Se há coisa que admiro nos Led Zeppelin é o seu fim. Os Led Zeppelin são o Page, o Plant, o Jones e o Bonham, e sem o Bonham não há Zeppelin. Foi qualquer coisa assim que os senhores disseram e pensaram quando o seu baterista de sempre morreu tragicamente. Para mim sempre foi um acto de coerência e que raras vezes vi noutras bandas. Inclusive se agora se tornar verdade o boato de que Page e Jones avançam sem Plant para uma tour, ficarei desiludido. Serão como o May e Taylor a envergonhar a chancela Queen no último álbum que saiu... Ou como os Nightwish trocarem de vocalista e passarem a soar ao vivo como uma banda de covers, já que o instrumental é facilmente imitável (dado o carácter electrónico dos instrumentos) - a voz da Tarja sempre foi o elemento distintivo da banda. Mas o valor da marca sobrepõem-se quase sempre aos subjectivos valores artísticos.
Mas esta posta não é sobre os gigantes britânicos (e anões finlandeses), mas sim sobre os Madredeus. Por muito que goste da obra do Pedro Ayres de Magalhães, e mesmo sabendo do seu papel como mentor do projecto, não posso deixar de ficar incomodado com as notícias do novo álbum, editado hoje.
Depois da saída de Teresa Salgueiro, José Peixoto e Fernando Júdice, e ficando apenas Pedro Ayres de Magalhães e Carlos Maria Trindade, foram recrutadas duas vocalistas: Mariana Abrunheiro e Rita Damásio. Como não chegava para fazer a "nova música" dos Madredeus, junta-se a «Banda Cósmica» (menos...) composta por: Ana Isabel Dias (harpa), Sérgio Zurawski (guitarra eléctrica), Gustavo Roriz (guitarra baixo), Ruca Rebordão (percussão), Babi Bergamini (bateria), Jorge Varrecoso (violino) e Sofia Vitória, Cristina Loureiro e Marisa Fortes (coros).
Não consigo deixar de ver esta continuação como uma valorização do nome da banda como marca em detrimento da vertente de carreira artística, que é algo mais que um nome e umas rodelas de plástico. Mas isso é o meu lirismo a falar. Decerto que o senhor lá terá os direitos ao nome e poderá reivindicar o projecto como seu filho - o seu papel na história dos Madredeus é inegável e de se tirar o chapéu! Mas mesmo assim, não acho que faça sentido.
Como também estou aqui para informar, resta dizer que o álbum «Metafonia» será duplo, com 12 temas inéditos e 7 regravações (há que manter o fio condutor de alguma forma, além de serem precisas músicas para os concertos).
O álbum será certamente de qualidade. Os seus compositores assim o indicam. Mas preferia um nome diferente, só isso.
Mais informações aqui, aqui, aqui e também aqui.
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segunda-feira, 20 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Mais um punhado de breves
- O novo álbum dos Cure, intitulado «4.13 Dream», é lançado no final do mês. Entretanto, a banda tocou-o integralmente numa actuação televisionada no passado Sábado. O site da Blitz contém os vídeos de todas as músicas alinhadas aqui.
- Início do ano das universidades traz semanas de recepção ao estilo de uma Queima de início de ano. Coimbra tem Sugababes, Silicone Soul, Chus e Ceballos, Sérgio Godinho, Da Weasel, Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Classificados, You Should Go Ahead, entre outros. Aveiro tem José Cid, Wraygunn, Ana Free, Irmãos Verdades, X-Wife e Slimmy.
- Está para breve o concerto dos dEUS: no próximo Domingo, 19 de Outubro (Aula Magna, Lisboa) e a 21 de Outubro, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. A abrir estará o mais recente fenómeno português, saídos da igreja baptista: os Pontos Negros.
- «Tonight», o novo disco dos Franz Ferdinand, estará à venda a partir de 26 de Janeiro.
- Os Sisters of Mercy voltam a Portugal para uma actuação no Coliseu dos Recreios a 16 de Março.
- Na altura em que lançam finalmente o seu primeiro «longa-duração», os Buraka Som Sistema ganharam o prémio MTV para melhor artista português, concorrendo com Rita Redshoes, Sam The Kid, Slimmy e The Vicious Five. No passado o prémio foi para os Blind Zero, Da Weasel (2004 e 2007), The Gift, e Moonspell.
- Início do ano das universidades traz semanas de recepção ao estilo de uma Queima de início de ano. Coimbra tem Sugababes, Silicone Soul, Chus e Ceballos, Sérgio Godinho, Da Weasel, Xutos & Pontapés, Rui Veloso, Classificados, You Should Go Ahead, entre outros. Aveiro tem José Cid, Wraygunn, Ana Free, Irmãos Verdades, X-Wife e Slimmy.
- Está para breve o concerto dos dEUS: no próximo Domingo, 19 de Outubro (Aula Magna, Lisboa) e a 21 de Outubro, no Teatro Sá da Bandeira, no Porto. A abrir estará o mais recente fenómeno português, saídos da igreja baptista: os Pontos Negros.
- «Tonight», o novo disco dos Franz Ferdinand, estará à venda a partir de 26 de Janeiro.
- Os Sisters of Mercy voltam a Portugal para uma actuação no Coliseu dos Recreios a 16 de Março.
- Na altura em que lançam finalmente o seu primeiro «longa-duração», os Buraka Som Sistema ganharam o prémio MTV para melhor artista português, concorrendo com Rita Redshoes, Sam The Kid, Slimmy e The Vicious Five. No passado o prémio foi para os Blind Zero, Da Weasel (2004 e 2007), The Gift, e Moonspell.
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Chama Perpétua
Ei malta, é só para informar quem não sabe que saiu o novo álbum do nosso shredder favorito (depois do Fred Durst), o Yngwie Malmsteen.
O que é que isso interessa? - perguntam vocês, enquanto se escondem num bunker anti-nuclear?
Nada! - respondo eu - Vou só deixar isto aqui:
O que é que isso interessa? - perguntam vocês, enquanto se escondem num bunker anti-nuclear?
Nada! - respondo eu - Vou só deixar isto aqui:
sábado, 11 de outubro de 2008
Breves de Outubro
Muitas e breves:
- Os Rush vão lançar o terceiro volume do seu best of «Retrospectives» (tracklist) e circulam rumores de uma nova tour ou de um EP.
- O dia 4 de Novembro traz a edição de uma caixa dos Led Zeppelin (importação japonesa), com todos os álbuns em réplica mini-LP (info).
- O dia 17 de Novembro trará «The Singles Collection Box Set Volume 1» dos Queen. Belo! (info)
- O Blitz tem publicado na sua página web fotos de vários artistas quando crianças (parte 1, parte 2, parte 3)
- O dia 23 de Novembro traz «Chinese Democracy» dos Guns n' Roses (sim, parece que é desta!).
- O concerto dos Depeche Mode no Super Bock Super Rock do próximo ano será no estádio do Bessa XXI.
- «Sam The Kid juntou-se ao baterista Fred Ferreira (...), ao DJ Cruzfader, ao baixista Francisco Rebelo e ao teclista João Gomes (...) no projecto Orelha Negra. (...) os Orelha Negra estão a trabalhar em novos temas desde há um ano e meio e a sonoridade reflecte as influências de cada um dos cinco elementos, do hip-hop ao funk, do jazz à electrónica.» (myspace) in iol Música
- Depois do Guitar Hero e do Rock Band, o próximo passo traz o DJ Hero (info).
- Do lado dos Radiohead, tivemos o 1º aniversário do lançamento do «In Rainbows», o 40º do Tom Yorke, e os rumores de concertos na América Latina e da participação do Tom num novo single da Bjork.
- Os Rush vão lançar o terceiro volume do seu best of «Retrospectives» (tracklist) e circulam rumores de uma nova tour ou de um EP.
- O dia 4 de Novembro traz a edição de uma caixa dos Led Zeppelin (importação japonesa), com todos os álbuns em réplica mini-LP (info).
- O dia 17 de Novembro trará «The Singles Collection Box Set Volume 1» dos Queen. Belo! (info)
- O Blitz tem publicado na sua página web fotos de vários artistas quando crianças (parte 1, parte 2, parte 3)
- O dia 23 de Novembro traz «Chinese Democracy» dos Guns n' Roses (sim, parece que é desta!).
- O concerto dos Depeche Mode no Super Bock Super Rock do próximo ano será no estádio do Bessa XXI.
- «Sam The Kid juntou-se ao baterista Fred Ferreira (...), ao DJ Cruzfader, ao baixista Francisco Rebelo e ao teclista João Gomes (...) no projecto Orelha Negra. (...) os Orelha Negra estão a trabalhar em novos temas desde há um ano e meio e a sonoridade reflecte as influências de cada um dos cinco elementos, do hip-hop ao funk, do jazz à electrónica.» (myspace) in iol Música
- Depois do Guitar Hero e do Rock Band, o próximo passo traz o DJ Hero (info).
- Do lado dos Radiohead, tivemos o 1º aniversário do lançamento do «In Rainbows», o 40º do Tom Yorke, e os rumores de concertos na América Latina e da participação do Tom num novo single da Bjork.
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segunda-feira, 29 de setembro de 2008
O regresso dos Travis
Saiu hoje o novo álbum dos Travis «Ode To J. Smith». Anda por aí aquela conversa do "ai, ui, é o regresso às origens". Eu que nunca acredito nessas tretas nostálgicas sem fundamento ouvi o single, ouvi o EP, ouvi os novos temas que estão no myspace. Tenho a dizer que sim, está diferente, tem mais guitarras, sobretudo mais eléctrico em vez do acústico dos álbuns mais conhecidos. Mas nada do indie da era «Good Feeling». Por mim, ainda bem. Hei-de comprar o álbum e logo poderei afirmar mais coisas. Segue a capa e o alinhamento.
1. Chinese Blues
2. J. Smith
3. Something Anything
4. Long Way Down
5. Broken Mirror
6. Last Words
7. Quite Free
8. Get Up
9. Friends
10. Song to Self
11. Before You Were Young
"On their sixth album, the band finally display a disregard for expectations and turn the guitars up to 11."- Independent On Sunday.
"Flitting joyfully between gonzo rock opera (no, really), Silver Sun shining power-pop and their Good Feeling debut, it's a joyous racket. Always better as underdogs, it's a band whose only link to their past is great melodies. 8/10" - Planet Sound
"This album is certainly a rush. Their re-embrace of rock is a move forward, rather than a step back – a return to form." - BBC Music
1. Chinese Blues

