar o material em bruto".

- Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour) vai seguir a solo. Diz ele: "Tanto nos Slipknot como nos Stone Sour sinto-me algo limitado relativamente à escrita de canções e os assuntos sobre os quais posso escrever. A beleza de fazer um disco a solo é que assim posso escrever o que quiser". Queres ver que vai tentar fazer música (e) que não seja sobre adolescentes revoltados?

- A Música no Coração anunciou um festival de reggae para a Ericeira.

- A Anastacia disse que a música nunca mexeu consigo, que às vezes até a acha irritante e que prefere o silêncio a um CD. É recíproco: eu também acho a música da Anastacia irritante e prefiro o silêncio.

- A fadista Mariza vai embarcar numa ambiciosa digressão internacional de 48 concertos em 3 meses.

- A consultora Nielsen estimou um crescimento de 10% nas vendas de música na internet em 2008 e um decréscimo nas vendas em suporte físico de 14% nas lojas tradicionais e 8,6% nas lojas web.

- Mais um passo da Apple para dominar o Mundo: agora que cada vez haviam mais sites de aulas de guitarra et al. pela internet fora, diz-se que a próxima versão do GarageBand vai trazer a possibilidade de download de lições dadas por músicos de renome.

Das guitarras com botões II

«I'm so hopeful for the future of music because we've gone through a very difficult period, where it's become a lot more poppy and there's been a magic taken out of music, and I hope it's starting to come back. I think a lot of these young kids that start out with Guitar Hero and Rock Band are developing an interest in music and learning how to really play the songs.» disse Alex Lifeson na entrevista que referi na posta anterior.

Visão diferente vem no artigo de opinião que gostei de ler no Guardian. Num tom humorista, o autor parte dos dados mais sérios de que, pela primeira vez, as vendas de jogos podem ter superado as de música e DVD's em conjunto, e da popularidade dos "jogos de guitarra" para sugerir:

«Rather than making Guitar Hero guitars harder or more "realistic", surely the success of Guitar Hero means that the onus is now on the manufacturers of "real" guitars to make them easier (...)
Why are they still making guitars with "real" strings that are difficult and boring to learn how to play and really make your fingers hurt? What is the point? (...) Buttons have proven themselves to be much easier and more efficient. Plus, with the button guitar you can still use the instrument for its main purpose – pretending that it's a penis or a machine gun. (...)
We demand piece-of-piss-to-play button guitars now. And pre-programmed "hurdy gurdy" guitars that actually play both louder and faster the harder you crank the handle. (...)»

Das guitarras com botões

Desde os 60's que é o intrumento mais fixe, a cara do rock e o instrumento mais tocado por adolescentes. Sim, é a guitarra, e as próximas postas são sobre ela.

Já cá falámos várias vezes do fenómeno crescente dos jogos de guitarra, como o Guitar Hero e o Rock Band. Foi o Death Magnetic que os Metallica lançaram simultaneamente em versão audível e jogável, o Ten dos Pearl Jam, o Moving Pictures dos Rush, o jogo dedicado aos Metallica... agora é o Boss a oferecer músicas através do Guitar Hero.
Pois se um fenómeno cresce em popularidade, acompanha-o uma resma de declarações e opiniões nas internetes. Há de tudo, dos amuos do tipo dos Nickelback que diz que o jogo não presta porque não é real (vide definição de jogo, Mr. RockStar [acho que no Ermal foi mais stoner que rocker]), aos louvores eternos por parte de todos aqueles que conseguem ser, no seu mundo privado, fixes como o Slash sem terem que perder a adolescência (ou pelo menos perdendo-a a jogar e não a tocar guitarra). Mesmo assim, tenho para mim que deve ser mais fácil fazer furor no liceu como guitarrista do que como gamer. Ou então não, que os tempos até podem ser outros e os solos já não estão na moda.
Há tempos vi uma entrevista ao Alex Lifeson (guitarrista lendário dos Rush) em que ele comentava o fenómeno, dizendo que via agora fãs muito novos (~10 anos) nos concertos, conhecedores das músicas, e que isso deveria ser efeito da popularidade desses jogos, popularidade essa que os Rush têm sabido aproveitar. Ficava também em aberto uma questão que acho interessante que é se estes jogos podem trazer a guitarra de novo para a ribalta. Tudo bem que o jogo não é destinado a guitarristas - confesso que já experimentei mas cometi o erro de escolher uma música que sei de facto tocar, o que lançou duas partes do meu cérebro num combate violento pelo domínio dos dedos - mas não poderá despertar o gosto nos jogadores de passarem para o instrumento a sério? Será que com a popularidade destes jogos, que voltam a valorizar a dificuldade de execução, se poderá assistir a uma nova moda de solos? Será o próximo revivalismo o dos 70's? Será que os The Darkness e os Wolfmother vieram antes (apesar de depois) do tempo? Venham eles e tragam a boa música, mas por favor não tragam as camisas maricas.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

