UHF
Ópera-Rock
Benfica.
Integrem isto, que eu não sou capaz.
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Reflexões. Mostrar todas as mensagens
segunda-feira, 2 de março de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Salazar com a dita dura
Depois de semanas em que levámos consistentemente com publicidade sobre "A Vida Privada de Salazar", e meia hora depois do primeiro episódio ter começado, só consigo pensar em como estou brutalmente aborrecido pela banda sonora (até porque estou mais a ouvir que a ver), que não vai além do medianozinho insuportável. Nem quero começar a imaginar as possibilidades musicais que poderiam ser utilizadas numa mini-série sobre uma personagem que gerou um contra-movimento musical de valor incalculável e que constitui um dos grandes patrimónios culturais do nosso país no século XX - se é suposto haver qualquer tipo de reinterpretação histórica da situação, porque raio é que ninguém se lembrou da música, para além das sugestões meio fascizóides da história em si?
Porque é que temos de ficar com o "pianinho meio jazzístico" para os momentos mais descontraídos e as "cordas lamechas" para os momentos românticos? De certeza que não pagariam mais por uma banda sonora bem mais coerente e interessante, que não nos fizesse sentir como se nos estivessem a passar um atestado de ignorância com estes clichés.
E devolvam-me a minha vida antes de imaginar o Salazar, com a sua vozinha de eunuco, a ter relações sexuais (a tal dita dura).
Alguém sabe quem é o responsável pela banda sonora? Pior, alguém o viu no dia 25 de Abril de 1974? Onde é que o gajo andava, heim?
Porque é que temos de ficar com o "pianinho meio jazzístico" para os momentos mais descontraídos e as "cordas lamechas" para os momentos românticos? De certeza que não pagariam mais por uma banda sonora bem mais coerente e interessante, que não nos fizesse sentir como se nos estivessem a passar um atestado de ignorância com estes clichés.
E devolvam-me a minha vida antes de imaginar o Salazar, com a sua vozinha de eunuco, a ter relações sexuais (a tal dita dura).
Alguém sabe quem é o responsável pela banda sonora? Pior, alguém o viu no dia 25 de Abril de 1974? Onde é que o gajo andava, heim?
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
O costume confirmado
Já foi confirmada a vinda dos Slipnódoas ao Alive no dia dos Metallica. Mais uma vez, o dia de Metallica tem que ser o dia do metal. Que mentalidade mais redutora esta que faz com que seja o dia do estereótipo e o dia em que os Metallica são a banda menos pesada do dia (e o dia em que mal consigo apreciar o resto dos concertos). Quem mais vem para este dia? Os Moonspell, para não dizerem que não tocam portugueses? Uma banda qualquer de metal extremo-ranhoso-da-moda? Ou uma de rock a-fugir-da-cena para contrastar (como Incubus no RiR ou Satriani no SBSR)?
E fazer a programação como antigamente, em que não chocava ninguém os Metallica fazerem uma tourné inteira com os Guns N' Roses? Não digo trazerem os meninos indie-com-borbulhas, mas cenas mais rijas tipo Velvet Revolver ou Wolfmother? (ok, ambos estão às portas da morte mas vocês perceberam a ideia)
Se for para ser metal, escolham ao menos algo assim para o progressivo ou pelo menos para o não-assustadoramente-mau, por favor. (sim, sim, é já a seguir...)
E fazer a programação como antigamente, em que não chocava ninguém os Metallica fazerem uma tourné inteira com os Guns N' Roses? Não digo trazerem os meninos indie-com-borbulhas, mas cenas mais rijas tipo Velvet Revolver ou Wolfmother? (ok, ambos estão às portas da morte mas vocês perceberam a ideia)
Se for para ser metal, escolham ao menos algo assim para o progressivo ou pelo menos para o não-assustadoramente-mau, por favor. (sim, sim, é já a seguir...)
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Manifesto Eurovisão
Em jeito de continuação do meu post anterior, mas dando um passo em frente... Eu não gosto da Eurovisão mas mesmo assim consigo ser fundamentalista e ter uma opinião. Acho que todos concordamos que um concurso de bandas europeu é algo impraticável. Assim sendo, tenho para mim que só existe uma forma de tal concurso fazer sentido: servir de mostra da cultura de cada país. Quando os franceses deixaram de acreditar que falavam a língua mundial, o inglês terminou de dominar o mundo e a Eurovisão passou a ser ganha pela Irlanda/UK. Aí, alguém teve a ideia de génio de eliminar a regra mais importante: enquanto antes apenas se podia cantar na língua do país de origem, agora qualquer um podia usar a língua que quisesse. Que é como quem diz: a partir de agora todos podem cantar em inglês, porque os malditos dos insulares têm vantagem por já falarem o idioma global de nascença. Ora se a ideia do concurso já parecia fazer pouco sentido nos anos 90, passou a fazer ainda menos, já que a a única diferença entre a participação da Macedónia e da Bélgica era o número de bailarinos (o que nos poderia levar à minha teoria sobre a razão número de bailarinos/qualidade do artista, mas isso terá que ficar para outra altura).
Voltando à questão da cultura... defendo então o regresso da obrigatoriedade de cantar na sua língua de origem. Os acéfalos acharão o argumento fascista. Os mais elucidados perceberão como isto se inclui no ideário actual da Europa, em que a uma integração económica cada vez mais profunda nesta era de globalização se deverá opôr um movimento de preservação das raízes culturais de cada povo. Não creio que estas estejam em risco - a chamada world music continua a ter grande destaque - mas nem todos os países as preservam da mesma maneira. Mas a mudança não se faz com regras, faz-se com mentalidades.
Falando do caso português, que é o que me diz respeito, não precisamos de fazer algo só porque Montenegro e a Letónia também fazem. O objectivo não deverá ser o de vencer, já que o cartel balcânico tratará disso nos próximos anos. Assim, de que interessa levar músicas de discoteca, metade em inglês e metade em português, cantadas por artistas pouco vestidas ou técnicos de cosmética? Porque não concentrarmo-nos em levar algo verdadeiramente representativo?