2. J. Smith
3. Something Anything
4. Long Way Down
5. Broken Mirror
6. Last Words
7. Quite Free
8. Get Up
9. Friends
10. Song to Self
11. Before You Were Young
"On their sixth album, the band finally display a disregard for expectations and turn the guitars up to 11."- Independent On Sunday.
"Flitting joyfully between gonzo rock opera (no, really), Silver Sun shining power-pop and their Good Feeling debut, it's a joyous racket. Always better as underdogs, it's a band whose only link to their past is great melodies. 8/10" - Planet Sound
"This album is certainly a rush. Their re-embrace of rock is a move forward, rather than a step back – a return to form." - BBC Music
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Dream Theater: Chaos in Motion
«The band will release Chaos In Motion 2007/2008, which documents their "Chaos In Motion" world tour (...). It's essentially a travelogue of their most recent touring experience and it hits shelves on September 23. Chaos In Motion 2007/2008 will be available in two configurations: as a double DVD set and as five disc collector's set which includes two DVDs and three CDs, containing 14 live tracks featured in the DVD set and expanded artwork.
Chaos In Motion 2007/2008 is the latest in a series of DVDs from the band and it features performances captured throughout the entirety of the tour (...). He [Mike Portnoy] assembled over three hours of complete live performances, taking footage from shows in Rotterdam, Buenos Aires, Toronto, Boston, Bangkok and Vancouver. The tracks were mixed and effectively brought to life by Kevin Shirley. The second disc is packed with bonus material, including promo videos, live screen projection films, a photo gallery and a 90-minute documentary (...) as it takes you on the road and behind the scenes with the band and crew.
Disc One: "Around The World In 180 Minutes" Live Concert Footage

1. Intro/Also Sprach Zarathustra
2. Constant Motion
3. Panic Attack
4. Blind Faith
5. Surrounded
6. The Dark Eternal Night
7. Keyboard Solo
8. Lines In The Sand
9. Scarred
10. Forsaken
11. The Ministry Of Lost Souls
12. Take The Time
13. In The Presence Of Enemies
14. Medley: I. Trial Of Tears II. Finally Free III. Learning To Live IV. In The Name Of God V. Octavarium
Disc Two:
Chaos In Motion 2007/2008 is the latest in a series of DVDs from the band and it features performances captured throughout the entirety of the tour (...). He [Mike Portnoy] assembled over three hours of complete live performances, taking footage from shows in Rotterdam, Buenos Aires, Toronto, Boston, Bangkok and Vancouver. The tracks were mixed and effectively brought to life by Kevin Shirley. The second disc is packed with bonus material, including promo videos, live screen projection films, a photo gallery and a 90-minute documentary (...) as it takes you on the road and behind the scenes with the band and crew.
Disc One: "Around The World In 180 Minutes" Live Concert Footage

1. Intro/Also Sprach Zarathustra
2. Constant Motion
3. Panic Attack
4. Blind Faith
5. Surrounded
6. The Dark Eternal Night
7. Keyboard Solo
8. Lines In The Sand
9. Scarred
10. Forsaken
11. The Ministry Of Lost Souls
12. Take The Time
13. In The Presence Of Enemies
14. Medley: I. Trial Of Tears II. Finally Free III. Learning To Live IV. In The Name Of God V. Octavarium
Disc Two:
- "Behind The Chaos On The Road" Documentary
- Promo Videos: Constant Motion, Forsaken, Forsaken (In Studio), The Dark Eternal Night (In Studio)
- Live Screen Projection Films: The Dark Eternal Night (N.A.D.S), The Ministry Of Lost Souls, In The Presence Of Enemies Pt. 2
- Mike Portnoy Stage Tour
- Mike Portnoy Backstage Tour
- Photo Gallery»
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domingo, 28 de setembro de 2008
Tributo a Carlos Paião
Isto dos tributos anda a virar moda em Portugal (finalmente!). Chega amanhã às lojas o tributo a Carlos Paião. Visto com imenso respeito por uns, e com divertimento por outros, não há quem não conheça uma música do senhor, seja a irónica «Playback» ou as baladas «Cinderela» e «Pó de Arroz». Se estou com curiosidade quanto às participações de Tiago Bettencourt (aposto que vai soar parecido em timbre), Sam the Kid (instrumental? promete!), Mesa e Vicious Five já não estou tão expectante quanto aos 4Taste e OIOAI... mas hey! há que agradar a todos (ou não). Segue-se o alinhamento.01 Rui Veloso - «Cinderela»
02 Tiago Bettencourt - «Pó de Arroz»
03 Donna Maria - «Vinho do Porto»
04 Filipa Cardoso & Fábia Rebordão - «Cegonha»
05 Polo Norte - «Eu Não Sou Poeta»
06 Perfume - «Versos de Amor»
07 M.A.U. - «Ga-Gago»
08 Mesa - «O Senhor Extra-Terrestre»
09 Loto - «Telefonia nas Ondas do Ar»
10 Balla - «Não Há Duas sem Três»
11 Sam The Kid «Playback (Instrumental)»
12 4Taste - «Playback»
13 OIOAI - «Discoteca»
14 Vicious Five - «Zero a Zero»
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segunda-feira, 22 de setembro de 2008
O comboio e a máquina de guerra
Não sei se interessa a alguém mas há mais uma banda histórica que escolheu 2008 para dar mais uma facada na sua brilhante carreira. Estou a falar de quem, desta vez? Dos AC/DC!

Rock N' Roll Train
War Machine

Rock N' Roll Train
War Machine
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domingo, 21 de setembro de 2008
Veludo Subterrâneo
Chega às discotecas deste país lá mais para o Natal o álbum de tributo aos Velvet Underground gravado por músicos portugueses.Podem ser ouvidos alguns temas em avanço no myspace.
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008
Lunatic Soul
Mariusz Duda, o baixista e vocalista dos progressivos polacos Riverside, prepara-se para editar um álbum a solo/side-project chamado Lunatic Soul no próximo dia 13 de Outubro. Entretanto, os Riverside estão em estúdio a gravar o que será o seu quarto álbum de originais e o primeiro desde o fim da trilogia «Reality Dream».
Uma música grátis pode ser obtida ao subscrever a newsletter aqui e mais informações podem ser consultadas no myspace e site oficial.
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domingo, 14 de setembro de 2008
Opeth - Wathershed
Já aqui falámos dos Opeth, banda sueca de death metal progressivo. Falemos agora do último álbum da banda (o nono), lançado em fins de Maio. Como os anteriores álbuns, «Wathershed» não é um álbum revolucionário mas antes mais um pequeno passo em frente dos Opeth. O anterior - «Ghost Reveries» - era já um esforço impecável nos três registos predilectos da banda: o death metal brutal, as deambulações progressivas guitar-oriented e os momentos mais acústico-intimistas. Este novo registo constitui, ao longo das suas sete faixas, uma continuação lógica do anterior, mas aperfeiçoando e dando maior relevo ao terceiro registo ("os momentos mais acústico-intimistas"), muito para meu agrado.O álbum inicia-se em tom acústico com «Coil», trazendo a bela voz da cantora folk sueca Nathalie Lorichs, num dueto melódico intimista. Como em qualquer álbum dos Opeth, a beleza é para se apreciar mas não por muito tempo, e tal acontece com a passagem para o segundo tema - «Heir Apparent», a música mais pesada - com 9 minutos de death metal sombrio e gutural.
Depois da tempestade, vem a acalmia? Não. Vem antes «The Lotus Eater», uma típica música de Opeth. Momentos mais clean entrelaçados com alguns dos melhores momentos metal que ouvi este ano, numa rapsódia rítmica intensa, num constante sobe-e-desce de intensidade, guturais intercalados com vocais mais acessíveis, bom trabalho de guitarra. A meio, um movimento prog de teclados não muito habituais no meio do death metal...
«Burden» traz-nos uma bela balada, fugindo dos cânones metaleiros e oferecendo um som acessível e lembrando alguns clássicos dos antigamentes, com extensos solos de guitarra e (pasme-se) o primeiro solo de teclas da história dos Opeth. E quem bem que ficam entrelaçados num jogo de emoções que não esperava ouvir vindo destes senhores!
Vamos a meio do álbum e encontramos finalmente o single de lançamento (vide abaixo, em versão editada) «Porcelain Heart». A escolha surpreendeu-me: primeiro, porque não tem guturais; segundo, porque é a música menos acessível de todo o álbum. Porquê? Porque é uma sucessão de dois momentos diferentes: o verso - acústico, sem bateria, baseado em guitarra clássica- e o refrão - eléctrico, a entrar em fade in em vez de uma progressão mais natural - alicercado na repetição exaustiva de dois temas.
«Hessian Peel» são 11 minutos predominantemente acústicos com alguns momentos de peso, fazendo lembrar as fórmulas dos primeiros álbuns, mas com um significativo acréscimo de qualidade. E assim chegamos ao último tema - «Hex Omega», que não é mais que uma súmula da imagem sonora do álbum: momentos intimistas com muita guitarra clássica (não acústica) e orquestração de teclados intercalados com os momentos eléctricos, onde um excelente trabalho de bateria e guitarra sustentam e impulsionam o nome da melhor banda de metal progressivo da actualidade.
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terça-feira, 2 de setembro de 2008
Novo álbum dos "Queen"...
Sim, "Queen" está entre aspas. Não, não acho que faça sentido. Não o álbum, que até deverá ser bom dada a qualidade dos intervenientes, mas a utilização do nome quando apenas meia banda está presente. Mesmo assim, fica a notícia de um álbum "Queen" + Paul Rodgers chamado «The Cosmos Rocks» (tão Brian May!) a ser lançado dia 15 de Setembro.

Da press release transparece uma imagem de um álbum feito pelos três como um verdadeiro trio e não como os Queen sem baixista e com alguém a substituir o Freddie. Em vez disso, as músicas foram produzidas e gravadas pelos 3 senhores (o baixo foi tocado pelo May e Rodgers). Além da capa aqui ao lado conhece-se já o alinhamento e o single de avanço (vídeo de uma actuação no Al Murray Show abaixo). Mais detalhes no site oficial.
1. Cosmos Rockin’ (4:10)
2. Time To Shine (4:23)
3. Still Burnin’ (4:04)
4. Small (4:39)
5. Warboys (3:18)
6. We Believe (6:08)
7. Call Me (2:59)
8. Voodoo (4:27)
9. Some Things That Glitter (4:03)
10. C-lebrity (3:38)
11. Through The Night (4:54)
12. Say It’s Not True (4:00)
13. Surf’s Up . . . School’s Out ! (5:38)
14. small reprise (2:05)
PS: A música C-lebrity tem backing vocals do baterista dos Foo Fighters Taylor Hawkins, que já tinha também participado numa música do álbum «Another World» do Brian May.
PS2: «The Queen Singles Box Set will be released on November 17th. More details to follow soon…»

