Ornatos Violeta.
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quinta-feira, 12 de novembro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Secura #14
Ouvida agora mesmo (para quem gosta daquelas "piadas" com trocadilhos de nomes).
Sabem o que é que a Mariah Carey?
O que a Alicia Keys.
Sabem o que é que a Mariah Carey?
O que a Alicia Keys.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Fim de Semana Vampiro
(Não adoram quando fazemos os títulos que são só traduções do nome da banda?)
Novo singler de Vampire Weekend para dauniló grátes no site deles.
Novo singler de Vampire Weekend para dauniló grátes no site deles.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
The Beatles Rock Band
Quero lá saber do jogo, o vídeo é o que interessa aqui.
Temas:
Pop,
Tecnologia,
Vídeos
sábado, 12 de setembro de 2009
Fofoca
Há namoro entre o Fernando Ribeiro (Moonspell) e a Sónia Tavares (The Gift). Creio que foram unidos na tristeza de terem participado naquela coisa da Amália. Agora pode ser que o Nuno Cenas faça um «Moonspell Hoje». Já estou a imaginar a Sónia a fazer aquelas coisas que ela faz na Alma Mater, assim com uma orquestra pomposa e uma batida electrónica tipo «Lounge Sounds From Darkness».
Felicidades aos pombinhos. Perdão, aos corvinhos.
Felicidades aos pombinhos. Perdão, aos corvinhos.
Temas:
Metal,
Notícias,
Pop,
Portuguesa
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Ignition '09

Ignition '09:
Step Back
Cintura
Draft
Linda Martini
The Ghost of a Thousand
3€
Por este preço não sei o que querem mais. Gajas boas? Também as temos em Penafiel.
sábado, 29 de agosto de 2009
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Quando a cultura tira férias
Não posso comprar bilhetes para o concerto dos Clã porque a bilheteira do Teatro Nacional de São João está fechada e só abre dia 1 de Setembro. Todas as chamadas são redireccionadas para outro serviço.
Por outro lado, amanhã ainda é Agosto e há duas sessões do La Féria(s) no Rivoli. Rivolição?
Tantas férias há-de tirar a cultura que um dia é despedida com justa causa.
Por outro lado, amanhã ainda é Agosto e há duas sessões do La Féria(s) no Rivoli. Rivolição?
Tantas férias há-de tirar a cultura que um dia é despedida com justa causa.
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Eventos,
Pop,
Portuguesa,
Reflexões
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Eusébio Hoje
E aqui vai um obrigado a «Os Contemporâneos» por nos permitirem rir do aborto que é o Amália Hoje.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
sábado, 22 de agosto de 2009
Penico! @ Disco
O Telmo já cá falou duas vezes sobre os Panic! at the Disco (PATD). Primeiro, quando seguiu o meu conselho sábio e ouviu o «Pretty. Odd», descobrindo que o emo tinha dado lugar ao vintage beatliano. Depois, enquanto Professor Marmelo (do qual aguardamos as escolhas desta semana), na rubrica «Álbuns Bons, Bandas Más». Um leitor mais incauto poderá achar que o Professor Marmelo exagerou já que não poderá considerar uma banda má se esta tem um álbum bom e um péssimo mas em que o bom é o mais recente. Poderíamos estar perante uma banda que ganhou juízo e se lançou para uma carreira decente (como aconteceu com os Los Hermanos, por exemplo).
Fazendo uma pausa no nosso raciocínio, informo-vos que os Panic at the Disco voltaram a ser Panic! at the Disco. O guitarrista e o baixista abandonaram a banda. A razão? A habitual: "diferenças criativas". Restaram o vocalista e o baterista e o regresso do ponto de exclamação fez-me temer: será também um regresso ao passado? Não o é em estilo, mas é-o em qualidade (ou falta dela) como poderão comprovar na primeira música libertada pela nova formação: New Perspective (o trocadilho...). Ouçam (ou não).
Restam agora ao leitor quatro acções, que se passam a listar:
Fazendo uma pausa no nosso raciocínio, informo-vos que os Panic at the Disco voltaram a ser Panic! at the Disco. O guitarrista e o baixista abandonaram a banda. A razão? A habitual: "diferenças criativas". Restaram o vocalista e o baterista e o regresso do ponto de exclamação fez-me temer: será também um regresso ao passado? Não o é em estilo, mas é-o em qualidade (ou falta dela) como poderão comprovar na primeira música libertada pela nova formação: New Perspective (o trocadilho...). Ouçam (ou não).
