- Nine Inch Nails anunciam novo álbum com a produção de Timbaland, participações de Chris Martins, Jay-Z, Bono, Sheryl Crow, Alicia Keys, Justin Timberlake e Maynard James Keenan (na mesma música).
«To download NIN's new full-length album Strobe Light, PRODUCED BY TIMBALAND, enter a valid email address in the fields below. (...) Your files will arrive as windows media files playable on quite a few players with your name embedded all over them just in case you lose them. (...) Your email will be kept confidential and will not be used for spam, unless we can make some money selling it.»
O SoriSu é um instrumento/interface musical que gera música conforme a resolução de um jogo de Sudoku (!). À medida que o jogo vai decorrendo vai sendo gerada uma música, com componentes que vão sendo acrescentados de acordo com o desempenho, resultando sempre numa música nova.
O mais interessante do que ouvi até agora, quanto a mim, é a noção de forma que a música gerada tem. Imaginem: se vocês empancarem na resolução, a música fica completamente estática, aumentando a tensão psicológica lentamente. Se, pelo contrário, a resolução estiver a ser cada vez mais imediata e rápida e estivermos perto do fim, a música vai abrandando e preparando o final. Ah, e de cada vez que vocês falham são introduzidos (brevemente) elementos dissonantes contrastantes. Vejam por vocês próprios:
Há para aí um senhor que criou um patch no Max/MSP que promete tocar:
"All 4-bit waveforms that have 32 samples"
Simples, não? Vamos ver:
32 samples refere-se a 32 amostras por segundo (para os interessados em aprofundar, ver o teorema de amostragem de Nyquist-Shannon), sendo que cada uma dessas amostras tem 16 valores possíveis (os tais 4 bits). Se multiplicarmos ficamos com 512 "bits/segundo".
Complicado, não? Vejamos:
O áudio dum CD normalíssimo tem 44 100 samples/segundo a 16 bits. Isso dá o célebre 1.4 Mbits/s (1 411 200 bits/s). Para cada um dos 2 canais... Isto para contextualizar e dizer que os 512 até parecem muito simplezinhos.
Problema: as possibilidades de formatos de onda sonora a 4-bits e 32 samples são 16^32. O patch toca 100 formas por segundo (o que levanta alguns problemas, mas ok) a uma frequência fixa. Nas palavras do próprio,
"There are 16 ^ 32 possibilities. The patch plays 100 different waveforms for every second, at a constant frequency of 440 Hz. At this rate it will take 1,079,028,307,100,000,000,000,000,000 centuries to complete."
Traduzido para o nosso português, o patch chegará ao fim dentro de: 1,079,028,307,100,000,000,000,000,000 séculos
Possibilidades musicais? Ouçam por vocês próprios no vídeo abaixo. Principal mérito quanto a mim: relembrar a toda a gente que isto do som é mesmo muito complexo. Se todas as formas possíveis de onda a 512 bits/s levam aquele tempo para concluir, quanto levariam as de 1 411 200 bits/s? E lembrem-se que estamos a falar sempre da mesma frequência. E se usássemos todas as frequências possíveis? E mais: os tais 1 411 200 bits/s são alvos de duríssimas críticas como todos sabemos por não terem qualidade suficiente!!!!
For 6 cents, turkers were asked to imitate a sound bite and were not told why they were doing so. What they were actually singing was a note from "Daisy Bell," originally written by Harry Dacre in 1892, or otherwise known as the first song sung by a computer in 1962. (...)»
Por lá anda o Max/MSP ao barulho, como não podia deixar de ser.
«In the following video, experimental media artist Daito Manabe hooked up 4 friends to what he calls a “Face Visualizer”, and sent music, transformed into electrical impulses, right into their facial muscles. The result is what we can describe as a funny, yet disturbing, facial dance.»
«(...) A editora dos Klaxons obrigou a banda britânica a regravar partes do segundo álbum de originais. O sucessor de Myths of the Near Future, vencedor do Mercury Prize em 2007, estava demasiado experimental. A banda tem agora quatro semanas para regravar e apresentar um álbum mais pop, disse ao jornal The Sun Jamie Reynolds, elemento da banda. O registo deverá sair para as lojas esta Primavera. "Foi-nos pedido que regravássemos parte do álbum porque fizemos um disco denso e psicadélico. Fizemos um disco mesmo muito pesado e isso não é o melhor para nós - eu percebo isso. Antes de mais, somos uma banda pop. Não pensei nisso durante muito tempo e agora está bem presente na minha cabeça", disse Reynolds. (...)»
E se alguém fosse ao youtube, juntasse uns vídeos de diversos utilizadores diferentes e fizesse umas mashups com isso? Tinhamos o melhor site de todas as internets!!!