Da press release transparece uma imagem de um álbum feito pelos três como um verdadeiro trio e não como os Queen sem baixista e com alguém a substituir o Freddie. Em vez disso, as músicas foram produzidas e gravadas pelos 3 senhores (o baixo foi tocado pelo May e Rodgers). Além da capa aqui ao lado conhece-se já o alinhamento e o single de avanço (vídeo de uma actuação no Al Murray Show abaixo). Mais detalhes no site oficial.
1. Cosmos Rockin’ (4:10)
2. Time To Shine (4:23)
3. Still Burnin’ (4:04)
4. Small (4:39)
5. Warboys (3:18)
6. We Believe (6:08)
7. Call Me (2:59)
8. Voodoo (4:27)
9. Some Things That Glitter (4:03)
10. C-lebrity (3:38)
11. Through The Night (4:54)
12. Say It’s Not True (4:00)
13. Surf’s Up . . . School’s Out ! (5:38)
14. small reprise (2:05)
PS: A música C-lebrity tem backing vocals do baterista dos Foo Fighters Taylor Hawkins, que já tinha também participado numa música do álbum «Another World» do Brian May.
PS2: «The Queen Singles Box Set will be released on November 17th. More details to follow soon…»
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Breves de Agosto
- Já está disponível no site dos Metallica para audição o primeiro single «The Day That Never Comes» e excertos das músicas (é acrescentado um por dia aqui).
- Os Oasis venderam os 180 mil bilhetes da próxima digressão britânica no espaço de um hora, por telefone e através da internet. É a primeira tournée em dois anos. O novo álbum «Dig Out Your Soul» sai dia 6 de Outubro.
- Os Travis lançam o seu novo álbum «Ode To J. Smith» no próximo dia 29 de Setembro. O primeiro single “Something Anything” já tem vídeo.
- Nem tudo são boas notícias: a Dido e os U2 também vão lançar novos álbuns nos próximos meses.
- O senhor Jimmy Page actuou no encerramento dos Jogos Olímpicos ao tocar a «Whole Lotta Love». Diz-se que a menina Leona Lewis (que ganhou um Ídolos lá do seu país) pediu para não cantar a parte do “every inch of my love” por não fazer sentido dada a sua feminilidade… A parte final também foi cortada dado o carácter lírico e a extensão da música.
- O dia 22 de Setembro traz um novo álbum/DVD ao vivo do deus floydiano David Gilmour. Todos os detalhes aqui.
- Os jogos como o Rock Band e Guitar Hero começam a despertar as atenções das editoras e das bandas e o seu potencial vai-se revelando à medida que surgem novidades. Depois dos Metallica anunciarem que iam lançar juntamente com o álbum um pacote com todas as músicas para o jogo, é a vez dos Rush «editarem» o seu clássico «Moving Pictures» na íntegra no Rock Band, nas suas versões originais tocadas pela banda e não como covers ranhosos feitos sabe-se lá por quem. É mais uma fonte de rendimento para as bandas e cá para mim a moda tem pernas para andar.
- Correm boatos de que os Rage Against the Machine preparam algo para os dias da Convenção Republicana, tendo pedido a organizadores de festivais para não tocarem nessas datas. Diz-se que eles querem estar presentes e pressente-se um novo «Sleep now in the fire». A ver vamos.
- Os Oasis venderam os 180 mil bilhetes da próxima digressão britânica no espaço de um hora, por telefone e através da internet. É a primeira tournée em dois anos. O novo álbum «Dig Out Your Soul» sai dia 6 de Outubro.
- Os Travis lançam o seu novo álbum «Ode To J. Smith» no próximo dia 29 de Setembro. O primeiro single “Something Anything” já tem vídeo.
- Nem tudo são boas notícias: a Dido e os U2 também vão lançar novos álbuns nos próximos meses.
- O senhor Jimmy Page actuou no encerramento dos Jogos Olímpicos ao tocar a «Whole Lotta Love». Diz-se que a menina Leona Lewis (que ganhou um Ídolos lá do seu país) pediu para não cantar a parte do “every inch of my love” por não fazer sentido dada a sua feminilidade… A parte final também foi cortada dado o carácter lírico e a extensão da música.
- O dia 22 de Setembro traz um novo álbum/DVD ao vivo do deus floydiano David Gilmour. Todos os detalhes aqui.
- Os jogos como o Rock Band e Guitar Hero começam a despertar as atenções das editoras e das bandas e o seu potencial vai-se revelando à medida que surgem novidades. Depois dos Metallica anunciarem que iam lançar juntamente com o álbum um pacote com todas as músicas para o jogo, é a vez dos Rush «editarem» o seu clássico «Moving Pictures» na íntegra no Rock Band, nas suas versões originais tocadas pela banda e não como covers ranhosos feitos sabe-se lá por quem. É mais uma fonte de rendimento para as bandas e cá para mim a moda tem pernas para andar.
- Correm boatos de que os Rage Against the Machine preparam algo para os dias da Convenção Republicana, tendo pedido a organizadores de festivais para não tocarem nessas datas. Diz-se que eles querem estar presentes e pressente-se um novo «Sleep now in the fire». A ver vamos.
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sábado, 9 de agosto de 2008
«Tabarly»: o regresso de Yann Tiersen
Dia 9 de Junho foi editado o mais recente trabalho do multi-facetado Yann Tiersen. Um belo trabalho no estilo minimalista a que já nos habituou, privilegiando neste registo o piano e apresentando um disco mais «minimal» (nos arranjos e instrumentação) que os anteriores. Gostei do álbum, tem momentos belos. Podem ouvir 3 temas no seu myspace.

Fiquemos com as suas palavras (e o excerto de uma entrevista):
«As I was working on my next album, I was sent a request. It was about a documentary on French sailor Eric Tabarly.
Straight away I thought it would again be one of those lyrical documentaries such as "A man facing the sea". Add a bit of accordion in it and we'll reach the height of bad taste. I watched the film and realised it wasn't. It's an elegant portrait of Eric Tabarly.
The narrator is Tabarly himself, honest, not bothering about the media. A lesson of integrity. That's why I've decided to work on it and postpone the work my own album for a quick while. I've then recorded a series of musical pieces.
A sort of musical portrait of the man...»
«Did you work with an edited version of the movie?
I haven't worked with any images. I only got myself inspired with the man's personality, so much that for a month, I was totally obsessed with it. I've read lots of things about him. Straight after accepting to work on the project, I knew it was going to be great. But quickly I started to wonder what on earth I was going to do… Because in a way, any music can illustrate a sailing race, who cares? (laughs) I mean, there's no specific music for that! And that's why I got myself impregnated by the man's story. I composed the music in Ouessant. What's a bit awkward is that Ouessant is the place in France where he's had his last dinner…
(...)
Why have you chosen the piano in 9 pieces out of 15 on the "Tabarly" album?
Well, to be honest, the first reason is that I didn't have much time for something else! (laughs) But it doesn't mean I've botched up the thing. Piano worked well. I'm actually working on my own album and there aren't much of it. This project allowed me to play the piano again and I really enjoyed it.
What is your coming album like?
It's hard work. There were lots of contrasts in my last albums. Some were very acoustic while others were very electro. In the next, you'll find those two aspects together in one piece. I'm also working hard on the sound aspect of it. A voice will be present on every piece of music but not necessarily to make a song out of it. It'll be more like any other instruments. I've been working on it since last September. I've never worked this way before: I can work on the same piece for a month, it takes time.
When is your next album due?
It could be in February. But it may as well be two albums and not only one.»

Fiquemos com as suas palavras (e o excerto de uma entrevista):
«As I was working on my next album, I was sent a request. It was about a documentary on French sailor Eric Tabarly.
Straight away I thought it would again be one of those lyrical documentaries such as "A man facing the sea". Add a bit of accordion in it and we'll reach the height of bad taste. I watched the film and realised it wasn't. It's an elegant portrait of Eric Tabarly.
The narrator is Tabarly himself, honest, not bothering about the media. A lesson of integrity. That's why I've decided to work on it and postpone the work my own album for a quick while. I've then recorded a series of musical pieces.
A sort of musical portrait of the man...»
«Did you work with an edited version of the movie?
I haven't worked with any images. I only got myself inspired with the man's personality, so much that for a month, I was totally obsessed with it. I've read lots of things about him. Straight after accepting to work on the project, I knew it was going to be great. But quickly I started to wonder what on earth I was going to do… Because in a way, any music can illustrate a sailing race, who cares? (laughs) I mean, there's no specific music for that! And that's why I got myself impregnated by the man's story. I composed the music in Ouessant. What's a bit awkward is that Ouessant is the place in France where he's had his last dinner…
(...)
Why have you chosen the piano in 9 pieces out of 15 on the "Tabarly" album?
Well, to be honest, the first reason is that I didn't have much time for something else! (laughs) But it doesn't mean I've botched up the thing. Piano worked well. I'm actually working on my own album and there aren't much of it. This project allowed me to play the piano again and I really enjoyed it.
What is your coming album like?
It's hard work. There were lots of contrasts in my last albums. Some were very acoustic while others were very electro. In the next, you'll find those two aspects together in one piece. I'm also working hard on the sound aspect of it. A voice will be present on every piece of music but not necessarily to make a song out of it. It'll be more like any other instruments. I've been working on it since last September. I've never worked this way before: I can work on the same piece for a month, it takes time.
When is your next album due?
It could be in February. But it may as well be two albums and not only one.»
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terça-feira, 17 de junho de 2008
Panic At The Disco - Pretty. Odd.
Foi com bastante surpresa que no outro dia, em conversa com o Pedro, ele mencionou que os Panic! At The Disco (agora Panic At the Disco) lançaram um álbum interessante, com influências de Beatles e não sei mais o quê. Desculpa Pedro, não me lembro bem da conversa, mas o que é facto é que a curiosidade cresceu e decidi ouvir o álbum.

De facto, a ex banda emo-punk tem aqui um trabalho bastante diferente daquilo a que habituaram os seus fãs (para bem da humanidade). Influências de Beatles e Alice no País das Maravilhas a rodos (mesmo, até no vídeo, como vão poder comprovar).
O guitarrista Ryan Ross diz, nesta entrevista ao site ultimate-guitar.com, que o seu desejo é que os PATD sejam os próximos Radiohead. Salvações do rock aparte, até porque este registo não traz nada de novo ao rock em si, estamos na presença de um óptimo álbum pop: bem produzido, canções muito catchy, boas influências. Apesar do elevado número de faixas (15) não se pode dizer que existam fillers (músicas para encher chouriço, como em 99% dos álbuns com mais de 12 músicas) e quase todas as músicas têm capacidade de funcionar como single numa rádio perto de si.
Não estamos na presença de nada espectacular, como já disse, mas é um disco que me surpreendeu, até porque hoje em dia já quase não há pop decente. Aliás, a pop que há (boa ou má) é toda uma mistura de música electrónica com hiphop e/ou R&B, sendo que uma banda que ainda toca guitarras é uma lufada de ar fresco (paradoxalmente).
E aqui está o primeiro "hitsingler" da banda. Como passatempo adicional, tentem encontrar todas as referâncias aos fab-four!
É um óptimo álbum para uma tarde feliz e bem passada a fazer um piquenique :D

De facto, a ex banda emo-punk tem aqui um trabalho bastante diferente daquilo a que habituaram os seus fãs (para bem da humanidade). Influências de Beatles e Alice no País das Maravilhas a rodos (mesmo, até no vídeo, como vão poder comprovar).
O guitarrista Ryan Ross diz, nesta entrevista ao site ultimate-guitar.com, que o seu desejo é que os PATD sejam os próximos Radiohead. Salvações do rock aparte, até porque este registo não traz nada de novo ao rock em si, estamos na presença de um óptimo álbum pop: bem produzido, canções muito catchy, boas influências. Apesar do elevado número de faixas (15) não se pode dizer que existam fillers (músicas para encher chouriço, como em 99% dos álbuns com mais de 12 músicas) e quase todas as músicas têm capacidade de funcionar como single numa rádio perto de si.
Não estamos na presença de nada espectacular, como já disse, mas é um disco que me surpreendeu, até porque hoje em dia já quase não há pop decente. Aliás, a pop que há (boa ou má) é toda uma mistura de música electrónica com hiphop e/ou R&B, sendo que uma banda que ainda toca guitarras é uma lufada de ar fresco (paradoxalmente).
E aqui está o primeiro "hitsingler" da banda. Como passatempo adicional, tentem encontrar todas as referâncias aos fab-four!
É um óptimo álbum para uma tarde feliz e bem passada a fazer um piquenique :D
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Lançamentos,
Pop,
Rock
segunda-feira, 9 de junho de 2008
Quarteto 1111 - «Onde Quando Como Porquê Cantamos Pessoas Vivas»
Já falei da colecção «Do Tempo do Vinil». Quando vi a lista de título da 2ª vaga vi que ia ter que ir às compras! Este álbum do Quarteto 1111, apelidado de «Obra-Ensaio de José Cid», a isso obrigou.

Quando se fala de José Cid, a maior parte pensará numas «Favas com Chouriço», num «20 anos» ou em «Como o Macaco Gosta de Banana...». Outros - aqueles que se acham mais conhecedores - dirão que pensam num «10.000 Anos entre Vénus e Marte», a grande obra progressiva do mestre Cid, reconhecida lá fora. Pois eu digo que são todos incultos e incompletos, se não conhecem este álbum! Não vou discutir a qualidade do «10.000 Anos...», até porque o adoro. Mas José Cid é muito mais este «...Cantamos Pessoas Vivas» do Quarteto 1111. Justifico-me com as suas palavras:
«O "10.00 Anos..." pode associar-se aos Genesis, aos Yes, aos Pink Floyd... e este não. Só o consigo associar ao próprio Quarteto 1111. É muito acústico, muito puro, muito poético, muito original»
Composto por Cid fazendo uso de um poema de José Jorge Letria, este é um álbum bastante político, editado em 1975 e percursor do «10.000 Anos...». Quem conhecer o single «Vida (Sons do Quotidiano» detectará algumas semelhanças. O álbum é constituído por uma só peça, de cerca de 30 minutos, que atravessa diferentes sonoridades, fazendo uso de ambientes mais acústicos (com predominância da guitarra acústica e piano) mas chegando a outros mais característicos do rock sinfónico inglês do início dos anos 70, com os obrigatórios sintetizadores a fornecerem todas as linhas melódicas e um extenso solo de guitarra eléctrica.
Um belo jogo de dinâmicas, numa peça longa mas que não cansa, muito bem estruturada e bem cantada ao jeito do José Cid dos 70's, do registo mais melancólico ao mais intenso e «berrado». Um exemplo para todos os que gostam de fazer músicas longas mas que não o conseguem. Esta música/álbum tem muitas partes diferentes mas nem se nota, tão bem estão integradas e tão naturalmente se sucedem.
A banda era:
José Cid - Voz e teclas
Mike Sergeant - Guitarras acústicas e eléctricas, baixo
António Moniz Pereira - Segunda guitarra
Vítor Mamede - Bateria

Quando se fala de José Cid, a maior parte pensará numas «Favas com Chouriço», num «20 anos» ou em «Como o Macaco Gosta de Banana...». Outros - aqueles que se acham mais conhecedores - dirão que pensam num «10.000 Anos entre Vénus e Marte», a grande obra progressiva do mestre Cid, reconhecida lá fora. Pois eu digo que são todos incultos e incompletos, se não conhecem este álbum! Não vou discutir a qualidade do «10.000 Anos...», até porque o adoro. Mas José Cid é muito mais este «...Cantamos Pessoas Vivas» do Quarteto 1111. Justifico-me com as suas palavras:
«O "10.00 Anos..." pode associar-se aos Genesis, aos Yes, aos Pink Floyd... e este não. Só o consigo associar ao próprio Quarteto 1111. É muito acústico, muito puro, muito poético, muito original»
Composto por Cid fazendo uso de um poema de José Jorge Letria, este é um álbum bastante político, editado em 1975 e percursor do «10.000 Anos...». Quem conhecer o single «Vida (Sons do Quotidiano» detectará algumas semelhanças. O álbum é constituído por uma só peça, de cerca de 30 minutos, que atravessa diferentes sonoridades, fazendo uso de ambientes mais acústicos (com predominância da guitarra acústica e piano) mas chegando a outros mais característicos do rock sinfónico inglês do início dos anos 70, com os obrigatórios sintetizadores a fornecerem todas as linhas melódicas e um extenso solo de guitarra eléctrica.
Um belo jogo de dinâmicas, numa peça longa mas que não cansa, muito bem estruturada e bem cantada ao jeito do José Cid dos 70's, do registo mais melancólico ao mais intenso e «berrado». Um exemplo para todos os que gostam de fazer músicas longas mas que não o conseguem. Esta música/álbum tem muitas partes diferentes mas nem se nota, tão bem estão integradas e tão naturalmente se sucedem.
A banda era:
José Cid - Voz e teclas
Mike Sergeant - Guitarras acústicas e eléctricas, baixo
António Moniz Pereira - Segunda guitarra
Vítor Mamede - Bateria
Temas:
Albuns,
Lançamentos,
Portuguesa,
Rock
Do Tempo do Vinil
«Do Tempo do Vinil» é uma colecção de álbuns vindos directamente dos arquivos da Valentim de Carvalho, ora reedições de vinis já perdidos no tempo ou compilações de raridades nunca editadas. De louvar o trabalho de uma equipa que se dedica à remasterização e recuperação, nem sempre fácil, de álbuns importantes no panorama musical português (fundamentalmente dos anos 70). Continua a existir muito trabalho a fazer para preencher essa lacuna, nem sempre por falta de vontade, mas muito por causa de compromissos contratuais e outros inimigos burocráticos.