Entenda-se que não defendo condicionalismos ao concurso. Os pirosos podem continuar a ter o seu espaço. Isto é mais uma descrição do que seria a minha participação ideal. A do ano passado já esteve mais perto disso do que a dos anos anteriores. O que ninguém pode negar, e que tem que dar que pensar, é que a melhor classificação de sempre foi a da Lúcia Moniz, nos seus 19 anos e de cavaquinho ao peito. A música, com sonoridades a piscar o olho ao tradicional, conta com o acompanhamento dos bombos e uma letra bem portuguesa. Em 1996 foi o 6º lugar. Agora, pelo menos, seria música com qualidade e sentido.
Voltando à questão da cultura... defendo então o regresso da obrigatoriedade de cantar na sua língua de origem. Os acéfalos acharão o argumento fascista. Os mais elucidados perceberão como isto se inclui no ideário actual da Europa, em que a uma integração económica cada vez mais profunda nesta era de globalização se deverá opôr um movimento de preservação das raízes culturais de cada povo. Não creio que estas estejam em risco - a chamada world music continua a ter grande destaque - mas nem todos os países as preservam da mesma maneira. Mas a mudança não se faz com regras, faz-se com mentalidades.
Falando do caso português, que é o que me diz respeito, não precisamos de fazer algo só porque Montenegro e a Letónia também fazem. O objectivo não deverá ser o de vencer, já que o cartel balcânico tratará disso nos próximos anos. Assim, de que interessa levar músicas de discoteca, metade em inglês e metade em português, cantadas por artistas pouco vestidas ou técnicos de cosmética? Porque não concentrarmo-nos em levar algo verdadeiramente representativo?
Entenda-se que não defendo condicionalismos ao concurso. Os pirosos podem continuar a ter o seu espaço. Isto é mais uma descrição do que seria a minha participação ideal. A do ano passado já esteve mais perto disso do que a dos anos anteriores. O que ninguém pode negar, e que tem que dar que pensar, é que a melhor classificação de sempre foi a da Lúcia Moniz, nos seus 19 anos e de cavaquinho ao peito. A música, com sonoridades a piscar o olho ao tradicional, conta com o acompanhamento dos bombos e uma letra bem portuguesa. Em 1996 foi o 6º lugar. Agora, pelo menos, seria música com qualidade e sentido.
Há tantas bandas folk por aí a reivindicar a reinvenção das tradições mas a queixarem-se de falta de divulgação... eu gostava de as ver no Festival RTP da Canção. Quem diz folk, diz fadistas e derivados. Algo marcadamente português. Quem sabe corria bem e o público gostava. Podiam não ganhar mas abriam portas a outros. E podiam até ganhar e ir à Europa. E podiam, como a Lúcia Moniz, mostrar que as particularidades ganham sempre à clonagem. Se não em votos, em honra.
Para terminar, fica o vídeo da 2ª melhor prestação lusa de sempre. Porquê? Porque é fixe! :)
Para terminar, fica o vídeo da 2ª melhor prestação lusa de sempre. Porquê? Porque é fixe! :)
Temas:
Fado,
Folk,
Portuguesa,
Reflexões,
Vídeos
Festival da Canção
Houve um tempo em que o Festival da Canção era o maior acontecimento musical nacional. Um tempo em que o canal público de televisão tinha orquestra e o povo oprimido respirava e suspirava com as músicas e letras que todos os anos representavam Portugal no Festival da Eurovisão.
Depois veio a descredibilização e o desgaste do formato, com o mau gosto das músicas e as cantorias em inglês. De vez em quando lá vinha uma inovação qualquer para tentar relançar o festival. Nos últimos anos, não havia concorrentes mas convidados: a organização convidava os produtores do costume para comporem uma canção e arranjarem um macaquinho para a cantar. Houve anos que correu bem, outros mal (em termos musicais, não de classificação).
Este ano recebi com agrado a notícia de que as candidaturas voltariam a ser abertas. Qualquer um podia fazer a sua musiquinha e candidatar-se. A RTP recebeu 393 maquetes, lá escolheu os finalistas. Há votação na internet e haverá depois o espectáculo com a antiga votação por distrito.
Ainda tive esperança de lá ver alguma banda mas parece-me que é só artistas a solo/duo. Eu não sou fã da Eurovisão mas até gostava que levássemos algo em condições. Podiam ir os Deolinda, que estão aí na berra e gostam de se afirmar como tugas. E o faduncho até está na moda. Vai-se a ver e o ano em que tivemos melhor classificação não foi quando levámos passos de dança e ritmos de discoteca mas a cândida Lúcia Moniz de cavaquinho na mão. Mas as bandas têm vergonha de ir. Longe vão os tempos do José Cid, dos Da Vinci, ou lá fora dos Abba e dos Nightwish (ok, este não foram, mas só porque ficaram em 2º lá na terra deles)
Assim, na frente segue a Luciana Abreu, mas não sem polémica, já que nos últimos dias foram desaparecendo milhares de votos. Porquê? Porque o Sapo lá fez as suas vistorias de rotina e descobriu votos fraudulentos (coisa nunca vista na internet) por emails criados só para votar e outras trafulhices que tal.
Depois veio a descredibilização e o desgaste do formato, com o mau gosto das músicas e as cantorias em inglês. De vez em quando lá vinha uma inovação qualquer para tentar relançar o festival. Nos últimos anos, não havia concorrentes mas convidados: a organização convidava os produtores do costume para comporem uma canção e arranjarem um macaquinho para a cantar. Houve anos que correu bem, outros mal (em termos musicais, não de classificação).
Este ano recebi com agrado a notícia de que as candidaturas voltariam a ser abertas. Qualquer um podia fazer a sua musiquinha e candidatar-se. A RTP recebeu 393 maquetes, lá escolheu os finalistas. Há votação na internet e haverá depois o espectáculo com a antiga votação por distrito.
Ainda tive esperança de lá ver alguma banda mas parece-me que é só artistas a solo/duo. Eu não sou fã da Eurovisão mas até gostava que levássemos algo em condições. Podiam ir os Deolinda, que estão aí na berra e gostam de se afirmar como tugas. E o faduncho até está na moda. Vai-se a ver e o ano em que tivemos melhor classificação não foi quando levámos passos de dança e ritmos de discoteca mas a cândida Lúcia Moniz de cavaquinho na mão. Mas as bandas têm vergonha de ir. Longe vão os tempos do José Cid, dos Da Vinci, ou lá fora dos Abba e dos Nightwish (ok, este não foram, mas só porque ficaram em 2º lá na terra deles)
Assim, na frente segue a Luciana Abreu, mas não sem polémica, já que nos últimos dias foram desaparecendo milhares de votos. Porquê? Porque o Sapo lá fez as suas vistorias de rotina e descobriu votos fraudulentos (coisa nunca vista na internet) por emails criados só para votar e outras trafulhices que tal.
Temas:
Notícias,
Portuguesa,
Reflexões
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
Blitz rant
Não vou questionar a credibilidade jornalística do (ou da, sei lá se me refiro como revista ou jornal) Blitz mas se os senhores querem estar na internet têm que o saber fazer em condições... Gerir conteúdos multimédia é mais do que copiar o código do embedded de vídeos aleatórios do youtube e impera algum bom senso.
Vejamos o exemplo da notícia «Especialista elege 10 álbuns "criminosamente ignorados" em 2008 - oiça aqui» que me chamou à atenção. Pensei eu que era uma bela oportunidade para conhecer artistas bons e underground (ou apenas underground). Pelo menos, assim parecia prometer e o «oiça aqui» ainda mais interesse me despertou.
Lá abri e vi os nomes dos 10 artistas e respectivos álbuns e para cada um deles um vídeo do youtube. Até aqui tudo bem, toca de começar a ouvir e descobrir de tudo um pouco, desde os The Bellrays, que apesar de terem já 8 álbuns apenas têm direito a um vídeo gravado com uma handycam/telemóvel de um cover dos AC/DC, a um vídeo da Emiliana Torrini que é 1/3 do making of do álbum com ela a falar por cima da música (vá, ao menos tem a ver com o álbum). Mas o melhor de todos é mesmo o exemplar do Del The Funkee Homosapien que é nada mais nada menos do que uma música do seu primeiro álbum, de 1991! E eu que estava a estranhar alguém ainda fazer música assim...
Será preguiça? Incompetência? Falta de vergonha? Não sei, mas não há dúvida que é pouco profissional.
Vejamos o exemplo da notícia «Especialista elege 10 álbuns "criminosamente ignorados" em 2008 - oiça aqui» que me chamou à atenção. Pensei eu que era uma bela oportunidade para conhecer artistas bons e underground (ou apenas underground). Pelo menos, assim parecia prometer e o «oiça aqui» ainda mais interesse me despertou.
Lá abri e vi os nomes dos 10 artistas e respectivos álbuns e para cada um deles um vídeo do youtube. Até aqui tudo bem, toca de começar a ouvir e descobrir de tudo um pouco, desde os The Bellrays, que apesar de terem já 8 álbuns apenas têm direito a um vídeo gravado com uma handycam/telemóvel de um cover dos AC/DC, a um vídeo da Emiliana Torrini que é 1/3 do making of do álbum com ela a falar por cima da música (vá, ao menos tem a ver com o álbum). Mas o melhor de todos é mesmo o exemplar do Del The Funkee Homosapien que é nada mais nada menos do que uma música do seu primeiro álbum, de 1991! E eu que estava a estranhar alguém ainda fazer música assim...
Será preguiça? Incompetência? Falta de vergonha? Não sei, mas não há dúvida que é pouco profissional.
Temas:
Reflexões,
Tecnologia
A Ópera e o Porto
O Governo corta o subsídio de 250 mil euros para a produção de Ópera no Porto, que há 10 anos se traduzia nas noites do Coliseu. O Coliseu e os vereadores da Câmara escandalizam-se. O Ministro diz, como quem inteligente, que a produção de ópera ganha em ser centralizada na Casa da Música que já recebe dinheiro para nos dar cultura. A Casa da Música não tem condições para receber um espectáculo de ópera porque não tem fosse de orquestra (uma questão já muito discutida na altura da construção). O Ministro quer que a Casa da Música vá fazer os espectáculos ao Coliseu. O Ministro diz, como quem pouco inteligente, que o Coliseu deverá ser mais utilizado do que é. Pouco inteligente porque os exaltadores mudam as palavras para "o Coliseu faz pouca coisa" e aqui d'el rei que não fazemos assim tão pouca. Era envolver o La Féria e tínhamos uma nova rivolição.
Discutir o modelo de financiamento e produção de ópera no Porto é que não, que isso são assuntos aborrecidos. Vamos antes passar os próximos dias em estilo folhetim para depois acabar tudo sem ninguém saber bem como. E vamos ter esperança de que a vontade governamental faça com que as duas maiores salas portuenses estabeleçam parcerias em que uma deixa de ter a autonomia que sempre teve e a outra passa a ter que organizar espectáculos de ópera sem receber mais dinheiro por isso e sem se saber se quer mesmo.
notícias:
declarações do ministro
declarações do coliseu
declarações dos políticos
afinal falta é dinheiro
Discutir o modelo de financiamento e produção de ópera no Porto é que não, que isso são assuntos aborrecidos. Vamos antes passar os próximos dias em estilo folhetim para depois acabar tudo sem ninguém saber bem como. E vamos ter esperança de que a vontade governamental faça com que as duas maiores salas portuenses estabeleçam parcerias em que uma deixa de ter a autonomia que sempre teve e a outra passa a ter que organizar espectáculos de ópera sem receber mais dinheiro por isso e sem se saber se quer mesmo.
notícias:
declarações do ministro
declarações do coliseu
declarações dos políticos
afinal falta é dinheiro
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Das guitarras com botões II
«I'm so hopeful for the future of music because we've gone through a very difficult period, where it's become a lot more poppy and there's been a magic taken out of music, and I hope it's starting to come back. I think a lot of these young kids that start out with Guitar Hero and Rock Band are developing an interest in music and learning how to really play the songs.» disse Alex Lifeson na entrevista que referi na posta anterior.
Visão diferente vem no artigo de opinião que gostei de ler no Guardian. Num tom humorista, o autor parte dos dados mais sérios de que, pela primeira vez, as vendas de jogos podem ter superado as de música e DVD's em conjunto, e da popularidade dos "jogos de guitarra" para sugerir:
«Rather than making Guitar Hero guitars harder or more "realistic", surely the success of Guitar Hero means that the onus is now on the manufacturers of "real" guitars to make them easier (...)
Why are they still making guitars with "real" strings that are difficult and boring to learn how to play and really make your fingers hurt? What is the point? (...) Buttons have proven themselves to be much easier and more efficient. Plus, with the button guitar you can still use the instrument for its main purpose – pretending that it's a penis or a machine gun. (...)
We demand piece-of-piss-to-play button guitars now. And pre-programmed "hurdy gurdy" guitars that actually play both louder and faster the harder you crank the handle. (...)»
Visão diferente vem no artigo de opinião que gostei de ler no Guardian. Num tom humorista, o autor parte dos dados mais sérios de que, pela primeira vez, as vendas de jogos podem ter superado as de música e DVD's em conjunto, e da popularidade dos "jogos de guitarra" para sugerir:
«Rather than making Guitar Hero guitars harder or more "realistic", surely the success of Guitar Hero means that the onus is now on the manufacturers of "real" guitars to make them easier (...)
Why are they still making guitars with "real" strings that are difficult and boring to learn how to play and really make your fingers hurt? What is the point? (...) Buttons have proven themselves to be much easier and more efficient. Plus, with the button guitar you can still use the instrument for its main purpose – pretending that it's a penis or a machine gun. (...)
We demand piece-of-piss-to-play button guitars now. And pre-programmed "hurdy gurdy" guitars that actually play both louder and faster the harder you crank the handle. (...)»
Temas:
Entrevistas,
Geek,
Guitarra,
Humor,
Reflexões,
Tecnologia
Das guitarras com botões
Desde os 60's que é o intrumento mais fixe, a cara do rock e o instrumento mais tocado por adolescentes. Sim, é a guitarra, e as próximas postas são sobre ela.
Já cá falámos várias vezes do fenómeno crescente dos jogos de guitarra, como o Guitar Hero e o Rock Band. Foi o Death Magnetic que os Metallica lançaram simultaneamente em versão audível e jogável, o Ten dos Pearl Jam, o Moving Pictures dos Rush, o jogo dedicado aos Metallica... agora é o Boss a oferecer músicas através do Guitar Hero.
Pois se um fenómeno cresce em popularidade, acompanha-o uma resma de declarações e opiniões nas internetes. Há de tudo, dos amuos do tipo dos Nickelback que diz que o jogo não presta porque não é real (vide definição de jogo, Mr. RockStar [acho que no Ermal foi mais stoner que rocker]), aos louvores eternos por parte de todos aqueles que conseguem ser, no seu mundo privado, fixes como o Slash sem terem que perder a adolescência (ou pelo menos perdendo-a a jogar e não a tocar guitarra). Mesmo assim, tenho para mim que deve ser mais fácil fazer furor no liceu como guitarrista do que como gamer. Ou então não, que os tempos até podem ser outros e os solos já não estão na moda.
Há tempos vi uma entrevista ao Alex Lifeson (guitarrista lendário dos Rush) em que ele comentava o fenómeno, dizendo que via agora fãs muito novos (~10 anos) nos concertos, conhecedores das músicas, e que isso deveria ser efeito da popularidade desses jogos, popularidade essa que os Rush têm sabido aproveitar. Ficava também em aberto uma questão que acho interessante que é se estes jogos podem trazer a guitarra de novo para a ribalta. Tudo bem que o jogo não é destinado a guitarristas - confesso que já experimentei mas cometi o erro de escolher uma música que sei de facto tocar, o que lançou duas partes do meu cérebro num combate violento pelo domínio dos dedos - mas não poderá despertar o gosto nos jogadores de passarem para o instrumento a sério? Será que com a popularidade destes jogos, que voltam a valorizar a dificuldade de execução, se poderá assistir a uma nova moda de solos? Será o próximo revivalismo o dos 70's? Será que os The Darkness e os Wolfmother vieram antes (apesar de depois) do tempo? Venham eles e tragam a boa música, mas por favor não tragam as camisas maricas.
Já cá falámos várias vezes do fenómeno crescente dos jogos de guitarra, como o Guitar Hero e o Rock Band. Foi o Death Magnetic que os Metallica lançaram simultaneamente em versão audível e jogável, o Ten dos Pearl Jam, o Moving Pictures dos Rush, o jogo dedicado aos Metallica... agora é o Boss a oferecer músicas através do Guitar Hero.
Pois se um fenómeno cresce em popularidade, acompanha-o uma resma de declarações e opiniões nas internetes. Há de tudo, dos amuos do tipo dos Nickelback que diz que o jogo não presta porque não é real (vide definição de jogo, Mr. RockStar [acho que no Ermal foi mais stoner que rocker]), aos louvores eternos por parte de todos aqueles que conseguem ser, no seu mundo privado, fixes como o Slash sem terem que perder a adolescência (ou pelo menos perdendo-a a jogar e não a tocar guitarra). Mesmo assim, tenho para mim que deve ser mais fácil fazer furor no liceu como guitarrista do que como gamer. Ou então não, que os tempos até podem ser outros e os solos já não estão na moda.
Há tempos vi uma entrevista ao Alex Lifeson (guitarrista lendário dos Rush) em que ele comentava o fenómeno, dizendo que via agora fãs muito novos (~10 anos) nos concertos, conhecedores das músicas, e que isso deveria ser efeito da popularidade desses jogos, popularidade essa que os Rush têm sabido aproveitar. Ficava também em aberto uma questão que acho interessante que é se estes jogos podem trazer a guitarra de novo para a ribalta. Tudo bem que o jogo não é destinado a guitarristas - confesso que já experimentei mas cometi o erro de escolher uma música que sei de facto tocar, o que lançou duas partes do meu cérebro num combate violento pelo domínio dos dedos - mas não poderá despertar o gosto nos jogadores de passarem para o instrumento a sério? Será que com a popularidade destes jogos, que voltam a valorizar a dificuldade de execução, se poderá assistir a uma nova moda de solos? Será o próximo revivalismo o dos 70's? Será que os The Darkness e os Wolfmother vieram antes (apesar de depois) do tempo? Venham eles e tragam a boa música, mas por favor não tragam as camisas maricas.
Temas:
Entrevistas,
Geek,
Guitarra,
Reflexões,
Tecnologia
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
YouTube (é que) rejeita Warner
Quando recentemente desapareceram os vídeos da Warner do YouTube disse-se (blogs, jornais, tv) que a editora teria obrigado o site ao acto... Até aqui, tudo normal e dentro do lógico, se ainda estivéssemos num mundo em que as editoras mandam e o YouTube é visto por elas como um antro de foras-da-lei. Já não estamos (em relação à primeira premissa, pelo menos). No novo mundo, o YouTube (cof Google cof) manda e as editoras remedeiam-se (ou «adaptam-se», dizem elas) e tentam fazer dinheiro com isso. A história acaba sempre da mesma maneira: com ganância. Ou pelo menos assim noticia a Exame Informática aqui.
«Ao que tudo indica, a Warner não estava contente com o valor que recebe de cada vez que um vídeo de um artista seu é visto no YouTube e começou a exigir mais dinheiro. O YouTube, não estando disposto a pagar mais, rompeu negociações e começou a retirar os vídeos, noticia o Cnet.
O prejuízo será maior para a editora do que para o site de partilha (...)»
«Ao que tudo indica, a Warner não estava contente com o valor que recebe de cada vez que um vídeo de um artista seu é visto no YouTube e começou a exigir mais dinheiro. O YouTube, não estando disposto a pagar mais, rompeu negociações e começou a retirar os vídeos, noticia o Cnet.
O prejuízo será maior para a editora do que para o site de partilha (...)»
Temas:
Editoras,
Notícias,
Reflexões,
Tecnologia
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Mash, Mash, Mash... Mash aqui ó Mash-ilhão
Cada década passada tem as sua música característica. O rock n roll dos 70s, o new wave, hair metal, post-punk dos 80s, o grunge e hiphop dos 90s, enfim, vocês estão a ver a cena... Qual é a música característica desta década?
Toda a gente diz que esta é a época do revivalismo e não sei quê, eu sinceramente acho que não é só isso. Nos anos 80 também houve uma explosão de filmes revivalistas dos anos 50 e isso não é razão para se dizer que nos 80s não houve cenas novas.
Acontece que nesta década a imagem de marca tem sido muito mais subtil que cabelos gigantes e camisas de flanela (que Deus as tenha)... Para mim, a marca da década é a grande explosão da produção. Muito por culpa "daquele negócio dos computadores", tem-se registado uma melhoria e uma preocupação cada vez maior com a estética dos albuns, às vezes nem é pelos processos digitais em si, mas com a pirataria e compras online cada vez há mais necessidade em produzir albuns apelativos em vez de dois singles. Longe vão os tempos dos albuns de 16 músicas em que só há duas decentes, e em que boa produção era sinónimo de quartetos de cordas em álbuns rock.
Isto tudo para chegar onde? Ao título do artigo: Mashups!! As mashups podem ser muita coisa, mas o que não são é novidade. Desde que há discos há djs, desde que há djs há misturas e o que é uma mashup senão uma mistura?
O termo mashup em si refere-se a um bicho engraçado que é mais que uma mix para passar na discoteca. Nos anos 90 tínhamos pérolas destas:
Smells Like Booty
Este é o fenómeno das mashups banda1 vs banda2. Pega-se na música de uma banda, acrescenta-se a voz de outra música e *puff* fez-se o Chocapic. Mas não estavamos a falar dos anos 90, pois não?
A internet cresceu, os meios de produção cresceram, o bicho cresceu. Mais que nunca, a música é feita também por quem a trabalha depois da captação de som. E hoje podemos contar com diversas experiências de estúdio de qualidade profissional como as que vou sugerir a seguir:
O conhecido produtor Danger Mouse, uma das caras dos Gnarls Barkley (os génios responsáveis pela melhor pior canção de sempre) e um dos grandes produtores actuais ligado a nomes como Gorillaz e Beck, criou uma das maiores referências no que toca a mashups: The Grey Album, uma mistura bombástica entre o White Album dos Beatles e o Black Album de Jay-Z.
Outro dos nomes associados a mashups é o de Eric Kleptone (não confundir com Eric Clapton :p) também conhecido como The Kleptones, autor de pérolas como Yoshimi Battles the Hip-Hop Robots onde mistura Flaming Lips com música rap ou A Night at the Hip Hopera onde apresenta os Queen a diversos artistas do hip hop. Já agora, o trabalho deste artista está disponível para download gratuíto aqui!
Outro grande nome na "cena" é o de Gregg Gillis, ou Girl Talk. Nos seus álbuns mistura diversas músicas ao mesmo tempo numa sucessão incansável. Uma batida de Radiohead a acompanhar uma melodia de Ace of Base, com a voz da Sinead O'Connor numa montanha russa de samples. As músicas não têm estrutura mas compensam o ouvinte com surpresa de nunca se saber o que vem a seguir. O seu último álbum pode ser descarregado aqui pelo mesmo método usado pelos Radiohead: o utilizador é quem decide o preço.
Deixo ainda mais um link, encontrado pelo Pedro, que ainda não tive tempo para explorar como queria e que contém diversos links de mp3 e albuns completos de mashups.
Toda a gente diz que esta é a época do revivalismo e não sei quê, eu sinceramente acho que não é só isso. Nos anos 80 também houve uma explosão de filmes revivalistas dos anos 50 e isso não é razão para se dizer que nos 80s não houve cenas novas.
Acontece que nesta década a imagem de marca tem sido muito mais subtil que cabelos gigantes e camisas de flanela (que Deus as tenha)... Para mim, a marca da década é a grande explosão da produção. Muito por culpa "daquele negócio dos computadores", tem-se registado uma melhoria e uma preocupação cada vez maior com a estética dos albuns, às vezes nem é pelos processos digitais em si, mas com a pirataria e compras online cada vez há mais necessidade em produzir albuns apelativos em vez de dois singles. Longe vão os tempos dos albuns de 16 músicas em que só há duas decentes, e em que boa produção era sinónimo de quartetos de cordas em álbuns rock.
Isto tudo para chegar onde? Ao título do artigo: Mashups!! As mashups podem ser muita coisa, mas o que não são é novidade. Desde que há discos há djs, desde que há djs há misturas e o que é uma mashup senão uma mistura?
O termo mashup em si refere-se a um bicho engraçado que é mais que uma mix para passar na discoteca. Nos anos 90 tínhamos pérolas destas:
Smells Like Booty
Este é o fenómeno das mashups banda1 vs banda2. Pega-se na música de uma banda, acrescenta-se a voz de outra música e *puff* fez-se o Chocapic. Mas não estavamos a falar dos anos 90, pois não?
A internet cresceu, os meios de produção cresceram, o bicho cresceu. Mais que nunca, a música é feita também por quem a trabalha depois da captação de som. E hoje podemos contar com diversas experiências de estúdio de qualidade profissional como as que vou sugerir a seguir:
O conhecido produtor Danger Mouse, uma das caras dos Gnarls Barkley (os génios responsáveis pela melhor pior canção de sempre) e um dos grandes produtores actuais ligado a nomes como Gorillaz e Beck, criou uma das maiores referências no que toca a mashups: The Grey Album, uma mistura bombástica entre o White Album dos Beatles e o Black Album de Jay-Z.
Outro dos nomes associados a mashups é o de Eric Kleptone (não confundir com Eric Clapton :p) também conhecido como The Kleptones, autor de pérolas como Yoshimi Battles the Hip-Hop Robots onde mistura Flaming Lips com música rap ou A Night at the Hip Hopera onde apresenta os Queen a diversos artistas do hip hop. Já agora, o trabalho deste artista está disponível para download gratuíto aqui!
Outro grande nome na "cena" é o de Gregg Gillis, ou Girl Talk. Nos seus álbuns mistura diversas músicas ao mesmo tempo numa sucessão incansável. Uma batida de Radiohead a acompanhar uma melodia de Ace of Base, com a voz da Sinead O'Connor numa montanha russa de samples. As músicas não têm estrutura mas compensam o ouvinte com surpresa de nunca se saber o que vem a seguir. O seu último álbum pode ser descarregado aqui pelo mesmo método usado pelos Radiohead: o utilizador é quem decide o preço.
Deixo ainda mais um link, encontrado pelo Pedro, que ainda não tive tempo para explorar como queria e que contém diversos links de mp3 e albuns completos de mashups.
Temas:
Albuns,
Downloads,
Electrónica,
Geek,
HipHop,
Pop,
Reflexões,
Tecnologia
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Qual a utilidade da Wikipetia versão pt?
Qualquer pessoa sabe para que serve a wikipedia: obtenção rápida e imediata de informações fúteis e sem utilidade sobre música/bandas, filmes, séries, enfim, cultura popular de uma forma geral, logo, à primeira vista, o título é um bocado parvo.
Claro que isso é na versão inglesa; na versão pt.wikipedia, o caso pia mais fino; aparentemente, há um esquilo maluco encarregue de tratar de todas as páginas das bandas.
Vejamos um par de casos:
The Gift - O caso destes gajos é engraçado. Curiosamente, aquilo que aparece na biografia oficial do site da banda, é o mesmo texto da sua página na wikipedia. A sério, até o erro tipográfico que atribui as vozes da banda a uma mulher está lá copiado. E nem um agradecimento se vê ao pobre do esquilo trabalhador... Por outro lado também não aparece referido em lado nenhum a altura em que ganharam o prémio MTV e o vocalista agradeceu "Porra, já era hora, estava a ver que não. Até parece que não somos a melhor banda do mundo mundial. Ainda vou ter de me levantar para ir aí buscar, ou vão fazer finalmente uma estátua em nossa honra?"
Pedro Abrunhosa - Outro cuja página consiste numa biografia extensa, na qual se inclui qualquer coisa do estilo (citando de cor) "inventou a música, que depois exportou para os estados unidos, onde fundou um movimento chamado JAZZ", "aceita a participação de Maceo Parker no seu disco de estreia, só por pura caridade e generosidade", ou "ensinou o Mourinho a treinar futebol".
Agora a sério, nessa página diz esta pérola:
"Claramente um rosto de um intelecto superior, a sua capacidade de captação do mundo, tornam-no num criativo que vive o seu génio dependente do que ama, como a cidade do Porto. Canções como o Barco para a Afurada, retornam uma nostalgia única revelando a sua imensa vertente poética. Alvo de um sucesso esmagador de um pais algo parado no tempo nos anos 90, hoje é um prisioneiro do que vende e do seu génio, criando e compondo até hoje."
Esqueceram-se só de adicionar que ele sofre de um síndorme de excesso de modéstia, comparável apenas com o vocalista de coldplay.
Há ainda a vertente concorrente que consiste em poupar palavras e ceder apenas as informações básicas, como é caso a página dos Cool Hipnoise, que diz qualquer coisa como:
"Os cool hipnoise são uma banda. Fim."
Urge fazer algo pela pt.wikipedia. Esquilos de todo o mundo, uni-vos!
Claro que isso é na versão inglesa; na versão pt.wikipedia, o caso pia mais fino; aparentemente, há um esquilo maluco encarregue de tratar de todas as páginas das bandas.
Vejamos um par de casos:
The Gift - O caso destes gajos é engraçado. Curiosamente, aquilo que aparece na biografia oficial do site da banda, é o mesmo texto da sua página na wikipedia. A sério, até o erro tipográfico que atribui as vozes da banda a uma mulher está lá copiado. E nem um agradecimento se vê ao pobre do esquilo trabalhador... Por outro lado também não aparece referido em lado nenhum a altura em que ganharam o prémio MTV e o vocalista agradeceu "Porra, já era hora, estava a ver que não. Até parece que não somos a melhor banda do mundo mundial. Ainda vou ter de me levantar para ir aí buscar, ou vão fazer finalmente uma estátua em nossa honra?"