Pois é, continua o cliché: Machine Head no dia de Metallica (tal como no ano passado). Já o palco secundário do dia do metal é de estranhar e tenta combater o dia estereotipado. Vai ser bonita a mistura, se é que vai haver mistura at all. Os confirmados até agora (note-se a falta de portugueses):
PALCO OPTIMUS 9 de Julho: Metallica, Machine Head, Mastodon, Slipknot, Lamb of God 10 de Julho: Placebo 11 de Julho: Dave Matthews Band, Chris Cornell
PALCO SUPER BOCK 9 de Julho: TV On The Radio, Klaxons, Crystal Castles e Erol Alkan 10 de Julho: The Ting Tings 11 de Julho: Los Campesinos
...é ver a actuação dos Radiohead (só o Thom e o Jonny) com a USC Marching Band. Não tarda, vão os senhores do YouTube tirar de lá este interessante momento. E apresentados pela mulher do vocalista da melhor banda do mundo. Eat that.
Os Radiohead venceram o prémio para melhor álbum alternativo. Os Metallica para melhor packaging (esse prémio existe?) e música metal. O melhor álbum foi para Robert Plant & Alison Krauss. Os Mars Volta ganharam a melhor música hard rock. Os Coldplay levaram o melhor álbum rock... O prémio de melhor música rock instrumental foi para a Peaches en Regalia (que grande música!) dos Zappa Plays Zappa com o Steve Vai & Napoleon Murphy Brock, contra uma concorrência de peso: Metallica, Rush, Nine Inch Nails e David Gilmour.
A edição de Outubro da revista Wired traz mais música que costume, de gadgets a tendências. Apresento quatro assuntos. Escolha o freguês um que lhe interesse.
Ainda nem Janeiro chegou ao fim e já andam as senhoras internets a dizer que o álbum do ano é este ou aquele. Principalmente aquele!!
Além de ser obviamente cedo para escolher um álbum do ano, na minha humilde opinião pessoal nenhum desses dois álbuns é o melhor do mês, sequer! Ponham os ouvidos nesta beleza masé:
E esta nem é a melhor música do álbum:
O álbum é The Empyrean do John Frusciante e aconselho a audição de uma ponta à outra. As músicas variam bastante entre si o que mantém este docinho interessante. Ouça-se por exemplo Song to the Siren, nada mais, nada menos que uma cover de Tim Buckley. Não vou spoilar mais. Ouçam e tirem as vossas conclusões!
O conhecido mais-que-um-festival South By Southwest vai contar este ano com as presenças lusas de Clã, Legendary Tiger Man, David Fonseca (este já é repetente), Buraka Som Sistema e Rita Redshoes. É bom ver cada vez mais artistas portugueses por lá, algo inimaginável há poucos anos.
Começamos 2009 com uma série de breves fresquinhas:
- Os Nine Inch Nails tiveram em Ghosts I-IV o álbum em formato mp3 mais vendido na Amazon.com em 2008. Foi mais um lançamento sui generis de Trent Reznor, sob a licença Creative Commons. Mais informação quanto ao modelo de lançamento do álbum aqui. Segundo o Guardian froam também disponibilizados recentemente e gratuitamente "400GB de gravações ao vivo em alta definição, convidando os fãs para editar o material em bruto".
- Corey Taylor (Slipknot, Stone Sour) vai seguir a solo. Diz ele: "Tanto nos Slipknot como nos Stone Sour sinto-me algo limitado relativamente à escrita de canções e os assuntos sobre os quais posso escrever. A beleza de fazer um disco a solo é que assim posso escrever o que quiser". Queres ver que vai tentar fazer música (e) que não seja sobre adolescentes revoltados?
- A Música no Coração anunciou um festival de reggae para a Ericeira.
- A Anastaciadisse que a música nunca mexeu consigo, que às vezes até a acha irritante e que prefere o silêncio a um CD. É recíproco: eu também acho a música da Anastacia irritante e prefiro o silêncio.
- A fadista Mariza vai embarcar numa ambiciosa digressão internacional de 48 concertos em 3 meses.
- A consultora Nielsen estimou um crescimento de 10% nas vendas de música na internet em 2008 e um decréscimo nas vendas em suporte físico de 14% nas lojas tradicionais e 8,6% nas lojas web.
- Mais um passo da Apple para dominar o Mundo: agora que cada vez haviam mais sites de aulas de guitarra et al. pela internet fora, diz-se que a próxima versão do GarageBand vai trazer a possibilidade de download de lições dadas por músicos de renome.
... ou uma oportunidade única para os fãs sul-americanos dos Radiohead, que vão poder assistir a um dos sete concertos dos meninos ingleses abertos pelos senhores alemães dos Kraftwerk.
Cada década passada tem as sua música característica. O rock n roll dos 70s, o new wave, hair metal, post-punk dos 80s, o grunge e hiphop dos 90s, enfim, vocês estão a ver a cena... Qual é a música característica desta década?
Toda a gente diz que esta é a época do revivalismo e não sei quê, eu sinceramente acho que não é só isso. Nos anos 80 também houve uma explosão de filmes revivalistas dos anos 50 e isso não é razão para se dizer que nos 80s não houve cenas novas.