Já houve duas vagas de lançamentos, cada uma com as suas pérolas.
A 1ª teve:

Já houve duas vagas de lançamentos, cada uma com as suas pérolas.
A 1ª teve:
- GNR - «Independança»
- Jorge Palma - «Com uma Viagem na Palma da Mão»
- Manuela Moura Guedes - «Alibi»
- Sheiks - «Missing You - Integral 1965-1967»
- Tantra - «Mistérios e Maravilhas»
- Quarteto 1111 - «Onde Quando Como Porquê Cantamos Pessoas Vivas»
- Quinteto Académico - «Train - Integral 1966-1968»
- Telectu - «Ctu Telectu»
- UHF - «Os Anos Valentim de Carvalho» (gravações de 1980-1982)
Temas:
Lançamentos,
Portuguesa
Foge Foge Bandido
Foge Foge Bandido é para mim algo difícil de descrever. Não é um álbum com um livro giro, nem pode ser visto e ouvido como tal. Não é um livro com cd's. Não é um projecto nem uma banda. Foge Foge Bandido são 2 CD's, 80 faixas, um livro de 140 páginas intensamente ilustrado, e acima de tudo uma obra de arte inovadora. Uma lufada de ar fresco no panorama dos lançamentos nacionais. Um trabalho de 10 anos finalmente compilado e editado para que todos dele possam fazer proveito e apreender o que quer que o seu criador tenha querido transmitir. O seu criador? O incontornável Manel Cruz.
Pessoalmente, esperava este lançamento desde que tomei conhecimento do "Foge Foge Bandido", no mínimo em 2006, mas não posso garantir que não tenha sido antes até... O tempo foi passando, entre ocasionais rumores e novos detalhes, e finalmente o dia chegou! Aparece no site da CDGO (JoJo's) a anunciar o seu lançamento para 1 de Junho numa 1ª edição de 1100 exemplares numerados. Cá em casa mora um orgulhoso nº 281 :)

Não vou fazer uma review à obra pois não é algo que se faça de ânimo leve e com duas audições. Acima de tudo isto é tudo menos convencional. E como tudo o que não é convencional, necessita de tempo para ser apreendido. Descreverei mais...
Encontramos o Lado A: O amor dá-me tesão. Encontramos o Lado B: Não fui eu que estraguei. Encontramos ao longo das 80 faixas muitas músicas, canções, umas mais curtas, outras mais longas. Encontramos faixas com ruídos, sons, samples, mosquitos, vozes... uma panóplia de sonoridades. Encontramos muitos instrumentos, muitos não-instrumentos, muitos músicos. Encontramos as letras inconfundíveis. Encontramos velhos companheiros como o Peixe, o Nuno Prata, até o Elísio. Encontramos novos companheiros como o Ruca ou o Eurico Amorim. Encontramos caras conhecidas como JP Simões ou Pacman. Encontramos outros menos conhecidos como o irmão Marcos e a irmã Marta (que «não quer chorar»...). Encontramos dezenas mais.
Nas palavras do autor:
«O Foge Foge Bandido foi um namoro de acasos, descobrir a música das pessoas e não dos músicos e atribuir ao tempo a tarefa de seleccionar o material. Foi tentar ao máximo expressar o processo, com a consciência, claro, de que o acaso se estende ao próprio entendimento desse processo e de que se calhar não percebi nada.»
No fim de tudo encontramos mais uma razão para sorrir: «PERMITIDA A CÓPIA EXCLUSIVAMENTE PARA FINS NÃO LUCRATIVOS» diz nos CD's. O incentivo é aqui correspondido, segue abaixo o link para download. Mas acreditem, vale a pena comprar.
Links:
site oficial
site não oficial
encomendar
DOWNLOAD
Pessoalmente, esperava este lançamento desde que tomei conhecimento do "Foge Foge Bandido", no mínimo em 2006, mas não posso garantir que não tenha sido antes até... O tempo foi passando, entre ocasionais rumores e novos detalhes, e finalmente o dia chegou! Aparece no site da CDGO (JoJo's) a anunciar o seu lançamento para 1 de Junho numa 1ª edição de 1100 exemplares numerados. Cá em casa mora um orgulhoso nº 281 :)
Não vou fazer uma review à obra pois não é algo que se faça de ânimo leve e com duas audições. Acima de tudo isto é tudo menos convencional. E como tudo o que não é convencional, necessita de tempo para ser apreendido. Descreverei mais...
Encontramos o Lado A: O amor dá-me tesão. Encontramos o Lado B: Não fui eu que estraguei. Encontramos ao longo das 80 faixas muitas músicas, canções, umas mais curtas, outras mais longas. Encontramos faixas com ruídos, sons, samples, mosquitos, vozes... uma panóplia de sonoridades. Encontramos muitos instrumentos, muitos não-instrumentos, muitos músicos. Encontramos as letras inconfundíveis. Encontramos velhos companheiros como o Peixe, o Nuno Prata, até o Elísio. Encontramos novos companheiros como o Ruca ou o Eurico Amorim. Encontramos caras conhecidas como JP Simões ou Pacman. Encontramos outros menos conhecidos como o irmão Marcos e a irmã Marta (que «não quer chorar»...). Encontramos dezenas mais.
Nas palavras do autor:
«O Foge Foge Bandido foi um namoro de acasos, descobrir a música das pessoas e não dos músicos e atribuir ao tempo a tarefa de seleccionar o material. Foi tentar ao máximo expressar o processo, com a consciência, claro, de que o acaso se estende ao próprio entendimento desse processo e de que se calhar não percebi nada.»
No fim de tudo encontramos mais uma razão para sorrir: «PERMITIDA A CÓPIA EXCLUSIVAMENTE PARA FINS NÃO LUCRATIVOS» diz nos CD's. O incentivo é aqui correspondido, segue abaixo o link para download. Mas acreditem, vale a pena comprar.
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