Restam agora ao leitor quatro acções, que se passam a listar:
- Chibatar-se violentamente por ter ousado duvidar do Professor Marmelo.
- Não ouvir o próximo álbum dos PATD, sob pena da repetição do castigo referido em 1.
- Aguardar o álbum dos The Young Veins (TYV), a banda formada pelos elementos desertores dos PATD e descrita pelos próprios como praticando um retro-leaning rock.
- Nos entretantos, ouvir a primeira música dos TYV no myspace da banda.
Raparigas e Rapazes
Ou apenas uma desculpa para relembrar a diversão da música com a melhor linha de baixo dos Blur (via Random Infinity).
Temas:
Pop
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
As Escolhas do Marmelo (5)
Bem vindos a mais uma edição d'As Escolhas do Marmelo. Antes de mais gostaria de pedir desculpa pelo atraso na publicação deste artigo. Este atraso deve-se a motivos pessoais que nada têm a ver com o tema da semana.
O cancro, como todos sabem, é uma doença muito séria. Uma das suas vertentes mais assustadoras é o cancro da próstata, que pode mesmo causar disfunção eréctil.
Ainda assim, apesar do potencial perigo, poucos são os homens que gostam de se sujeitar ao principal método de diagonóstico: o toque retal.
Como podem imaginar, não há nada mais útil que uma lista de álbuns que ajudem a tornar a experiência o menos traumatizante possível. Na humilde opinião deste marmelo, as listas de álbuns para ouvir durante a apalpação à próstata sugeridas por outras publicações de menos qualidade falham por partirem do princípio que esta é uma actividade relaxante apreciada pela maioria dos homens, quando, segundo a wikipedia, 55% dos homens comunica desconforto durante o procedimento (dos restantes, 10% gostaram muito e 35% até gostaram porque foi uma médica a fazer mas não admitem com vergonha).
Partindo então do pressuposto contrário, de que esta não é uma actividade simpática, começo por recomendar um álbum óbvio: Dopethrone dos Electric Wizard. Há quem pense, e com alguma razão, que a melhor maneira de ir para um exame destes é anestesiado. Drogas naturais como cannabis e seus derivados são a escolha por excelência. Assim, da mesma forma, este álbum garante uma boa "pedra" natural que pode, de alguma forma atenuar a sensação de "desconforto" causada pelo exame.
Para quem achar que drogas leves não chegam, recomenda-se o uso moderado de Morphine. Pode ser que o Cure for Pain ajude mesmo...
Quem se decidir por uma abordagem mais zen, abstraindo a sua mente da sala da clínica e voando para paisagens mais tropicais e menos intrusivas, vai encontrar em California a escolha ideal. Dos Mr. Bungle do aclamadíssissississimo Mike Patton, banda que começou a carreira a tocar death metal para neste seu último álbum criar uma experiência única de fusão entre a pop e a electrónica (e a maluqueira do costume).
Se, por outro lado, confiar menos nos caminhos da mente e mais nos caminhos físicos, pode encontrar em Death of a Dead Day dos SikTh um bom escape. Coloque os auscultadores e berre, berre à força toda, tentando acompanhar as mudanças de andamento, que prometem ser uma bela distracção.
"Cautela" - dirão alguns - "com as solturas, se for para lá berrar". É verdade, caros leitores. Muitas pessoas poderão achar as sugestões anteriores relaxantes de mais, ou, no caso dos SikTh, que fazer força para os guturais pode dar asneira. Se este é o seu caso, recomendo Kimono My House dos Sparks. Repare, com tamanho falsetto, mais apertadinho você não pode ficar e não vai sair dali nem uma uva. Tenha tino e seja moderado, porque senão vai dificultar o trabalho do profissional que o atender.
Falta cobrir ainda um aspecto muito importante do processo que é o recobrar da compostura. Enquanto se endireita e espera que os músculos voltem à sua localização habitual, aproveite para ouvir algo que o faça sentir orgulhoso por ser um homem. Quantas mulheres conhece que tiveram de se sujeitar ao toque retal? Pois é, esta é uma das coisas que nós podemos fazer e elas não, a par de perceber os foras de jogo e pouco mais.
Sugiro que o leitor vá para casa, encete uma performance sexual de topo com a sua parceira sexual favorita (namorada/booty call/mão) ao som do álbum Tarantism de Tito & Tarantula que, inclusivamente vai ajudar a criar ambiente. São a banda que aparece no bar Titty Twister do filme From Dusk Till Dawn, na famosa cena da Salma Hayek com uma cobra.
(Agora que penso nisso, para ter feito o exame em primeiro lugar, se calhar já está com problemas durante a performance. Se for o caso, esqueça a última sugestão.)
Por esta semana é tudo, até à próxima!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias. Ainda assim, não é médicamente correcto e cita a wikipedia, o que toda a gente sabe que não se deve fazer. O autor é anónimo e manda avisar que ao ler o artigo, o leitor está a concordar que levar a cabo alguma das sugestões aqui descritas é da sua (do leitor) inteira responsabilidade. Para mais informaçõs consulte o seu advogado.
O cancro, como todos sabem, é uma doença muito séria. Uma das suas vertentes mais assustadoras é o cancro da próstata, que pode mesmo causar disfunção eréctil.
Ainda assim, apesar do potencial perigo, poucos são os homens que gostam de se sujeitar ao principal método de diagonóstico: o toque retal.
Como podem imaginar, não há nada mais útil que uma lista de álbuns que ajudem a tornar a experiência o menos traumatizante possível. Na humilde opinião deste marmelo, as listas de álbuns para ouvir durante a apalpação à próstata sugeridas por outras publicações de menos qualidade falham por partirem do princípio que esta é uma actividade relaxante apreciada pela maioria dos homens, quando, segundo a wikipedia, 55% dos homens comunica desconforto durante o procedimento (dos restantes, 10% gostaram muito e 35% até gostaram porque foi uma médica a fazer mas não admitem com vergonha).
Partindo então do pressuposto contrário, de que esta não é uma actividade simpática, começo por recomendar um álbum óbvio: Dopethrone dos Electric Wizard. Há quem pense, e com alguma razão, que a melhor maneira de ir para um exame destes é anestesiado. Drogas naturais como cannabis e seus derivados são a escolha por excelência. Assim, da mesma forma, este álbum garante uma boa "pedra" natural que pode, de alguma forma atenuar a sensação de "desconforto" causada pelo exame.
Para quem achar que drogas leves não chegam, recomenda-se o uso moderado de Morphine. Pode ser que o Cure for Pain ajude mesmo...
Quem se decidir por uma abordagem mais zen, abstraindo a sua mente da sala da clínica e voando para paisagens mais tropicais e menos intrusivas, vai encontrar em California a escolha ideal. Dos Mr. Bungle do aclamadíssissississimo Mike Patton, banda que começou a carreira a tocar death metal para neste seu último álbum criar uma experiência única de fusão entre a pop e a electrónica (e a maluqueira do costume).
Se, por outro lado, confiar menos nos caminhos da mente e mais nos caminhos físicos, pode encontrar em Death of a Dead Day dos SikTh um bom escape. Coloque os auscultadores e berre, berre à força toda, tentando acompanhar as mudanças de andamento, que prometem ser uma bela distracção.
"Cautela" - dirão alguns - "com as solturas, se for para lá berrar". É verdade, caros leitores. Muitas pessoas poderão achar as sugestões anteriores relaxantes de mais, ou, no caso dos SikTh, que fazer força para os guturais pode dar asneira. Se este é o seu caso, recomendo Kimono My House dos Sparks. Repare, com tamanho falsetto, mais apertadinho você não pode ficar e não vai sair dali nem uma uva. Tenha tino e seja moderado, porque senão vai dificultar o trabalho do profissional que o atender.
Falta cobrir ainda um aspecto muito importante do processo que é o recobrar da compostura. Enquanto se endireita e espera que os músculos voltem à sua localização habitual, aproveite para ouvir algo que o faça sentir orgulhoso por ser um homem. Quantas mulheres conhece que tiveram de se sujeitar ao toque retal? Pois é, esta é uma das coisas que nós podemos fazer e elas não, a par de perceber os foras de jogo e pouco mais.
Sugiro que o leitor vá para casa, encete uma performance sexual de topo com a sua parceira sexual favorita (namorada/booty call/mão) ao som do álbum Tarantism de Tito & Tarantula que, inclusivamente vai ajudar a criar ambiente. São a banda que aparece no bar Titty Twister do filme From Dusk Till Dawn, na famosa cena da Salma Hayek com uma cobra.
(Agora que penso nisso, para ter feito o exame em primeiro lugar, se calhar já está com problemas durante a performance. Se for o caso, esqueça a última sugestão.)
Por esta semana é tudo, até à próxima!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias. Ainda assim, não é médicamente correcto e cita a wikipedia, o que toda a gente sabe que não se deve fazer. O autor é anónimo e manda avisar que ao ler o artigo, o leitor está a concordar que levar a cabo alguma das sugestões aqui descritas é da sua (do leitor) inteira responsabilidade. Para mais informaçõs consulte o seu advogado.
Temas:
Albuns,
Electrónica,
Metal,
Pop,
Progressivo,
Rock
sábado, 1 de agosto de 2009
Videocast x 3
Para aqueles que não sabem o que fazer ao tempo que têm entre mãos nas férias, deixo 3 sugestões de videocasts, ou uma nova forma de ver a música "ao vivo".
LA BLOGOTHÈQUE
Obra vinda das mãos de Vincent Moon apresenta várias bandas para os lados do indie em performances mais ou menos improvisadas, em locais não habituais e com um estilo de vídeo ora mais artístico, ora mais caseiro. Há por lá muita variedade, é explorar.
THE BLACK CAB SESSIONS
O conceito é interessante e o slogan auto-explicativo: One song. One take. One cab.
FROM THE BASEMENT
Este é o meu preferido ou não fosse obra do Nigel Godrich. Fugindo um pouco mais do "apenas indie", tem por lá algumas bandas do novo rock, com boas performances bem filmadas. Infelizmente, o site tem estado em remodelação mas promete regressar este mês de cara lavada. Até lá, podem ver ao entrar um vídeo dos "The Dead Weather" ou passear pelos vídeos da actuação dos Radiohead no youtube. Fica abaixo um bom exemplo.
LA BLOGOTHÈQUE
Obra vinda das mãos de Vincent Moon apresenta várias bandas para os lados do indie em performances mais ou menos improvisadas, em locais não habituais e com um estilo de vídeo ora mais artístico, ora mais caseiro. Há por lá muita variedade, é explorar.
THE BLACK CAB SESSIONS
O conceito é interessante e o slogan auto-explicativo: One song. One take. One cab.
FROM THE BASEMENT
Este é o meu preferido ou não fosse obra do Nigel Godrich. Fugindo um pouco mais do "apenas indie", tem por lá algumas bandas do novo rock, com boas performances bem filmadas. Infelizmente, o site tem estado em remodelação mas promete regressar este mês de cara lavada. Até lá, podem ver ao entrar um vídeo dos "The Dead Weather" ou passear pelos vídeos da actuação dos Radiohead no youtube. Fica abaixo um bom exemplo.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
As Escolhas do Marmelo (4)
Boa noite, boa Sexta-Feira e um bom fim de semana no geral. A quem pensava já que este post não ia para o blog hoje tenho só a dizer que estava só a criar suspense. Obrigado por se juntarem a nós para mais um "As Escolhas do Marmelo", cada vez mais um serviço público de grande utilidade.
Hoje, mais um tema de grande interesse e diria, coragem! Imagem como é difícil meter o pescoço no cepo (ou os ouvidos nos auscultadores) ouvindo bandas terríveis na esperança de encontrar pérolas perdidas.
E qual é o problema das listas de bons álbuns por más bandas, na humilde opinião deste marmelo? Simples, nem os álbuns são assim tão maus nem as bandas assim tão boas (ou vice-versa, já não sei bem).
Começo com um óbvio para os leitores da minha geração: Dookie dos Green Day. Embora a garotagem de hoje em dia não saiba, os Green Day não foram sempre uns quarentões com eyeliner. Em tempos idos, eram jovens que se vestiam de acordo com a idade e que estavam mais interessados em fazer rock do que em ganhar dinheiro à custa dos miúdos "fixes". Dookie é provavelmente o único álbum bom desta banda que rapidamente se dedicou ao "punk acústico", como eu gosto de lhe chamar, e, mais tarde, à merda completa.
Outra das bandas que a garotada de hoje aprecia são os Avenged Sevenfold. Não sei se é da maquilhagem, da falta de gosto, dos gutorais, do QUALQUERCOISAcore, mas parece que são mais uma banda a juntar diversos ingredientes explosivos que facilmente catapultam qualquer um para o sucesso.