Pedro Abrunhosa - Outro cuja página consiste numa biografia extensa, na qual se inclui qualquer coisa do estilo (citando de cor) "inventou a música, que depois exportou para os estados unidos, onde fundou um movimento chamado JAZZ", "aceita a participação de Maceo Parker no seu disco de estreia, só por pura caridade e generosidade", ou "ensinou o Mourinho a treinar futebol".
Agora a sério, nessa página diz esta pérola:
"Claramente um rosto de um intelecto superior, a sua capacidade de captação do mundo, tornam-no num criativo que vive o seu génio dependente do que ama, como a cidade do Porto. Canções como o Barco para a Afurada, retornam uma nostalgia única revelando a sua imensa vertente poética. Alvo de um sucesso esmagador de um pais algo parado no tempo nos anos 90, hoje é um prisioneiro do que vende e do seu génio, criando e compondo até hoje."
Esqueceram-se só de adicionar que ele sofre de um síndorme de excesso de modéstia, comparável apenas com o vocalista de coldplay.
Há ainda a vertente concorrente que consiste em poupar palavras e ceder apenas as informações básicas, como é caso a página dos Cool Hipnoise, que diz qualquer coisa como:
"Os cool hipnoise são uma banda. Fim."
Urge fazer algo pela pt.wikipedia. Esquilos de todo o mundo, uni-vos!
Temas:
Reflexões
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Música, Net & Blogs
O maestro d'a trompa foi-nos deixando ao longo dos últimos dias «30 dicas orientadas para um melhor aproveitamento da Internet e da blogosfera, em particular, como plataforma de comunicação e promoção de músicos e bandas». Recomenda-se a leitura ao pessoal das bandas.
Parte I | Parte II | Parte III | Parte IV | Parte V
Parte VI | Parte VII | Parte VIII | Parte IX | Parte X
Temas:
Reflexões,
Tecnologia
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Aquilo que eu mais gosto na candonga?
Quando os bilhetes não esgotam. É vê-los cá fora desesperados, a tentar despachar bilhetes a torto e a direito e a tentar atenuar o prejuízo.
Temas:
Reflexões
sábado, 8 de novembro de 2008
Zeppelin without Plant?
1. Don't get anyone who sounds like Plant.
2. Don't call it Led Zeppelin.
3. Don't fast-track it.
4. If this tour does happen, focus on the new album, not Zeppelin material.
5. Keep tickets under $50.
Gostei de ler a crónica de Todd Martens no Los Angeles Times intitulada Zeppelin without Plant? Five ways to avert a disaster.
2. Don't call it Led Zeppelin.
3. Don't fast-track it.
4. If this tour does happen, focus on the new album, not Zeppelin material.
5. Keep tickets under $50.
Gostei de ler a crónica de Todd Martens no Los Angeles Times intitulada Zeppelin without Plant? Five ways to avert a disaster.
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Metafonia: o valor da marca
Se há coisa que admiro nos Led Zeppelin é o seu fim. Os Led Zeppelin são o Page, o Plant, o Jones e o Bonham, e sem o Bonham não há Zeppelin. Foi qualquer coisa assim que os senhores disseram e pensaram quando o seu baterista de sempre morreu tragicamente. Para mim sempre foi um acto de coerência e que raras vezes vi noutras bandas. Inclusive se agora se tornar verdade o boato de que Page e Jones avançam sem Plant para uma tour, ficarei desiludido. Serão como o May e Taylor a envergonhar a chancela Queen no último álbum que saiu... Ou como os Nightwish trocarem de vocalista e passarem a soar ao vivo como uma banda de covers, já que o instrumental é facilmente imitável (dado o carácter electrónico dos instrumentos) - a voz da Tarja sempre foi o elemento distintivo da banda. Mas o valor da marca sobrepõem-se quase sempre aos subjectivos valores artísticos.
Mas esta posta não é sobre os gigantes britânicos (e anões finlandeses), mas sim sobre os Madredeus. Por muito que goste da obra do Pedro Ayres de Magalhães, e mesmo sabendo do seu papel como mentor do projecto, não posso deixar de ficar incomodado com as notícias do novo álbum, editado hoje.
Depois da saída de Teresa Salgueiro, José Peixoto e Fernando Júdice, e ficando apenas Pedro Ayres de Magalhães e Carlos Maria Trindade, foram recrutadas duas vocalistas: Mariana Abrunheiro e Rita Damásio. Como não chegava para fazer a "nova música" dos Madredeus, junta-se a «Banda Cósmica» (menos...) composta por: Ana Isabel Dias (harpa), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica), Gustavo Roriz (guitarra baixo), Ruca Rebordão (percussão), Babi Bergamini (bateria), Jorge Varrecoso (violino) e Sofia Vitória, Cristina Loureiro e Marisa Fortes (coros).
Não consigo deixar de ver esta continuação como uma valorização do nome da banda como marca em detrimento da vertente de carreira artística, que é algo mais que um nome e umas rodelas de plástico. Mas isso é o meu lirismo a falar. Decerto que o senhor lá terá os direitos ao nome e poderá reivindicar o projecto como seu filho - o seu papel na história dos Madredeus é inegável e de se tirar o chapéu! Mas mesmo assim, não acho que faça sentido.
Como também estou aqui para informar, resta dizer que o álbum «Metafonia» será duplo, com 12 temas inéditos e 7 regravações (há que manter o fio condutor de alguma forma, além de serem precisas músicas para os concertos).
O álbum será certamente de qualidade. Os seus compositores assim o indicam. Mas preferia um nome diferente, só isso.
Mais informações aqui, aqui, aqui e também aqui.
Mas esta posta não é sobre os gigantes britânicos (e anões finlandeses), mas sim sobre os Madredeus. Por muito que goste da obra do Pedro Ayres de Magalhães, e mesmo sabendo do seu papel como mentor do projecto, não posso deixar de ficar incomodado com as notícias do novo álbum, editado hoje.
Depois da saída de Teresa Salgueiro, José Peixoto e Fernando Júdice, e ficando apenas Pedro Ayres de Magalhães e Carlos Maria Trindade, foram recrutadas duas vocalistas: Mariana Abrunheiro e Rita Damásio. Como não chegava para fazer a "nova música" dos Madredeus, junta-se a «Banda Cósmica» (menos...) composta por: Ana Isabel Dias (harpa), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica), Gustavo Roriz (guitarra baixo), Ruca Rebordão (percussão), Babi Bergamini (bateria), Jorge Varrecoso (violino) e Sofia Vitória, Cristina Loureiro e Marisa Fortes (coros).
Não consigo deixar de ver esta continuação como uma valorização do nome da banda como marca em detrimento da vertente de carreira artística, que é algo mais que um nome e umas rodelas de plástico. Mas isso é o meu lirismo a falar. Decerto que o senhor lá terá os direitos ao nome e poderá reivindicar o projecto como seu filho - o seu papel na história dos Madredeus é inegável e de se tirar o chapéu! Mas mesmo assim, não acho que faça sentido.
Como também estou aqui para informar, resta dizer que o álbum «Metafonia» será duplo, com 12 temas inéditos e 7 regravações (há que manter o fio condutor de alguma forma, além de serem precisas músicas para os concertos).
O álbum será certamente de qualidade. Os seus compositores assim o indicam. Mas preferia um nome diferente, só isso.
Mais informações aqui, aqui, aqui e também aqui.
Temas:
Albuns,
Lançamentos,
Portuguesa,
Reflexões
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Post 1.0
Aí está uma atitude que promete dar polémica: uma discoteca foi multada (com direito a apreensão de todo o material de reprodução fonográfico) por passar música sem licença.
Resumidamente: as leis de copyright afirmam qualquer coisa do estilo "ao adquirir esta obra é-lhe permitido utilizá-la unicamente a nível individual, sendo proibida a sua reprodução em local público". O que isto visa é impedir que outros andem a ganhar o seu à custa do trabalho dos músicos.
Para alguns, é apenas uma atitude reprovável da Passmusica (que encetou esta accção), a tentar garantir o seu tacho. Para outros é algo que já devia ter sido feito há bastante tempo. Convenhemos, a cada um, o lucro do seu trabalho, não?
Isto promete não ficar por aqui, uma vez que esta foi a primeira de 500 providências cautelares a cair. Aguardamos os próximos capítulos...
Resumidamente: as leis de copyright afirmam qualquer coisa do estilo "ao adquirir esta obra é-lhe permitido utilizá-la unicamente a nível individual, sendo proibida a sua reprodução em local público". O que isto visa é impedir que outros andem a ganhar o seu à custa do trabalho dos músicos.
Para alguns, é apenas uma atitude reprovável da Passmusica (que encetou esta accção), a tentar garantir o seu tacho. Para outros é algo que já devia ter sido feito há bastante tempo. Convenhemos, a cada um, o lucro do seu trabalho, não?
Isto promete não ficar por aqui, uma vez que esta foi a primeira de 500 providências cautelares a cair. Aguardamos os próximos capítulos...
Temas:
Reflexões
sábado, 19 de julho de 2008
A Lei, a Escola, e a Criatividade
Apostando na variedade deste blog, trago-vos hoje um tema diferente.
Já ouviram falar nas TED talks? Todos os anos, juntam-se em conferência pessoas de três áreas diferentes (Technology, Entertainment, Design) para partilhar o seu conhecimento, em palestras com não mais que 20 minutos. Bono, Al Gore, Bill Clinton, são algumas das personalidades que já falaram nessas conferências, que podem incluir temas que vão até à política, ou simples performances de música e comédia.
As melhores, são colocadas à disposição do público no site deles. Aconselho quem tiver tempo livre a dar uma vista de olhos.
Falando agora do tema do post em si, encontrei duas palestras muito interessantes. Não são performances como os meus amigos músicos poderiam pensar. São palestras mesmo, que falam sobre a criatividade na nossa sociedade:
Na primeira, Larry Lessig (advogado) fala dos direitos de copyright e porque é que a lei está a matar a criatividade.
Na segunda, Ken Robinson (antigo professor universitário) diz porque é que acha que a escola está a matar a criatividade, sempre com o seu humor britânico presente.
Já ouviram falar nas TED talks? Todos os anos, juntam-se em conferência pessoas de três áreas diferentes (Technology, Entertainment, Design) para partilhar o seu conhecimento, em palestras com não mais que 20 minutos. Bono, Al Gore, Bill Clinton, são algumas das personalidades que já falaram nessas conferências, que podem incluir temas que vão até à política, ou simples performances de música e comédia.
As melhores, são colocadas à disposição do público no site deles. Aconselho quem tiver tempo livre a dar uma vista de olhos.
Falando agora do tema do post em si, encontrei duas palestras muito interessantes. Não são performances como os meus amigos músicos poderiam pensar. São palestras mesmo, que falam sobre a criatividade na nossa sociedade:
Na primeira, Larry Lessig (advogado) fala dos direitos de copyright e porque é que a lei está a matar a criatividade.
Na segunda, Ken Robinson (antigo professor universitário) diz porque é que acha que a escola está a matar a criatividade, sempre com o seu humor britânico presente.
Temas:
Reflexões
segunda-feira, 7 de julho de 2008
O que é o rock?
Reflectia eu profundamente numa das maiores questões da humanidade - o que é o rock? - quando decidi tomar medidas: fui à internet investigar. Se há coisa que podemos encontrar na internet (além de muito, muito lixo) é respostas para perguntas parvas.
Não encontrei uma resposta definitiva mas, até encontrar melhor, o rock é isto:
P.S. - Não volto a tomar medidas. Aquela merda queima a garganta e faz um bocado mal à figadeira...
Não encontrei uma resposta definitiva mas, até encontrar melhor, o rock é isto:
P.S. - Não volto a tomar medidas. Aquela merda queima a garganta e faz um bocado mal à figadeira...
Subscrever:
Mensagens (Atom)