YouTube (é que) rejeita Warner

Quando recentemente desapareceram os vídeos da Warner do YouTube disse-se (blogs, jornais, tv) que a editora teria obrigado o site ao acto... Até aqui, tudo normal e dentro do lógico, se ainda estivéssemos num mundo em que as editoras mandam e o YouTube é visto por elas como um antro de foras-da-lei. Já não estamos (em relação à primeira premissa, pelo menos). No novo mundo, o YouTube (cof Google cof) manda e as editoras remedeiam-se (ou «adaptam-se», dizem elas) e tentam fazer dinheiro com isso. A história acaba sempre da mesma maneira: com ganância. Ou pelo menos assim noticia a Exame Informática aqui.

«Ao que tudo indica, a Warner não estava contente com o valor que recebe de cada vez que um vídeo de um artista seu é visto no YouTube e começou a exigir mais dinheiro. O YouTube, não estando disposto a pagar mais, rompeu negociações e começou a retirar os vídeos, noticia o Cnet.
O prejuízo será maior para a editora do que para o site de partilha (...)»

sábado, 20 de dezembro de 2008

Guitar Hero Metallica: o trailer

Isto é tão a next big thing da indústria musical.



PS: Já foi anunciada a edição integral do álbum «Ten» dos Pearl Jam.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

SellaBand

Nem vale a pena começar a falar das lutas das bandas com as editoras ao longo dos tempos. Peguem em todas as coisas que leram e ouviram sobre isso e façam vocês a introdução a este post.

Na busca por apoio para se lançarem, as bandas podem hoje contar com mais esta ideia: SellaBand. Qual o conceito por trás deste site? Cada banda regista um perfil com 3 músicas, fotos e informação. É-lhes atribuído um "passe" que contém 5000 partes, partes essas que podem ser compradas por utilizadores do site ao preço de $10 cada.

Quando todas as partes forem compradas (ou seja, $50.000 de investimento) a banda vai para estúdio gravar o seu álbum, com este dinheiro a servir para pagar as despesas.

O que é que os investidores ganham? Além de um CD promocional da banda em questão, ganham revenue share que varia proporcionalmente ao que foi investido, além de outras vantagens à medida que vão passando determinados limites, chegando mesmo a receber uma viagem de avião para assistir as gravações da banda caso decidam ser MESMO generosos (se comprarem 1000 partes, ou seja $10.000 investidos).

Resta dizer que já 29 bandas conseguiram completar o passe, sendo que várias já lançaram o album e estão a contribuir para o bolso dos investidores (ou, o bolso dos "believers" como lhes chama o site). Há, inclusivamente, uma banda portuguesa entre as mais felizes, que está a gravar neste momento.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Guitar Hero Metallica

Depois de lançar o álbum «Death Magnetic» inteiro para o jogo Guitar Hero, os Metallica voltam a anunciar uma parceria inédita com o jogo, revelando o crescimento de uma aliança cada vez mais lucrativa entre jogos e música.

«Yes, we know, it's the worst kept secret in rock-n-roll but we're here now to finally confirm that there will indeed be an all-Metallica Guitar Hero game released in the first half (!?) of 2009. (...) Included are 28 Metallica songs along with a few from some of our buddies like as Alice in Chains, the Foo Fighters, Slayer, Machine Head and Queen. (...)»

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Mash, Mash, Mash... Mash aqui ó Mash-ilhão

Cada década passada tem as sua música característica. O rock n roll dos 70s, o new wave, hair metal, post-punk dos 80s, o grunge e hiphop dos 90s, enfim, vocês estão a ver a cena... Qual é a música característica desta década?

Toda a gente diz que esta é a época do revivalismo e não sei quê, eu sinceramente acho que não é só isso. Nos anos 80 também houve uma explosão de filmes revivalistas dos anos 50 e isso não é razão para se dizer que nos 80s não houve cenas novas.

Acontece que nesta década a imagem de marca tem sido muito mais subtil que cabelos gigantes e camisas de flanela (que Deus as tenha)... Para mim, a marca da década é a grande explosão da produção. Muito por culpa "daquele negócio dos computadores", tem-se registado uma melhoria e uma preocupação cada vez maior com a estética dos albuns, às vezes nem é pelos processos digitais em si, mas com a pirataria e compras online cada vez há mais necessidade em produzir albuns apelativos em vez de dois singles. Longe vão os tempos dos albuns de 16 músicas em que só há duas decentes, e em que boa produção era sinónimo de quartetos de cordas em álbuns rock.

Isto tudo para chegar onde? Ao título do artigo: Mashups!! As mashups podem ser muita coisa, mas o que não são é novidade. Desde que há discos há djs, desde que há djs há misturas e o que é uma mashup senão uma mistura?

O termo mashup em si refere-se a um bicho engraçado que é mais que uma mix para passar na discoteca. Nos anos 90 tínhamos pérolas destas:

Smells Like Booty


Este é o fenómeno das mashups banda1 vs banda2. Pega-se na música de uma banda, acrescenta-se a voz de outra música e *puff* fez-se o Chocapic. Mas não estavamos a falar dos anos 90, pois não?

A internet cresceu, os meios de produção cresceram, o bicho cresceu. Mais que nunca, a música é feita também por quem a trabalha depois da captação de som. E hoje podemos contar com diversas experiências de estúdio de qualidade profissional como as que vou sugerir a seguir:

O conhecido produtor Danger Mouse, uma das caras dos Gnarls Barkley (os génios responsáveis pela melhor pior canção de sempre) e um dos grandes produtores actuais ligado a nomes como Gorillaz e Beck, criou uma das maiores referências no que toca a mashups: The Grey Album, uma mistura bombástica entre o White Album dos Beatles e o Black Album de Jay-Z.

Outro dos nomes associados a mashups é o de Eric Kleptone (não confundir com Eric Clapton :p) também conhecido como The Kleptones, autor de pérolas como Yoshimi Battles the Hip-Hop Robots onde mistura Flaming Lips com música rap ou A Night at the Hip Hopera onde apresenta os Queen a diversos artistas do hip hop. Já agora, o trabalho deste artista está disponível para download gratuíto aqui!

Outro grande nome na "cena" é o de Gregg Gillis, ou Girl Talk. Nos seus álbuns mistura diversas músicas ao mesmo tempo numa sucessão incansável. Uma batida de Radiohead a acompanhar uma melodia de Ace of Base, com a voz da Sinead O'Connor numa montanha russa de samples. As músicas não têm estrutura mas compensam o ouvinte com surpresa de nunca se saber o que vem a seguir. O seu último álbum pode ser descarregado aqui pelo mesmo método usado pelos Radiohead: o utilizador é quem decide o preço.

Deixo ainda mais um link, encontrado pelo Pedro, que ainda não tive tempo para explorar como queria e que contém diversos links de mp3 e albuns completos de mashups.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Música, Net & Blogs

O maestro d'a trompa foi-nos deixando ao longo dos últimos dias «30 dicas orientadas para um melhor aproveitamento da Internet e da blogosfera, em particular, como plataforma de comunicação e promoção de músicos e bandas». Recomenda-se a leitura ao pessoal das bandas.

Parte I | Parte II | Parte III | Parte IV | Parte V

Parte VI | Parte VII | Parte VIII | Parte IX | Parte X

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Music Mogul

«Músicos profissionais e amadores vão ganhar um novo endereço especializado: (...) um mundo virtual que permite criar espaços próprios para músicos e bandas.
Além dos tradicionais avatares personalizáveis, a Music Mogul vai permitir a distribuir jogos, músicas ou vídeos de actuações em palco ou em estúdio. O serviço básico vai ser gratuito, mas os mentores do Music Mogul prevêem cobrar taxas por ferramentas de personalização de avatares e espaços reservados pelas bandas, bem como pela prestação de serviços e elementos virtuais.
(...)
O Music Mogul vai estrear-se na Internet em versão de demonstração, na última semana de Novembro. Os responsáveis pelo projecto não adiantam quando chegará a versão definitiva.»

in Exame Informática

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

iTunes rant

Não podia ser mais acutilante o artigo de Scott Gilbertson no webmonkey.com intitulado The Top Ten Reasons iTunes Sucks.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

França aperta cerco ao P2P

Vamos ver onde isto vai parar...

«O Senado francês aprovou ontem uma lei que permite proibir o acesso à Internet a pessoas que sejam apanhadas a partilhar ilegalmente ficheiros. Os piratas vão receber cartas de aviso e, à terceira vez, o fornecedor de Internet poderá vedar o acesso. Vai também ser criado um organismo governamental para supervisionar medidas anti-pirataria. A lei foi proposta pelo presidente francês, Nicholas Sarkozy, já foi aprovada pelo Senado (297 votos a favor e 15 contra) e falta agora ser aprovada pela Assembleia, para poder ser implementada.
A União Europeia proibiu este tipo de medidas, por considerá-la violação das «liberdades civis e dos direitos humanos». Em Itália, recentemente foi aprovada uma lei que legaliza a partilha peer to peer.
Nos EUA, está a ser estudada a possibilidade de as autoridades na fronteira poderem destruir e apreender leitores de MP3 e computadores portáteis suspeitos de terem material pirateado.»

in Exame Informática

terça-feira, 4 de novembro de 2008

NIN - The Slip

Cada vez há menos dúvidas da influência mais ou menos directa do modelo de venda do «In Rainbows» no surgimento de iniciativas de disponibilização gratuita de música. Já no passado tinha havido pistas do que poderia vir a surgir, com a venda de músicas apenas em formato digital ou a oferta de singles, mas nunca uma operação como a que assistimos há já mais de um ano. O mesmo se observa na disponibilização do último álbum saído da mente de Trent Reznor, disponível para download desde Maio (aqui). Não gostei do álbum porque os ambiente dos Nine Inch Nails nunca me seduziram, mas não deixo de reparar com agrado a quantidade de formatos em que é oferecido o download. Com o avanço tecnológico caminhamos para uma oferta cada vez mais diversificada em que a compra pela internet não é necessariamente sinónimo de ficheiros com fraca qualidade (longe vão os tempos dos downloads de mp3 a 96kbp/s) ou cheios de protecções manhosas a la DRM.

O álbum está então disponível em formato MP3 (87MB, encoding LAME), FLAC lossless (259MB), FLAC high-definition 24/96 (942MB), M4A apple lossless (263MB), high definition WAVE 24/96 (1,5GB). Tudo DRM-free!

E sim, também existe versão física CD/DVD/Vinil.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Os falhanços da DRM

«Thank God for DRM. Without it, the internet would be a cesspool of illegally pirated music, movies and software. Oh, wait, the internet totally is that, because DRM is, quite possibly, the most pointless innovation of the digital age. Companies spend millions of dollars each year coming up with new ways to protect their online content just to see some fifteen year old kid figure out how to circumvent it. Repeat as needed.
But DRM isn't just an exercise in futility. When you absolutely, positively, must anger every customer you have, few weapons are better than DRM. Take these shenanigans, for example...»

Não podia deixar de referir este artigo muito interessante e num tom cómico-ridículo intitulado 5 Biggest Music DRM Debacles of All Time.