Ainda assim, e como é para isso que serve este artigo, há pérolas no meio do lixo. O álbum City of Evil, verdade seja dita, é um grande álbum de guitarras numa altura em que estes já são poucos. Se fecharmos os olhos ao quão posers estas pessoas são e à música nº6 (se bem que à musica não adianta muito fechar os olhos) temos aqui um álbum capaz de fazer o Slash virar-se na cova para esconder o tesão (fontes diversas afirmam que Slash não está nada morto, depois de ouvir os álbuns de Velvet Revolver decida o leitor por si mesmo).
Próxima sugestão: Loose de Nelly Furtado. Passando o preconceito da música pop fófinha (e a vergonha), ao ouvir este álbum na integra, tirando duas músicas lá pró meio, percebe-se o que é um óptimo trabalho de estúdio. É pena que a electrónica tenha demorado à volta de 20-30 anos a aparecer em música de qualidade. Timbaland nos seus tempos áureos (antes do álbum do Cornell), Nelly a fazer várias camadas de voz, instrumentais mesmo estranhos e minimalistas para música que passa na MTV, músicas bem escritas, são todos bons motivos para deixarem de lado a vergonha e darem uma oportunidade a esta pérola.
Era uma vez uma banda emo chamada Panic! at the Disco. Como Qualquer banda emo, os Panic! at the Disco gostavam de chorar, fazer música má e dormir juntinhos, todos na mesma cama. Ora, isto costuma ter um problema, que é: se o gajo mais à direita na cama cai pelo lado esquerdo, empurra toda a gente para fora da cama com ele. Foi o que aconteceu. Caíram todos abaixo da cama e bateram com a cabeça na mesinha de cabeceira. E a mesinha de cabeceira devia ser muito, mas mesmo muito dura!
Não tendo conhecimentos clínicos que me permitam explicar o que acontece ao certo nas cabeças que batem em mesinhas de cabeceira muito, mas mesmo muito duras, resta-me apenas relatar o que aconteceu neste caso em particular: os Panic! at the Disco mudaram o nome para Panic at the Disco e lançaram um álbum bom - Pretty. Odd.. Provavelmente foram possuídos pelos espíritos sagrados de Lennon e Harrison, porque este álbum é um hino à música dos Beatles, um álbum pop numa década em que já não há pop sem misturar hiphop e essas cenas que eu não percebo, não percebo.
Há muita cena estranha no Japão. provavelmente alguns dos caros leitores, cultos como são, já ouviram falar de um estilo "musical" chamado Visual Kei (raparem como um estilo musical tem Visual no nome). Isso consiste em quê? - pergunta o leitor sem ter noção no que se está a meter. Imaginem uns meninos(as) a tocarem música parecida com a que os Green Day fazem hoje em dia mas todos vestidos como as personagens dos rpgs japoneses, com roupas todas espampanantes e cabelos todos espetados e com cores fluorescentes.
Isto a propósito de um catraio (chamado Miyavi) que era guitarrista numa banda destas e que decidiu fazer uma carreira a solo. Continuou a fazer música de merda, até que um dia lhe deu um sopro (como aconteceu a todos os sujeitos dos álbuns sugeridos neste artigo) e decidiu aprender a tocar guitarra como deve ser e lançou Dokuso.
E voltamos às terras do sol poente para falar de uma das melhores piores bandas de sempre, cujo vocalista além de ser um génio musical também sabe tocar guitarra como ninguém: Limp Bizkit, pois claro! Definiram um dos piores momentos musicais do século e, com vergonha na cara que andava sempre pintada, o guitarrista Wes Borland saiu da banda para que esta pudesse atingir níveis ainda mais baixos de qualidade.
Alguns anos passaram e Wes voltaria a entrar para a banda. Lançaram o ep The Unquestionable Truth (part 1) que deve ser o único registo decente da banda (desculpem mas não encontrei vídeo melhor), antes que o guitarrista fugisse outra vez.
Decidi terminar este artigo com um dos artistas portugueses de maior gabarito e pior gosto: José Cid.
Se as suas capacidades como músico e compositor são inquestionáveis, já o seu "bom" gosto não é tanto assim. Mesmo nos seus melhores momentos há sempre qualquer coisa embaraçosa que faz com que toda a gente sinta um misto de carinho e simpatia pelo músico.
O álbum de José Cid que vou sugerir, adivinharam: 10,000 Anos Depois Entre Vénus e Marte. Para quem não conhece, só posso dizer que deviam ter vergonha. É rock progressivo dos anos 70 no seu melhor. Imaginem Pink Floyd, King Crimson, Yes, mas cantado pelo nosso amigo Cid.
Sem dúvida o melhor álbum português de sempre (tirando os dos Fingertips).
Por esta semana é tudo, até à próxima!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (podem enviar-me sms com sugestões para artigos que eu vou provavelmente ignorá-las)
Hoje, mais um tema de grande interesse e diria, coragem! Imagem como é difícil meter o pescoço no cepo (ou os ouvidos nos auscultadores) ouvindo bandas terríveis na esperança de encontrar pérolas perdidas.
E qual é o problema das listas de bons álbuns por más bandas, na humilde opinião deste marmelo? Simples, nem os álbuns são assim tão maus nem as bandas assim tão boas (ou vice-versa, já não sei bem).
Começo com um óbvio para os leitores da minha geração: Dookie dos Green Day. Embora a garotagem de hoje em dia não saiba, os Green Day não foram sempre uns quarentões com eyeliner. Em tempos idos, eram jovens que se vestiam de acordo com a idade e que estavam mais interessados em fazer rock do que em ganhar dinheiro à custa dos miúdos "fixes". Dookie é provavelmente o único álbum bom desta banda que rapidamente se dedicou ao "punk acústico", como eu gosto de lhe chamar, e, mais tarde, à merda completa.
Outra das bandas que a garotada de hoje aprecia são os Avenged Sevenfold. Não sei se é da maquilhagem, da falta de gosto, dos gutorais, do QUALQUERCOISAcore, mas parece que são mais uma banda a juntar diversos ingredientes explosivos que facilmente catapultam qualquer um para o sucesso.
Ainda assim, e como é para isso que serve este artigo, há pérolas no meio do lixo. O álbum City of Evil, verdade seja dita, é um grande álbum de guitarras numa altura em que estes já são poucos. Se fecharmos os olhos ao quão posers estas pessoas são e à música nº6 (se bem que à musica não adianta muito fechar os olhos) temos aqui um álbum capaz de fazer o Slash virar-se na cova para esconder o tesão (fontes diversas afirmam que Slash não está nada morto, depois de ouvir os álbuns de Velvet Revolver decida o leitor por si mesmo).
Próxima sugestão: Loose de Nelly Furtado. Passando o preconceito da música pop fófinha (e a vergonha), ao ouvir este álbum na integra, tirando duas músicas lá pró meio, percebe-se o que é um óptimo trabalho de estúdio. É pena que a electrónica tenha demorado à volta de 20-30 anos a aparecer em música de qualidade. Timbaland nos seus tempos áureos (antes do álbum do Cornell), Nelly a fazer várias camadas de voz, instrumentais mesmo estranhos e minimalistas para música que passa na MTV, músicas bem escritas, são todos bons motivos para deixarem de lado a vergonha e darem uma oportunidade a esta pérola.
Era uma vez uma banda emo chamada Panic! at the Disco. Como Qualquer banda emo, os Panic! at the Disco gostavam de chorar, fazer música má e dormir juntinhos, todos na mesma cama. Ora, isto costuma ter um problema, que é: se o gajo mais à direita na cama cai pelo lado esquerdo, empurra toda a gente para fora da cama com ele. Foi o que aconteceu. Caíram todos abaixo da cama e bateram com a cabeça na mesinha de cabeceira. E a mesinha de cabeceira devia ser muito, mas mesmo muito dura!
Não tendo conhecimentos clínicos que me permitam explicar o que acontece ao certo nas cabeças que batem em mesinhas de cabeceira muito, mas mesmo muito duras, resta-me apenas relatar o que aconteceu neste caso em particular: os Panic! at the Disco mudaram o nome para Panic at the Disco e lançaram um álbum bom - Pretty. Odd.. Provavelmente foram possuídos pelos espíritos sagrados de Lennon e Harrison, porque este álbum é um hino à música dos Beatles, um álbum pop numa década em que já não há pop sem misturar hiphop e essas cenas que eu não percebo, não percebo.
Há muita cena estranha no Japão. provavelmente alguns dos caros leitores, cultos como são, já ouviram falar de um estilo "musical" chamado Visual Kei (raparem como um estilo musical tem Visual no nome). Isso consiste em quê? - pergunta o leitor sem ter noção no que se está a meter. Imaginem uns meninos(as) a tocarem música parecida com a que os Green Day fazem hoje em dia mas todos vestidos como as personagens dos rpgs japoneses, com roupas todas espampanantes e cabelos todos espetados e com cores fluorescentes.
Isto a propósito de um catraio (chamado Miyavi) que era guitarrista numa banda destas e que decidiu fazer uma carreira a solo. Continuou a fazer música de merda, até que um dia lhe deu um sopro (como aconteceu a todos os sujeitos dos álbuns sugeridos neste artigo) e decidiu aprender a tocar guitarra como deve ser e lançou Dokuso.
E voltamos às terras do sol poente para falar de uma das melhores piores bandas de sempre, cujo vocalista além de ser um génio musical também sabe tocar guitarra como ninguém: Limp Bizkit, pois claro! Definiram um dos piores momentos musicais do século e, com vergonha na cara que andava sempre pintada, o guitarrista Wes Borland saiu da banda para que esta pudesse atingir níveis ainda mais baixos de qualidade.
Alguns anos passaram e Wes voltaria a entrar para a banda. Lançaram o ep The Unquestionable Truth (part 1) que deve ser o único registo decente da banda (desculpem mas não encontrei vídeo melhor), antes que o guitarrista fugisse outra vez.
Decidi terminar este artigo com um dos artistas portugueses de maior gabarito e pior gosto: José Cid.
Se as suas capacidades como músico e compositor são inquestionáveis, já o seu "bom" gosto não é tanto assim. Mesmo nos seus melhores momentos há sempre qualquer coisa embaraçosa que faz com que toda a gente sinta um misto de carinho e simpatia pelo músico.
O álbum de José Cid que vou sugerir, adivinharam: 10,000 Anos Depois Entre Vénus e Marte. Para quem não conhece, só posso dizer que deviam ter vergonha. É rock progressivo dos anos 70 no seu melhor. Imaginem Pink Floyd, King Crimson, Yes, mas cantado pelo nosso amigo Cid.
Sem dúvida o melhor álbum português de sempre (tirando os dos Fingertips).
Por esta semana é tudo, até à próxima!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (podem enviar-me sms com sugestões para artigos que eu vou provavelmente ignorá-las)
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sexta-feira, 24 de julho de 2009
As Escolhas do Marmelo (3)
Bom dia e feliz Dia dos Ursos!! "O que é o Dia dos Ursos?" - pergunta o leitor afoito - Sinceramente, foi uma merda que inventei agora...
O que é o Dia dos Ursos sem música? Nada, digo-lhe eu. Daí as listas de álbuns para ouvir no Dia dos Ursos, tema recorrente noutras publicações de menor categoria.
Na humilde opinião deste marmelo, estas listas falham precisamente por incluírem ou poucos ursos, ou os ursos errados. O que isto quer dizer, também não sei, mas acreditem que é verdade.
Panda Bear - Person Pitch: "Ui, bates mal com esta malta Chinesa a imitar os Animal Collective!" - diria um leitor de outra publicação de menor categoria. Já o comum leitor deste blog (que normalmente é um dos próprios autores) sabe perfeitamente que este Panda Bear não é chinês e não está a imitar os Animal Collective, eles é que o estão a imitar a ele!
Grizzly Bear - Veckatimest: Saímos da China para visitar um parente afastado do Panda. É nas montanhas de Brooklyn, NY que podemos encontrar este espécimen a fazer o que mais gosta: Misturar folk com pop psicadélica e fazer vídeos assustadores (este também).
Art Bears - The World as It Is Today: Quem ouve as duas bandas anteriores vai começar a questionar-se: "Quando começaram os ursos a fazer música avant-experimental-coiso?"
E quem percebe do assunto vai começar a responder: "Esta tendência remonta já aos anos 70, quando uns ursos ingleses se lembraram de formar esta banda".
The Bears - Rise and Shine: A música pop também faz parte da ementa dos ursos. Directamente dos anos 80, a banda mais ursa da power pop! Não se deixem enganar, contudo, apesar de fofinhos, todos os ursos se podem tornar extremamente perigosos (ouvir com cautela).
Teddybears - Soft Machine: Também na Suécia há ursos (e ursas). Estes começaram no grindcore(!) e depois decidiram fazer isto e isto. Normalmente acho parvo as bandas mudarem de nome, mas o caso destes que se chamavam "Teddybears STHLM" e que mudaram para "Teddybears" é a excepção à regra (embora continue a ser um nome idiota).
Mostly Bears - The Ed Mitchell Clinic: Quando já começava a perder a esperança nos ursos eis que chega mais uma banda decente. Não são todos ursos, mas pelo menos é a maioria (como se comprova pela componente rock alternativa da coisa).
Minus the Bear - Planet of Ice: Agora uma banda que perdeu o urso algures. Ao menos o guitarrista ganhou tomates, o que acaba por compensar. Provavelmente o melhor álbum que recomendo hoje. O trabalho das guitarras é mesmo de arrepiar (Planet of Ice e tal... Deixem lá...).
Feliz Dia dos Ursos e até para a semana!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (como hipertexto e assim).
O que é o Dia dos Ursos sem música? Nada, digo-lhe eu. Daí as listas de álbuns para ouvir no Dia dos Ursos, tema recorrente noutras publicações de menor categoria.
Na humilde opinião deste marmelo, estas listas falham precisamente por incluírem ou poucos ursos, ou os ursos errados. O que isto quer dizer, também não sei, mas acreditem que é verdade.
Panda Bear - Person Pitch: "Ui, bates mal com esta malta Chinesa a imitar os Animal Collective!" - diria um leitor de outra publicação de menor categoria. Já o comum leitor deste blog (que normalmente é um dos próprios autores) sabe perfeitamente que este Panda Bear não é chinês e não está a imitar os Animal Collective, eles é que o estão a imitar a ele!
Grizzly Bear - Veckatimest: Saímos da China para visitar um parente afastado do Panda. É nas montanhas de Brooklyn, NY que podemos encontrar este espécimen a fazer o que mais gosta: Misturar folk com pop psicadélica e fazer vídeos assustadores (este também).
Art Bears - The World as It Is Today: Quem ouve as duas bandas anteriores vai começar a questionar-se: "Quando começaram os ursos a fazer música avant-experimental-coiso?"
E quem percebe do assunto vai começar a responder: "Esta tendência remonta já aos anos 70, quando uns ursos ingleses se lembraram de formar esta banda".
The Bears - Rise and Shine: A música pop também faz parte da ementa dos ursos. Directamente dos anos 80, a banda mais ursa da power pop! Não se deixem enganar, contudo, apesar de fofinhos, todos os ursos se podem tornar extremamente perigosos (ouvir com cautela).
Teddybears - Soft Machine: Também na Suécia há ursos (e ursas). Estes começaram no grindcore(!) e depois decidiram fazer isto e isto. Normalmente acho parvo as bandas mudarem de nome, mas o caso destes que se chamavam "Teddybears STHLM" e que mudaram para "Teddybears" é a excepção à regra (embora continue a ser um nome idiota).
Mostly Bears - The Ed Mitchell Clinic: Quando já começava a perder a esperança nos ursos eis que chega mais uma banda decente. Não são todos ursos, mas pelo menos é a maioria (como se comprova pela componente rock alternativa da coisa).
Minus the Bear - Planet of Ice: Agora uma banda que perdeu o urso algures. Ao menos o guitarrista ganhou tomates, o que acaba por compensar. Provavelmente o melhor álbum que recomendo hoje. O trabalho das guitarras é mesmo de arrepiar (Planet of Ice e tal... Deixem lá...).
Feliz Dia dos Ursos e até para a semana!
Este artigo é interactivo e faz uso de novas tecnologias (como hipertexto e assim).
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quinta-feira, 23 de julho de 2009
Oh sit down next to my master of puppets
Vejam o anúncio ao Rock One que passa na TV. Tudo normal até chegar a vez de apresentar a presença dos ingleses James. Pois desengane-se quem acha que vai lá ver a famosa banda dos 80's e 90's ou cantarolar o refrão "Oh sit down / sit down next to me / sit down, down, down, down, down / in sympathy". O que vão lá ver é:

Yeah! "Master of puppets / I'm pulling your strings". Rock on(e) \m/

Yeah! "Master of puppets / I'm pulling your strings". Rock on(e) \m/
dica vinda do FórumSons
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