Acontece que nesta década a imagem de marca tem sido muito mais subtil que cabelos gigantes e camisas de flanela (que Deus as tenha)... Para mim, a marca da década é a grande explosão da produção. Muito por culpa "daquele negócio dos computadores", tem-se registado uma melhoria e uma preocupação cada vez maior com a estética dos albuns, às vezes nem é pelos processos digitais em si, mas com a pirataria e compras online cada vez há mais necessidade em produzir albuns apelativos em vez de dois singles. Longe vão os tempos dos albuns de 16 músicas em que só há duas decentes, e em que boa produção era sinónimo de quartetos de cordas em álbuns rock.
Isto tudo para chegar onde? Ao título do artigo: Mashups!! As mashups podem ser muita coisa, mas o que não são é novidade. Desde que há discos há djs, desde que há djs há misturas e o que é uma mashup senão uma mistura?
O termo mashup em si refere-se a um bicho engraçado que é mais que uma mix para passar na discoteca. Nos anos 90 tínhamos pérolas destas:
Smells Like Booty
Este é o fenómeno das mashups banda1 vs banda2. Pega-se na música de uma banda, acrescenta-se a voz de outra música e *puff* fez-se o Chocapic. Mas não estavamos a falar dos anos 90, pois não?
A internet cresceu, os meios de produção cresceram, o bicho cresceu. Mais que nunca, a música é feita também por quem a trabalha depois da captação de som. E hoje podemos contar com diversas experiências de estúdio de qualidade profissional como as que vou sugerir a seguir:
Outro grande nome na "cena" é o de Gregg Gillis, ou Girl Talk. Nos seus álbuns mistura diversas músicas ao mesmo tempo numa sucessão incansável. Uma batida de Radiohead a acompanhar uma melodia de Ace of Base, com a voz da Sinead O'Connor numa montanha russa de samples. As músicas não têm estrutura mas compensam o ouvinte com surpresa de nunca se saber o que vem a seguir. O seu último álbum pode ser descarregado aqui pelo mesmo método usado pelos Radiohead: o utilizador é quem decide o preço.
Deixo ainda mais um link, encontrado pelo Pedro, que ainda não tive tempo para explorar como queria e que contém diversos links de mp3 e albuns completos de mashups.
Volta a minha rubrica favorita aqui no blog. Desta vez, venho falar ao leitor de um submundo que felizmente continua bem vivo. Mas já lá vamos... Para já vamos voltar uns anos atrás:
*** O SEGUINTE TRECHO REPRESENTA UM TRABALHO DE FICÇÃO E NÃO DEVE SER LEVADO A SÉRIO ***
Era uma vez, três porquinhos que viviam muito felizes num reino muito longe daqui, no tempo em que os animais falavam (anos oitenta). Um dia, os porquinhos tiveram uma ideia, porque é isso que fazem os porquinhos quando não estão a comer lavagem ou a chafurdar na lama, ou a mamar nas tetinhas da mãe porca (com todo o respeito). Um dos porquinhos, o mais novo, comprou uma Commodore 64. O do meio, comprou um ZX Spectrum e o terceiro e mais velho dos porquinhos comprou um Atari ST. O quarto porquinho foi levar uma cestinha de medicamentos à avozinha e nunca mais ninguém o viu.
Os três porquinhos gostavam muito de programar nos seus computadores diferentes mas, como a mãe porca não tinha dinheiro para comprar jogos para os filhos, os porquinhos começaram a copiar e crackar jogos e trocar com os amigos.
CUIDADO CRIANÇADA! Copiar jogos e outra propriedade intelectual (como música) é pirataria e é pior que roubar, só que quando se rouba o produto deixa de estar lá para ser vendido e quando se copia só se replica o objecto em questão. É complicado, o mundo dos adultos, falem com o vosso advogado.
Alguns jogos que os porquinhos copiavam vinham com umas mensagens engraçadas dos crackers quando se ligavam os computadores. No inicio apenas diziam os nomes das equipas, mas com o passar do tempo tudo ficou mais rebuscado, chegando mesmo a incluir música e gráficos complexos melhores que os jogos em si.
Os porquinhos estavam maravilhados. E decidiram começar eles também a brincar com os códigos. Alguns anos depois eram parte da "cena".
*** FIM DO TRECHO DE FICÇÃO ***
A "cena" de que este popular conto infantil nos fala é a demoscene. Nos loucos anos oitenta havia mega eventos onde artistas de diversas demoparties se juntavam para mostrar as suas habilidades de programação, de criação de vídeo e música, as primeiras competições de conteúdos multimédia de sempre.
As "intros" que inicialmente apenas serviam como publicidade de uma determinada equipa de crackers rapidamente se transformaram em "demos" ou demonstrações artísticas de programação.
Nos anos oitenta havia pouca opção no que toca a potencialidades de cada máquina. Tudo se baseava na capacidade artística e de programação do criador. Hoje em dia de modo a que isso continue a acontecer limitam-se os recursos dos programadores.
E isto agora é só paleio? Nem pensar. Aqui vão uns exemplos fresquinhos do tubias: